Folha Paroquial – III Domingo da Quaresma

Folha Paroquial – III Domingo da Quaresma

“Destruí este templo e em três dias o levantarei.”

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Jesus porém falava do Templo do Seu corpo

As realidades mais sagradas no Antigo Testamento eram o sábado e o templo. Um dia e um lugar. Jesus respeitando um e outro‐ o evangelho de hoje mostra‐nos como é devorado pelo zelo da Casa do Senhor‐ não os absolutizou. «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado», disse Jesus acerca do sábado.
E acerca do Templo disse: «Aqui está quem é maior do que o Templo». Se o templo, para a antiga aliança, era o lugar do encontro com Deus, como Ele tinha prometido a Salomão, agora com a Incarnação do Verbo, o lugar do encontro com Deus já não é um lugar, mas uma Pessoa, Jesus, o Filho Unigénito. «N’Ele habita corporalmente toda a plenitude dadivindade.»( Col 2,9) Ele é a imagem de Deus invisível, o primogénito de toda a criatura.»( Col 1,15), por isso, «Quem o vê, vê o Pai.» (Jo 14,9). Se agora Jesus é o lugar do encontro com Deus, então Ele é o novo Templo e infinitamente mais importante. Por isso, pode dizer. “Destruí este Templo, (O que vão fazer matando‐o) e Eu o reedificarei em três dias” (ressuscitou ao 3º dia) No Novo Testamento, Deus está presente no Corpo de Cristo. Na sua Ascensão Ele disse: “Estarei convosco até ao fim dos tempos”.
Agora, depois da sua morte e ressurreição, a sua presença real é no seu Corpo eclesial e no seu Corpo eucarístico. A maneira de ver a Deus dos gregos e dos judeus era a grandeza e o sucesso, a lógica de Jesus é a lógica da cruz e da humildade. «Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria. Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios», diz S. Paulo na segunda leitura. Cristo morto e ressuscitado é a manifestação da Sabedoria de Deus que confunde a lógica e sabedoria humana.
Quando contemplamos o Corpo Eucarístico de Cristo, na hóstia consagrada, estamos diante do verdadeiro Templo de Deus, e podemos admirar, em ação de graças, Aquele que «sendo de condição divina se aniquilou a si próprio assumindo a condição de servo, obediente até á morte e morte de Cruz.» Além de se fazer servo, fez‐se pão para nos alimentar para nos transformar n’Ele. Neste fim de semana queremos meditar sobre a presença de Jesus nas espécies eucarísticas convidando a um grande movimento de adoração no seguimento do convite dos três últimos papas e de uma longa tradição da Igreja.

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