Arquivo mensal Fevereiro 2018

A adoração – conferência para pais e crianças da catequese

Perante uma audiência que praticamente enchia o multiusos da Igreja, a Ir. Marta da Aliança de Santa Maria veio falar-nos sobre a adoração. Embora esta conferência se destinasse essencialmente às crianças e pais da catequese, estava muita gente que não quis perder esta oportunidade de aprofundar o seu amor e dedicação esta forma tão especial de oração: a adoração do Senhor presente no sacramento da eucaristia.
A Ir. Marta partiu da experiência dos pastorinhos, cuja idade era idêntica à das muitas crianças presentes: falou de como eles, especialmente a Jacinta e o Francisco, no seguimento da sua experiência com o Anjo e depois com Nossa Senhora, deixaram crescer neles o desejo de estar perto de Jesus Escondido, como eles costumavam dizer.
Terminámos, como não podia deixar de ser, com um momento de adoração do Senhor exposto: cantámos alguns cânticos e as crianças foram dizendo a Jesus como gostavam d’Ele e que se queriam aproximar ainda mais, sobretudo na adoração.
A conferência pode ser visualizada em https://goo.gl/XbL9Jo

Percurso Alpha: Livros da 1ª sessão – Quem é Jesus?

– “Jesus existiu mesmo”?

De um modo muito simples e conciso, Hervé Marie-Catta e Yves de Boisredon, apresentam uma reflexão onde expôem os vários fundamentos acerca da existência histórica de Jesus. Estes fundamentos, não se baseiam, somente, nos escritos do Novo Testamento, em especial nos quatro Evangelhos, mas também em escritos e testemunhos de antigos escritores romanos da época de Jesus, no decorrer do séc. I.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.






– “Jesus explicado a todos”.

O livro “Jesus explicado a todos”, de uma forma bem esclarecedora, apresenta quem foi, em termos históricos, Jesus de Nazaré.
O autor, sendo um dos maiores especialistas franceses em Cristologia, apresenta, várias problemáticas que nos dias de hoje ainda provocam, em algumas pessoas a crítica e incompreensão, sendo colocadas inúmeras questões ao longo do livro, acerca da existência de Jesus.
Este livro apresenta também a sua mensagem como também leva-nos a compreender a pessoa de “Cristo” que originou o Cristianismo.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.

Folha Paroquial – II Domingo da Quaresma

“Este é o meu Filho muito amado: escutai‐O.”

A folha pode ser descarregada em: II Domingo da Quaresma

Quando não conhecemos mais nada do que a terra que calcamos, a casa em que vivemos, a pequenez do mundo que habitamos, os pequenos vícios ou prazeres a que nos apegamos, eles tornam-se a nossa segurança, o nosso mundo que conhecemos e dominamos. Mas quando fazemos a experiência de algo maior, mais assombroso, inaudito, até aí desconhecido, somos capazes de deixar tudo e partir para esse Novo que nos é prometido. Esse algo maior é a experiência do amor de Deus.
Deus sabe bem que se não fizermos a experiência confiante do seu amor insondável, se não experimentarmos a grandeza e a beleza do divino, a que a Bíblia chama «Mistério», não deixaremos nada por causa d’Ele. Por isso a sua pedagogia foi sempre revelar-se primeiro, mostrar-nos o seu rosto de bondade, encher-nos de misericórdia e de esperança e depois então, e só então, reenvia-nos por caminhos novos, desinstala-nos, torna-nos peregrinos de um mundo novo. Sem a experiência do encontro com Ele, o seguimento de Jesus seria algo demasiado pesado e insuportável. Todo Aquele que experimentou o encontro com o Mistério de Deus, sente-se capaz de fazer mudanças e de arriscar caminhos novos na sua vida porque sabe em quem pôs a sua confiança. Estou a pensar em Abraão que, depois do seu encontro com Deus, ouve a Sua Palavra que lhe diz: “Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei. E Abraão partiu como o Senhor lhe tinha indicado.” Como é que Abraão é capaz de deixar tanta coisa boa em si mesma? Tanta segurança, tantas terras e rebanhos que tinha? Porque experimentou algo maior e achou Deus digno de confiança. Assim tornou-se peregrino de uma promessa que se vai cumprindo lentamente até ao fim dos seus dias. Estou a pensar nos discípulos de Jesus que, amedrontados diante da expectativa da cruz, são convidados por Jesus a subirem ao Monte onde Deus, como a Abraão, lhes fala e revela o seu rosto resplandecente de beleza e santidade. Querem ficar ali para sempre, mas não foi para isso que Deus os chamou à Montanha, mas para que descessem transformados, capazes de deixarem a sua mentalidade de triunfo, de prestígio, de grandezas e serem capazes de seguir a Jesus até à cruz. Podíamos continuar a falar de Moisés, de Isaías, de Elias, de Paulo. E podíamos falar de tantos discípulos de hoje. Foi isso que Jesus disse a Madre Teresa de Calcutá, quando ia no comboio para fazer um retiro espiritual: «Deixa o colégio onde és professora de meninas ricas da sociedade e vai sem nada, para o meio dos mais pobres dos pobres de Calcutá». E ela deixou tudo e seguiu um caminho novo e incerto.
Recordo um dia ter convidado alguém que era contabilista para ser tesoureiro do Conselho económico de uma das paróquias de que era pároco. Depois de ter pensado um pouco respondeu com pena que não podia aceitar pois isso lhe ia tirar muito tempo, algumas noites para reuniões e que já tinha muito que fazer. Agradecia o convite e a manifestação da confiança que depositava nele mas por agora não. Mais tarde um familiar e amigo convidou-o para fazer um percurso Alpha no qual fez um encontro deslumbrante com Jesus ressuscitado. Passado um tempo, vem pedir desculpa por ter recusado o convite no ano anterior, dizendo-me que agora via bem que não era uma questão de estar ocupado mas não ter motivação para servir. Agora sim, estava pronto para servir Jesus na Igreja. E assim começou a fazer. Quando numa paróquia há poucos servidores, das duas uma; Ou não estão a ser chamados por ninguém ou ainda não têm motivação interior para servir e então o pároco e os mais responsáveis na paróquia devem pensar se estão a tornar possível às pessoas «subirem à montanha do Tabor» para se extasiarem com a presença do divino que nos transforma. É a isso que nos convida a Palavra de Deus deste domingo; A subirmos, com Jesus e os discípulos, ao Monte onde Deus se revela. Ele deseja que todos nós façamos a experiência do encontro com Ele…
Para aqueles que já fizeram essa experiência fundante, é preciso saber que somos fracos e que precisamos continuamente de sermos vivificados pela sua graça. Qual é o meu monte Tabor onde procuro o reencontro com Deus, onde renovo as forças para o servir, para sofrer com Ele, e para lhe dizer sim quando nos apetece dizer não?
Para mim o Tabor é a adoração eucarística durante longo tempo. N’Ele me deixo transfigurar, n’Ele recupero a paz, n’Ele é possível viver a alegria no meio das tribulações. E estou certo que para muitos assim é também. Por isso rezo para que a paróquia de S. José possa oferecer a Deus uma adoração incessante e oferecer a todos a oportunidade de virem ao seu encontro pois Ele os espera aqui no seu Santíssimo Sacramento.

Conferência-palestra: a Adoração : 24-02-2018 14h45

É hoje à tarde. Embora tenha sido pensada sobretudo para as crianças e pais da catequese, está também aberta a toda a comunidade. Oxalá possamos vir em grande número.

Assinalando o 5º aniversário de Adoração Eucarística prolongada na paróquia, teremos entre nós a Ir. Marta da Aliança de Santa Maria que nos virá falar da Adoração: às crianças e pais da catequese e a todos quantos queiram vir. Para quem esteve em Julho na Peregrinação Diocesana a Fátima, é a mesma Irmã que fez a conferência sobre os pastorinhos (muito bom): https://youtu.be/z5kDWmS0cnI

A conferência é as 14h45 dura 45 minutos e depois as crianças fazem um pequeno tempo de adoração que provavelmente não excederá a meia hora.

No final haverá missa às 17h30.

Conferências Quaresmais em S. José – Aproximai-vos do Senhor

Este ano as já tradicionais conferências quaresmais de S. José, agora do arciprestado de Coimbra Urbana, arrancaram com chave de ouro: o Dr Pedro Bingre, académico na Universidade de Coimbra, que se fez batizar aos 40 anos depois de um “longo inferno” sem Deus, homem de uma cultura bastante ampla e bem fundamentada, veio contar-nos o percurso que o levou à descoberta de Deus e da sua misericórdia.

Herdeiro de uma família que há várias gerações tem procurado viver sem Deus, sem sequer admitir falar de tal assunto por o considerar delirante e pueril, depois de ter procurado respostas para o sentido da vida na ciência e na filosofia ao longo da infância e adolescência, depois de pouco antes dos vinte anos ter vivido uma noite abominável por não encontrar sentido para a sua vida, iniciou um longo percurso que o haveria de levar a pedir o batismo em 2014.

Da paróquia de S. João Baptista estava lá um grande grupo e todos eram unânimes em dar por muito bem empreque o tempo dispendido: foi de facto um testemunho fantástico e que merece ser ouvido.

Para quem lá não esteve, a conferência está disponível em 

Folha Paroquial – Domingo I Domingo da Quaresma

“Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.”

A folha pode ser descarregada em: Domingo I Domingo da Quaresma

Se fizéssemos um inquérito perguntado qual seria o tempo litúrgico mais apreciado dos cristãos, poucos certamente responderiam: a Quaresma. Automaticamente, muitos optariam pelo Natal ou pela Páscoa. Apesar desta desafeição, ela não deixa de ser fundamental. Ela é uma espécie de medicamento: não gostamos dele mas tomamo-lo porque é bom para nós.
Este primeiro domingo da Quaresma começa com as primeiras palavras registadas de Jesus: “Cumpriu-se o tempo e está
próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”. Todos os anos esta frase ressoa nas nossas igrejas, em particular no dia da imposição das cinzas. Nesse dia, longas filas de pessoas se aproximam do sacerdote para receber as cinzas na fronte e ouvir estas primeiras palavras de Jesus. No ano seguinte, novas filas se aproximarão para executar o mesmo rito. O rito será o mesmo, as pessoas serão diferentes. Algumas já lá não estarão porque morreram ou porque, por razões de saúde, já não poderão vir mais à igreja. Para essas, o sentido da expressão: “Cumpriu-se o tempo” teve um significado novo que, se calhar, no ano anterior nem foi percebido na sua urgência. Pensamos sempre que este ano será mais um ano, mas talvez este ano seja o meu ano, o ano da urgência, o ano em que o “arrependei-vos” me é dirigido de forma radical, como uma última chamada.

Folha Paroquial – Domingo VI do Tempo Comum

“Se quiseres podes curar-me.” Jesus tocou-lhe e disse: “Quero. Fica limpo.”

A folha pode ser descarregada em: Domingo 6 Tempo Comum

Eucaristia 09.02.2018 19h00

Eucaristia 09.02.2018 19h00
Paróquia São João Baptista – Coimbra
Informamos que excepcionalmente não haverá Eucaristia dia 09.02.2018 sexta-feira às 19h00 em virtude das Conferências “Enovar 18”.

«Em seu coração
o homem planeia o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.
Provérbios 16:9»

Bênção das Crianças – 4 Fev 2018

Tinha sido feito com alguma antecedência um trabalho de divulgação nas redes sociais, nas missas dos últimos fins-de-semana e junto dos pais da catequese e por isso já se esperava uma grande afluência de famílias neste dia, na sequência da festa litúrgica da apresentação de Jesus no templo e já tradicional bênção das crianças. No entanto, o número superou largamente as expectativas, provando mais uma vez a necessidade de quebrar rotinas e procurando ir ao encontro dos anseios das pessoas. Foi uma celebração muito bonita e sentida: depois da homilia, o Pe Filipe Diniz chamou as crianças, pronunciou uma bênção e, enquanto a assembleia cantava, abençoou as crianças todas, uma por uma.

Evangelização de Rua no Mercado Norton de Matos (3 Fev 2018)

A marcação desta ação de evangelização no mercado do Norton de Matos surgiu de um impulso na sequência das últimas Jornadas de Formação Permanente da nossa diocese: no ano passado tínhamos ido para a rua, durante as festas da Rainha Santa, e éramos para cima de 40 irmãos com o desejo de levar a boa-nova do Evangelho aos transeuntes da nossa cidade. No Natal, pedimos autorização ao Centro Comercial Alma (antigo Dolce Vita) para irmos levar um pouco da alegria de acolher Deus Menino aos milhares de pessoas que por esses dias invadiam esse local, mas a autorização necessária da administração tinha-nos sido recusada.

Já por diversas vezes tinha comentado com o Pe Jorge Santos que havíamos de tentar o Mercado Norton de Matos, aos sábados de manhã, mas a coisa ia ficando em águas de bacalhau e, durante as Jornadas, enquanto ouvia o cardeal e outros intervenientes no local ou a partir do Youtube, onde estavam a ser transmitidas em direto, lembrei-me de alinhavar uma estrutura, escrevia-a num email e uns dias depois mandei-o ao Pe Jorge a pedir autorização para mobilizar as pessoas da paróquia.

Tive algum receio que os paroquianos aderissem pouco e rezei bastante quer pedindo ao Senhor que fosse preparando o coração de quem viéssemos a encontrar durante a evangelização de rua, quer que inspirasse a audácia necessária aos irmãos da comunidade paroquial. No sábado houve quem me confessasse que tinha passado a noite quase em branco com receio do que iria acontecer; houve vários que foram primeiro às compras ao mercado e que acabaram por se juntar a nós, de coração aberto.

Éramos uns 25, havia um grupo a tocar guitarra, pandeireta e a cantar, as crianças ofereciam chá e café, e outro grupo, dois a dois, falava com quem passava: muito simplesmente dizíamos-lhes que éramos cristãos das paróquias ali à volta, que estávamos muito felizes por termos permitido que Deus se revelasse nas nossas vidas e perguntávamos se lhes podíamos falar do que a paróquia tinha para oferecer. Íamos dando o nosso testemunho, apresentámos o percurso Alpha, desafiámos a aparecer na eucaristia, convidámos para o Grupo de Oração, para a Oração de Misericórdia e para o Fórum Cristãos no Mundo, rezámos com quem permitiu ou pediu que o fizéssemos (uma Avé-Maria ou assim), e viemos de lá com uma alegria imensa, apesar do frio. No fim, foram muitos os que manifestaram o desejo de fazer isto mais vezes. Muito mais vezes. E a alegria devia ser mesmo imensa e verdadeira, de tal modo que contagiou outros que não quiseram ou não puderam ir e que entretanto já dizem que da próxima vez também querem participar. Em março, repetimos. E esperamos que seja de agora em diante uma vez por mês.

Paulo Farinha Silva