Arquivo mensal Dezembro 2017

Juntos conseguimos: chegámos aos 150.000€!

Em Julho atingimos os 100.000 e em meados de Outubro íamos em 134.393,29€. Na altura o Pe Jorge lançou o repto: e se chegássemos ao Natal com 150.000? Rezámos, trabalhámos, e graças à generosidade de tantos irmãos, passámos mesmo a barreira dos 150.000€ em Dez de 2017!

Folha paroquial – Domingo da Sagrada Família

A folha pode ser descarregada aqui

A Sagrada Família – Jesus, Maria e José – é o modelo da família cristã. Esta, na perspetiva cristã, é uma realidade constituída por um homem e uma mulher, com os seus filhos (família nuclear) e depois estendendo-se aos avós e outros membros (a família mais alargada.) Às vezes, há quem chame a esta realidade a «família tradicional». Pessoalmente, não concordo, pois, quando chamamos a esta a «tradicional», parece que existe outro tipo de família. Ora, a família como Deus a quis e como a natureza das coisas pede é, simplesmente, a família; pai, mãe e filhos.
A família, antes de ser cristã, isto é, antes de ter uma visão crente do seu ser família, é uma realidade natural. O apelo a ser casal e a ter filhos faz parte da realidade antropológica do ser humano.
A Sagrada Escritura diz-nos que, desde a criação, Deus criou o ser humano, homem e mulher, e criou-o à sua imagem e semelhança. Assim como Deus, sendo pluralidade de pessoas é um só Deus, assim o casal humano sendo dois, é chamado à comunhão no amor e a ser um só. Sendo o casamento uma instituição natural, Cristo elevou-o à dignidade de sacramento. O cristão, mergulhado pelo batismo no mistério pascal do Senhor, na sua morte e ressurreição, é chamado a viver todas as dimensões da sua vida em união com o Senhor. Por isso, o pacto conjugal realizado pelo mútuo consentimento, dado livremente na presença do Senhor, consagra-os também àquele que é o Esposo por excelência e que os ensinará a tornarem-se cônjuges que aprendem com Cristo a amarem-se.

Diário as Beiras divulga percurso Ela&Ele e Passagem de ano

O nosso obrigado ao jornal Diário as Beiras pela divulgação do percurso Ela&Ele e pelo fim de ano da Unidade Pastoral.

As notícias foram publicadas na edição de 28 de Dezembro de 2017, e aparecem na página 7: As-Beiras_pg_7

Missa seguida de Oração de louvor e intercessão (28 Dez)

Tendo em conta que há muitos irmãos nossos com doenças graves e a precisar urgentemente da nossa oração comunitária, o P. Jorge achou por bem amanhã, às 19 horas, celebrar missa em S. João Baptista por essas intenções, a que se seguirá um tempo de oração com o mesmo fim.
Agradece-se a quem puder participar que o faça, bem como que passem esta mensagem a outros. Quem não puder estar presente que se una à comunidade onde estiver.

Horário Missas Natal – Unidade Pastoral S. José e S. João Baptista

Sábado, 23 Dez (Domingo IV do Advento)

17h30 – S. João Baptista
19h00 – S. José

Domingo, 24 Dez (Domingo IV do Advento)

08h30 – S. José
10h00 – S. José
10h45 – S. João Baptista
12h15 – S. José

Domingo, 24 Dez (Missa do Galo)

23h00 – S. João Baptista
00h00 – S. José

Dia de Natal, 25 de Dezembro

10h00 – S. José
10h45 – S. João Baptista
11h00 – S. José
12h15 – S. José
19h00 – S. José

 

Mensagem de Natal do pároco

“A Vida manifestou-se, nós vimo-la, damos testemunho dela e vos anunciamos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós.” (1Jo 1, 2)

O P. Jorge e o P. Filipe Diniz desejam a toda os paroquianos da Unidade pastoral de S. José e S. João Baptista, um Santo Natal e um promissor ano novo.
Que o Menino-Deus encha de luz o vosso lar e os vossos corações e que possais compreender o seu incomensurável amor que excede toda a compreensão.
Boas festas !

Folha paroquial – Domingo IV do Advento

A folha pode ser descarregada aqui

As três leituras convergem para nos apresentar a fidelidade de Deus que realiza uma aliança com David, assegurando a este descendente real a estabilidade do seu reino, e cumpre essa promessa firmando uma aliança com Maria fazendo dela a mãe do Messias. Na Anunciação do anjo a Maria, começa a revelar-se “o mistério que estava encoberto desde os tempos eternos, mas agora foi manifestado e dado a conhecer a todos os povos” (2ª leitura).
O Deus fiel, rocha inabalável, que cumpre sempre as suas promessas é também um Deus surpreendente. David na plenitude do seu poder real, depois da sua aclamação como rei de Judá e Israel, acolheu na parte mais alta da cidade, onde vive, a Arca da Aliança, sinal da presença divina. Mas falta-lhe realizar ainda o seu sonho de construir um templo grandioso como digna morada de Deus. Num primeiro momento o profeta Natã parece estar de acordo com o sonho de David e, por isso, deu-lhe uma resposta segundo a sua sabedoria humana. Mas durante a noite, Deus revela-se ao profeta Natã e diz-lhe outra coisa: «Vai dizer ao meu servo David: Pensas edificar um palácio para Eu habitar? (…) O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa…
Deus é que fará a David uma casa, no sentido de descendência, prometendo-lhe estabilidade e anunciando-lhe uma descendência real e messiânica. David é que deve entrar no projeto de Deus e não o contrário.
Muitas vezes temos a pretensão orgulhosa, ainda que bem- intencionada, de fazermos coisas para Deus, mas o importante não é os serviços que fazemos para Deus mas é a escuta da Sua vontade, é entrarmos no seu projeto, no seu sonho, porque quando entramos no seu projeto as coisas avançam com grande fecundidade. O autor bíblico lembra-nos também que o projeto de Deus não é só bom para nós mas que diz sempre respeito ao bem de todo o povo, e ao futuro da humanidade. “Prepararei um lugar para o meu povo de Israel; e nele o instalarei para que habite nesse lugar, sem que jamais tenha receio e sem que os perversos tornem a oprimi-lo como outrora”. É sempre muito importante questionarmo-nos: “Senhor estou a fazer o que tu queres? A entrar no teu projeto ou a fazer a minha vontade?”
O Evangelho mostra-nos que todas as promessas feitas a David se fundem e realizam em Jesus Cristo, o Messias, pertencente à família de David e é o Filho feito homem, o novo Templo, a Casa que Deus preparou para que Deus e o homem se encontrem. Além disso, o povo de Deus, a casa de Jacob, encontra finalmente em Jesus o rei que leva a cabo o verdadeiro ideal do reino, um ideal de justiça, de paz e fraternidade. Assim, a obra de Deus, a sua fidelidade e o seu dom é o centro da narrativa evangélica. Mas o evangelista mostra-nos a atitude de Maria, como a que torna possível este dom divino com o seu sim incondicional. Ao contrário de David ela não tem sonhos de grandeza nem ocupa na sociedade um lugar de relevo que a permita ter influência nos grandes projetos humanos, mas a sua casa e o seu coração abrem-se de par em par quando o anjo entra como mensageiro divino. Maria crê firmemente na fidelidade de Deus e põe-se totalmente à sua disposição. «Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra”. Quando somos dóceis a Deus e nos deixamos usar por Ele, não importa a grandeza, o prestígio ou a influência humana que tenhamos. A História da Salvação mostra que Deus frequentemente usa os humildes e pequenos para realizar grandes coisas, porque Ele é que é o Senhor da História.
A Maria é-lhe pedido que acredite no inacreditável. Ela, Virgem, terá um filho. O anjo dá-lhe o sinal de Isabel que sendo estéril vai dar á luz. A história da salvação está cheia de nascimentos prodigiosos a partir de mulheres estéreis, pois é a história do impossível que Deus torna possível.
Maria aparece como mulher da fé porque é chamada a crer mais na promessa incrível de Deus e no poder da sua palavra do que na evidência da sua capacidade humana de realizá-la (não conheço homem).
Na véspera de natal, queria fazer ressoar a voz do anjo a Maria: Alegra-te Maria, o Senhor está contigo! Ouçamos para nós estas palavras: Alegra-te porque o Senhor está contigo. Ele é o Emanuel, Deus connosco que nos foi dado pela fidelidade de Deus e pelo sim de Maria. Bendito seja a bondade e a misericórdia de Deus.

Noite de Reveillon – 31 Dez

À semelhança de anos anteriores teremos na paróquia noite de réveillon com jantar e festa da boa (presença de um grupo musical que virá animar o serão) seguida de um momento de louvor ao Senhor pelo ano que passou e pelo que virá. O jantar poderá ser partilhado por quem assim o desejar ou de menu (ementa para breve). A participação é gratuita, estando apenas prevista uma pequena participação na ordem dos 10 euros para quem não quiser trazer comida de casa.

Inscreva-se no cartório ou em http://insc.paroquiasaojoaobaptista.net

Oração de Misericórdia – 01 Fev

Na 1ª quinta-feira de cada mês, como a mulher ferida vamos a Jesus para lhe tocarmos e, sobretudo, sermos tocados pela sua misericórdia. Deus faz maravilhas quando lhe abrimos o coração pela fé. Inicia às 21h30 com um tempo forte de louvor (cânticos) diante de Jesus presente na hóstia consagrada.

Sempre que o homem se aproxima de Deus com fé, humildade e confiança, Deus compadece-se do homem e enche-o da sua graça curando-o das suas feridas interiores e exteriores. A oração de misericórdia centra-nos em Deus e no seu amor pelos homens. Louvando a bondade e a misericórdia do Senhor, nós apresentamos-lhe as nossas feridas e pecados e pedimos-lhe que venha libertar-nos e socorrer-nos. Rezamos uns pelos outros para sermos curados e Deus faz a sua obra sempre maravilhosa. Há muitos testemunhos de pessoas que sentiram a sua vida transformada depois de uma oração de misericórdia. Por isso cresce sempre muito o número de participantes nesta oração que se faz na primeira 5ª feira de cada mês.
Pe. Jorge Silva Santos

Convívio de Natal das Células Paroquiais de Evangelização

As células de Evangelização são uma Visão Pastoral para o crescimento dos cristãos, pelo seu enraizamento em Cristo, e para o crescimento do Corpo de Cristo que é a Igreja contribuindo para que esta cresça e se multiplique em pequenos grupos que se reúnem nas casas dos cristãos, sempre bem ancorados na paróquia, e que pelo efeito da evangelização dos membros vão crescendo e multiplicando-se, surgindo continuamente novos grupos que por sua vez são chamados a crescer e multiplicar-se.

Esta semana pedimos à Regina Rodrigues e à Célia Canadas, que por coincidência pertencem à mesma célula, que partilhassem connosco o que é caminhar neste ambiente:

Fazer parte de uma célula de evangelização, foi ao início um desafio, que se veio a revelar numa imensa gratificação.

O momento de partilha, oração e aprendizagem transformam-nos semana a semana, encontro a encontro, no sentido de nos encontrarmos a nós próprios, com os outros e, sobretudo, com Deus, que é Pai.

O tempo que partilhamos cria em nós, membros da célula, uma amizade e cumplicidade, que vai crescendo ao longo do tempo, e, neste momento, sinto como que se todos fizéssemos parte de uma família, em imensa fraternidade.

Também na minha família os hábitos foram mudando e a oração ganhou espaço no dia-a-dia de todos, o diálogo é também possível e a união e o amor foram alcançados.

Agradeço em primeiro lugar a Deus este chamamento, e a todos os membros da célula de envangelização São José o caminho que me tem ajudado e percorrer, no sentido de alcançar a vida eterna, através de Jesus Cristo que é a nossa meta.

Regina Rodrigues

 

A minha entrada nas Células de Evangelização aconteceu por uma vontade imensa de aprender mais sobre o grande de amor de Jesus por todos nós. O Seu testemunho de vida, os Seus ensinamentos, a Sua bondade, a Sua obediência ao Pai, e a Sua enorme e transcendente capacidade de amor e perdão tocaram-me de tal forma, que despertaram em mim uma vontade enorme de O seguir. Não seria possível para mim, sozinha, ter chegado a este patamar de consciência sem ter frequentado o curso Alpha, na Igreja S. João Baptista, em Coimbra.

As Células de Evangelização são um prolongamento desta minha caminhada. Tudo o que aprendi anteriormente deu-me bases para poder entender e aceitar os novos ensinamentos e práticas neste novo percurso. Penso que mais importante do que assimilar toda a teoria, é gratificante verificar a vontade que todos os elementos da célula têm de por em prática o que se aprende. Nestes 2 anos, de encontros semanais, verifiquei uma conversão de vida em muitos de nós. Manifesta muitas vezes interiormente, mas que transborda para fora, provocando mudanças de hábitos, atitudes, e sobretudo no desejo falar de Jesus a todos. Mudanças essas que têm um grande impacto, diria muito positivo, na vida de quem nos rodeia: nos nossos filhos, pais, amigos, familiares e colegas de trabalho.

Os grandes frutos, ou bençãos, da minha presença neste grupo de evangelização são a reconstrução da minha identidade. Enquanto pessoa, mãe, cristã e católica. Reconheçendo agora a grande importância dos sacramentos católicos, (saliento a reconciliação/confissão, a Eucaristia, a Comunhão, o Baptismo, e o Crisma) sinto um apelo interior de os praticar com uma grande frequência.  Como católica, quero estar mais envolvida nesta comunidade, o que vai para além da ida à missa no Domingo. Tenho uma enorme vontade de evangelizar, de estar disponível para o próximo, de partilhar as graças de Deus na minha vida, e mostrar a todos que Ele está sempre presente, em todos os momentos da minha vida.

Não poderia acabar este pequeno e breve testemunho sem salientar a importância da amizade entre os irmãos que fazem parte da minha célula, que cresce em cada encontro. Não consigo traduzir em palavras o carinho e respeito que tenho por cada um. Quando um está bem, todos estamos bem. Quando alguém tem problemas, rezamos uns pelos outros, e verificamos, efetivamente, que a oração chega ao Pai e é atendida.

Que bom seria que todos os católicos pudessem experimentar a alegria que sentimos nas nossas reuniões, onde os nossos corações se unem para louvar Deus e cantar cânticos de graças.

Célia Canadas