Folha Paroquial – Domingo XI

Folha Paroquial – Domingo XI

“«É bom louvar-Vos, Senhor.»”

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«Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.»

Depois de semeado, começa a crescer
Em todo o Novo Testamento e, particularmente nas parábolas de Jesus, a ideia de crescimento do reino é uma constante: A primeira parábola de hoje, a da semente do trigo, acentua a ideia do espanto do agricultor que vê a planta desenvolver-se, passando pelas várias etapas da sua maturação sem ele saber como. Ele sabe que semeou a semente, mas reconhece que o que fez é quase nada diante do mistério daquele desenvolvimento que começa por dar, primeiro a planta, depois a espiga e por fim o trigo maduro na espiga. O agricultor não nos dá a ideia de ser alguém ansioso e perturbado; pelo contrário, ele dorme descansado, pois levantando-se pela manhã, e olhando a planta depara-se sempre com a alegria de ver a planta a crescer e a desenvolver-se. Este agricultor parece mais um contemplativo do poder daquela semente que traz consigo uma força misteriosa, uma graça de crescimento.
Jesus serve-se da natureza para explicar os mistérios do reino: Diz ele: «observai como crescem os lírios do campo…”
A segunda parábola, do grão de mostarda, acentua a ideia do crescimento: Começa por sublinhar a pequenez e a modéstia da semente: “Ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra”, para depois mostrar como a pequenez não é nenhum problema e que pode ser mesmo um bem. “Depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra”. ( Ef 3,21)
Paulo, na Carta aos Efésios, medita sobre o mistério da Igreja em crescimento e diz «Em Cristo qualquer construção bem ajustada, cresce para formar um templo santo no Senhor.” E mais à frente acrescenta: «É por Ele que o corpo inteiro, coordenado e unido, por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico segundo a atividade de cada uma das partes, a fim de se edificar na caridade.» (Ef 4,16)
S. Lucas observa a Igreja em crescimento nos primórdios do anúncio do Evangelho e diz-nos nos Atos dos Apóstolos, que «O Senhor aumentava todos os dias os que entravam no caminho da salvação”.
Se a Igreja é um corpo vivo, como diz S. Paulo, então só pode crescer. A Igreja de Jesus desde o princípio traz consigo o poder da semente de mostarda, o gene do crescimento, porque a Igreja é um corpo vivo só pode crescer desde que esteja são.
Há muita gente que aceita de braços cruzados o declinar inexorável e fatal da Igreja no mundo. Eu, ao contrário, creio que estamos a viver tempos belos em que, embora menos numericamente, somos chamados a ter a força e o poder do fermento para levedar o mundo. E o fermento é pequeno mas tem uma força enorme para gerar o crescimento.
Rezemos para que a nossa comunidade se torne cada vez mais disponível à graça divina sendo comunidade orante, fraterna, sólida na fé, servidora da caridade e pronta para anunciar o evangelho. Quanto mais colaborarmos com a graça de Cristo mais cresceremos interiormente e como consequência também exteriormente.

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