Arquivo mensal Janeiro 2019

Jornadas de Formação Permanente – Celebrar e acolher

JORNADAS DE FORMAÇÃO PERMANENTE
15 a 17 de Janeiro de 2019
Temática: Acolher e celebrar, lugares de encontro (com Deus e os homens)
15 de Janeiro de 2019 – 3ª feira
09:30 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – O Acolhimento pastoral – Pe. Tiago Neto
11:15 – Intervalo
11:45 – O acolhimento pastoral II – Pe. Tiago Neto
13:00 – Almoço

14:30 – Mesa redonda – Lugares do Acolher:
Na paróquia – Filomena Cruz, S. João Baptista
No Hospital – irmã Inês Albuquerque
No Ensino Superior – P. Paulo Simões
A Familia – P. José Augusto, Leiria
17:00 – Vésperas
16 de Janeiro de 2019 – 4ª feira
09:45 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – O encontro como categoria fundante da fé cristã – Pe. Nuno Santos
13:00 – Almoço
14:30 – A celebração da liturgia como lugar privilegiado do encontro – D. José Cordeiro (Bispo de Bragança-Miranda)
15:30: Intervalo
16:00: As diversas formas de oração cristã, pessoal e comunitária, como lugares do encontro com Deus.
17:00 – Adoração ao Santíssimo
17 de Janeiro de 2019 – 5ª feira
09:45 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – A fragilidade como oportunidade para encontro com Deus – Prof. Dr. Henrique Vilaça Ramos
13:00 – Almoço
14:30 – O espaço litúrgico como ‘sacramento’ de encontro – Arq. João Alves Cunha
15:30: Intervalo
16:00: O espaço litúrgico como sacramento do encontro II: (Diálogo)
16:30: Palavra final do Sr. Bispo
17: 00: Vésperas

Folha Paroquial nº 62 *Ano II* 27.1.2019 — DOMINGO III DO TEMPO COMUM

«As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 1, 1-4;4, 14-21)
Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».»

Tanto na 1ª leitura de hoje, como no Evangelho é-nos apresentada uma ação litúrgica, isto é, um culto público a Deus feito por toda a comunidade de um modo hierarquizado em que cada um faz tudo, e só, o que lhe compete, segundo o ministério que recebeu. A primeira leitura mostra-nos uma “celebração da Palavra” em que a leitura da mesma tem uma solenidade própria de quem crê que se trata da Palavra de Deus. Essa fé é manifestada pelo “Amen” entusiasmado da assembleia e pela sua atitude de prostração diante do Deus que acabou de lhes falar na Palavra proclamada. A celebração termina com a alegria e a festa e o envio para a refeição.
No Evangelho, Jesus sobe ao ambão, como era costume na sinagoga, e ali recebe o rolo do profeta Isaías que lê solenemente. No fim da leitura, enrola o livro e faz a homilia, começando por dizer que Ele é o cumpridor daquela passagem. De facto, todo o Antigo Testamento tem n’Ele a sua plena realização. Os olhos de quantos estavam na sinagoga fixavam-se n’Ele e bebiam as Suas palavras.
É através da Liturgia que nos é oferecida a possibilidade de participarmos na salvação que Cristo nos ofereceu pela Sua morte e ressurreição. Lembra-nos a Constituição sobre a Divina Liturgia do Concílio Vaticano II que Jesus não enviou os apóstolos e toda a Igreja só a anunciar o Evangelho a toda a criatura, mas também «para que realizassem a obra de salvação que anunciavam, mediante a Eucaristia e os outros sacramentos, à volta dos quais gira toda a vida litúrgica. Desde os tempos apostólicos, «nunca mais a Igreja deixou de se reunir em assembleia para celebrar o mistério pascal: lendo o que se referia a Ele em todas as escrituras Lc 24,27), celebrando a Eucaristia na qual «se torna presente o triunfo e a vitória da sua morte» e dando graças pelo seu dom inefável em Cristo Jesus. Para realizar tão grande obra, Cristo está presente na Sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da missa, quer na pessoa do ministro, quer sobretudo sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos sacramentos, de modo que quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta.» SC nº 7.
A Liturgia é uma ação com muitos intervenientes em que cada um faz o que lhe compete. Ela realiza-se através de ritos, sinais sensíveis, palavras, orações e todos eles são muito importantes, pois cada um significa e realiza à sua maneira a santificação dos homens.
Um desses elementos fundamentais em qualquer celebração litúrgica é a Palavra de Deus. Não há liturgia sem escuta de Deus presente na Sua Palavra. Por isso, o ministério do leitor é muito importante para se ouvir a Palavra de Cristo, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. O leitor exerce um ministério litúrgico para o qual deve receber formação, da mesma forma que o ministro da comunhão, para exercer o ministério, tem de participar em cursos formativos.
Brevemente teremos uma formação para leitores. Entretanto, deixo alguns conselhos básicos para exercer este ministério:
 Crer que Aquela palavra que leio é Palavra de Deus. Por isso, uma pessoa que vai a um casamento ou a um funeral mas que, habitualmente, não vai à missa, não está preparada para ler a Palavra de Deus ainda que saiba ler muito bem. Todo o leitor é primeiro um ouvinte da Palavra de Deus.
 Ter lido antes aquela Palavra, tentar perceber a sua mensagem, e ver se entende o significado de todas as expressões que lê. Quando alguma não lhe soa bem pede explicação para não ler coisas que não sabe o que está a ler.
 Quando em festas ou missas de catequese se convidam crianças a ler a Palavra de Deus deve ver-se, com elas, não só se são capazes de ler bem e de forma audível, mas explicar-lhes o que estão a ler, pois só entendendo darão ao texto a sua devida entoação.
 Dirigir-se ao ambão com simplicidade e humildade. Chegados lá, podem olhar num relance a assembleia para ver a sua dimensão. Deve pensar que a sua voz tem de chegar até à última fila da igreja e, por isso, apesar de ter amplificação sonora, tem de levantar o tom da voz, porque não se trata só de ler mas de uma proclamação da Palavra. Sinónimos de proclamação: “ Anúncio, alocução, feito em ocasião solene, o que indica a importância daquilo que é proclamado”, diz um dicionário. Trata-se, portanto, de ler solenemente e audivelmente. Para ser audível é importante que o leitor diga as palavras até ao fim tentando separá-las, pois em todas as línguas se come o final das palavras. É preciso estar muito atento á pontuação, vírgulas, pontos finais, e exclamações e sobretudo pontos de interrogação, pois se a frase é interrogativa, mas não se entoa a interrogação, pode perder o sentido do que é dito. Depois é necessário estar atento ao género literário do texto. Às vezes perde-se muito quando um texto é um canto poético e é lido como uma passagem doutrinal sem entoação e beleza, embora se lesse o que lá está. No final da leitura, faz-se uma pequena pausa de 3 ou 4 segundos, e depois diz-se solenemente e convictamente, olhando a assembleia: Palavra do Senhor, para que ela responda com a mesma convicção: Graças a Deus.
Todo o leitor deve sentir a bela responsabilidade que consiste em emprestar a sua voz ao próprio Cristo, para que Ele mesmo fale aos ouvidos e ao coração da assembleia reunida. Que belo ministério!

Enovar+19

E+NOVAR 19: Em busca de uma nova geração de líderes cristãos.

Um evento dedicado a quem pretende fazer a diferença, pensando fora da caixa. 

Já estão alguns paroquianos inscritos, gostaríamos que fossem mais, em  especial aqueles que têm algum serviço na paróquia. Será sexta e sábado, dias 8 e 9 de Fevereiro.

Já estão inscritas 300 pessoas, entre elas mais de 60 sacerdotes, 5 bispos.

Todos os que na paróquia já são líderes quer seja no escutismo, quer no ASJ quer em qualquer grupo, é uma boa oportunidade de formação para a liderança pastoral mas também no mundo civil.

Haverá testemunhos de várias pessoas como exercem a sua liderança entre as quais alguém que já foi deputado do nosso país. Uma das convidadas que vem de França, trabalha para a ONU.

 Inscrição em htp://portugal.alpha.org/inscricao-enovar19 

 

Dia de Formação dedicada ao Louvor e exercício de carismas

O Louvor de Deus é algo que nos faz avançar muito na fé. Quando se vive uma experiência de encontro com Deus precisamos de O louvar. Mas existem obstáculos que emperram o jorrar do louvor em nossos lábios sendo um deles não negligenciável o aspecto cultural. Mas quando nos habituamos a louvar juntos e superamos essas barreiras, o louvor é um poderoso meio de crescer na fé, de renovar o entusiasmo, de sentirmos Deus próximo de nós e de o vermos em ação nas nossas vidas. O louvor ajuda-nos a aderir a Deus e a viver na esperança em todas as circunstâncias. Mas ninguém de nós nasce ensinado no louvor. Há uma iniciação que todos temos de fazer. Por isso convidamos o P. Jean-Hubert Thieffry que já esteve cá no Enovar . Ele vive atualmente no Quebec, mas vai estar em Espanha alguns dias. O Pe Jorge convidou-o a vir passar um sábado connosco e a dar-nos uma formação prática e teórica sobre o louvor.
Ele aceitou mas deseja também encontrar-se com os padres que querem ver as suas paróquias a entrarem em conversão pastoral ou seja a entrarem no caminho de renovação que o papa Francisco nos pede.
Seria bom se um grande número puder estar e convidem largamente.
Pedimos 5€ para comparticipação nas despesas. Inscreva-se em https://goo.gl/forms/7omOpYGChhxXpLu42

Folha Paroquial nº 61 *Ano II* 20.1.2019 — DOMINGO II DO TEMPO COMUM

«Anunciai em todos os povos as maravilhas do Senhor.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Jo 2, 1-11)
Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.»

S. João é um evangelista cujo modo de apresentar os acontecimentos precisa que nos habituemos. É que as coisas mais importantes estão nas entrelinhas, por isso precisamos de estar atentos e ir mais longe do que aquilo que conseguimos ler à primeira vista. Para ele, este primeiro «sinal», como lhe chama, das bodas de Caná é muito importante: encerra só por si o grande mistério do projeto de Deus sobre a humanidade, mistério de Criação, mistério de Aliança, mistério de Núpcias.
Aquilo a que se chama o Prólogo, quer dizer a abertura do seu evangelho, o início, já era uma grande meditação sobre este mistério. O texto das bodas de Caná é exatamente a mesma meditação mas agora em forma de narrativa, isto é, contando um acontecimento. Com estes dois textos, no início do seu evangelho, pretende introduzir-nos na compreensão de tudo o que ele nos vai dizer durante todo o seu evangelho. É como a «abertura» de uma ópera em que a orquestra toca todos os andamentos e as partes da ópera que depois se vão desenvolver.
O texto termina dizendo, «Foi assim que em Caná da Galileia Jesus “deu início”, (principiou) os seus milagres (sinais). Este dar início reenvia-nos ao prólogo, “no princípio, isto é, no início de tudo, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.” S. João está a dizer-nos que Jesus está a dar início a numa nova criação, a recriar tudo e a fazer uma Nova Aliança. Se
vermos bem, nas bodas de Caná realmente Jesus não se contenta em multiplicar o vinho como vai fazer, mais tarde, com o pão: ele criou-o. Assim como no princípio de todasas coisas, O Verbo estava voltado para o Pai para criar o mundo, uma nova etapa se inaugura em Caná: a nova criação começou. E trata-se de um banquete de núpcias, de um casamento, de uma aliança esponsal. Na criação inicial Deus completa a sua obra com o casal humano, Adão e Eva, que criou à sua imagem e semelhança; agora, na nova criação, Jesus participa num banquete de núpcias, maneira de dizer que o projeto criador de Deus é um projeto de aliança, um projeto esponsal de amor.
Podemos compreender agora melhor porque é que a Igreja escolheu como primeira leitura deste dia o texto do terceiro Isaías no qual Deus diz ao seu povo: “Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus.” ( Is 62) Os padres da Igreja (teólogos dos primeiros 6 séculos) sempre viram no sinal das bodas de Caná a realização da promessa de Deus: A festa das núpcias com a humanidade começa aqui. É por isso que a palavra «Hora» em S. João é tão importante: Trata-se da hora em que o projeto de Deus foi definitivamente realizado em Jesus Cristo. Por isso Jesus diz a Maria, sua Mãe: « Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Mas na altura em que vai ser preso, no Jardim das Oliveiras, vai afirmar solenemente. «Chegou a Hora em que o Filho do homem vai ser entregue.» Aqui, nas bodas de Caná, começa a realizar-se esse projeto de Deus que vai realizar-se definitivamente na Hora da sua entrega na cruz. E por isso dirá antes de expirar: «Tudo está consumado». A obra do pai, o seu plano de salvação, foi plenamente realizado.
Para S. João é claro, o projeto de Deus para a humanidade é uma aliança esponsal de amor em que Deus se entrega purificando o seu povo, perdoando os seus pecados, atraindo-o a si com laços
de ternura e de amor. Diz S. Paulo na carta aos Efésios; “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra. Ele quis apresentá-la esplêndida, como Igreja sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada.” É grande este mistério, este sacramento. Esta união de Cristo com a Igreja. E Paulo serve-se deste modelo para dizer: “Assim devem também os maridos amar as suas mulheres, como o seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. De facto, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo; pelo contrário, alimenta-o e cuida dele, como Cristo faz à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo.” O matrimónio é sacramento, mistério, porque é sinal deste amor esponsal com
que Cristo ama a sua igreja e se entregou por ela.
Que missão bela recebem os casais cristãos ! Fazerem resplandecer no mundo o amor esponsal de Cristo pela Igreja.
O seu amor uno, fiel, indestrutível, paciente, resiliente, capaz de perdoar, participa do amor de Cristo, é fortalecido pela graça de Cristo mas é também sinal para o mundo do amor do Senhor
por cada um de nós.

Almoço de acolhimento para os habitantes da Quinta da Portela

A ideia surgiu em Novembro da cabeça do Pe Jorge: que se pudesse fazer um almoço que fosse de acolhimento para alguns dos habitantes da Quinta da Portela, onde estão implantadas as instalações que suportam a comunidade mais ampla que é a de S. João Baptista.

A ideia era muito simples e aparentemente eficaz: depois do Natal e antes do jantar de apresentação do perCurso Alpha, envolvendo tanto quanto possível aqueles que já frequentam a paróquia, proporcionar um momento de convívio para todos quantos quisessem aceitar este convite de vir confraternizar no espaço que é o da reunião semanal e diária dos cristãos da zona.

Entre adultos e crianças, fomos cerca de oitenta: tínhamos um insuflável que procurava atrair os pais pelos interesses dos filhos mais pequenos, entradas e petiscos variados que serviram de quebra-gelo entre os convivas, dois pratos à escolha para que ninguém se sentisse excluído pela escolha da ementa, algumas sobremesas que os paroquianos generosamente partilharam e um pequeno grupo da nossa comunidade que se desdobrava para que todos sem exceção se sentissem bem acolhidos.

Na minha ótica, foi um sucesso. Talvez não sob o ponto de vista numérico, uma vez que percentualmente lá estivesse apenas uma pequena amostra dos vários milhares que já habitam naquela zona.

Pessoalmente, embora não me tenha sido possível falar com todos aqueles que não conhecia, dediquei-me a alguns que percebi ser a primeira vez que entravam na Igreja, apesar de ali viverem há já algum tempo, recolhi algumas inscrições para o Jantar de Apresentação do perCurso Alpha, troquei contactos telefónicos com alguns e até falámos na possibilidade de nos convidarmos mutuamente para as nossas casas.

Paulo Farinha Silva

Folha Paroquial nº 60 *Ano II* 13.1.2019 — DOMINGO DO BAPTISMO DO SENHOR

«O Senhor abençoará o seu povo na paz.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 3, 15-16.21-22)
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».»

A Igreja começa o tempo comum, depois da celebração do batismo do Senhor que corresponde ao 1º Domingo do tempo comum. Na vida de Jesus como também na nossa vida de discípulos d’Ele, tudo começa com o batismo. Diz-nos a 2ª leitura de hoje tirada dos Actos dos Apóstolos: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele”.
O Batismo de Jesus no rio Jordão é um facto histórico, bem atestado por todos os evangelistas. Mas estes não nos dão só o facto, relatam-nos também a experiência interior que Jesus viveu neste momento. S. Lucas diz-nos que enquanto Jesus orava, durante o baptismo, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E ouviu-se então a voz do Pai: « Tu és o meu Filho muito amado: Em tu pus toda a minha complacência.»
Mas como é que S. Lucas, que não foi apóstolo, e portanto não estava lá com Jesus, pode ter acesso à experiência que Jesus viveu neste momento e que reorientou a sua atividade de, até aí escondida, para uma vida pública? S. Lucas tem um termo de comparação: É a experiência que a comunidade cristã do seu tempo fazia do batismo. Este sacramento era vivido na assembleia cristã em ambiente de profunda oração e louvor de Deus. Os batizados eram mergulhados na água de uma piscina, diante de toda a comunidade, sinal do seu mergulho no amor Trinitário do Pai , do Filho e do Espírito Santo, através do dom pascal de Jesus. O Espírito Santo, vinha e fazia-os sentir o amor do Pai testemunhando ao seu espírito humano que que eram filhos de Deus no Filho a cujo mistério de morte e ressurreiçaõ se uniam. O mesmo Espírito Santo derramado nos seus corações fazia-os dizer, à maneira de Jesus: « Abbá, Pai». Esta envolvência tão profunda no amor trinitário era o início da vida dos crentes que doravante são chamados a viverem como homens novos, “fazendo o bem” e anunciando as maravilhas de Deus.
S. Lucas não se refere portanto apenas a um saber teológico do que acontece no baptismo mas a uma experiência sensível, de tal forma que usa termos que revelam a dificudade em traduzir a experiência: Diz que o Espírito veio em forma corporal. Mas que quer isto dizer? Se é Espírito, como pode vir em forma corporal? E depois acrescenta, como uma pomba. Não diz que é uma pomba, mas “como uma pomba”. Parece-se com aqueles pintores ou artistas que representam o irrepresentável dando-lhes um estilo etéreo e estilizado. O que S. Lucas quer transmitir é que a experiência de Jesus foi profundamente sensível levando-o ao «estremecimento do coração» como mais tarde nos é contado pelo mesmo evangelista dizendo que “Jesus estremeceu sob a ação do Espírito Santo e rezou: « Bendigo-te ó Pai, Senhor do céu e da terra porque escondeste estas coisas aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos». O batismo terá sido um dos grandes momentos do estremecimento de alegria filial de Jesus. Por isso aqui começa a sua atividade messiânica, para anunciar a Boa nova aos pobres e a libertação aos oprimidos, como dirá na sinagoga de Nazaré.”
Com a cristianização do império, o baptismo começou a ser realizado cada vez mais na idade infantil desligando-o desta experiência sensível, pois a criança não tem consciência do que está a fazer. No baptismo das crianças testemunha-se que tudo é graça já que só Deus se dá sem que possa receber a adesão da fé do baptizado. Por agora esta adesão é dos pais que umas vezes é verdadeira e sincera outras nem tanto. Adia-se assim para mais tarde a experiência do encontro com Jesus que o batizado possa fazer quando aderir pela fé ao Senhor e receber o Espírito Santo.
No entanto também no crisma muitas vezes a preparação consiste mais em receber conhecimentos do que em abrir-se ao dom do Espírito e acontece frequentemente que os crismados também não fizeram nenhuma experiência sensível de encontro com Deus pela ação do Espírito. E por isso também aqui não é o início de nada. Por isso dou tanta importância ao percurso Alpha e a todos os grupos que ajudam o crente a fazer esta experiência sensível do amor de Deus, despertando neles o dom que já os habita desde o batismo mas que tem estado adormecido. Quando se faz, começa então a vida em Cristo e no Espírito. Relembro as palavras de Bento XVI: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e com ele, um novo rumo”.
Uma comunidade cristã missionária é uma comunidade que faz a experiência do dom da graça que recebeu e responde entregando-se na missão de anunciar o evangelho aos pobres. Por isso ajudar os cristãos a fazer este encontro com Deus. assumindo o dom do batismo é o grande desafio.

Forum Comunidade Emanuel

À semelhança de anos anteriores, convidamos todos quantos queiram participar neste evento organizado pela Comunidade Emanuel : este ano o tema será relacionado com a família e já reservámos um autocarro que vai e volta no sábado.

Aguardamos preços de alojamento para quem quiser passar o fim de semana inteiro.

Será possível levar um farnel, ainda não sabemos se é possível comer no local onde decorre o encontro (Casa dos Capuchinhos em Fátima) mas mesmo do outro lado da rua há uma churrasqueira, nada cara (+- 7€/pessoa).

O autocarro, se for cheio, fica a 8€/pessoa, pelo que pedimos 10€/pessoa para compensar os lugares vagos.

Para mais informações poderá contactar o Paulo Farinha (919265221).

02 MARÇO – Jornada de Formação dedicada ao Louvor e ao exercício de carismas

O Louvor de Deus é algo que nos faz avançar muito na fé.

Quando se vive uma experiência de encontro com Deus precisamos de O louvar. Mas existem obstáculos que emperram o jorrar do louvor em nossos lábios sendo um deles não negligenciável o aspecto cultural. Mas quando nos habituamos a louvar juntos e superamos essas barreiras, o louvor é um poderoso meio de crescer na fé, de renovar o entusiasmo, de sentirmos Deus próximo de nós e de o vermos em acção nas nossas vidas.

O louvor ajuda-nos a aderir a Deus e a viver na esperança em todas as circunstâncias. Mas ninguém de nós nasce ensinado no louvor. Há uma iniciação que todos temos de fazer. Por isso convidamos o P. Jean-Hubert Thieffry que já esteve cá no Enovar.

Ele vive atualmente no Quebec, mas vai estar em Espanha alguns dias.

O Pe Jorge convidou-o a vir passar um sábado connosco e a dar-nos uma formação prática e teórica sobre o louvor.

Ele aceitou mas deseja também encontrar-se com os padres que querem ver as suas paróquias a entrarem em conversão pastoral ou seja a entrarem no caminho de renovação que o papa Francisco nos pede.

Seria bom se um grande número puder estar e convidem largamente.

A participação é gratuita. Inscreva-se em https://goo.gl/forms/7omOpYGChhxXpLu42.

Almoço de Convívio para os Habitantes da Quinta da Portela

A paróquia de S. João Baptista da Quinta da Portela convida todos os moradores para um almoço convívio ao estilo do S. João: bom acolhimento, boa comida, convívio são de vizinhos, grande insuflável para as crianças se divertirem.

Como as temperaturas ainda não são primaveris, será dentro da Igreja: como já é habitual a Igreja nesse dia estará preparada com mesas de 10 a 12 lugares onde será servida a comida.

Inscrições disponíveis em https://goo.gl/forms/A1wAsGvOrtaUGp8n2 que também poderão ser feitas na secretaria, por telefone (919 265 221) ou por email: igrejasaojoaobaptistacoimbra@gmail.com.

Ementa: bacalhau espiritual ou lombo de porco recheado, servido pelo Sabor&Arte.

Preço: 10€ por adulto / Crianças grátis.