Arquivo mensal Novembro 2018

Folha Paroquial nº 53 *Ano I* 25.11.2018 — DOMINGO XXXIV

«O Senhor é rei num trono de luz.»

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«EVANGELHO (Jo 18, 33b-37)
Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o rei dos Judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».»

MEDITAÇÃO
Na festa de Cristo Rei, que coroa o ano litúrgico, contemplamos nosso Senhor Jesus Cristo, como o centro da história humana, Senhor do Universo e Rei de cada coração que o acolhe. A 1ª leitura diz-nos que «lhe foi entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram e que o seu reino jamais será destruído». A 2ª leitura diz-nos que Ele é o príncipe dos reis da terra, mas que a sua realeza foi conquistada, não pelas armas, mas pela força do amor. Ele libertou-nos do pecado pelo seu sangue derramado. A sua realeza foi-lhe dada pelo Pai que o exaltou à sua direita no céu, porque deu a vida pelos seus irmãos e fez deles um reino de sacerdotes para Deus seu Pai. Agora, sentado à sua direita, Ele, o Cordeiro imolado, recebe o mesmo louvor, veneração, honra e adoração que é devida «ao que está sentado no trono», isto é, a Deus Pai. Ele é o Alfa e o Ómega, o Princípio e o Fim de toda a história, porque, como diz a carta aos Colossenses, foi n’Ele que todas as coisas foram criadas, no céu e na terra as visíveis e as invisíveis. Todas foram criadas por Ele e para Ele, pois Ele é anterior a todas as coisas e todas subsistem n’Ele. Em tudo Ele tem o primeiro lugar. Mas o espantoso é que o Evangelho nos mostre este Rei a ser julgado por homens, em tribunal humano, numa situação humilhante. O Rei fez-se servo, como canta o hino aos Filipenses, Ele, que era de condição divina, humilhou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso é que Deus o exaltou e lhe deu um nome acima de todo o nome». Ele próprio tinha dito: quem se humilha, será exaltado. O Dia de Cristo-Rei ajuda-nos a perceber a condição de discípulo de Cristo, pois este não é mais do que o mestre. Chamados a segui-lo em tudo, até à glória no céu, para estar com Ele, primeiro temos de aprender a ser servos da humanidade como Ele foi. E este é um dos belos atributos do discípulo: ser servo. A Igreja é uma comunidade de servidores a quem Jesus ensinou com toda a sua vida e que ficou plasmada no lavar dos pés aos discípulos no fim da última Ceia. «Vistes o que vos fiz?» – pergunta Jesus. Assim também vós deveis lavar os pés uns aos outros, dando-nos, assim, o mandamento do serviço intrinsecamente ligado ao Mandamento novo de «vos amardes uns aos outros, como Eu vos amei». Não são dois mandamentos, é um só. Servir amando e amando servindo. Paulo, que bebeu bem o Evangelho de Cristo, dirá mais tarde na Carta aos Gálatas: «pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros.» (Gal 5, 13). Por isso, este dia serve para nos questionarmos sobre a forma como servimos Cristo no seu Corpo eclesial e no mundo.
Apraz-me manifestar um profundo reconhecimento a todos aqueles que servem a Igreja nas nossas paróquias nos mais diversos campos. Ontem ao falar com uma genersoa paroquiana perguntei-lhe quantas aulas de matemática dava aqui na paróquia àqueles que não tendo dinheiro para pagar explicações recorrem à generosidade dos cristãos. E ela respondeu-me: De segunda a sexta, todos os dias. É assim que entramos na lógica da realeza de Jesus e participamos dela. Na paróquia há serviços mais visíveis outros menos visíveis para os homens, mas Deus não vê como o homem, tem um olhar mais penetrante.
Gostava de os citar a todos, mas ia ser longo. Prefiro dizer aos que ainda não têm qualquer serviço na vida da comunidade que há muito lugar para eles.
Qualquer comunidade cristã será mais resplandecente se for uma comunidade onde todos dão segundo os seus carismas e talentos. Obrigado às equipas Alpha que com paixãp anunciam o evangelho aos seus irmãos, obrigado aos catequesitas que com grande resiliência e amor acolhem em cada semana as crianças da catequese para lhes falar de Jesus. Como não agradecer aos responsáveis das células de evangelização, do escutismo, do ASJ e a todas as que enfeitam com beleza e amor a igreja para a celebraçãpo dominical. Não posso esquecer os que se dedicam aos pobres, as conferências vicentinas em S. José e o gasc em S. João Baptista. Obrigado aos membros dos Conselhos pastorais e económicos das equipas de animação fraterna, que ajudam a pensar a pastoral da paróquia e a tomar as decisões o mais acertadas possível. Comissão para a construção da igreja em S. João baptista e comissão de eventos. Como não estar grato aos membros dos coros que em várias missas animam a liturgia? Quantos ensaios, quanto trabalho e quanta beleza conseguem dar às celebrações? E podemos continuar com os ministros extraordinários da comunhão e todos os outros. Que Cristo Rei porque servo da humanidade nos ajude a fazer o caminho da humildade e do serviço que Ele fez e a Igreja possa ser reconehcida como a comundiade serva da humanidade à imagem do seu mestre. Mas precsiamos de muitos mais servidores. Ponham as vossas competências ao serviço de Deus e da Igreja… A messe é grande e os trabalhadores são tão poucos. Deus conta consigo.

Folha Paroquial nº 52 *Ano I* 18.11.2018 — DOMINGO XXXIII

«Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus.»

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«EVANGELHO (Mc 13, 24-32)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».»

Sempre que os profetas do Antigo Testamento querem anunciar o Grande Dia de Deus, a sua vitória definitiva contra todas as forças do mal, encontramos a mesma linguagem, estas mesmas imagens, já presentes na 1ª leitura de hoje, do livro de Daniel. Nesta altura em que o profeta escreve, o povo de Israel vivia um dos tempos mais terríveis da sua história. Depois das conquistas de Alexandre Magno, e com a sua morte, a Palestina fica sob a ocupação grega. Alexandre foi bastante liberal com os povos ocupados, mas nesta época, cerca do ano 170 antes de Cristo, quem governava era um tal Antíoco Epifanes, de triste memória para o povo de Israel. Ele quer ser o verdadeiro Deus do povo e pretende ser adorado como tal. Todos os que não obedecem são torturados e mortos. Uma grande maioria cederá, mas outros resistem e morrem. Com esta mensagem que não podia ser dita senão de uma forma codificada e posta no futuro, Daniel diz-lhes: «Miguel, o chefe dos anjos, vela por vós… aparentemente, vós experimentais a derrota e o fracasso, a morte dos vossos melhores heróis, o horror… vedes a vitória dos que semeiam o mal e o terror. Mas, no final, vós sois os grandes vencedores! O combate dá-se na terra e no céu: vós só vedes o que se passa na terra, mas no céu, ficai a sabê-lo, os exércitos celestes já ganharam a vitória por vós.» E o povo percebia bem que esta mensagem era para eles, agora, no presente, em que as suas vidas se jogavam.
Também o evangelho de hoje é a Boa Nova da esperança, em linguagem apocalíptica. Era uma linguagem codificada: à primeira vista, trata-se do sol, das estrelas, da lua e tudo isso vai ser terrificante, mas, na realidade, trata-se de algo bem diferente! Trata-se da vitória de Deus e dos seus filhos no grande combate que travam contra o mal desde o princípio do mundo. Está aqui a especificidade da fé judaico-cristã. É por isso um contrassenso empregar a palavra Apocalipse a propósito de acontecimentos terríveis, pois na linguagem crente, judia ou cristã, é precisamente o contrário. A revelação do mistério de Deus não visa nunca causar terror aos homens, mas, ao contrário, permitir-lhes viver todas as revoluções da história «levantando o véu» para manter viva a esperança.
Será que esta esperança anunciada na 1ª leitura e no Evangelho poderá servir para nós hoje também? Olhando para a situação do mundo de hoje e mesmo para a situação da Igreja no Ocidente, em que não havendo perseguição física, há outro tipo de perseguição mais insidiosa e encoberta, estas leituras dizem-nos: Deus está connosco em todas as situações da história, sejam elas pessoais ou coletivas e tem sempre para nós uma Palavra em que nos revela o seu desígnio de amor para nós. E essa palavra realizar-se-á. Podem passar o Céu e a Terra, mas as minhas palavras não hão de passar, diz o Senhor.
Estamos na semana dos Seminários e sabemos que muitos deles tiveram que fechar por causa da falta de vocações. Alguns vêm isso como um sinal de que a Igreja e o cristianismo estão a definhar, pelo menos na Europa ocidental. Ainda por cima o escândalo que atravessou muitos países em relação a vários sacerdotes foi mais uma machadada forte na confiança na Igreja. Tudo isto pode levar muita gente a ter uma sensação de desânimo e até falta de fé. Mas Deus é maior que os nossos pecados e Ele sabe o combate espiritual em que estamos todos metidos. As perseguições e os sofrimentos da Igreja vêm de fora e de dentro mas os mais perigosos são quando vêm de dentro. E o demónio sabe que se conseguir que o escândalo e a perseguição venha de dentro obtém melhores resultados. O papa Francisco sabe discernir a presença misteriosa do mal e do tentador e por isso pede à Igreja que reze a S. Miguel Arcanjo para que Ele continue a estar ao nosso lado neste combate. Diz-nos a primeira leitura: “ Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia, como não terá havido até então, desde que existem nações. Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus”.
A Igreja é do Senhor e Ele vela por ela. Deus ama-nos e nunca nos abandona ainda que aparentemente as coisas pareçam más e angustiantes. Mas Deus espera que nós saibamos aprender com tudo o que vivemos. Os momentos de crise foram sempre momentos de crescimento e de renovação. Eu acredito que os sofrimentos da Igreja no tempo presente estão já a ser tempos de purificação para que a Igreja entre numa nova e mais bela etapa de identificação com o seu Senhor. Como olho para os acontecimentos do mundo e para a vida da Igreja? Com esperança ou angústia? Acredito que Deus está connosco ou penso que estamos sozinhos nesta caminhada?

Folha Paroquial nº 51 *Ano I* 11.11.2018 — DOMINGO XXXII

«Ó minha alma, louva o Senhor.»

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«EVANGELHO (Mc 12, 38-44)
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa». Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro, a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».»

MEDITAÇÃO
A audácia da generosidade
Uma viúva apresenta-se no templo, enquanto Jesus falava, para fazer a sua oferta. Ela é pobre, Marcos repete-o três vezes (v.42,43) «uma pobre viúva» Era caso geral na época, pois as viúvas não tinham direito a herdar dos maridos e a sua sorte dependia em grande parte da caridade pública: Por isso a Lei de Moisés insiste muito no amparo que se deve dar à viúva e ao órfão. A viúva avança então para depositar duas pequenas moedas; e é ela que Jesus dá como exemplo aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver». O evangelho não diz mais, mas a reflexão de Jesus deixa perceber que a sua confiança será recompensada…a aproximação com a primeira leitura (a viúva de Sarepta) é sugestiva: Como a viúva de Sarepta tinha dado as suas últimas provisões ao profeta Elias, o homem de Deus, colocando toda a sua confiança em Deus, assim a viúva no Templo de Jerusalém, dá os seus últimos recursos. A sua confiança em Deus vai até correr o máximo de riscos, o despojamento completo. Nunca faremos a experiência se Deus é digno de confiança, se não tivermos gestos de entrega e de confiança n’Ele.
Estes últimos conselhos de Jesus aos seus discípulos tomarão um relevo particular algum tempo mais tarde depois da Sua morte e ressurreição: Também eles, discípulos, deverão escolher a atitude da viúva do Templo e da viúva de Sarepta na Igreja nascente. O modelo que o Senhor lhes deu não é o da ostentação de certos escribas, a sua procura de honras…mas a generosidade discreta da viúva e a audácia de arriscar tudo.
A diferença entre a dádiva da viúva pobre e o dar dos ricos no Templo é que enquanto aquela se ofereceu a si mesma, entregando-se confiante nas mãos de Deus, estes deram algo que não os implicou por dentro para fazer um ato de confiança em Deus, pois deram do que lhes sobrava sem terem necessidade de se entregar a eles mesmos. O que deram era exterior a eles, pois não precisavam do que deram para continuar a sua vida confortável.
Ora a generosidade que Deus nos pede é a entrega de nós mesmos em tudo aquilo que fazemos: Deus não procura coisas, procura o nosso coração, o nosso amor, a nossa confiança n’Ele a nossa entrega generosa. E isto não tem só a ver com o dinheiro, tem a ver com toda a nossa vida.
Às vezes na Igreja tem-se medo de correr riscos, pois estamos tão habituados a fazer as coisas da mesma maneira ao longo de tantos anos, que a perspetiva de ousar caminhos novos, quando vemos que é isso que Deus nos pede, mete-nos medo. É preciso arriscar com confiança.
Estive de segunda a quarta- feira em Milão num encontro de responsáveis nacionais pelas células paroquiais de evangelização. Estávamos uns 15 países diferentes. Em todo o lado se procuram caminhos novos e, graças a Deus, os frutos da ousadia de muitas paróquias em terem encetado novas opções pastorais estão a dar abundantes frutos transformando-as em paróquias vivas e renovadas, em vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Paróquias cujos fiéis perceberam que o Senhor lhes pede que se tornem evangelizadores vão descobrindo a alegria de se entregarem ao Senhor e Deus recompensa abundantemente quando nos damos a Ele. Em que me toca este texto? Que tem ele a ver comigo? Que atos de confiança em Deus me lembro de ter feito na vida? Confio realmente n’Ele, ou prefiro estar seguro nas seguranças humanas?

Livraria Percurso Alpha


1ª sessão 04Out2018 – Quem é Jesus?

– “Jesus existiu mesmo”?

De um modo muito simples e conciso, Hervé Marie-Catta e Yves de Boisredon, apresentam uma reflexão onde expôem os vários fundamentos acerca da existência histórica de Jesus. Estes fundamentos, não se baseiam, somente, nos escritos do Novo Testamento, em especial nos quatro Evangelhos, mas também em escritos e testemunhos de antigos escritores romanos da época de Jesus, no decorrer do séc. I.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.






– “50 Perguntas sobre Jesus”.

É um livro de fácil leitura,o qual tem como figura central Jesus, estando os três primeiros capítulos direccionados à sua pessoa. Os restantes capítulos falam de outras pessoas que conheceram, andaram e se cruzaram com Jesus, ao longo dos três anos da sua pregação.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.






2ª sessão 12Out2018 – Porque morreu Jesus?

– “O caminho da imperfeição”

André Daigneault, de umaforma bela e simples, coloca uma questão fulcral: «Qual é o verdadeiro caminho”? o verdadeiro caminhos que nos é apresentado, ao longo das páginas deste livro, é o caminho da descida de Jesus, é o caminho dos mais frágeis, é o caminho dos feridos. É o caminho do Amor.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “O esvaziamento de Cristo”.

Sendo a sociedade de hoje marcada pelo «movimento ascendente», que é o movimento de uma sociedade tecnológica e altamente competitiva, onde a tónica assenta na ascensão do êxito, sucesso, competição e progresso; a questão que se coloca perante esta realidade é: “Onde se encontra Deus nesta correria”? “Ele corre também ao nosso lado”?
Henri Nouwen, de um modo magistral, indica qual o caminho e, esse corresponde ao «movimento descendente». É o caminho do esvaziamento. É o caminho de Deus, é a via divina. É o caminho da cruz, é o caminho de Cristo.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.






3ª sessão 19Out2018 – Como ter fé?

– “Credo”

Este livro fala sobre o pilar da nossa fé – o Credo ou símbolo dos Apóstolos. Ao longo do livro cada frase do símbolo dos Apóstolos é explicada, no sentido de se compreender melhor qual o significado profundo que está por detrás de cada expressão, que se profere e o que nos quer transmitir esta oração comunitária.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “A radicalidade da fé”.

Carlo Maria Martini refere que a radicalidade da fé assenta, fundamentalmente, no acto de seguir Jesus, a todo aquele que é chamado e interpelado: «Segue-me». No entanto, na maioria das vezes, aqueles que são chamados não respondem, na sua total liberdade porque estão presos a várias preocupações da vida, ao seu conforto, segurança e prtecção a que estão habituados.

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4ª sessão 26Out2018 – Orar: porquê e como?

– “O Evangelho Secreto da Virgem Maria”

Escrito de uma forma bela e envolvente, “O Evangelho secreto da Virgem Maria” dá-nos a conhecer algumas das vivências que a Mãe de Jesus, uma mulher comum e judia, mas cheia de Graça para Deus vivenciou na época. A forma como ela amou, sofreu com a morte do seu Filho, a confiança e fé firme que manteve até ao final são surpreendentes. Ao longo do livro, Maria conta ao discípulo amado, João, o Evangelista, (e a nós leitores) alguns episódios que a marcaram, de modo especial a relação que tinha com o seu filho Jesus.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “Este combate não é teu… mas Meu”

Através de um testemunho pessoal, Paulette Boudet, ao longo do livro, mostra-nos como Deus fala connosco e nos responde de modo surpreendente. Muitas são as situações e contradições com que somos confrontados ao longo da nossa vida e que entendemos que temos resolvê-los a todos. No entanto, nem todos os combates são para nós resolvermos, mas grande parte deles são para Deus combater. Nós só temos que permitir que Ele faça.

Livro disponível para aquisição na Livraria da Paróquia.








– “Pierre Goursat Palavras”

O livro “Palavras” permitem-nos descobrir a rica personalidade de Pierre Goursat e da forma como ele abria uns e outros a uma vida cristã e evangelizadora no concreto da vida do mundo.
A simplicidade e a alegria dão o mote a este livro. daí brota o ímpeto para seguir o caminho que Pierre propõe. É um livro para ler lentamente e para reflectir.

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Folha Paroquial nº 50 *Ano I* 04.11.2018 — DOMINGO XXXI

«Eu Vos amo, Senhor: Vós sois a minha força.»

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«EVANGELHO (Mc 12, 28b-34)
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». Jesus respondeu: «O primeiro é este: ‘Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não há nenhum mandamento maior que estes». Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d’Ele. Amá-l’O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-l’O.»

Meditação
Na 1ª leitura de hoje, está contida a oração que o judeu piedoso, ainda hoje, reza três vezes ao dia, e que tem por nome “Shema” por causa da palavra com que começa «Escuta». Trata-se de uma profissão de fé no Deus único que mantém com todo o povo e com cada um dos seus membros uma relação particular e pessoal. «O Senhor é o nosso Deus, o Senhor é único». Daqui nasce a exigência de corresponder a este sagrado vínculo com um amor indiviso. Todas as faculdades e as atividades do homem hão de estar orientadas integralmente para corresponder com amor ao Bem que é o Senhor, que é para nós e que age em nosso favor, querendo que sejamos felizes para sempre. Esta eleição gratuita por parte de Deus, é um dom imenso do qual o povo nunca deve perder a consciência: a memória contínua d’Ele, dos seus benefícios e dos seus preceitos é para todo o Israel – também para nós hoje, filhos de Abraão segundo a promessa – compromisso de uma vida conforme à sua vontade e fonte de toda a bênção.
No Evangelho, o escriba que se aproxima de Jesus faz uma pergunta muito pertinente. Entre tantos preceitos que a lei contém e cuja multiplicidade nos pode desorientar e tirar a esperança, precisamos de voltar a encontrar um centro de gravidade, um fio condutor para o caminho da vida. Jesus leva-o simplesmente àquele que unifica tudo, ao Uno, aquele que é (Yaveh) e envolve cada ser num abraço vivificante. Ele é o Amor e é o nosso Deus. Como, então, não nos oferecermos totalmente a Ele? A multiplicidade fica unificada pelo amor de Deus que pede todo o amor do homem, porque Ele nos amou primeiro. São muitos os nossos afetos, amizades, relações interpessoais; às vezes, sentimo-nos «triturados»…
“Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração”. Se lhe damos tudo, por outro lado, já o que vem d’Ele, será o Espírito de amor que virá a nós e amará em nós. São muitas, demasiadas, as coisas que temos que fazer, os compromissos a que temos que responder, as atividades que temos de levar por diante: Amemos o Senhor com todas as nossas forças e Ele será a força que nos sustenta na vertiginosa corrida da nossa vida quotidiana. Aliás, Ele mesmo nos segredará o que é essencial e a sermos capazes de deixar o acessório, a escolher a melhor parte. Se tendemos para esta única direção, seremos impulsionados pelo mesmo Senhor para a direção dos irmãos. O mandamento do Senhor é uno, mas tem dois aspetos, porque aprender a amar de todo o coração a Deus significa fazer-se próximo de cada homem. Aliás, o teste de verdade de que amamos realmente a Deus é o amor aos irmãos, de modo particular àqueles de quem não esperamos receber a recompensa. Foi assim que amou Jesus. “Sim, o amor vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios”.

Folha Paroquial nº 49 *Ano I* 28.10.2018 — DOMINGO XXX

«O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.»

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«EVANGELHO (Mc 10, 46-52)
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho.»

Bartimeu, curado, torna-se discípulo
Vejamos a situação em que está Bartimeu: «Estava um cego…a pedir esmola à beira do caminho». Era cego, era pobre, pedia esmola para sobreviver e estava sentado à beira do caminho, como um excluído. E como termina o encontro transformador com Jesus? Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. Agora vê, e deixa de estar sentado à beira do caminho para estar de pé, restituído na sua dignidade, e segue Jesus, isto é, tornou-se discípulo. O encontro com Jesus deu uma nova vida a este homem. Bastou para isso que Ele lhe abrisse o coração pela fé e suplicasse humildemente que o curasse. Mas fez dele logo um discípulo maduro e com uma vida bem estruturada pela fé no Senhor Jesus? O texto não responde a esta questão, nem precisa. Diz-nos apenas que ele deu início a um caminho de discipulado e o que provocou este desejo de ser discípulo foi o seu encontro transformador com Jesus. Sem este encontro não nasce sequer o desejo de ser discípulo. Volto a citar o papa Francisco no início da Evangelii Gaudium: “a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria.”
É esta alegria que o cego agora experimenta que lhe dá a confiança de saber que seguir Jesus é a melhor escolha que pode fazer, pois só Jesus o salvou. Sabemos pelo que vimos ouvindo nestes últimos domingos, que o caminho do discipulado exige aceitar o repto da conversão, de aceitar a cruz, a disponibilidade para o serviço humilde. Sabemos que nos vai exigir fazer escolhas cada vez mais profundas do Senhor. Mas se passam os anos e não nos deixamos confrontar com as exigências do Evangelho e não aceitamos o caminho da conversão, ficamos cristãos queixosos, lamurientos, tristes e ressentidos como diz o papa com as palavras seguintes: “Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses: (…), já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado.” (EG1)
Às vezes os momentos críticos na vida de uma comunidade, de um grupo ou de uma pessoa particular, são bons, porque nos ajudam a ver o que não está resolvido na fé. Quando tudo corre bem, o mar vai calmo, até parece que somos todos muito bons cristãos e discípulos, mas o carácter de uma pessoa conhece-se nos momentos mais dramáticos quando as seguranças em que fundamos a nossa vida são postas em risco. Jesus mostrou o seu carácter de filho de Deus quando, cheio de dores, quase a morrer e sem forças, na cruz, ainda consegue fazer uma oração cheia de perdão: «Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem» O centurião ao vê-lo morrer exclamou: «Este homem é verdadeiramente o Filho de Deus.»
Quando um cristão, que parece que já serve com alegria, há tantos anos, o Senhor, se sente desrespeitado ou humilhado, fica tão irritado com os outros que é capaz de pôr tudo em causa, é porque não está arreigado e estruturado na Rocha firme que é o Senhor.
Claro que os cristãos são como as outras pessoas e podem sentir, com razão ou sem ela, que foram preteridos, que foram injustos com eles, que não os respeitaram. Os sentimentos que sentimos não os conseguimos evitar. Tantas vezes temos sentimentos que achamos que já não devíamos sentir: “Sentimentos de vingança, sentimentos de que fomos preteridos por outros e, no fundo, parece-nos que merecíamos mais e até temos vergonha de admitir para nós mesmos que ainda possamos sentir assim. Mas isso não quer dizer nada: Pois o importante não são os sentimentos que nos assaltam mas o que decidimos fazer com eles. O discípulo não pode levar-se pelos seus sentimentos mas pela decisão em agir como discípulo. E quando o faz, contrariando os seus sentimentos, sente então a paz do coração e a certeza interior de que escolheu bem, segundo Deus, e deu um passo em frente no discipulado. Quando uma pessoa com os sentimentos feridos, apesar disso, escolhe amar, servir e caminhar em frente porque o que quer é ser fiel ao Senhor, então está no caminho de discípulo. Claro que é dever de uma comunidade fazer com que todos se sintam bem e evitar por tudo gerar mal- estar, mas com o passar do tempo pode acontecer que alguns se encostem tanto aos seus pergaminhos do “foi sempre assim”, já “há tantos anos que aqui estamos” que toda e qualquer mudança não é bem-vinda porque parece pôr em risco a nossa segurança e apego àquilo que considero o meu mundo. E aí torna-se difícil evitar algumas colisões. Com elas alguns crescem, outros não avançam e ficam na sua revolta e azedume.
O Papa Francisco é bem claro no seu sonho para a Igreja: “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo” na Igreja para “chegar a todos”.
Era interessante que, uns anos mais tarde, Bartimeu nos contasse como foi o seu caminho de discípulo. As crises porque teve de passar e como as ultrapassou. Terá ele ficado pelo caminho como o homem rico que tinha muitos bens? Ou soube aproveitar a crise e o sofrimento que elas trazem para avançar no caminho agora mais amadurecido pela humildade e pela escolha radical da missão que o Senhor lhe confia?
Dá-nos Senhor a alegria de nos sentirmos a caminho contigo, aprendendo com o teu coração manso e humilde.