A Grande Aventura

A Grande Aventura

É uma aventura que pode parecer louca, nos tempos que correm, liderar a construção de um centro paroquial e uma igreja. Eu sei que é. Mas o que hei-de fazer? No discernimento comunitário que levou anos, eu a fazer de cardeal diabo, a colocar todos os contras, mesmo assim, íamos para mais uma reunião em que era debatido a construção e, a decisão de avançar, vencia sempre. Deus parecia dizer-nos: « Não tenhais medo» Eu estarei convosco.
Muitos me dizem já sem esperança de amanhã: « Porquê mais uma igreja quando as que existem começam a ficar com cada vez menos gente ? E apetece-me responder: Porque as igrejas ainda não têm rodas e ninguém as traz para este território onde vivem vários milhares de pessoas e também têm direito que a Igreja se aproxime deles e não o contrário. E também têm direito a ter junto de si um sinal vivo e eloquente de que Deus não morreu. Esse sinal é em primeiro lugar a comunidade cristã que reunindo-se no dia do Senhor anuncia ao mundo a sua ressurreição enquanto espera a sua vinda gloriosa. Anuncia-o com a sua ardente caridade junto dos pobres e com a sua comunhão fraterna. Mas é também sinal o edifício que plantado no meio das casas onde as pessoas vivem, lutam e sofrem, é um hino à presença do Deus imortal, invisível e único que nunca abandona os homens na sua peregrinação nesta terra. E depois há as razões profundamente práticas: Já não podíamos crescer mais se nada fizéssemos: As poucas salas que temos não dão para nada. Não temos locais de trabalho, não se podem marcar reuniões sem ver se temos salas e muitas vezes não se marcam porque não há local.
Sabemos de onde virão as fontes de financiamento? Não e sim. Não sei de quem virão, mas imagino que virão de todas as pessoas que amam a Deus e que nunca fecham o coração e o bolso quando é necessário ajudar. Mas virão também de gente que pode não estar muito desperta à fé, mas reconhece que a presença de uma comunidade cristã é benéfica para a sociedade quanto mais não fosse pela sua ação social. Como costumo dizer a brincar: O Dinheiro para construirmos isto tudo já existe: Mas ainda está nos bolsos daqueles que porventura se sentirão chamados a dá-lo segundo as suas possibilidades.
No fim de contas tudo virá de Deus que é quem coloca nos corações a generosidade e o amor. Esta é pois uma aventura de fé e de confiança de uma pequena comunidade cristã que não cede ao pessimismo dos tempos. Pedimos oração por esta obra..e quem além da oração puder dar mais alguma coisa…agradecemos.
Durante as 40 horas de adoração semanal, a paróquia reza pelas intenções de todos os seus benfeitores. Que Deus a todos abençoe com magnanimidade como só Ele pode e sabe fazer.

Pe Jorge Silva Santos

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