Arquivo mensal Maio 2018

Folha Paroquial – Domingo de Pentecostes

“«Mandai, Senhor o vosso Espírito, e renovai a terra.»”

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«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».»

Da Babel ao Pentecostes
O livro dos Génesis apresenta-nos a narrativa da Babel ((Gen 11,1-9) que ajuda a explicar muito daquilo que estamos a viver nos nossos dias, tanto no panorama nacional como internacional. Na antiga Babel, a humanidade tentou construir uma cidade imponente para exprimir o poder e a glória humana. No seu orgulho, quiseram uma cidade em que Deus não tivesse lugar e disseram: «Construiremos uma cidade e nela uma torre que toque o céu». Mas a humanidade sem Deus vai-se deteriorando e cai no niilismo. Entregues a si mesmos, aos seus interesses egoístas, às suas paixões, cavam abismos que os separa. Parece que este presidente da América cego pelo poder bélico e económico do seu país, está a tentar construir a torre de Babel e assim a dividir as línguas e os povos. Onde se constrói a Babel constroem-se muros que separam.
O futebol nacional que devia servir para unir na alegria e na boa disposição as pessoas que são aficionadas pelo desporto, serve, ao contrário, tantas vezes para a violência, para a discórdia, para a divisão, gerando ódios fanáticos incompreensíveis.
Muitos dos estudantes que vão no cortejo da queima das fitas já não sabem divertir-se sem o espetáculo degradante do álcool, e de outras coisas destrutivas. Estando no Hospital, nessa altura diziam-me os médicos que as urgências não paravam com estudantes cheios de álcool. Diz-nos a segunda leitura que quando o homem fica entregue a si mesmo pratica as obras da carne que são: “luxúria, imoralidade, libertinagem, idolatria, feitiçaria, inimizades, ciúmes, discórdias, ira, rivalidades, dissenções, facciosismos, invejas, embriaguez, orgias e coisas semelhantes a estas…” não é difícil ver estes vícios na queima das fitas, (não em todos claro), no futebol, na política e em tantos lados.
Pensando nisto tudo pus-me a pensar: «Senhor, quanto o mundo tem necessidade de Ti e quanto Te afasta da sua convivência. Não desistas de nós, Senhor e continua a derramar sobre nós o teu Espírito».
O Pentecostes é o contrário da Babel. É a festa da comunhão com Deus e com os homens. No Pentecostes Deus vem habitar o coração de cada homem e da comunidade que O acolhe e isso só pode trazer caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança., os frutos do Espírito elencados na segunda leitura.
Os apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar, cumprindo o que Jesus lhes tinha mandado fazer: permanecer em oração até que viesse sobre eles o prometido do Pai, o Espírito Santo. E o Fogo do amor de Deus veio sobre cada um deles, e o que criou foi uma grande unidade, uma grande comunhão. A Igreja nasceu com a vinda do Espírito Santo e a Igreja é um mistério de comunhão. Ela é «como que o Sacramento ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e de unidade de todo o género humano». O Espírito Santo é o amor que une o Pai e o Filho. Ele é o amor em Pessoa, ou melhor, a Pessoa-amor. Onde ele estiver, gera comunhão e o sinal dessa comunhão é a unidade das línguas. Todos entendem os apóstolos na sua própria língua, quer dizer, quando o homem acolhe Deus, a Babel transforma-se na cidade onde os homens constroem a paz, o entendimento, a comunhão e se tornam uma família. O Espírito é dado para a comunhão e para a missão. Não pode haver missão sem comunhão, sem unidade. E ninguém parte se não sentir em si a força que o empurre para ir. O Espírito é esse Fogo interior do amor de Deus que nos queima, que nos abrasa, que nos entusiasma e nos faz vencer o medo e as resistências em anunciar o Evangelho. «Ai de mim se não evangelizar», dizia Paulo, cheio deste Fogo. Todos os batizados e crismados têm o Espírito Santo, mas isso não basta para nos tornarmos evangelizadores. É preciso que estejamos cheios do seu Fogo. No Evangelho, Jesus diz: «Assim como o Pai me enviou também eu vos envio a vós»; dito isto soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo». Ontem, como hoje, precisamos constantemente deste Espírito para não ficarmos fechados nas nossas belas igrejas ou sacristias. O Espírito impele-nos a «fazer-nos ao largo», a sairmos ao encontro do mundo, a irmos com criatividade, a proclamarmos de todas as formas possíveis que Jesus está vivo, que, quando lhe abrimos o coração, uma nova vida acontece. Deus ama os homens e quer o seu bem e a sua salvação.

Oração do discípulo-missionário
Pai Santo, amaste tanto o mundo, que nos enviaste o teu Filho unigénito, (Jo 3, 16) ungindo-o com o Espírito Santo e com poder (Act 10,38) para realizar a salvação de cada homem e de toda a humanidade. Pela tua morte e ressurreição, deste uma nova vida ao mundo, resgatando-nos do poder do demónio. Assim como tu o enviaste, Pai de bondade, assim Ele nos enviou também para continuarmos a sua obra em todos os tempos até aos confins da terra (Jo 20, 21-22). Reconhecemos, Pai justo, que somos incapazes de cumprir tão grande missão, a não ser que tu mesmo nos revistas com a força do Alto com a qual ungiste Jesus. Estende a tua mão poderosa, Pai eterno, para se realizarem curas e milagres em nome do teu santo servo Jesus (Act 4, 30). Dá-nos a tua palavra que penetra até ao fundo dos corações e concede-nos anunciar com coragem a salvação em nome de teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo (Act 4, 29) que é Deus contigo na Comunhão do Espírito Santo. Amen

Folha Paroquial – Domingo da Ascensão do Senhor

“«Ergue-Se Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta.»”

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«Vem, Espírito Santo, renova a face da terra! Vem com os teus dons! Vem, Espírito de Vida, Espírito de Verdade, Espírito de Comunhão e de Amor! A Igreja e o mundo têm necessidade de Ti. Vem, Espírito Santo. Dá-nos a alegria da fé e o fogo do amor divino. Renova o nosso gosto pela oração e pela frequência dos sacramentos. Atrai-nos ao encontro contigo na oração. Dá-nos o desejo da santidade de vida. Comunica-nos os sentimentos do Teu coração para que amemos a humanidade como Tu a amas e nos ponhamos ao Teu serviço para colaborar conTigo na transformação do mundo. Dá-nos a graça do ardor apostólico. Dá nova força e impulso missionário a esta comunidade paroquial. Gera em nós uma comunhão no amor que seja sinal de que vives no meio de nós. Torna-nos mensageiros corajosos do Evangelho, testemunhas de Jesus Cristo Ressuscitado, Redentor e Salvador do homem. Vem sobre esta cidade de Coimbra, e seus habitantes, e dá-lhe a sede de conhecerem e beberem a Água Viva. Vem sobre cada pessoa do território da paróquia que já não Te conhece e abre os seus corações à sede de Ti e ao desejo de Te conhecerem.
Dá-nos a força da caridade apostólica e o verdadeiro amor pelos pobres. Esperamos tudo de Ti, Divino Espírito, pois sem a Tua força em nós, nada faremos bem e segundo Deus.
Maria, primeira discípula de Cristo, esposa do Espírito Santo e Mãe da Igreja, tu que estavas com os apóstolos no primeiro Pentecostes, pede connosco, e para nós, esse Divino Espírito que nos transforma, e ajuda-nos a sermos dóceis à sua voz como tu foste. Amen.
»

As leituras apresentam-nos duas versões da Ascensão: A primeira de S. Lucas nos Atos dos Apóstolos, fazendo referência ao seu primeiro livro e dizendo que o terminou com a subida ao céu de Jesus e o envio do Espírito. A segunda, é do final do evangelho de S Marcos. Ambas nos apresentam aquilo que é o fundamental do mistério da Ascensão. Somos convocados a contemplar Cristo glorificado pela Sua ressurreição de entre os mortos, a enviar solenemente em missão a Sua Igreja até aos confins da terra, e a fazer-lhe a promessa do Espírito Santo para que não se sinta entregue a si mesma, mas experimente sempre a presença consoladora e forte de Deus. A Carta de S. Paulo aos Efésios, segunda leitura, convoca-nos para a contemplação do Mistério de Cristo, a quem o Pai colocou à sua direita nos céus, como Senhor e cabeça de tudo o que existe neste mundo e no outro. « “Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas, como cabeça de toda a Igreja, que é o seu corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.» Nesta contemplação da glória de Cristo somos também convidados a espantar-nos de assombro com o desígnio divino, com o Seu plano de salvação e com a alegria da esperança que nos foi dada em Cristo.
Acerca do trabalho que agora compete à Igreja de continuar a obra de Jesus na terra, diz a primeira leitura: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».
A contemplação de Cristo glorioso, é ativa. Não estamos ainda no céu. Há que construir um mundo novo com esperança. Agora é preciso, com a presença do Espírito, sermos presença no mundo até que Ele venha na Sua glória.
O Evangelho relata-nos a mandato missionário segundo S. Marcos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo e quem não acreditar será condenado». Depois termina dizendo: “Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. “
Jesus fundou a Sua Igreja e comunicou-lhe o Seu Espírito, no Pentecostes, enviando-a até aos confins da terra para anunciar o Evangelho. De tal forma que a Igreja «existe para evangelizar» como disse Paulo VI e, quando não evangeliza, perde a sua identidade e envolve-se em divisões, em coisas acessórias, volta-se para si mesma, e fica sem saída. Só rejuvenesce de novo quando volta a sair para o anúncio do Evangelho.
A Ascensão está profundamente ligada ao Pentecostes. O envio missionário só é possível no acolhimento do Espírito. Uma comunidade missionária só o é, se for cheia do Espírito. A diferença entre uma comunidade cheia do Espírito Santo e uma comunidade sem abertura ao Espírito, é visível, porque naquela existe comunhão fraterna, alegria, dinamismo apostólico, , louvor jubiloso, sentido do serviço segundo os carismas que Deus dá a cada um, crescimento na caridade e no exercício do perdão mútuo, desejo de santidade. Numa comunidade adormecida ao dom do Espírito, entra-se na rotina, começam a haver divisões que não são saradas, os que servem fazem-no de modo pesaroso e na maledicência aos outros que nada fazem. Não se dá importância à oração em comum e, quando existe, é formal e pouco transformadora. Deixa de haver testemunho evangelizador e começa a viver-se só para dentro. A caridade pode transformar-se em ativismo em favor dos pobres, mas onde falta a compaixão e a misericórdia. Não existem, porém, comunidades quimicamente puras ou impuras. Cada comunidade deve estar consciente da sua fragilidade e que se agora está bem e viva, depressa pode cair no orgulho e na vaidade e perder a sua vitalidade. E a comunidade que se sente adormecida e amorfa deve ter esperança que é sempre possível que os ossos ressequidos ganhem nova vida, segundo a profecia de Ezequiel.
Continuemos a suplicar o dom do Espírito do Pentecostes.

Percurso Alpha: Livros da 8ª sessão – Como resistir ao Mal?

– “O Mal e o Demónio”

Ao longo do livro são colocadas várias questões acerca do mal e do demónio. Estas duas realidades são a tentação que nos seduz pelo belo, pelo agradável e pelo fácil. Como refere Vasco Pinto Magalhães, o mal não vem dentro, mas vem de fora. E tudo o que vem de fora cria dependência, condicionalismo, falta de liberdade, receios e medos.
Neste sentido, este livro leva-nos a reflectir mais profundamente acerca destas realidades.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.







Percurso Alpha: Livros do Fim de semana – Espírito Santo

– “Que o Espírito seja a nossa vida”

O Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho é o mistério Trinitário, que nos faz conhecer e amar melhor Um e Outro. No Espírito Santo procuramos viver por Jesus e em Jesus para sermos, num estado de pertença e de identificação mais total com Ele, filhos adoptivo do Pai.
Este livro mostra o amor que é a própria vida da Trindade, o Espírito Santo ensina-nos a viver um verdadeiro amor fraterno que é, o testemunho e o teste de um autêntico amor de Deus.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.







– “Espírito Santo, Senhor que dá a vida”

O Espírito Santo é a presença viva que conduz à Palavra e a interpreta, gerando a comunidade e produzindo frutos de caridade. Como refere D. José de Ornelas Carvalho, Bispo de Setúbal: «Acolher com o coraçãoe estudo com toda a inteligência a Palavra de Deus é um caminho apropriado para deixar-se guiar pelo Espírito de Deus».
Segundo António Couto, o Espírito Santo no Evangelho de João éo fundamento da nossa fé, pois é o centro da nossa vivência cristã. Refere também que quando dizemos «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá vida», estamos a reconhecer o Espírito Santo como Aquele que, com o Paie e o Filho, nos concede o dom da vida, como principal dom para sermos pessoas neste mundo.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.







Dia da Igreja Diocesana 2018

Aproxima-te do Senhor!
Vem.
Convida.
Participa.

Dia da Igreja Diocesana
27 de Maio 2018
Praça dos Heróis do Ultramar – Coimbra

Folha Paroquial – Domingo VI da Páscoa

“«Diante dos povos manifestou Deus a salvação.»”

A folha pode ser descarregada em: Domingo VI da Páscoa

«Vem Espírito Santo e renova a face da terra.»

O episódio da conversão e do batismo de Cornélio bem como da sua família, pelo apóstolo Pedro é revelador da transformação de mentalidade que a Igreja primitiva teve de fazer quando teve de decidir ou abrir-se aos pagãos ou continuar fechada ao mundo exterior pregando apenas aos judeus como se fazia até ali. Quem os vai conduzir e ajudar neste discernimento? O Espírito Santo que conduz a Igreja para a verdade total, como Jesus tinha prometido. Mas para isso é preciso ser capaz de ouvir a Sua voz colocando-se em terreno neutro de quem se despe da sua vontade para se abrir a uma vontade ou desejo diferente do que nos habita, o que não é nada fácil. Pedro ainda não tinha terminado a sua pregação, o anúncio do núcleo central da fé cristã, e já o Espírito inundava o coração dos ouvintes, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. O dom do Espírito, quando o deixamos atuar, torna-se sensível. Ele é como o vento. «Ouves a sua voz, sentes os seus efeitos, mas não sabes donde vem nem para onde vai» (Jo3,8). Na Igreja primitiva a proclamação da fé era sempre acompanhada por manifestações de poder por meio do Espírito Santo. Paulo atesta em 1 Cor2,4-5: “A minha palavra e a minha pregação nada tinham dos argumentos persuasivos da sabedoria humana, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” Esta experiência do Espírito que habita em nós era essencial para o desenvolvimento e o crescimento da Igreja no princípio e continua a sê-lo hoje. Não é por isso de admirar que todas as Igrejas vivas e em crescimento não só encorajem, mas proporcionem aos seus fiéis não somente acreditar no Espírito Santo ou recebê-Lo sacramentalmente, mas também experimentar, de facto, a Sua força e o Seu poder nas suas vidas. A primeira vaga de evangelização nasceu com o primeiro Pentecostes. E todas as vagas de evangelização que a história conheceu foram sempre fruto de novos Pentecostes, de forma que ser cristão, significa ser pentecostal, ou seja, significa viver do entusiasmo que o Espírito gera naquele que o habita. Não ser pentecostal é viver uma fé apenas exterior sem correspondência com uma vida interior, o que é uma secura e um vazio.
Nenhuma paróquia, nenhuma pessoa e nenhum grupo, pode ser renovado sem o sopro vivificante do Espírito. Às vezes pensa–se que a renovação pode vir de bons esquemas, de bons planos, de boa liderança, e de muita resiliência. Tudo isso ajuda, mas nada disso renova a paróquia se os fiéis não fizerem a experiência real de serem cheios do Espírito Santo e sentirem-se, eles mesmos, homens e mulheres renovados pela experiência transformadora do amor de Deus. A boa notícia é que Deus está sempre de coração aberto para nos encher do seu Espírito, pois isso faz parte do Seu grande plano de amor. O dom maior que Ele nos quer dar é o Espírito Santo. Jesus disse que o pedido que Deus sempre ouviria era o pedido do dom do Espírito, «porque se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu não dará o Espírito Santo àqueles que O pedirem.” Por isso pedi-O e recebereis».
No fim-de semana do percurso Alpha somos testemunhas daquilo que Deus faz em cada pessoa quando rezam por nós para que sejamos cheios do Espírito Santo. Como dizia alguém, Deus experimenta-se como real, vivo e próximo. Uma adolescente do 9º ano da catequese que fez o percurso Alpha adolescente, este ano, em S. João Baptista, avaliando o seu percurso dizia: – «Catequista, tu falavas-nos bem de Deus e nós compreendíamos-te com a nossa cabeça, mas agora nós sentimo-lo aqui, no coração.» E é isto que faz toda a diferença. É quando sentimos Deus, aqui, no coração que ficamos motivados para O escutar, para O servir, para Lhe responder com amor, para construir a Sua Igreja, para nos amarmos como Ele nos amou e com a força do Seu Espírito. Sem esta experiência, Deus torna-se longínquo, o Evangelho letra morta, a liturgia uma seca, a moral um agir de escravos, a igreja uma instituição velha e caduca. Por isso, ontem como hoje, o que precisamos é de sermos cheios do Espírito e por isso o devemos pedir pessoal e comunitariamente.

Estamos a duas semanas da celebração do Pentecostes. Vários jovens e adultos vão receber o sacramento do crisma, mas somos nós todos, membros da comunidade, que precisamos constantemente de ser renovados pelo poder do Espírito.
Nesta semana oremos na nossa oração pessoal, e sempre que rezarmos em comum na passagem de hora na adoração, pedindo o dom do Espírito para os que O vão receber sacramentalmente e para todos os que quiserem ser renovados n’Ele. Além da vigília para os crismandos, no dia 18 de maio, sexta- feira na capela dos Dehonianos, em S. João Baptista haverá uma vigília no sábado às 21:30 onde estarão presentes muitos membros da Comunidade Emanuel nacional e do percurso Alpha da paróquia.