Arquivo mensal Novembro 2017

Consagração a Nossa Senhora

Nós te escolhemos hoje, ó Maria,
Em presença de toda a corte celestial
Para nossa mãe e rainha.
Nós te entregamos e consagramos
Em toda a submissão e amor
Os nossos corpos e as nossa almas,
As nossas riquezas interiores e exteriores
E ainda o valor das nossas boas ações
Passadas presentes e futuras.
Deixando-te pleno direito de dispor de nós
E de tudo o que nos pertence, sem exceção,
Segundo a tua vontade,
Para maior glória de Deus
No tempo e na eternidade.
Ámen.

Folha paroquial – 34º TC – 26 Nov

A folha pode ser descarregada aqui

Em Israel, os reis eram considerados pastores do seu povo. Eles tinham a tarefa de conduzir o povo pelos caminhos da paz e do bem e estarem ao seu serviço. Mas isso, em verdade, nunca aconteceu na história de Israel, se bem que o rei David ficou como símbolo do Rei- Messias que havia de vir e, esse sim, seria um Rei humilde que daria a vida pelo seu povo.

Cristo é o Bom pastor e o Rei esperado. Ele cuida de cada uma das suas ovelhas, vai à procura da que está ferida e cura-lhes as chagas. Mais do que isso, Ele identifica-se com cada uma que sofre e todo aquele que fizer o bem a uma das suas ovelhas é a Ele que o faz. Nós, pelo Baptismo, somos participantes da realeza de Cristo e chamados por Ele a servir o Reino de Deus no mundo, fazendo o que Ele nos    mandou e como nos deu o exemplo.

Este dia fala-nos também da forma como Jesus voltou do avesso as conceções do seu tempo e também do nosso. O Rei é o pobre. Todas as vezes que olhastes o pobre com amor, o servistes com amor, foi a Mim que o fizestes.

Celebrámos no Domingo passado o 1º dia mundial dos pobres.  Talvez não tenhamos tido  ocasião de ler a mensagem do papa para este dia. Vale a pena, em dia de Cristo Rei, ouvi-lo nalguns pequenos extratos: «Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca com as mãos a carne de Cristo. Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, partido na    sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis.” (…) Portanto somos     chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. “

Como nos diz o papa, ajudar os pobres é muito mais do que lhes dar esmola. A pobreza é complexa e podemos não ajudar nada o pobre dando-lhe esmola sem conhecermos a sua realidade e o  acompanharmos. Temos pobres que pedem à porta da igreja de S. José em cada Domingo. Fazemos mais bem em dar-lhe esmola ou em dar esse dinheiro, por exemplo, ao centro de acolhimento para que os acompanhem? Sei que o centro já ofereceu, a um deles,  dinheiro, mensalmente, com a condição de deixarem de estar à porta a pedir mas a proposta foi recusada. Não estaremos nós a provocar a mendicidade? Então como os devemos ajudar? Fazendo o que o papa nos sugere: Tornar-nos seus irmãos, falar com eles, convidá-los a    almoçar, interessar-se pela sua história e dar a nossa ajuda material, não diretamente a eles, mas a quem os possa acompanhar para os ajudar não só a terem comer mas a elevá-los como pessoas.

Bendito seja o nosso Rei que se fez pobre, despojado de tudo,   ferido humilhado e desfigurado. Mas foi na sua pobreza que fomos enriquecidos. Que Ele nos ajude a tornarmo-nos servos dos irmãos , pois, no cristianismo ,reinar é servir com humildade.

Senhor Jesus Cristo
Rei e Senhor do Universo
Como queres que Te contemple?
Na tua majestade divina, sentado à direita do Pai,
cheio de esplendor e de glória,
Ou a lavar os pés aos discípulos, a suar sangue no Gólgota,
e a sofrer na cruz?
Gostaria mais de Te seguir na tua Majestade, poder e glória
Sem ter de fazer o caminho do serviço humilde e da cruz.
E sei qual é a tua resposta:
“Se alguém quiser seguir-Me (e reinar comigo)
Pegue na sua cruz e siga-me.”
Senhor, meu Rei, dá-me um coração humilde e pobre
Para que Te reconheça e te siga no faminto, no doente, no viciado
E em todos aqueles que provocam a minha própria fragilidade.
A Ti, Rei imortal,
toda a glória te seja dada pelos séculos dos séculos. Ámen.

 

Dia de Retiro na Paróquia para a Unidade Pastoral – 1 Dez

1 Dez 2017 – Teremos na Paróquia um dia de retiro.

Aberto a toda a Unidade Pastoral. Será na igreja de S. João Baptista, na Quinta da Portela, orientado pelo Pe. Diamantino Duarte, da
Diocese de Lamego. Começará às 10H00 e terminará com a missa às 17H30. O almoço será partilhado.

Inauguração da Imagem de Nossa Senhora – 26 Nov 2017

Este convite é para si!

Deixe-se convidar, convide e participe.

Domingo (26.11)
Bênção e inauguração da imagem do Imaculado Coração de Maria que ficará no exterior a lembrar os cem anos das aparições de Fátima:
10h45: Missa dominical festiva
11h45: Bênção da imagem e celebração Mariana
13h00: Almoço no multiusos da igreja.

É necessária inscrição para o almoço, o quanto antes, no Cartório ou pelos contactos da Paróquia.

 

Folha paroquial – 33º TC – 19 Nov

A Folha Paroquial da Unidade Pastoral pode ser descarregada aqui

Há 3 palavras que sinto virem ao de cima quando leio este texto dos talentos: as palavras alegria, fidelidade e serviço; “Muito bem, servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”. A alegria é o resultado de quem serve o seu Senhor na fidelidade.

Cada homem e cada mulher se aperfeiçoa, como pessoa, através do trabalho e do serviço feito na alegria e no amor. O trabalho e o serviço não são uma condenação, mas uma libertação, porque nos constroem como pessoas. Não precisamos só do trabalho para ganharmos o pão de cada dia, mas porque através do trabalho deixamos a nossa marca na construção do mundo. Se trabalhássemos só porque precisamos de ganhar dinheiro, os reformados seriam todas pessoas felizes, e alguns entram em depressão quando deixam de trabalhar.

Deus criou o mundo imperfeito para que o aperfeiçoássemos, tornando-nos colaboradores d’Ele na obra da criação. O Filho do homem veio ao mundo para servir e a Sua vida foi um serviço de amor humilde até ao extremo. A marca pessoal que deixamos com o nosso serviço, podemos chamar-lhe talentos para usar as palavra do Evangelho. Outras vezes chamamos- lhes carismas ou dons de Deus, que são dados a cada um em benefício de todos.

Os talentos de que fala o Evangelho de hoje são os dons, a graça própria que é dada a cada um para o serviço do Senhor e da comunidade humana. Deus quis que a Sua Igreja fosse uma comunidade ministerial, quer dizer, uma comunidade onde todos estão ao serviço de todos, de uma forma organizada, e segundo os seus carismas e dons em vista da missão da Igreja. Diz a carta a Timóteo: «Ele salvou-nos e chamou-nos para o seu santo trabalho, não em atenção às nossas obras, mas segundo seu próprio desígnio» (2 Tim 1, 9). Deus redimiu-nos para realizarmos a Sua vontade, o crescimento do seu Reino.

Servir é um ato de amor. Porque amo a Cristo e a Sua Igreja quero dar o melhor de mim mesmo para a Sua Glória segundo os meus carismas ou talentos. Há um provérbio dinamarquês que diz: “O que és constitui o presente de Deus para ti; o que fazes com o que és constitui o presente que ofereces a Deus”. S. Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, diz-lhes: “Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor”. E acrescenta: “Temos dons que, consoante a graça que nos foi dada, são diferentes: se é o da profecia, que seja usado em sintonia com a fé; se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino; se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade; quem preside, faça-o com dedicação; quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria.”

O cristão que não se torna «pedra viva» da construção do edifício espiritual que é a Igreja, não cresce na vida cristã, pois ele é chamado a configurar-se com o Cristo servidor, e a crescer desenvolvendo os dons que lhe foram dados. Quando não o faz, enterra os seus talentos como o terceiro homem da parábola de hoje. Todos os serviços são bons e necessários e não há uns mais importantes do que outros; depende da forma como os vivemos. Conta-se que andavam três homens numa grande pedreira a partir pedra que seria levada para a construção de uma catedral. Um desconhecido passou e falou ao primeiro homem que suava, cansado, e com cara aborrecida: «Que fazes? “ Ele respondeu amargamente: «Não vês? -Estou aqui neste castigo diabólico a partir pedra todo o dia e as horas nunca mais passam».

A mesma pergunta foi feita ao segundo homem que fazia o mesmo trabalho: Ele respondeu: – Ganho o salário para sustentar a minha família. Ao terceiro homem, que partia pedra com ar feliz, foi-lhe feita a mesma pergunta: Ele ergueu a cabeça para as alturas e quase transfigurado pela alegria e pela fé, respondeu: “Trabalho na construção de uma catedral”. O serviço era o mesmo, mas a atitude do último transfigurava o serviço num ato libertador, num ato quase divino. O cristão deve fazer de todo o seu serviço um ato de oferenda a Deus Criador. Ele deve ver mais longe, pois todo o serviço que fazemos tem implicações com os outros, é construtor do mundo.

Procuremos ver de modo honesto e humilde aquilo em que somos bons e em que não somos: S. Paulo escreve: “Digo a todos e a cada um de vós que não se sinta acima do que deve sentir-se; mas (…) com a medida de fé que Deus distribuiu a cada um.” Dons espirituais e habilidades naturais são sempre confirmados pelos outros. Se alguém pensa que tem um talento para cantar ou ensinar a cantar, e ninguém mais concorda, acha que a pessoa tem mesmo esse dom?

Desejemos todos servir com humildade o Corpo de Cristo segundo os talentos que recebemos e um dia ouviremos o Senhor a dizer-Nos. « Muito bem, servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.»

Lista possível de serviços

  • Cantar num grupo coral da paróquia;
  • Tocar um instrumento que sirva a liturgia
  • Dirigir um coro; l
  • er a palavra de Deus na missa
  • Fazer parte de um grupo de arranjos florais para a Liturgia
  • Voluntariar-se no acolhimento na secretaria
  • Fazer parte de uma equipa de acolhimento aos Domingos (S. José)
  • Fazer parte de uma equipa de evangelização
  • Dar catequese a crianças, adolescentes ou adultos
  • Fazer parte de uma equipa de oração e acompanhamento das pessoas em luto na altura do funeral.
  • Fazer parte de uma equipa de preparação para o batismo
  • Fazer parte de uma cadeia de adoração a começar no próximo ano pastoral ( S. José)
  • Fazer parte de uma equipa de animação do percurso Alpha depois de fazer a preparação ( S. José)
  • Fazer parte de uma equipa de eventos excepcionais (S. José)
  • Visitar os doentes em casa
  • Fazer parte de um pequeno grupo de aprofundamento da fé.
  • Fazer parte da equipa de pastoral familiar (a formar) ( S. José)
  • Fazer parte de uma equipa de casais (a formar) ( S. José)
  • Animar um grupo de pais na catequese familiar (a formar) ( S. José)
  • Fazer parte de uma comissão paroquial Justiça e paz (a criar)
  • Fazer parte da equipa de comunicação da paróquia (a criar): folha paroquial, site, facebook, cartazes, Correio de Coimbra. ( S. José)
  • E muitos outros consoante as necessidades e dons que aparecem.

Oração

“Senhor Jesus Cristo, que sendo de condição divina, Te abaixaste à condição humana e ,ainda mais, Te fizeste servo dos homens, lavando-lhes os pés, perdoa-nos o nosso orgulho e vaidade e a tentação que temos em ser servidos mais do que servir. Faz da nossa comunidade paroquial uma família onde cada um encontra o seu lugar no serviço. Não permitas que enterremos os dons que nos deste e não Te sigamos no caminho do serviço. Dá-nos a graça e a alegria de nos “fazermos servos uns dos outros na caridade.” Amen.

Papa Francisco: viver a Eucaristia com espírito de oração e silêncio

O Papa Francisco voltou hoje a criticar comportamentos que fazem da Missa um “espetáculo” e, depois de há uma semana ter pedido o fim dos telemóveis na celebração, apelou esta manhã ao silêncio na assembleia.

“Quando vamos à Missa, às vezes chegamos cinco minutos mais cedo e começamos a bisbilhotar com quem está ao nosso lado. Mas não é o momento de bisbilhotar, é o momento do silêncio para preparar-se para o diálogo, é o momento de recolher-se no coração para preparar o encontro com Jesus”, apelou, na segunda catequese do novo ciclo de reflexões semanais sobre a Eucaristia.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa sublinhou que o silêncio é “muito importante nas celebrações litúrgicas”.

“Lembrem-se daquilo que vos disse na semana passada: não vamos para um espetáculo, vamos para o encontro com o Senhor e o silêncio prepara-nos e acompanha-nos. Permanecer em silêncio junto de Jesus”, recomendou.

Francisco falou da Missa como “a oração por excelência, a mais elevada”, um “momento privilegiado para estar com Jesus, e por meio dele, com Deus e com os irmãos”.

“Jesus ensina os seus discípulos a rezar a oração do Pai Nosso e, com ela, introdu-los no diálogo sincero e simples com Deus, animando-os a criar neles uma consciência filial, sabendo dizer ‘Pai’”, assinalou.

No final da audiência geral, o Papa dirigiu uma saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, vindos de Portugal e do Brasil.

“Queridos amigos, sois chamados a ser testemunhas da alegria no mundo, transfigurados pela graça misericordiosa que Jesus nos dá na Santa Missa. Desça sobre vós e sobre vossas famílias a bênção de Deus”, concluiu.

Fonte: Agência Ecclesia

Folha paroquial – 32º TC – 12 Nov

A Folha Paroquial da Unidade Pastoral pode ser descarregada aqui

O Senhor dá-nos a sabedoria para conduzirmos bem a nossa vida e fazermos boas escolhas para vivermos felizes. Salomão, podendo escolher riquezas e poder, escolheu a Sabedoria para poder orientar bem o seu povo na paz e na justiça. Aquele pedido agradou a Deus, que o encheu de Sabedoria. Esta não é apenas uma questão de saber intelectual. É muito mais que isso; tem a ver com a sabedoria do coração e é da ordem do saborear. A sabedoria vem de Deus e da sua Palavra. Quem O escuta com atenção adquire a Sabedoria e torna-se prudente e sensato. Quem não O escuta pode ter muito saber intelectual, mas cair na insensatez.

Várias vezes no evangelho, Jesus usa esta expressão: «Insensato». Lembramo-nos daquela parábola de Jesus em que um homem tinha feito uma grande colheita e já não sabia o que havia de fazer a tanto trigo e diz a si mesmo: «Já sei o que vou fazer: Vou construir novos e maiores celeiros onde guardarei toda a minha colheita e depois direi à minha alma:  «Ó minha alma, come, bebe e regala-te pois tens depósitos para muitos anos». Contudo, Deus disse-lhe: “Insensato! Esta mesma noite a tua vida te será tirada, e os bens que depositaste para quem serão? Assim acontecerá ao que amontoa para si e não é rico em relação a Deus.». O homem tentava ser esperto mas não era sábio, pois a sabedoria tem a ver com o sentido da existência.

Na parábola dos talentos, enquanto os dois primeiros tiveram a sabedoria de fazer render os talentos que lhe foram dados, o último, enterrou o seu, em vez de o fazer render. E o Senhor disse-lhe: «Homem mau e preguiçoso! Como quem diz: Insensato! “Não deverias tu ter depositado o meu dinheiro no banco e eu tê-lo-ia levantado com juros?” Foram-te dados talentos e tu enterraste-os em vez de os desenvolver.

As donzelas imprudentes do Evangelho de hoje em vez de se prepararem para a vinda do esposo andaram distraídas com coisas supérfluas e quando Ele chegou não estavam lá, perdendo a oportunidade da sua vida de poderem entrar no banquete com o esposo. Foram imprudentes, insensatas. Deviam estar preparadas para estarem despertas quando o esposo chegasse.

E aquele Senhor que preparara um banquete com todo o requinte para os seus amigos e, depois, quando os manda convidar, cada um recusa o convite, apresentando desculpas fúteis: «Comprei uma junta de bois e quero ir vê-las”, outro diz: «casei-me, peço-te que me dispenses».  E O Senhor fica com imensa tristeza, pois o seu convite cheio de amor e consideração pelos convidados, foi trocado por coisas irrelevantes.

Insensato, imprudente, podia ter dito o Senhor… Ofereço-te a minha amizade, ofereço-te a Vida em abundância e tu escolhes rastejar. Muitas vezes deixamo-nos iludir pelas luzes atrativas do epidérmico: Deus queixa-se através do profeta Jeremias:  “Este povo cometeu dois pecados: «abandonou-me a Mim fonte das águas vivas e anda a buscar água inquinada em cisternas rotas que a não podem conter.” (Jer 2,13)

Precisamos da verdadeira Sabedoria para fazermos as escolhas que conduzem à Vida. Quantas vezes por coisas fúteis não deixamos também a Eucaristia ao Domingo? Um passeio, uma festa de anos de um amigo, alguém que apareceu em casa inesperadamente, tudo  serve de pretexto para recusarmos o convite divino e pormos Deus em último lugar na nossa vida.

Na semana dos Seminários peçamos a Deus a verdadeira Sabedoria para os jovens que o Senhor chama. Que saibam na sua vida escolher o verdadeiro bem e serem ricos aos olhos de Deus.

Oração

Deus de amor e sabedoria infinita,
Quantas vezes me deixei iludir e escolhi mal, sendo insensato.
A minha alma tem sede de Vós, Senhor
Sede da Vossa Sabedoria, daquela que levou o Vosso Filho
A rejeitar as tentações sedutoras do demónio, no deserto
E aderir sempre à vossa vontade.
Eu sei que a Vossa graça vale mais que a Vida
Por isso vos peço que a Vossa sabedoria me leve sempre a escolher a vossa graça
Mais do que todas as delícias desta terra. Amen.

 

Papa Francisco inicia um novo ciclo de reflexões dedicado à Eucaristia

“Nas próximas catequeses gostaria de dar resposta a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como através deste mistério de fé resplandece o amor de Deus”, disse aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal.

A intervenção evocou o “grande número de cristãos” que ao longo de dois mil anos deram a sua vida para “defender a Eucaristia” e os que, ainda hoje, arriscam a vida para participar na Missa dominical.

Um dos casos apresentados foi o de um grupo de cristãos do norte de África, em 304, presos durante as perseguições de Diocleciano, tendo respondido ao procurador romano: “Sem o domingo não podemos viver”.

“Estes cristãos do norte de África foram mortos. Deixaram o testemunho de que se pode renunciar à vida terrena por causa da Eucaristia, porque ela nos dá a vida eterna, tornando-nos participantes da vitória de Cristo sobre a morte”, assinalou o Papa.

Francisco questionou os presentes sobre a sua participação na Missa, lamentando que nas celebrações da Praça de São Pedro seja possível ver telemóveis levantados, “não só de fiéis, mas de alguns padres e também bispos”.

“A Missa não é um espetáculo: é ir ao encontro da Paixão e da Ressurreição do Senhor. Por este motivo é que o sacerdote diz «corações ao alto». O que é que isso quer dizer? Lembrem-se: nada de telemóveis”, advertiu.

O Papa convidou todos a regressar aos “fundamentos”, ao que é essencial na celebração dos Sacramentos, sublinhando a importância da renovação litúrgica levada a cabo no Concílio Vaticano II (1962-1965) e da formação dos católicos.

“Já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não sabemos o que estão a fazer, se é o sinal da cruz ou um desenho. Precisamos de ensiná-las a benzer-se bem. Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia”, exemplificou.

A intervenção recordou a memória litúrgica dos Santos Mártires, cujas relíquias estão guardadas na Basílica de São Pedro, recordando “os muitos cristãos perseguidos” na atualidade.

Francisco deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, desejando-vos que cresçam “no amor e na adoração da Eucaristia”.

“Que este Sacramento possa continuar a plasmar as vossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. De bom grado vos abençoo a vós e aos vossos entes queridos!”, concluiu.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-responde-a-perguntas-importantes-sobre-a-eucaristia/

Quiz da Semana (12 Nov)

Envolva os mais pequenos nas leituras deste Domingo XXXII do Tempo Comum

Eles apoiam-se para evangelizar (Células)

Na revista francesa Família Cristã saiu um artigo sobre as Células Paroquiais de Evangelização com um título muito sugestivo: “Eles apoiam-se mutuamente para evangelizar”. E continuava: “As Células Paroquiais de Evangelização são uma boa forma de dinamizar a ação missionária dos leigos e de irrigar as paróquias em profundidade…”

O artigo de duas páginas pode ser lido aqui (pág 1) e aqui (pág 2).