Arquivo da categoria Catequese

A Catequese Familiar na perspetiva de uma mãe

Um dia…a caminho de casa “tropecei” com o cartaz da catequese familiar… Não sabia bem como seria, mas como procurava uma alternativa ao modelo habitual, decidi aceitar o desafio.

Comecei a frequentar esta catequese, cheia de receio de não estar à altura de acompanhar o Rodrigo nesta nova caminhada… Depois percebi que tinha que ajudar o Rodrigo em algumas lições do seu catecismo… inicialmente fiquei sem saber como. Mas, depois as conversas foram surgindo com naturalidade e hoje percebo que tal como em outras aprendizagens, o caminho faz-se andando.

Também percebi que só uma criança nos reporta de novo à realidade de como acreditar de coração aberto e com o meu filho reaprendi algumas coisas como “Mãe … as pessoas que gostamos muito e morrem vão para o céu…e o céu é um lugar seguro…”

Quanto a dúvidas, tenho muitas, mas na paróquia encontrei quem me ajudasse a aproximar-me da comunhão de Deus… Ainda que a dar os primeiros passos percebo que acompanhar o meu filho na fé, faz todo sentido…dado que com ele estou a crescer e a vivenciar a linda mensagem de Amor que Jesus Cristo nos deixou.

Celínia Antunes

A alegria de ser catequista

Quando, há 6 anos atrás, o Pe. Jorge me desafiou, à saída de uma missa dominical, para ser ‘catequista de pais’ a minha grande tentação foi dizer que ‘não’. Não, eu não era a pessoa indicada… Não, eu não sabia o suficiente para essa missão… Não, eu não tinha tempo… Apesar de hesitar um pouco, quando percebi que era Deus quem me chamava não pude resistir.

Não sabia o que me esperava. Não havia caminho traçado, pois estávamos a testar um novo modelo de catequese. Quantas vezes levava um tema preparado, mas o Espírito Santo, com o Seu plano, baralhava-me o esquema… E a conversa surgia, e as perguntas brotavam, e as dúvidas baralhavam, e as respostas iam fluindo. Houve discussões frutuosas, outras mais acesas, algumas incompreensões, muita ajuda.

Entretanto esse grupo acabou o seu percurso de 6 anos e outro já começou (onde está também o meu filho mais novo, pelo que agora sou mãe e catequista em simultâneo). E percebo, mais do que nunca, que é esta a missão concreta a que o Senhor me chama na Paróquia para onde me conduziu.

Ser animadora de catequese familiar é, acima de tudo, acompanhar outros irmãos na sua caminhada de fé. A partir do ponto onde estão, do concreto das suas vidas, particularmente da sua realidade familiar. É ser Igreja num pequeno grupo onde se partilha, se escuta, se propõem caminhos de santidade. É levar algo para contar e aprender com a vida do quotidiano.

E depois é tão bom celebrar a Eucaristia Dominical e ver estes rostos conhecidos, lembrar as suas histórias de vida, e colocar tudo isso sobre o Altar… É uma Igreja de rostos concretos, uma comunidade que se constrói, uma experiência partilhada da alegria de ser cristão!

Margarida Castel-Branco Caetano

Festa de Advento da Catequese

Decorreu no domingo 9 de dezembro a festa de advento da catequese que constou da visualização do filme “O nascimento de Jesus”, onde crianças pais e catequistas pudemos relembrar como eram as povoações, as casas, o ambiente, o modo como as pessoas viviam naquele tempo. O filme retrata de um modo real a sociedade da altura, culminando na apresentação do Natal em Belém.

Passámos depois para um workshop de pais e filhos com a construção de uma estrela onde se escreveu o valor que cada um iria privilegiar neste restinho de advento; surgiram estrelas com PACIÊNCIA, ORAÇÃO, SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE, AMOR, PAZ, etc., etc .,etc..

O Padre Jorge fez depois a exploração do filme, ligando à estrela de cada um e à vivência do nosso advento, de modo a que preparemos o melhor presépio, que é o nosso coração!

Por fim terminámos com o lanche.

Os catequistas

Horários da Catequese 2018/2019

1º Ano – 5ª Feira – 18.30
2º Ano – Sábado- 14.15
3º Ano – 3ª Feira – 18.30
4º Ano – 5ª Feira – 18.30
5º Ano – 2ª Feira – 18.30
6º Ano – 3ª Feira – 18.30
7º Ano – 4ª Feira – 18.30
8º Ano – Sábado – 16.00
9º Ano – 6ª Feira – 18.30
10º Ano – 6ª Feira – 18.30

NB: Do 1º ao 6 ano a catequese, na paróquia, é quinzenal.

A adoração – conferência para pais e crianças da catequese

Perante uma audiência que praticamente enchia o multiusos da Igreja, a Ir. Marta da Aliança de Santa Maria veio falar-nos sobre a adoração. Embora esta conferência se destinasse essencialmente às crianças e pais da catequese, estava muita gente que não quis perder esta oportunidade de aprofundar o seu amor e dedicação esta forma tão especial de oração: a adoração do Senhor presente no sacramento da eucaristia.
A Ir. Marta partiu da experiência dos pastorinhos, cuja idade era idêntica à das muitas crianças presentes: falou de como eles, especialmente a Jacinta e o Francisco, no seguimento da sua experiência com o Anjo e depois com Nossa Senhora, deixaram crescer neles o desejo de estar perto de Jesus Escondido, como eles costumavam dizer.
Terminámos, como não podia deixar de ser, com um momento de adoração do Senhor exposto: cantámos alguns cânticos e as crianças foram dizendo a Jesus como gostavam d’Ele e que se queriam aproximar ainda mais, sobretudo na adoração.
A conferência pode ser visualizada em https://goo.gl/XbL9Jo

Conferência-palestra: a Adoração : 24-02-2018 14h45

É hoje à tarde. Embora tenha sido pensada sobretudo para as crianças e pais da catequese, está também aberta a toda a comunidade. Oxalá possamos vir em grande número.

Assinalando o 5º aniversário de Adoração Eucarística prolongada na paróquia, teremos entre nós a Ir. Marta da Aliança de Santa Maria que nos virá falar da Adoração: às crianças e pais da catequese e a todos quantos queiram vir. Para quem esteve em Julho na Peregrinação Diocesana a Fátima, é a mesma Irmã que fez a conferência sobre os pastorinhos (muito bom): https://youtu.be/z5kDWmS0cnI

A conferência é as 14h45 dura 45 minutos e depois as crianças fazem um pequeno tempo de adoração que provavelmente não excederá a meia hora.

No final haverá missa às 17h30.

Bênção das Crianças – 4 Fev 2018

Tinha sido feito com alguma antecedência um trabalho de divulgação nas redes sociais, nas missas dos últimos fins-de-semana e junto dos pais da catequese e por isso já se esperava uma grande afluência de famílias neste dia, na sequência da festa litúrgica da apresentação de Jesus no templo e já tradicional bênção das crianças. No entanto, o número superou largamente as expectativas, provando mais uma vez a necessidade de quebrar rotinas e procurando ir ao encontro dos anseios das pessoas. Foi uma celebração muito bonita e sentida: depois da homilia, o Pe Filipe Diniz chamou as crianças, pronunciou uma bênção e, enquanto a assembleia cantava, abençoou as crianças todas, uma por uma.

Festa da Palavra – Testemunho de uma família

Foi-nos pedido que partilhássemos um pouco da nossa vivência familiar da festa da palavra da nossa filha Mafalda Sofia. É também ela a dizer-nos algo sobre este dia e perguntamos-lhe que significa para ela a palavra de Deus e claro a resposta foi directa: A Bíblia!

O nosso Deus, revelou-se pela palavra ao longo dos tempos e a Bíblia, mais do que um livro histórico e mecânico, é uma obra em que Deus e o homem, escrevem, ou mais precisamente, inscrevem (gravando) na sua relação, uma verdadeira história de um Amor incondicional.

Como o Pe. Jorge disse neste dia, Deus deu-nos dois presentes que são alimento para a nossa alma e o nosso agir: A sua palavra e o Pão eucarístico. Que saibamos como pais, ajudar as nossas filhas a descobrir o Deus revelado na palavra bíblica e na palavra em pessoa que é Jesus Cristo.   

Mafalda Sofia, Ana Catarina, Tânia Cristina e José Paulo  Barreiros

Festa da Palavra – 4º ano – Testemunho de uma das catequistas – Cidália Santos

No passado domingo, dia 14 de Janeiro, as crianças do 4º ano viveram a Festa da Palavra e a comunidade a Festa da Bíblia. Foi lançado um desafio tanto aos meninos da catequese como a toda a comunidade a escreverem uma carta a Jesus, Ele que é a própria Palavra viva, tendo como tema principal: “VÓS SOIS UMA CARTA DE AMOR DE DEUS”

“A nossa carta sois vós, uma carta escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. É evidente que sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações” (2 Cor 3, 2-3) ”.

Cada pessoa, bem como as crianças e as suas famílias, a partir das várias palavras dadas, todas diferentes e de forma livre, responderam ao apelo lançado, escrevendo como vivenciavam a sua relação com Jesus e como viviam a Palavra na sua vida.

Para além do belo caminho que cada criança está a fazer, neste caminhar para Cristo, de forma muito singela e terna, o acto de receber a Bíblia nas suas próprias mãos teve um grande significado, pois representa dar mais um passo para a relação íntima que se tem com Jesus, mas também, é receber a Palavra viva que é o próprio Deus.

Como catequista é muito bonito ver como cada uma das crianças, dentro do seu ritmo e tempo, se vai relacionando com o seu Amigo Jesus e todo o anseio e entusiasmo que cada uma manifesta face à sua Pessoa. No entanto, não é só a relação das crianças que vai crescendo, mas também a dos pais com o Senhor e toda a relação familiar que se vai cimentando, em torno do Verbo Eterno.

É de todo importante cada vez mais escutarmos e vivermos a Palavra de Deus, pois aquele que escuta a Palavra de Deus ouve os segredos de Deus. E, Cristo é a expressão máxima da Revelação de Deus à humanidade. A Palavra de Deus pretende estabelecer uma relação íntima e amigável de Deus com a Humanidade. Por isso, na riqueza do seu Amor, Deus fala aos homens como a amigos, mas, é sobretudo, pela Palavra que Ele nos fala. E, é nessa relação de amizade que Deus quer ter connosco, que Ele nos fala como a amigos para nos dizer o quanto nos ama e o enorme Amor que Ele tem por cada um de nós, seus filhos muito amados.

Neste sentido, a reflexão que lanço é a seguinte: «Como acolho a Palavra de Deus na minha vida? Como estabeleço essa relação? Que eco faz a Palavra de Deus no meu ser?».

A Bíblia é o livro da Revelação do Amor de Deus à humanidade, da sua Palavra; a Bíblia é “a voz do Deus-Amor”. E Deus conversa com cada um de nós. A conversa não é um discurso nem sermão; mas é tão só uma fala que acontece entre amigos. Numa “conversa”, o mais importante não é o conteúdo, mas a comunicação entre amigos. O mais importante não é o “dizer”, mas o “estar” com o amigo, porque ele faz parte de nós. O mesmo acontece com Deus; Ele somente quer estar connosco e quer estar na nossa companhia, porque ela é demasiado importante para Ele, porque nos Ama infinitamente.

Mas, movido pelo Seu Amor ao Homem, Deus desce, “com-descende”. Deus desce até à humanidade e que tem a sua expressão máxima em Jesus Cristo. No entanto, se o homem não tiver capacidade ou abertura de coração para acolher a Palavra e Revelação de Deus, nada adianta; porque Deus não vai forçar e, vai esperar. Pois Ele tem sempre a iniciativa, mas nós temos a liberdade de O acolher ou não.

Mas, uma das formas mais belas de ouvir a Palavra é participar na Eucaristia. Aqui o banquete é completo, celebramos duas mesas: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia, que é a celebração plena do memorial deixado por Jesus a cada um de nós. Se na oração falamos com Deus, ao ler a Bíblia, Deus fala connosco pessoalmente.

Em jeito de conclusão, deixo um pequeno testemunho acerca da minha vivência da Palavra de Deus. Este encontro com Jesus aconteceu, depois de uma vivência particularmente difícil, disse: “Tenho sede”. Era uma sede de água, pois lutava pela vida. Ao longo dos anos que se seguiram, esta ‘sede’ e vazio, não se apaziguaram, somente quando, na Eucaristia Dominical escutava a Palavra do Senhor. Aí, a minha ‘sede’ era saciada e todo o vazio que sentia era preenchido, porque estava na companhia do Senhor. Da mesma forma em que dava catequese e, na minha fragilidade, ajudava os mais pequenos a caminhar para o Senhor, eu com eles fazia esse mesmo caminho.

À medida que os anos passaram, e a Palavra do Senhor foi fazendo parte da minha vida, de forma diária e constante, ao meditar as mesmas palavras que Jesus disse, no alto da cruz: “Tenho sede!” (Jo 19, 28), a sua sede era diferente da minha; Jesus tinha sede do Amor do Pai, do Eterno Amor do Pai, eu tinha sede de água, pois na minha pequenez ainda não tinha conhecido a Verdadeira Água Viva.

É a partir deste encontro diário com o Senhor que se vivencia e vive uma relação estreita com o Senhor assente no diálogo e escuta da sua Palavra.

Cidália Santos

Festa da Palavra – Crianças do 4º ano da Catequese

A nossa paróquia está em ambiente de festa porque celebrou com as cianças do 4º ano de catequese a Festa da Palavra: receberam da Igreja e pelas mãos do Pe Jorge uma Bíblia. A palavra de Jesus é a voz do Pai chamando os homens à grande assembleia do seu povo. Mas antes de o Filho vir ao mundo, já a palavra de Deus se fizera ouvir e chamava os homens. E os que a ouviram e lhe responderam ficaram sendo o modelo dos verdadeiros discípulos do Senhor, como Samuel.

Receber a Bíblia, a Palavra de Deus, é receber algo de muito precioso, não só nas nossas mãos, mas acima de tudo no nosso coração e na nossa vida.

Como nos diz São Paulo: “A nossa carta sois vós, uma carta escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. É evidente que sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações” (2 Cor 3, 2-3). Vós sois uma carta de Amor escrita por Deus. Que continuem a crescer na graça e no amor do Senhor!

Foi a festa da palavra para as crianças e da bíblia para toda a comunidade e, por isso, na semana anterior, o Pe Jorge tinha pedido que todos trouxéssemos as nossas bíblias: e foram muitos aqueles que não se esqueceram.

Na homilia o Pe Jorge lembrou-nos da necessidade de, como Samuel, nos deixarmos alimentar frequentemente pela Palavra de Deus e, à semelhança de André que assim que conheceu Jesus O começou imediatamente a anunciar, termos a audácia de propor Jesus e a sua Igreja àqueles com quem nos cruzamos: «Às vezes recebo alguns e-mails que me dão muita alegria. Vou transcrever algumas linhas do último que recebi, depois de ter pedido autorização à pessoa. Dizia ela: “Sr padre, ainda não me conhece, apesar de o ter cumprimentado à saída da missa, mas era tanta gente que não pode decorar todos os rostos e nomes. Fui, a primeira vez, à igreja de São João Baptista, no Domingo passado, levado por uma amiga que me convidou e que sabia o que eu estava a viver. Já há muito tempo que não ia a uma igreja e deu-me muita paz. Ao contrário do que estava à espera, não me senti aborrecido e nem dei pelo tempo a passar. Era o dia dos Reis Magos e o seu sermão parecia que era diretamente para mim. O sr padre dizia que os Magos eram pessoas que procuravam a Deus, e por isso o encontraram, pois Ele deixa-se encontrar por quem o procura. Então também eu, de certo modo, já estava a encontrá-lo ali bem perto. Agradeci à minha amiga por me ter convidado e vou começar a ir aí, habitualmente, voltando às minhas raízes cristãs. Fiquei também agradavelmente surpreso ao vê-lo cá fora a despedir-se de cada pessoa. E essa é a razão do meu e-mail: Dizer-lhe que gostei e agradecer -lhe o seu acolhimento.”»