Arquivo mensal Dezembro 2018

Folha Paroquial nº 58 *Ano II* 30.12.2018 — SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ

«Ditosos os que temem o Senhor,
ditosos os que seguem os seus caminhos.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 2, 41-52)
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.»

Hoje é o dia da família cristã: uma festa estabelecida por Paulo VI para que nós, cristãos, celebremos e aprofundemos o que pode ser um projeto familiar entendido e vivido a partir da fé em Jesus: Sim, porque a fé cristã, se é verdadeira, molda toda a nossa existência. É uma grande contradição ter fé e viver em desacordo com os ensinamentos do evangelho. Infelizmente não fomos capazes de transmitir às novas gerações o que é a graça de constituir uma família enraizada em Cristo e a viver no Senhor a vida familiar.
Este dia da família está ligado ao Natal. Que se passou no Natal? «O verbo fez-se carne». E o que quer isso dizer? Não quer dizer somente que Deus assumiu um corpo de homem. Mais do que isso, Ele assumiu também a nossa inteligência, a nossa vontade, a nossa sensibilidade. E hoje, na festa da Sagrada família, é-nos dito que Ele quis também viver e crescer numa família. Ele assumiu a encarnação em tudo. Aprendeu a falar, apesar de ser o Verbo de Deus, a palavra feita carne, aprendeu tudo. Ele poderia ganhar tempo sem isso tudo. O verbo de Deus que se fez carne é também o Verbo de Deus que se torna presente na família. É o Emanuel presente na família. É Jesus que salva que está na família também para a salvar.
Deus está presente no coração das famílias e no centro das relações familiares. E isto não é de espantar pois Ele é o Deus trinitário. E a família é como uma imagem sobre a terra da Trindade. Na família as pessoas são diferentes umas das outras, às vezes até fazemos a experiência disso de uma forma dolorosa: em certos momentos dizemos que esta diversidade é uma riqueza, mas há outros momentos em que não é nada fácil o que temos de suportar, o peso da diferença. Mas as pessoas da família são chamadas a viver na comunhão, na unidade com todas essas diferenças que são enriquecedoras. Há muitos textos do Novo Testamento que evocam esse convite à comunhão e caridade e a segunda leitura de hoje é um bom exemplo.
Um modo muito preciso de honrar esta presença de Deus na família, é a oração. Jesus diz-nos: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu estou no meio deles.” Então pensai nestas palavras quando estais em vossa casa. A família é uma igreja pequenina onde o Evangelho deve ser anunciado, celebrado e vivido. Madre Teresa de Calcutá, agora Santa Teresa dizia: «Transmite a oração à tua família, transmite-a aos teus filhos, ensina-os a rezar porque uma criança que reza é uma criança feliz, uma família que reza é uma família unida.»
Hoje mesmo os pais cristãos dão uma muito pequena importância à formação cristã dos filhos e privam-nos, a meu ver, do mais importante. Querem dar-lhes tudo o que os possa ajudar no futuro a terem um bom curso, mas dão pouca importância ao que pode ajudá-los a serem pessoas mais felizes. Viver a fé em família, levar os filhos à catequese e acompanhar esses momentos devia ser importante para os pais. Vemos que Maria e José têm cuidado em cumprir as prescrições da lei e de cumprir a vontade de Deus que lhes é manifestada e vão ao Templo para apresentar o Menino como mandava a lei do Senhor. É a forma de reconhecer que o seu filho não lhe pertence.
Apesar de a família de sangue ser muito importante para a felicidade de qualquer pessoa que venha a este mundo, também o foi para Jesus; no entanto, para Jesus a família não é o fim, algo de absoluto e intocável. Ela é um meio para nos preparar a construir a família humana. Por isso, o decisivo não é a família de sangue, mas a grande família que todos nós seres humanos havemos de ir construindo escutando o desejo do único Pai de todos. Inclusivamente os seus pais o terão que aprender, não sem problemas e conflitos, como nos revela o texto de hoje.
Segundo o relato de Lucas, os pais de Jesus procuram-no angustiados, ao descobrir que os abandonou sem parecer preocupar-se com eles. «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus surpreende-os com uma resposta inesperada: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Só aprofundando as suas palavras e o seu comportamento em relação à sua família, descobrirão progressivamente que, para Jesus, o que está em primeiro é a família humana para que seja mais fraterna, justa e solidária, tal como Deus a quer. Esta primazia não tira, porém, nenhuma importância ao valor da família de sangue e de afetos. É que se esta não funcionar bem, se não formos amados e não aprendermos aí a amar, não teremos o coração largo capaz de amar cada homem e cada mulher do nosso mundo. Ninguém é capaz de amar se antes não foi amado. Por isso a família de sangue não sendo o fim é realmente muito importante na construção da pessoa para que esta se dê à sociedade de uma forma generosa e construtiva.
Não podemos celebrar responsavelmente a festa de hoje sem escutar o desafio da nossa fé:
Como é a minha família? Vive comprometida com a Igreja e com uma sociedade melhor e mais humana, ou encerrada exclusivamente nos seus próprios interesses? Na minha família educa-se para a solidariedade, a construção da paz, para a sensibilidade aos mais necessitados, para a compaixão, ou ensinamos a viver para o bem-estar insaciável, o máximo lucro e o esquecimento dos outros?
O que está a acontecer nos nossos lares? Cuida-se da fé, lembramo-nos de Jesus Cristo, aprende-se a rezar, ou só se transmite indiferença, incredulidade e vazio de Deus? Educa-se para viver a partir de uma consciência moral responsável, sã coerente com a fé cristã, ou favorece-se um estilo de vida superficial, sem metas nem ideais, sem critérios nem sentido último?
Queira Deus fazer crescer em nós o sentido da família cristã e a sermos todos construtores de famílias felizes.

A Catequese Familiar na perspetiva de uma mãe

Um dia…a caminho de casa “tropecei” com o cartaz da catequese familiar… Não sabia bem como seria, mas como procurava uma alternativa ao modelo habitual, decidi aceitar o desafio.

Comecei a frequentar esta catequese, cheia de receio de não estar à altura de acompanhar o Rodrigo nesta nova caminhada… Depois percebi que tinha que ajudar o Rodrigo em algumas lições do seu catecismo… inicialmente fiquei sem saber como. Mas, depois as conversas foram surgindo com naturalidade e hoje percebo que tal como em outras aprendizagens, o caminho faz-se andando.

Também percebi que só uma criança nos reporta de novo à realidade de como acreditar de coração aberto e com o meu filho reaprendi algumas coisas como “Mãe … as pessoas que gostamos muito e morrem vão para o céu…e o céu é um lugar seguro…”

Quanto a dúvidas, tenho muitas, mas na paróquia encontrei quem me ajudasse a aproximar-me da comunhão de Deus… Ainda que a dar os primeiros passos percebo que acompanhar o meu filho na fé, faz todo sentido…dado que com ele estou a crescer e a vivenciar a linda mensagem de Amor que Jesus Cristo nos deixou.

Celínia Antunes

A alegria de ser catequista

Quando, há 6 anos atrás, o Pe. Jorge me desafiou, à saída de uma missa dominical, para ser ‘catequista de pais’ a minha grande tentação foi dizer que ‘não’. Não, eu não era a pessoa indicada… Não, eu não sabia o suficiente para essa missão… Não, eu não tinha tempo… Apesar de hesitar um pouco, quando percebi que era Deus quem me chamava não pude resistir.

Não sabia o que me esperava. Não havia caminho traçado, pois estávamos a testar um novo modelo de catequese. Quantas vezes levava um tema preparado, mas o Espírito Santo, com o Seu plano, baralhava-me o esquema… E a conversa surgia, e as perguntas brotavam, e as dúvidas baralhavam, e as respostas iam fluindo. Houve discussões frutuosas, outras mais acesas, algumas incompreensões, muita ajuda.

Entretanto esse grupo acabou o seu percurso de 6 anos e outro já começou (onde está também o meu filho mais novo, pelo que agora sou mãe e catequista em simultâneo). E percebo, mais do que nunca, que é esta a missão concreta a que o Senhor me chama na Paróquia para onde me conduziu.

Ser animadora de catequese familiar é, acima de tudo, acompanhar outros irmãos na sua caminhada de fé. A partir do ponto onde estão, do concreto das suas vidas, particularmente da sua realidade familiar. É ser Igreja num pequeno grupo onde se partilha, se escuta, se propõem caminhos de santidade. É levar algo para contar e aprender com a vida do quotidiano.

E depois é tão bom celebrar a Eucaristia Dominical e ver estes rostos conhecidos, lembrar as suas histórias de vida, e colocar tudo isso sobre o Altar… É uma Igreja de rostos concretos, uma comunidade que se constrói, uma experiência partilhada da alegria de ser cristão!

Margarida Castel-Branco Caetano

Remédio para quem tem muito trabalho e anda sempre a correr

Vive stressado(a)? Não tem tempo para tudo? Chega a perder a calma?

Há uma boa solução, sabe qual é? A adoração eucarística. É verdade. Muitos cristãos o experimentam. Quando, depois de muita correria, e algum nervosismo, nos colocamos diante d’Ele, todas as coisas ganham a sua justa dimensão e ali reencontramos a paz e a tranquilidade. Depois voltamos ao nosso trabalho, pacificados, e cada coisa se vai fazendo no seu devido tempo. Lembro-me muitas vezes do diálogo do vendedor de comprimidos com o principezinho de Saint Exupéry. Relembro-o aqui:

– Bom dia, disse o principezinho.
– Bom dia, disse o vendedor.
Era um vendedor de comprimidos modernos que aplacavam a sede. Toma-se um por semana e não é mais preciso beber.
– Por que vendes isso? Perguntou o principezinho.
– É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. Ganhamos cinquenta e três minutos por semana.
– E o que se faz, então, com os cinquenta e três minutos?
– O que a gente quiser… “Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando docemente, mãos no bolso, na direção de uma fonte…”

A fonte para onde podemos dirigir os nossos passos, tranquilamente, é a Eucaristia. Aí é-nos oferecida a água viva que mata a nossa sede.

Dê uma hora por semana como adorador. Dê-a de uma forma comprometida inscrevendo-se como responsável por uma hora semanal. Ajuda quando se tem um compromisso. Se se inscrever ajuda a comunidade que organiza este serviço a ter mais gente além de se ajudar a si mesmo(a) pois há dias em que por nosso desejo não iríamos, mas o compromisso leva-nos a ir e depois ficamos contentes e felizes por ter ido. É um serviço simples que pode prestar à sua paróquia mas tão importante para todos. Se se quiser inscrever, fale em S. João Baptista com a Isabel Pires, tlm. nº 918596440 e, em S. José, com a Margarida Cerdeira tlm. nº 910662582.

Testemunhos: Há pessoas que nos contam de vez em quando testemunhos muito bonitos da experiência que tem sido para elas a adoração eucarística. Gostava de partilhar alguns deles na medida em que nos forem enviando e autorizando a publicar com nome ou sem ele.

Exemplo: Testemunho de uma família: «A adoração eucarística dá-nos uma grande unidade entre nós, casal, que nos comprometemos a adorar o Senhor uma hora por semana na paróquia, os dois à mesma hora. Um dia cheguei à adoração depois de uma grande discussão com o meu filho. Tinha o coração atormentado. Depositei tudo na adoração e Jesus veio colocar a sua paz. Quando entrei em casa tinha uma carta do nosso filho a pedir perdão… E tantas outras graças que recebemos. Cheguei mesmo a deixar de fumar durante 3 semanas! Recomecei, é verdade, mas agora muito menos “Alice (nome fictício)

E-mail para enviar testemunhos:
testemunhosadoracaoeucaristica@gmail.com

Festa de Advento da Catequese

Decorreu no domingo 9 de dezembro a festa de advento da catequese que constou da visualização do filme “O nascimento de Jesus”, onde crianças pais e catequistas pudemos relembrar como eram as povoações, as casas, o ambiente, o modo como as pessoas viviam naquele tempo. O filme retrata de um modo real a sociedade da altura, culminando na apresentação do Natal em Belém.

Passámos depois para um workshop de pais e filhos com a construção de uma estrela onde se escreveu o valor que cada um iria privilegiar neste restinho de advento; surgiram estrelas com PACIÊNCIA, ORAÇÃO, SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE, AMOR, PAZ, etc., etc .,etc..

O Padre Jorge fez depois a exploração do filme, ligando à estrela de cada um e à vivência do nosso advento, de modo a que preparemos o melhor presépio, que é o nosso coração!

Por fim terminámos com o lanche.

Os catequistas

Festa das Células Paroquiais de Evangelização

Foi no passado sábado, dia 15/12/2018 que aconteceu o Encontro de Natal das Células Paroquiais de Evangelização da Paróquia de S. João Baptista.

Cerca das 14.30h começaram, pouco a pouco, a juntar-se na Igreja os vários elementos das sete Células de Evangelização, dando início ao ensaio da encenação do Presépio, nascimento de Jesus, que mais tarde iriam representar.

Cerca das 15.30h o Sr. Padre Jorge deu início ao louvor onde todos participámos com cânticos e orações de louvor, tendo ainda a grande bênção de se rezar individualmente por cada um dos elementos presentes. Seguiu-se então a representação do nascimento do Menino Jesus na humilde gruta de Belém, tendo um Anjo anunciado aos pastores que ali perto pernoitavam, o nascimento do Menino, tendo-se estes apressado para o ir adorar. Aos pastores seguiram-se os três Reis Magos que, vindos do Oriente vieram adorar o Rei dos Reis e o presentearam com ouro, incenso e mirra (de realçar o facto de termos um Menino Jesus – um bebé real, de carne e osso e que tão bem se portou).

Terminada esta encenação, feita por alguns elementos das diversas Células de Evangelização, houve ainda tempo para um espaço de partilha pelos elementos dos grupos de trabalho que oportunamente se constituíram e seguiu-se a Celebração Eucaristia, animada pelos elementos das Células, mas dirigida a toda a Paróquia.

E já que a representação do nascimento do Menino Jesus na humilde gruta de Belém, foi tão bem sucedida, decidiu-se fazer um nova representação, para toda a Comunidade no final da Eucaristia, tendo sido do agrado de todos, sem excepção.

E para terminar em beleza este nosso Encontro de Natal, não pôde faltar o tradicional lanche partilhado, onde todos tão generosamente contribuíram para termos uma mesa recheada de inúmeros doces e salgadinhos, bem regados com diversas bebidas, onde a maioria dos participantes permaneceram mesmo até ao início do concerto do Coimbra Gospel Choir, que teve o seu início às 21.30h.

Jorge Pires

 

O encontro de Natal das Células Paróquias de Evangelização foi rico nas suas diversas dinâmicas,

1. Louvamos a Deus como sempre nas nossas reuniões, agradecemos mais este advento, agradecemos mais esta luz, as presenças daqueles que por este motivo ou aquele estiveram ausentes, agradecemos o dom da fé, agradecemos cada um no seu coração as nossas enumeras graças, pequenas e grandes e que nas quais reconhecemos a presença de Deus nas nossas vidas

2. Partilhamos entre grupos o que de bom temos vivido em célula, como temos crescido em proximidade a Cristo, o que temos crescido na relação com os nossos irmãos, o que o serviço tem feito em nós (mais do que nos outros). Partilhamos também as nossas dúvidas, fraquezas e frustrações na vivência de célula. Sim, também partilhamos o menos bom… o apoio encontra-se na fragilidade, e não na fortaleza…

3. Servimos, uns aos outros na preparação do nosso pequeno teatro, servimos uns aos outros no lanche partilhado, servimos a Cristo na nossa entrega ao escolhermos passar a tarde na reunião e não noutras festas de Natal porventura mais apetecíveis ou outros compromissos Natalícios, servimos a paróquia neste crescimento em comunidade e em fraternidade.

4. Evangelizamos, os nossos filhos, os nossos pais e amigos na partilha do nosso teatro, na partilha de estarmos ocupados num sábado à tarde nas vésperas do Natal. Evangelizamos aqueles que no final da missa ficaram para ver os nossos 5 min. de teatro, mostramos como é bom fazer parte destas células, como nos sentimos em casa uns com os outros, como nos apoiamos mesmo nas brincadeiras de Natal, evangelizamos na emoção com que vimos um menino Jesus sereno, a dormir nas palhinhas e que acordou feliz no final da “Noite Feliz” como se envolto no Espírito Santo.

5. Quase falhamos a formação Cristã, mas ainda assim não o fizemos. Acreditamos e confiamos ao Senhor um teatro sem ensaios, personagens sem guarda roupa, pontos quase sem textos, e a segurança de actuar perante uma plateia, e mais uma vez como sempre, o nosso Pai nos ensinou que quem a Deus pede nada lhe falta! Pedimos (sim, pelo menos eu pedi!) que este encontro de Natal fosse diferente, renovado na dinâmica e alegre na interação entre elementos de diferentes células e Ele, como sempre, providenciou! Relembramos o que tantas vezes ouvimos e aprendemos (e até ensinamos), a Deus nada é impossível, e a Ele tudo podemos entregar, pois o Pai dos filhos cuida.

Hoje e sempre neste Natal!

Francisca Eiriz

Oração de Louvor e Misericórdia

Normalmente na primeira quinta-feira do mês: desta vez, por causa da formação de adoradores, passou para a segunda, dia 13 de dezembro. Vem gente um pouco de todo o lado.

Como a mulher ferida, vamos a Jesus para lhe tocarmos e, sobretudo, sermos tocados pela sua misericórdia. Deus faz maravilhas quando lhe abrimos o coração pela fé.

Sempre que o homem se aproxima de Deus com fé, humildade e confiança, Deus compadece-se do homem e enche-o da sua graça curando-o das suas feridas interiores e exteriores. A oração de misericórdia centra-nos em Deus e no seu amor pelos homens. Louvando a bondade e a misericórdia do Senhor, nós apresentamos-lhe as nossas feridas e pecados e pedimos-lhe que venha libertar-nos e socorrer-nos. Rezamos uns pelos outros para sermos curados e Deus faz a sua obra sempre maravilhosa. Há muitos testemunhos de pessoas que sentiram a sua vida transformada depois de uma oração de misericórdia. Por isso cresce sempre muito o número de participantes nesta oração que se faz na primeira 5ª feira de cada mês.

Pe. Jorge Silva Santos

Curso Online – A Missa Explicada

Um curso promovido pelo patriarcado de Lisboa e aberto a todos para uma melhor compreensão e aprofundamento da Missa em ordem a capacitar todos para uma vivência mais consciente e plena deste momento celebrativo.

Este curso é totalmente gratuito, sendo um serviço prestado ao Patriarcado de Lisboa pelo Centro de Formação a Distância do Instituto Diocesano da Formação Cristã, em parceria com o Departamento de Liturgia deste Patriarcado.

Através deste curso, poderá contar com:
Material seleccionado e explicativo acerca dos vários momentos da celebração litúrgica.
Vídeos educativos e demonstrativos.
Actividades de auto-avaliação para testar conhecimentos.
Proposta de oração semanal.
Desafio semanal a realizar na vida real.

Inscreva-se de forma autónoma, sendo apenas necessário o nome e email.
Inscreva-se em https://idfc.patriarcado-lisboa.pt/moodle/

Folha Paroquial nº 57 *Ano II* 23.12.2018 — IV DOMINGO DO ADVENTO

«Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 1, 39-45)
Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».»

Ele será a paz
Às vezes certas afirmações bíblicas, sendo bonitas, podem parecer a alguns mais manifestação de um desejo do que realidade alcançada. Uma delas é a de que o Messias trará a paz ao mundo. Os anjos na noite de natal cantaram: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”. A primeira leitura de hoje do profeta Miqueias afirma que nos tempos do Messias “viver-se-á em segurança porque Ele será exaltado até aos confins da terra. Ele será a paz.” O profeta Isaías profetizava que no seu tempo “o cordeiro e o leão pastarão juntos, o menino porá a mão no ninho da cobra sem que esta lhe faça mal.” Nesse tempo “as espadas serão transformadas em relhas de arado e as setas em foices”. “Florescerá a justiça nos seus dias e uma grande paz até ao fim dos tempos.”
S. Paulo, na carta aos Efésios, afirma o seguinte: “Em Cristo Jesus, vós, que outrora estáveis longe, agora, estais perto, pelo sangue de Cristo. Com efeito, Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade: na sua carne, anulou a lei, que contém os mandamentos em forma de prescrições, para, a partir do judeu e do pagão, criar em si próprio um só homem novo, fazendo a paz, e para os reconciliar com Deus, num só Corpo, por meio da cruz, matando assim a inimizade. E, na sua vinda, anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz àqueles que estavam perto. O muro da inimizade era uma barreira física que separava, no templo de Jerusalém, o pátio dos gentios, onde todos podiam entrar, da zona onde só os judeus podiam entrar. Era proibidíssimo sob pena de morte que um não judeu ou incircunciso pudesse entrar nessa zona exclusiva do povo da Aliança. Mas Jesus, pela sua morte e ressurreição, criou em si próprio um só povo destruindo o muro da inimizade que os separava. Agora todos somos membros da mesma família e já ninguém é estrangeiro ou emigrante. Para falar desta unidade e dignidade em Cristo Paulo afirma também: Já não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus. Todas as barreiras de separação entres os seres humanos caíram. E isso realizou-se pela oferta de Jesus na cruz. Por isso, S. João, que vê com olhos de águia, afirma-nos que no momento em que Jesus morreu na cruz o “véu do templo rasgou-se de alto a baixo”. O véu do templo era uma cortina que separava o Santo dos santos, o coração do santuário, onde só o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano, do resto do templo onde o povo se situava. O rasgar-do véu do Templo significa que agora, em Cristo, no seu corpo morto e ressuscitado, temos todos acesso a Deus num só Espírito. Já não precisamos de mediadores pois um só é o Mediador, Jesus Cristo. E talvez agora compreendamos melhor a segunda leitura de hoje: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas formaste-Me um corpo. Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado. Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui; no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’»
A vontade de Deus era que através da incarnação de Jesus, no seu Corpo de carne, o culto antigo que dividia os homens fosse abolido e surgisse um culto novo, que não é baseado em oblações de animais nem outras prescrições rituais mas na oferta de Cristo que na sua carne nos reconcilia com Deus e uns com os outros estabelecendo a paz. A paz é pois um dom que vem de Deus por Jesus, pois Ele fez cair os muros da divisão entre o homem e Deus e uns com os outros emas agora é uma tarefa que todos os que crêem em Cristo e todos os homens de boa vontade devem tentar construir, criando um mundo de compreensão, compaixão, solidariedade, caridade, união. Devemos deitar abaixo todos os muros físicos e psicológicos que nos dividem e dar as mãos uns aos outros. Ele será a nossa paz se o deixarmos entrar no mundo através do nosso coração e das nossas decisões quotidianas.

Folha Paroquial nº 56 *Ano II* 16.12.2018 — III DOMINGO DO ADVENTO

«Povo do Senhor, exulta e canta de alegria.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 3, 10-18)
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas»

MEDITAÇÃO
A pergunta, «que devemos fazer?» é uma pergunta espontânea que aparece na boca daqueles que se deixaram «tocar» interiormente pela Palavra de Deus: Encontramos essa pergunta escrita pela pena do mesmo evangelista S. Lucas, mas agora no livro dos Atos dos Apóstolos. Os habitantes de Jerusalém e de várias regiões do mundo então conhecido que ali estavam reunidas no dia de Pentecostes, ao ouvirem a pregação de Pedro sobre o acontecimento Jesus, a sua vida, morte e ressurreição e o significado de tudo isso para nós, ficaram de coração trespassado e perguntaram: «Então que devemos fazer, irmãos» E Pedro respondeu: Convertei-vos e peça cada um de vós o batismo para remissão dos vossos pecados. Recebereis então o Espírito Santo e, com Ele, uma Vida Nova.»
Agora, depois de ouvir a pregação de João Baptista, também o povo tocado no seu coração pelas suas palavras, lança a mesma pergunta: «Que devemos fazer»? Esta questão é incontornável para quem se encontra com Jesus e fica tocado interiormente pela sua Palavra salvadora fruto da ação do Espírito Santo. A conversão acontece quando a Palavra de Deus anunciada, tocando o mais profundo da nossa alma como que produz uma ferida de amor no nosso coração, nos emociona, e percebemos que é Deus com o seu toque suava e pela força do seu Espírito que está a agir em nós. A partir deste “encontro” a pergunta sobre «como devemos viver» virá mais cedo ou mais tarde. E se não vier é porque não houve verdadeiro encontro. Não é possível encontrarmo-nos profundamente com Cristo e não mudar nada na nossa vida. O encontro com a Luz gloriosa que é Jesus ajuda-nos sempre a ver a noite e as trevas que pairam na nossa vida e a desejar viver de outra maneira. É um novo rumo, uma nova orientação, uma nova felicidade. O encontro com Jesus gera também compromisso com o bem dos outros e do mundo à nossa volta. Não é possível ter uma relação com Jesus e viver isolado e desinteressado dos homens e mulheres que vivem à nossa volta.
No texto de hoje o que provoca a pergunta é a palavra de João Baptista e a sua pregação emocionante da proximidade do reino de Deus. Deus é fiel e aquilo que prometera está a cumpri-lo na vinda do Messias. Ele está à porta e João Batista nem se sente digno de desatar a correia das suas sandálias. Ele só batiza em água mas o que Ele anuncia batiza no Espírito Santo e no fogo do amor de Deus. É essa a promessa que Pedro dá nos Atos dos Apóstolos a quem faz a promessa: «Recebereis então o Espírito Santo»
Diante desta notícia os corações ficam tocados e o desejo de acolher o Messias cresce; daí a pergunta: “O que devemos fazer?”
João Baptista propõe três atitudes concretas para quem quer fazer a experiência de conversão e de encontro com o Senhor que vem: ao povo em geral, João Baptista recomenda a sensibilidade às necessidades de quem nada tem e a partilha dos bens; aos publicanos, pede que não explorem, que não se deixem convencer por esquemas de enriquecimento ilícito, que não despojem ilegalmente os mais pobres; aos soldados, pede que não usem de violência, que não abusem do seu poder contra fracos e indefesos. Repare-se como João Baptista põe em relevo o pecado contra o amor: tudo aquilo que atenta contra a vida de um só homem é um pecado contra Deus. Quem o comete, está a fechar o seu coração e a sua vida à proposta de Cristo.