Folha Paroquial nº 125 *Ano III* 17.05.2020 — DOMINGO VI da PÁSCOA

Folha Paroquial nº 125 *Ano III* 17.05.2020 — DOMINGO VI da PÁSCOA

Ergue-Se Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta.

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“EVANGELHO (Mt 28, 16-20)
Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».”

REFLEXÃO

“…o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados…”

Senhor Jesus Cristo, rei da glória, a contemplação da tua ascensão, nos arrasta contigo até aos céus e faz-nos entrar, sorrateira-mente, nas moradas eternas e vislumbrar, de longe, como quem espreita, a tua majestade divina nos céus ao chegares elevado da terra. Chega até nós a harmonia e o êxtase da Liturgia celeste bem como o som da polifonia dos anjos. Tu caminhas para junto do trono, revestido do teu manto de luz, e os anjos adoram-te cantando: “Digno és tu de receber a glória e o louvor porque foste morto e, com o teu sangue, resgataste para Deus, homens de toda a tribo, línguas, povos e nações; e fizestes deles um reino de sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre toda a terra ( Ap 5, 9-10)

Tu és o Senhor glorioso e nosso irmão em humanidade! Levas contigo, no teu corpo glorioso, como um troféu, os sinais da tua entrega nas cinco chagas abertas do teu corpo glorioso que não fazes questão de esconder. És o Cordeiro imolado que nos purificou dos nossos pecados e nos resgatou pelo seu sangue.

Como te uniste à nossa humanidade, Senhor, amigo dos homens!
Tu que eras de condição divina, aniquilaste-te, fazendo-te um de nós em tudo igual exceto no pecado! Sentiste fome e sede, foste humilhado, incompreendido e rejeitado. Mas na tua bondade infinita ensinaste e praticaste o perdão a todos e até aos inimigos. Tornaste-te próximo de cada homem! A todos estendeste as tuas mãos benditas para os socorrer e salvar. Falaste como jamais alguém falou! A tua palavra infundia esperança, curava e libertava! Ergueste da prostração e do desespero os que já não acreditavam no amor e no futuro e arrancaste do sepulcro e das trevas os que jaziam nas sombras da morte. Anunciaste um reino novo, de amor e justiça, para os pobres, os humildes e todos os que tivessem um coração de criança, mostrando esse reino já presente com as tuas ações salvadoras. Os cegos viam, os surdos ouviam e os coxos saltavam de alegria. Lavaste os pés aos teus discípulos e ensinaste-lhes o caminho da humildade e do serviço deixando-lhes o mandamento novo. Deste-lhes, em testamento final, o teu corpo entregue, para ser alimento na sua peregrinação terrestre e nunca se sentirem sós. Por fim, foste preso, julgado e condenado à morte numa cruz, sem ninguém ter encontrado em ti qualquer falta. Mas Deus ressuscitou-te dos mortos, pelo poder do Seu Espírito vivificador, e apareceste vivo aos teus amigos que ganharam um novo alento e uma nova vida com a visão do teu corpo ressuscita-do. Tu tinhas dito aos discípulos para não ficarem tristes com a tua partida pois irias enviar-lhes outro paráclito, o Espírito Santo, que estaria com eles para sempre. (Jo 14, 16) Disseste também que irias à frente para lhes preparar um lugar (Jo 14,2-3) e disseste ao Pai que querias que onde estivesses eles estivessem também(Jo 17,24). Ressuscitado dos mortos, sopraste sobre eles o Espírito Santo enchendo-os de fortaleza (Jo 20,21-22). No momento da tua partida para os céus, enviaste-os por toda a terra a formarem no-vos discípulos para que lhes ensinassem o que tu lhes tínheis ensinado a eles. (Mt 28,19-20) Por fim, entraste nos Céus, na casa do Pai, que é tua também, para nos preparar um lugar. À tua chegada foste coroado de honra e de glória por causa da morte que sofres-te (Hb 2,9) e houve uma liturgia que dura eternamente. Revestido de um manto de luz o Pai apontou-te o trono que te pertencia como Filho amado e disse-Te: «Senta-te à minha direita, até que faça de teus inimigos escabelo dos teus pés. A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste nos esplendores da santidade, antes da aurora, como orvalho eu te gerei… Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.” (Salmo 110). Ao sentares-te nesse trono celeste, sentaste contigo toda a humanidade de que és a cabeça. Agora és o Mediador universal entre Deus e os homens, o nosso intercessor eterno junto de Deus, e tudo o que pedirmos ao Pai, em teu nome, Ele nos dará, como nos ensinaste ( Jo 14,13). Grande e admirável é o teu nome, Senhor Jesus Cristo!
Nos céus ouviu-se um grande clamor de júbilo e de alegria que atravessou o uni-verso inteiro: Eram miríades de miríades, milhares de milhares e cantavam com voz forte: «O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor. E outros cantavam dizendo: Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam dados o louvor, a honra e a glória e a fortaleza pelos séculos dos séculos. E todos responderam. AMEN. (Ap 5, 13)

Ao lado do trono do Cordeiro imolado vi um trono mais pequeno onde ninguém estava sentado. Foi-me dito que, quando chegasse a hora, seria para a Mulher que, com o seu calcanhar esmagou a cabeça do dragão e acompanhou nas dores o seu Filho…

E o Senhor dizia: Eis que um dia voltarei: «Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o último, o princípio e o fim. (Ap 22,13) O Espírito e a esposa dizem “Vem”(Ap, 22,17) «Sim , virei brevemente. Amen: Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22,20)”

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