Arquivo mensal Maio 2017

Peregrinação da Catequese a Fátima

Peregrinação da Catequese a Fátima (27-05-2017)
– Visita às casas da Stª Jacinta e Stº Francisco Marto e à Casa da Lúcia; assim como ao poço do Arneiro
– Percurso nos Valinhos, calcorreando os caminhos que os pastorinhos faziam; Loca do Cabeço…
– Eucaristia, celebrada pelo Pe Jorge no Calvário Húngaro
– Almoço piquenique…
– De tarde, viremos para a Cova da Iria, onde podemos visitar os túmulos dos pastorinhos, ver um filme sobre o que se passou em 1916 e 17.. e rezar o terço na capelinha das aparições.

Novena de Pentecostes

No dia 1 de junho, quinta-feira, a costumada Oração de Misericórdia vai ser uma vigília para pedir o Espírito Santo para todos os grupos de serviço na paróquia e para todos os paroquianos em geral. Haverá um ensinamento e oração fraterna. Lembremo-nos que só o Espírito Santo nos pode renovar no Fogo do Amor Divino; só Ele pode erguernos de uma certa rotina e apatia; só Ele pode dar-nos novo fogo evangelizador; só Ele pode ajudar-nos a viver relações fraternas e de comunhão mais estreitas; só Ele pode operar em nós o crescimento.
Vamos pedir todos juntos o Espírito Santo. Pedimos a todos os grupos da paróquia e seus responsáveis que não faltem a este encontro: Catequistas; Equipa Alpha e participantes nos Percursos; Líderes e membros das Células; Grupo de Oração; Catequese de Adultos, EFAP; Grupo de Adoradores; Equipa de Pastoral Familiar; Ela e Ele; Conselho Económico; Pastoral da Partilha; Comissão para a construção da Igreja; Comissão das Festas de S. João Baptista; Grupo SocioCaritativo; Grupo de Eventos; Grupo de Acolhimento; Leitores, Ministros Extraordinários da distribuição da Comunhão; Grupos de limpeza e adorno; Grupos Corais; Voluntários do Serviço Administrativo.

Paróquia de S. João Baptista discute sobre Eutanásia

No dia 18 de maio, organizado pela equipa de pastoral familiar da paróquia,  realizou-se na Igreja de São João Baptista uma conferência sobre o tema da eutanásia a cargo do Professor Henrique Vilaça Ramos. Como se pretendia, a sessão motivou o debate, após uma excelente conferência. São de destacar quatro pontos: em primeiro lugar, que se trata de um tema difícil. Fazendo parte do grupo das chamadas causas fraturantes, a eutanásia é dos temas que mais impressionam a sensibilidade das pessoas, porque normalmente pedem a eutanásia pessoas que sofrem. Em segundo lugar, há a destacar o profundo desconhecimento do que está em causa nas propostas de legalização da eutanásia já conhecidas. Em terceiro lugar, há a referir o facto de o espaço mediático estar dominado pelas posições de quem defende a legalização da eutanásia. Em quarto lugar, há a referir a necessidade de os católicos procurarem ter uma posição discernida sobre a matéria.

Começou o Professor Vilaça Ramos por referir a sua posição contrária à eutanásia, mas num contexto de profundo respeito por quem tem posições contrárias à sua. Sendo um dever moral de todos responder às necessidades das pessoas em sofrimento, que significa a eutanásia e que alternativas existem à eutanásia?

Assistimos a uma palestra muito informativa, serena e lúcida. É próprio de uma democracia que haja debates sérios sobre todas as questões. Independentemente do que venha a acontecer nesta matéria, é dever da sociedade portuguesa, e dos católicos em particular, participar neste debate com bons argumentos que possam ser compreendidos por todas as pessoas honestas e de boa vontade.

É de registar que a sessão foi muito concorrida e participada (mais de 100 pessoas, de várias paróquias!). De notar ainda, pelas intervenções do público, que quem está aberto à procura do bem do seu semelhante, é exigente na procura da verdade. A verdadeira compaixão é exigente, determinada pelo bem do irmão. Não há dúvidas de que a eutanásia encerra muitos perigos e, paradoxalmente, possibilidades de negócio imorais. É aceitável que as companhias de seguros excluam dos seguros de saúde a cobertura de gastos (por serem elevados) com doenças incuráveis e cubram as despesas com a morte por eutanásia? É aceitável a presunção de que as pessoas com mais de 70 anos possam recorrer naturalmente à eutanásia como forma de pôr termo à vida? É aceitável que se possa colocar nas mãos de terceiros juízos sobre a admissibilidade da prática da eutanásia em relação a incapazes ou com doença mental? (São casos reais). Como explicar que a legalização da eutanásia, nos países onde ocorreu, tenha aumentado tanto o número de candidatos à eutanásia? Será aceitável que a nossa rede de cuidados paliativos continue a ser fraquíssima?

Para onde caminhamos como pessoas e sociedade?

É importante que pensemos sobre estas questões e não tenhamos medo de falar livremente. É tempo de a Igreja e cada católico, em particular, como cidadão de pleno direito, assumam esse compromisso com a sociedade democrática, porque existe sempre o risco de esta se tornar antidemocrática.

João Caetano

Testemunho da Peregrinação a Fátima a 13 de Maio

A semana passada perguntei a um sacerdote da nossa cidade, no final de uma eucaristia ferial, se nos encontrávamos em Fátima: respondeu-me que não, que não se revia nos grandes ajuntamentos, porque não é aí que crescemos na fé. De facto tem alguma razão: se queremos crescer e amadurecer na fé, isso faz-se na fidelidade aos sacramentos, na frequência regular de um pequeno grupo, na constância da oração em família, etc. Mas também é verdade que precisamos destes momentos para reanimar e revigorar o nosso fervor na fé e na Igreja: nós somos as pedras vivas do templo do Senhor e, nas palavras do nosso Santo Padre, “não queiramos ser uma esperança abortada!”.

Decidimos ir os 5 no autocarro da paróquia de S. João Baptista, pois era importante para nós, e sobretudo para os nossos filhos, explorar ao máximo a dimensão eclesial e comunitária da peregrinação. Muitos irmãos da nossa paróquia congratularam-se com a nossa presença, sobretudo com a participação dos nossos filhos. Alguns não deixaram, no entanto, de estranhar e de perguntar se não seria demasiado duro para eles, na medida em que partiríamos na 6ª feira de manhã para só regressar no sábado ao fim da tarde, sem casa para dormir ou para a higiene diária, sabendo que à chegada teríamos ainda que garantir a nossa presença em algumas celebrações e actividades da paróquia, como acontece habitualmente.

Em tom de brincadeira, ainda retorqui a alguns se já tinham reparado que os nossos filhos tinham aproximadamente a mesma idade que os pastorinhos aquando das aparições (7, 10 e 12 anos). Os mesmos pastorinhos que tiveram que enfrentar as suas famílias e vizinhos, as autoridades, muitas ameaças, algumas de morte, etc. Os mesmos pastorinhos a quem a Virgem Maria não hesitou em pedir muitos sacrifícios sempre que pudessem, que distribuíam as suas merendas pelas ovelhas e crianças pobres para poderem oferecer esse sacrifício por amor de Jesus, pela conversão os pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Pois a Igreja reconheceu o percurso de vida como caminho de santidade àqueles que são os mais jovens santos não mártires. E o que nós queremos antes de mais para os nossos filhos é que também eles desejem ser santos.

Lembra-se daqueles dias festivos em que toda a família se reúne em casa da mãe, como o Natal e assim? E é tão bom! Em Fátima foi mais ou menos assim, só que melhor: encontrámos gente conhecida vinda de todas as partes do país, alguns dos quais não víamos há demasiado tempo; era a alegria pura e simples dos filhos que se sentem amados por Deus a celebrar juntos o conforto da Mãe. E como íamos postando nas redes sociais a nossa actividade, muitos que não tinham podido ir pediam-nos para não nos esquecermos deles: e nós rezámos por eles e por muitos outros que não pediram mas sabíamos precisar que intercedêssemos por eles junto da Virgem Mãe. E ainda outros que tinham decidido que não lhes era possível ir a Fátima, vendo os nossos posts e a nossa alegria contagiante, aquela que só pode vir de Deus, não se contiveram e fizeram-se ao caminho. E ainda outros irmãos que, tendo ido sozinhos, se juntaram a nós de imediato partilhando a sua alegria nas redes socias por terem encontrado família chegada.

De cada vez que recordo a frenética actividade jornalística das últimas semanas, envolvendo alguns elementos mais dissonantes da nossa Igreja, revejo-me também nestas palavras de Jesus: «Eu Te bendigo, ó Pai, por teres escondido estas coisas aos sábios e aos poderosos e as quereres ter revelado aos pequeninos.»

Família Farinha Silva

Conferência: “Eutanásia: a favor ou contra?”

As recentes iniciativas para lançar em Portugal um debate parlamentar sobre uma petição para promover a “despenalização e regulamentação da morte assistida” têm sido acompanhadas por outros movimentos de afirmação de que a sociedade e o Estado têm o dever de proteger toda a vida humana.
Neste debate, os cristãos são chamados a procurar compreender as diversas dimensões que envolve (médica, psicológica, social, política…), mas especialmente as dimensões ética e religiosa que decorrem dos valores e princípios da fé cristã.
 
A Semana da Vida, promovida pela Conferência Episcopal Portuguesa, através da Comissão Episcopal para a área da Família, que decorre  de  14 a 21 de maio, propõe às comunidades eclesiais aproveitar a ocasião para organizar um  encontro para debater a Eutanásia: esclarecer conceitos, apresentar razões, responder a perguntas. 
 
Conferencista: Henrique Vilaça Ramos
 
Henrique Vilaça Ramos é médico e professor catedrático aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Interessado pela Bioética desde os anos 80, tema sobre que tem publicado, dado aulas, feito conferências e intervenções nos meios de comunicação. Cristão ativo na sua comunidade, aderiu às Equipas de Nossa Senhora praticamente desde a sua introdução em Portugal.
 
DIa: 18 de maio
 
Hora: 21.15 horas
 
Local: Igreja de São João Batista – Coimbra