Arquivo mensal Março 2018

Tema : O silêncio do Sábado Santo

Tema preparado pela Inês Pereirinha para o Tríduo Pascal 2018, com a Comunidade Emanuel

Tema: O significado da Cruz

Tema preparado pela Inês Pereirinha, membro da Comunidade Emanuel, para Sexta Feira Santa – Páscoa 2018

Tríduo Pascal na paróquia, com a Comunidade Emanuel

29 de Março, quinta-feira santa

19:00h – Acolhimento
19;30h – Jantar partilhado
21:00h – Ceia do Senhor e Lava-Pés
24:00h – Fim da Adoração

30 de Março, sexta-feira santa

09:30h – Laudes
10;30h – Tema
11:30h – Tempo de silêncio
13:00h – Almoço
14:30h – Tempo de Compaixão / Evangelização
16:30h – Intervalo
17:00h – Ensaio de cânticos
18:00h – Paixão do Senhor – Adoração da Santa Cruz
19:30h – Jantar
21:30h – Via-Sacra, com todas as paróquias da cidade, a sair do Seminário de Coimbra

31 de Março, sábado

09:30h – Laudes
10;30h – Tema
11:30h – Tempo de silêncio
13:00h – Almoço
14:30h – Tempo de Divulgação / Evangelização
17:00h – Lanche
18:00h – Preparação da vigília
19:30h – Jantar
22:00h – Vigília Pascal da Ressurreição do Senhor

01 de Abril, domingo

10:45h – Eucaristia

Folha Paroquial – Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

“Começa hoje a Semana Santa ou Semana Maior, como também é conhecida, por nela se desenrolarem os maiores acontecimentos da fé cristã.”

A folha pode ser descarregada em: Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

«Ele escolheu a última Ceia para fazer a proclamação solene do «Seu mandamento», o de «nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou.»»

Começa hoje a Semana Santa ou Semana Maior, como também é conhecida, por nela se desenrolarem os maiores acontecimentos da fé cristã.
Hoje, Domingo de Ramos e da Paixão, a Liturgia reveste dois aspetos à primeira vista contraditórios. Fala-nos do triunfo e glória, para, logo a seguir, nos falar em sofrimento e paixão. Reunindo acontecimentos tão contrastantes, a Liturgia não tem outro intento senão apresentar-nos a figura de Jesus, no seu aspeto de Rei messiânico e, ao mesmo tempo, «Servo do Senhor». Mas o núcleo da Semana Santa (e que é também a síntese de todo o ano litúrgico) situa-se no Tríduo Pascal de Quinta-feira Santa à tarde, Sextafeira Santa e Vigília Pascal no Sábado à noite. Nestes três dias, vivem-se os grandes mistérios da fé cristã.
Quinta-feira Santa: Misteriosamente antecipando o Sacrifício que iria oferecer, dentro de algumas horas, Jesus põe fim a todas as «figuras» do Antigo Testamento, converte o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue, apresentando-se como o verdadeiro Cordeiro Pascal – o Cordeiro de Deus. O sacrifício da Cruz, com o qual estabelecerá a Nova Aliança, não ficará, pois, limitado a um ponto geográfico ou a um momento da história: pelo sacrifício Eucarístico, perpetuar-se-á pelo decorrer dos séculos até que Ele volte. Comendo o Seu corpo imolado e bebendo o Seu sangue, os discípulos de Jesus farão sua a oferenda de amor de Jesus e beneficiarão da graça por ela alcançada. Para que este mistério de amor se pudesse realizar, Jesus ordena aos apóstolos que, até ao Seu regresso, operem esta transformação, ficando, assim, participantes do Seu mesmo sacerdócio. Nascido da Eucaristia, o Sacerdócio tornará, portanto, actual, até ao fim dos tempos, a obra redentora de Cristo. Sendo a Eucaristia a prova suprema do amor de Jesus pelos homens, compreende-se porque é que Ele escolheu a última Ceia para fazer a proclamação solene do «Seu mandamento», o de «nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou.»
Sexta-feira Santa: Na sexta-feira à tarde, comemoramos a Paixão e morte do Senhor na Cruz. Neste dia não há Eucaristia nem outros sacramentos, a não ser a penitência e unção dos doentes. No entanto, não deixa de ser um dia de oração e celebração da Liturgia. A Igreja reúne-se neste dia para escutar a narração da Paixão, para orar por todos, para adorar a Cruz e para comungar Cristo, mergulhando, assim, na Sua morte.
Sábado Santo: Este dia é de silêncio expectante. A Igreja está vigilante à espera do seu esposo. As igrejas estão vazias. Não há sacramentos porque Aquele de cujo coração eles nascem dorme no sepulcro. Mas a Igreja está vigilante na oração à espera do esposo. Alimenta-se dos escritos dos profetas e dos salmos na Liturgia das Horas. Vigília Pascal: esta celebração é o cume de todas as celebrações e de todo o mistério pascal. É tão denso que explicá-lo aqui é impossível por falta de espaço. Direi apenas que a celebração consta de várias partes: Liturgia da Luz, em que se benze o lume novo, se acende o círio pascal, os fiéis acendem as velas e todos entram na igreja às escuras com velas acesas na mão e o círio atrás. Depois do canto exultativo do precónio pascal, acendem-se as luzes da igreja e começa a Liturgia da Palavra: durante este tempo, escutam-se as maravilhas que Deus realizou pela nossa salvação desde a criação do mundo até à sua recriação em Cristo. Tudo isto alternado com salmos e cânticos de júbilo, até ao Glória, em que se tocam as campainhas e nos preparamos para escutar as leituras do Novo Testamento e o Evangelho. Depois da homilia segue-se a: Liturgia Baptismal: nesta liturgia, preparamo-nos para celebrar o baptismo dos que houver para baptizar. Cantam-se as ladainhas, benze-se a água baptismal, renova-se a fé, de velas acesas na mão, confessando-a com entusiasmo. Depois somos aspergidos com água, sinal do baptismo que recebemos e cujos compromissos renovamos.
Liturgia eucarística: terminada a liturgia baptismal, preparamos a mesa para celebrar o banquete da Nova Aliança em Cristo Ressuscitado.
Aquele que por nós morreu e ressuscitou está vivo e dá-se em alimento aos que n’Ele creem para partilhar com eles a Sua vida imortal.

GRANDE VIAGEM ESCANDINÁVIA E FIORDES 16/23 JULHO 2018

PREÇO POR PESSOA EM
QUARTO DUPLO ——————————- €2.170,00
Suplemento Individual —————————    €555,00

1º DIA – COIMBRA – LISBOA – COPENHAGA – PC                   

Saída de Coimbra em hora a combinar com destino ao aeroporto de Lisboa. Comparência no aeroporto 120 minutos antes da partida. Assistência nas formalidades de embarque e saída com destino a Copenhaga. Chegada, encontro com o guia acompanhante e partida para o centro da cidade. Almoço*. Transporte ao parque Tivoli, para visita do parque de diversões. Jantar neste famoso parque que tem mais de 150 anos de antiguidade. Regresso ao hotel. Alojamento.

 

2º DIA – COPENHAGA – NAVEGAÇÃO – PC

Pequeno-almoço. Visita panorâmica da capital dinamarquesa, com passagem pela Praça da Câmara, o exterior do Palácio de Christianborg, o Nyhavn (canal ao estilo holandês que representa o espírito marinheiro da cidade), a Fonte de Gefion, a Sereia, homenagem à obra de Andersen, a Bolsa, etc. Almoço em restaurante local. Passeio pela rua pentagonal da cidade “Stroget”. Em hora a combinar transporte ao porto para embarque em ferry com destino a Oslo. Jantar a bordo. Alojamento em cabines interiores.

 

3º DIA – NAVEGAÇÃO – OSLO – BERGEN – PC

Pequeno-almoço a bordo. Desembarque e partida em direcção a Geilo, pequeno povoado no meio das montanhas conhecido pelas pistas de ski. Almoço. Continuação para Bergen, atravessando pelo fiorde de Hardanger, o mais extenso da Noruega. Chegada, à segunda cidade mais importante da Noruega e capital dos “Fiordes do Sul”. Jantar e alojamento.

 

4º DIA – BERGEN – STALHEIM – LAERDAL – PC

Pequeno-almoço. Visita panorâmica do velho porto de Bryggen e do antigo bairro de comerciantes da Liga Hanseática, com as suas construções típicas de madeira. Subida em funicular à colina de Floyfjellet, a partir da qual poderá contemplar impressionantes vistas da cidade e do seu fiorde. Saída pelo Vale de Voss em direcção a Stalheim, almoço. Seguimos para Gudvagen para travessia do fiorde mais estreito da Noruega, seguido do mais profundo, Sognefjord, também conhecido como “Fiorde dos Sonhos”, o segundo maior do mundo. Chegada a Laerdal. Jantar e alojamento nesta região.

 

5º DIA – LAERDAL – OSLO – PC

Pequeno-almoço. Saída para Oslo com passagem na Igreja de Madeira Borgund. Chegada e almoço. Visita panorâmica da “City of Tigers”, descobrindo o Parque Frogner com as esculturas de granito e bronze realizadas por Gustav Vigeland. Destaque para um impressionante bloco de granito com cerca de 17 metros de altura, onde aparecem esculpidas mais de 100 figuras humanas entrelaçadas. Passagem pela animada rua Karl-Johäns, pela Câmara Municipal, pelo Castelo de Akershus, pelo Palácio Real e pelo Parlamento. Visita ainda do Museu dos Barcos Vikings. Jantar e alojamento.

 

6º DIA – OSLO – KARLSTAD – ESTOCOLMO – PC

Pequeno-almoço Saída para Karlstad, uma cidade portuária e universitária da província histórica da Värmland. Almoço nesta cidade industrial situada na margem do lago Vänern, o maior lago sueco. Continuamos para Estocolmo, passando por Mariefred para admirar o Castelo Gripsholm. Chegada á capital da Suécia. Jantar e alojamento.

 

7º DIA – ESTOCOLMO – PC

Pequeno-almoço. Visita panorâmica da capital sueca através de um passeio de autocarro pelos pontos mais importantes da cidade e de uma caminhada pela Gamla Stan ou “Cidade Velha”, com as suas ruelas estreitas e empedradas. Durante a visita irá conhecer a Grand Plaza, o Palácio Real, a Ilha dos Nobres, a Catedral, entre outos ex-libris da cidade. Visita para conhecer o interior da Câmara Municipal, onde se realizam o banquete e o baile de gala posteriores à entrega dos Prémios Nobel. Almoço. De tarde, visita do Museu Vasa, histórico museu temático, em cujo local está exibido o navio Vasa, um galeão real afundado durante a sua inauguração e recuperado 333 anos depois. Jantar e alojamento.

 

8º DIA – ESTOCOLMO – LISBOA – COIMBRA – PA

Pequeno-almoço. Tempo livre até ao transfer para o aeroporto. Partida em voo com destino à sua cidade de origem. Chegada e após formalidades de embarque, regresso a Coimbra. 

Folha Paroquial – V Domingo da Quaresma

“Aprendei a conhecer o Senhor.”

A folha pode ser descarregada em: V Domingo da Quaresma

«Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto.»

1º: A Hora de Jesus é a hora da Sua glorificação, a hora das núpcias do Cordeiro.
O caminho quaresmal é um itinerário de conversão em que nos vamos aproximando da Hora de Jesus, isto é, do momento da Sua glorificação pela morte e ressurreição. Essa hora foi muitas vezes anunciada e esperada com ardor por Jesus: Como Ele disse a Maria, Sua mãe logo no princípio da Sua vida pública nas bodas de Caná: «Mulher, que tenho eu a ver com isso? Ainda não chegou a minha hora.» Ele estava nuns esponsais onde muda a água em vinho, mas esse casamento apontava para Aquela hora em que Ele, na cruz, realizaria a Nova Aliança no Seu sangue, as núpcias do Cordeiro. Agora é chegada essa hora em que o Filho do homem vai ser glorificado sendo como o grão de trigo que morre para dar fruto abundante. Por isso, é preciso que Ele dê a vida, que Ele passe por Aquela hora, para que a Igreja nasça e se multiplique pelo mundo levando a Boa Nova da Salvação. Como Ele dirá no Seu discurso de despedida: «Convém‐vos que Eu vá (isto é, que eu morra) porque se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, eu enviál’O‐ei» ( Jo 16,7). O Paráclito, dom de Cristo glorificado pela morte e ressurreição, é o que vai permitir o grande fruto da vida de Jesus nos crentes e que a Igreja se multiplique.
2º Somos convidados a participar da Sua hora e, como Ele, a sermos grão de trigo que aceita morrer para dar fruto.
O Caminho quaresmal, aproximando‐nos da hora de Jesus, convida‐no também a sermos participantes na Sua morte e ressurreição. Jesus diz claramente: “Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará.» Seguir e servir Jesus, ou seja, ser Seu discípulo, é participar do Seu destino, da Sua hora. É não procurar a cruz, como Jesus não a procurou, mas aceitá‐la em oferenda de amor, unindo‐se a Jesus. É dar a vida por amor, pois quem dá a vida recebe‐a e quem a ama, no sentido de não a querer dar para viver para si, esse perde‐a.
3º Aceitar as mediações para o encontro com Jesus.
Consequentemente, deve haver no discípulo um profundo desejo de conhecer a Cristo e de se identificar e configurar com Ele, naquilo que é o Seu pensamento, a Sua doutrina e a Sua vida. Por isso, acho tão belo o pedido dos gregos que foram a Jerusalém nos dias da festa da Páscoa e que disseram a Filipe: «Nós queríamos ver Jesus». Que belo pedido! Também nós devemos desejar conhecê‐l’O mais e melhor, porque nunca O conhecemos suficientemente. Conhecer a Sua Palavra, meditar na Sua vida, para nos configurarmos com o Seu carácter. E quem nos poderá ajudar a encontrá‐l’O e a conhecê‐l’O melhor? Toca‐nos humildade destes «buscadores do rosto de Deus» ao aceitarem as mediações para esse encontro. Não foram diretamente a Jesus mas, talvez por se sentirem indignos, aceitaram passar por Filipe que o foi dizer a André e, depois, ambos foram então ter com Jesus. Quanta dificuldade hoje as pessoas têm em aceitar as mediações do encontro com Deus. Gostariam de ter acesso direto. Mas nesta terra a experiência do encontro com Deus é sempre mediada. Só na eternidade veremos a Deus tal como Ele é, face a face. Mas o encontro com Deus não é menos real através dos meios que Jesus nos deixou para O encontramos. São eles a Igreja, os Sacramentos, a Palavra da Escritura, os irmãos e, podemos dizer, a ação invisível do Espírito Santo nos nossos corações.
Também a resposta de Jesus ao desejo dos gregos de O encontrarem não foi direta. Aqueles gregos representam todos os pagãos do mundo inteiro que anseiam pela verdade do Evangelho. Jesus responde a esse desejo formando os Seus discípulos, levando‐os a fazer a experiência fundamental cristã, de participar na Sua morte e ressurreição, de aprender a ser trigo que morre para se multiplicar, para depois serem eles a levar a Boa notícia aos pagãos, representados nos gregos. Estes vão encontrar‐se com Jesus através do anúncio da Igreja. Nenhum de nós recebeu o Evangelho diretamente de Jesus. Se hoje acreditamos em Cristo morto e ressuscitado, foi porque a Igreja no‐l’O anunciou. Quem não aceitar a Igreja, os Sacramentos ou a Palavra de Deus, dificilmente poderá chegar à fé cristã e ao encontro com Deus vivo.
E hoje há muitas pessoas a dizer: “Para ser crente não preciso da Igreja, não preciso dos sacramentos, não preciso sequer de nenhuma religião instituída. Faço ligação direta.” Pode‐se porventura ficar com um sentido de transcendência, mas não um encontro vivo com Aquele que esteve morto e nos comunicou a Sua vida imortal. Deus permita que esta quaresma nos ajude a uma maior identificação com Cristo, aprendendo a viver, oferecendo‐nos em união com a oferta do Senhor. A Eucaristia, onde Jesus sempre renova o sacrifício da Sua cruz e nos torna participantes d’Ele, é sempre uma bela oportunidade para Lhe oferecermos com amor os nossos trabalhos, as nossas tristezas e doenças, as nossas alegrias e dores.

Percurso Alpha: Livros da 3ª sessão – Como se pode ter fé?

– “Credo”

Este livro fala sobre o pilar da nossa fé – o Credo ou símbolo dos Apóstolos. Ao longo do livro cada frase do símbolo dos Apóstolos é explicada, no sentido de se compreender melhor qual o significado profundo que está por detrás de cada expressão, que se profere e o que nos quer transmitir esta oração comunitária.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “Crer em Jesus Cristo”.

Gérard Reynal, ao longo do livro fala da fé e indica quel o caminho da fé – Jesus Cristo. A fé não é algo que nasce já connosco, mas nasce de algo que nos desperta.
A fé descobre-se na relação com o outro, no encontro e na confiança. A fé é luz que ilumina as sendas da existência e abarca o horizonte.
E, o motivo supremo da fé é Deus.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “A radicalidade da fé”.

Carlo Maria Martini refere que a radicalidade da fé assenta, fundamentalmente, no acto de seguir Jesus, a todo aquele que é chamado e interpelado: «Segue-me». No entanto, na maioria das vezes, aqueles que são chamados não respondem, na sua total liberdade porque estão presos a várias preocupações da vida, ao seu conforto, segurança e prtecção a que estão habituados.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.

Percurso Alpha: Livros da 2ª sessão – Porque morreu Jesus?

– “O caminho da imperfeição”

André Daigneault, de umaforma bela e simples, coloca uma questão fulcral: «Qual é o verdadeiro caminho”? o verdadeiro caminhos que nos é apresentado, ao longo das páginas deste livro, é o caminho da descida de Jesus, é o caminho dos mais frágeis, é o caminho dos feridos. É o caminho do Amor.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “O esvaziamento de Cristo”.

Sendo a sociedade de hoje marcada pelo «movimento ascendente», que é o movimento de uma sociedade tecnológica e altamente competitiva, onde a tónica assenta na ascensão do êxito, sucesso, competição e progresso; a questão que se coloca perante esta realidade é: “Onde se encontra Deus nesta correria”? “Ele corre também ao nosso lado”?
Henri Nouwen, de um modo magistral, indica qual o caminho e, esse corresponde ao «movimento descendente». É o caminho do esvaziamento. É o caminho de Deus, é a via divina. É o caminho da cruz, é o caminho de Cristo.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.

Folha Paroquial – IV Domingo da Quaresma

“Não são as nossas obras que nos salvam, mas esse olhar de fé e confiança para Cristo que se ofereceu por nós, na cruz.”

A folha pode ser descarregada em: IV Domingo da Quaresma

«é pela graça que fostes salvos»

Todas as três leituras e o Salmo Responsorial são uma sinfonia ao amor e à misericórdia divina que nos salvou gratuitamente. São Paulo não cessa de o repetir na 2ª leitura: «é pela graça que fostes salvos» A salvação não vem de vós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar. Nós temos dificuldade em acreditar numa bondade assim. Pensamos sempre que Deus poderá ser‐nos propício se nós formos bons, andarmos numa vida reta e nos portarmos sempre muito bem. Como não somos capazes, pensamos que não merecemos o amor de Deus. O que Paulo diz, é isso mesmo. Não merecemos. Mas Deus salvou‐nos não pelos nossos méritos, que não temos, mas gratuitamente, pela entrega do Filho unigénito. O Evangelho começa com uma referência a um episódio estranho, que mais parece magia, do livro do êxodo. Moisés usou um costume pagão conhecido noutras religiões vizinhas e fez uma serpente de bronze como que deitando fogo, sinal do veneno que mata, e colou‐a a um poste.
E Deus diz a Moisés: «Quando o povo for mordido, olhe para a serpente de bronze e será salvo». O que Moisés quer dizer é que há um só Deus que cura e salva. Olhai para a serpente, mas sabei que só Deus vos cura e salva. Olhar, contemplar, quer dizer «adorar». Quando olhais a serpente, que a vossa adoração se dirija ao Deus da aliança e a mais ninguém. Jesus retoma este episódio à sua conta, dizendo: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna». Assim sendo, da mesma forma que bastava ao povo no deserto elevar o olhar com fé para o Deus da Aliança para ser curado fisicamente, doravante, basta elevar o olhar com fé para Cristo crucificado para obter a cura espiritual e o perdão dos pecados. É o mesmo que S. João dirá no momento da crucifixão de Cristo: «Levantarão os olhos para Aquele que trespassaram.» (Jo19,37). Não são as nossas obras que nos salvam, mas esse olhar de fé e confiança para Cristo que se ofereceu por nós, na cruz. Para S. João a cruz é o momento da exaltação de Jesus porque ela é o lugar da revelação do amor de Deus. É neste momento em que a palavra “amor”, tão importante no quarto Evangelho, aparece pela primeira vez. “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito”.
É graças a este dom de Deus que João pode falar de amor. A Incarnação culmina na morte na Cruz e é a manifestação desse amor de Deus. A Cruz não é fonte de salvação pelo seu aspeto sacrificial e sangrento mas é salvação porque é a expressão sublime e definitiva desse amor divino e fonte de vida para os crentes. Estamos longe dessa visão da Cruz como lugar do abandono do Filho pelo Pai para resgatar os pecados do mundo. Na Cruz, o Pai e o Filho comungam do mesmo amor pelo mundo. » Deus amou tanto o mundo que… se entregou a si mesmo, entregando o Filho. No Evangelho de São João, o amor pelos homens é partilhado pelo Pai e pelo Filho. Ficamos assim a saber que o Filho de Deus na Cruz tem o poder de dar a vida a todos os que creem nele. Mas há algo que o Evangelho de hoje também nos revela: Em Jesus, o amor de Deus pelos homens é incondicional mas supõe também uma resposta do homem. A presença de Jesus exige que agora cada um escolha; é agora que o Julgamento se faz.
Este caráter definitivo e imediato do julgamento é a consequência da presença do revelador. Com a sua presença, o homem é compelido a fazer uma escolha e dessa escolha sai desde já a salvação ou a condenação.” (Da lectio da quaresma) E não devemos ver a condenação como se Deus dissesse, Já que não aceitas a salvação castigo‐te com a condenação. Não. A condenação o que é? É como se alguém estivesse doente, com cancro, e um médico lhe dissesse: «Para ser curado, toma este remédio. Mas o doente fica indiferente ao que lhe diz o médico e não tomou a decisão de tomar o remédio. Foi o médico que o condenou? Não. O médico ofereceu‐lhe a cura. O doente é que escolheu a morte, quando decido não tomar o remédio. Deus oferece‐nos a salvação que é o seu Filho. Se não aceitamos, Ele sofre com a nossa má decisão mas não nos pode substituir pois somos livres. Tem de ser uma escolha nossa, através de uma decisão livre. “Creio em ti, Senhor, e quero aceitar‐te (…)

Folha Paroquial – III Domingo da Quaresma

“Destruí este templo e em três dias o levantarei.”

A folha pode ser descarregada em: III Domingo da Quaresma

Jesus porém falava do Templo do Seu corpo

As realidades mais sagradas no Antigo Testamento eram o sábado e o templo. Um dia e um lugar. Jesus respeitando um e outro‐ o evangelho de hoje mostra‐nos como é devorado pelo zelo da Casa do Senhor‐ não os absolutizou. «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado», disse Jesus acerca do sábado.
E acerca do Templo disse: «Aqui está quem é maior do que o Templo». Se o templo, para a antiga aliança, era o lugar do encontro com Deus, como Ele tinha prometido a Salomão, agora com a Incarnação do Verbo, o lugar do encontro com Deus já não é um lugar, mas uma Pessoa, Jesus, o Filho Unigénito. «N’Ele habita corporalmente toda a plenitude dadivindade.»( Col 2,9) Ele é a imagem de Deus invisível, o primogénito de toda a criatura.»( Col 1,15), por isso, «Quem o vê, vê o Pai.» (Jo 14,9). Se agora Jesus é o lugar do encontro com Deus, então Ele é o novo Templo e infinitamente mais importante. Por isso, pode dizer. “Destruí este Templo, (O que vão fazer matando‐o) e Eu o reedificarei em três dias” (ressuscitou ao 3º dia) No Novo Testamento, Deus está presente no Corpo de Cristo. Na sua Ascensão Ele disse: “Estarei convosco até ao fim dos tempos”.
Agora, depois da sua morte e ressurreição, a sua presença real é no seu Corpo eclesial e no seu Corpo eucarístico. A maneira de ver a Deus dos gregos e dos judeus era a grandeza e o sucesso, a lógica de Jesus é a lógica da cruz e da humildade. «Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria. Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios», diz S. Paulo na segunda leitura. Cristo morto e ressuscitado é a manifestação da Sabedoria de Deus que confunde a lógica e sabedoria humana.
Quando contemplamos o Corpo Eucarístico de Cristo, na hóstia consagrada, estamos diante do verdadeiro Templo de Deus, e podemos admirar, em ação de graças, Aquele que «sendo de condição divina se aniquilou a si próprio assumindo a condição de servo, obediente até á morte e morte de Cruz.» Além de se fazer servo, fez‐se pão para nos alimentar para nos transformar n’Ele. Neste fim de semana queremos meditar sobre a presença de Jesus nas espécies eucarísticas convidando a um grande movimento de adoração no seguimento do convite dos três últimos papas e de uma longa tradição da Igreja.