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Folha Paroquial – Domingo XVI do Tempo Comum- 22-07-2018

“« O Senhor é meu pastor: nada me faltará.»”

Folha Paroquial – Domingo XV do Tempo Comum- 15-07-2018

“«Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.»”

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EVANGELHO (Mc 6, 7-13 )
Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

NUEVA ETAPA EVANGELIZADORA
O papa Francisco está-nos a chamar para uma «nova etapa evangelizadora marcada pela alegria de Jesus». Em que consiste esta etapa?
Onde pode estar a sua novidade? Que havemos de mudar? Qual foi realmente a intenção de Jesus ao enviar os seus discípulos a prolongar a sua tarefa evangelizadora?
O relato de Marcos deixa claro que só Jesus é a fonte, o inspirador e o modelo da ação evangelizadora dos seus seguidores. Não farão nada em nome próprio. São « enviados» de Jesus
Não se pregarão a si mesmos: Só anunciarão o seu evangelho: Não terão outros interesses: só se dedicarão a abrir caminhos ao reino de Deus.
A única maneira de impulsionar «uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria de Jesus» é purificar e intensificar esta vinculação com Jesus: Não haverá nova evangelização se não há novos evangelizadores, e não haverá novos evangelizadores se não há contacto mais vivo, lúcido e apaixonado com Jesus: Sem ele faremos tudo menos introduzir o seu Espírito no mundo.
Ao enviá-los, Jesus não deixa os seus discípulos abandonados às suas forças: Dá-lhes “ poder”, que não é poder para controlar, governar ou dominar os outros, mas a sua força para «expulsar os espíritos imundos», libertando as pessoas do que as escraviza, oprime e desumaniza.
Os discípulos sabem muito bem em que consiste o encargo que Jesus lhes confere. Nunca o viram a governar ninguém, no sentido de querer controlar alguém. Sempre o viram foi a curar as feridas, a aliviar o sofrimento, a regenerar vidas, libertando os medos, contagiando confiança em Deus. » Curar» e «libertar» são tarefas prioritárias na atuação de Jesus. Darão um rosto radicalmente diferente à nossa evangelização.
Jesus envia-os com o necessário para o caminho. Segundo S. Marcos. Só levarão bastão, sandálias e uma túnica. Não necessitam de mais para serem testemunhas do essencial. Jesus quere-os ver livres e sem apegos; sempre disponíveis, sem se instalarem no bem-estar; confiando na força do evangelho.
Sem recuperar este estilo evangélico, não há « nova etapa evangelizadora». O importante não é pôr em marcha novas atividades e estratégias, que também são necessárias, mas desprender-nos de costumes, estruturas e servilismos que nos estão a impedir de sermos livres para contagiar o essencial do Evangelho com verdade e simplicidade.
Na Igreja perdeu-se este estilo itinerante que Jesus sugere: O seu caminho é lento e pesado. Não sabemos acompanhar a humanidade: Não temos agilidade para passar de uma cultura já passada a outra atual. Agarramo-nos ao poder que temos tido. Enredamo-nos em interesses que não coincidem com o reino de Deus. Necessitamos de conversão.
José Antonio Pagola
Por falta de tempo deixo aqui a reflexão que o teólogo espanhol Jose António Pagola faz do evangelho deste Domingo. Quem dera que, pouco a pouco, recuperemos o estilo evangélico de Jesus. Começámos ao lançar a adoração eucarística, por nos voltar para Jesus para nos «vincularmos mais a Ele, é o princípio mas falta ainda muita coisa. Que Ee nos ajude a converter-nos pessoalmente e pastoralmente.

Folha Paroquial – Domingo XIV do Tempo Comum- 08-07-2018

“«Os nossos olhos estão postos no Senhor, até que Se compadeça de nós.»”

Folha Paroquial – Domingo XIII

“«Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.»”

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«Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha f ilha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Entretanto, vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?». Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir». Mas riram-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talita Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: Levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.»

Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.
Quando em vista da preparação das missas de Domingo comecei a meditar o evangelho deste dia, fiquei logo preso com as palavras de Jairo, chefe da sinagoga, a Jesus: ««A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Fui imediatamente transportado para um caso conhecido em que a mãe, entre lágrimas angustiadas me pede frequentemente: «A minha única filha está a morrer, reze por ela.» Decidi colocá-la todos os dias no altar da Eucaristia e confiá-la ao poder de Deus. Confio-a também à oração dos leitores. Jesus é o Salvador de todo o homem e do homem no seu todo. Os dez leprosos que lhe pediram para ser curados quando iam pelo caminho para se mostrarem aos sacerdotes perceberam que estavam curados, mas só um voltou atrás reconhecendo Aquele que o curou e prostrando-se diante dele. Foram dez os curados da doença física mas só um experimentou a salvação. Os textos de hoje mostram-nos, como grande parte dos evangelhos, que Deus é um Deus que cura porque quer salvar-nos por dentro. Quer que saibamos que somos amados e que a nossa vida tem um destino de eternidade. Ele compadece-se de nós e não quer a nossa doença ou morte, como diz a primeira leitura. “Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele Se alegra com a perdição dos vivos”.
Hoje os nossos contemporâneos, mesmo os cristãos, não estamos muito à vontade com o tema da cura. Cheira-nos a charlatanismo ou exploração das fraquezas emocionais dos que estão em situação de fragilidade. Um padre dizia há tempos num sermão: «Hoje não há curas nem milagres. Isso era no tempo de Jesus». Não sei com que fé os participantes naquela missa de lá saíram. Mas uma das pessoas que ouviu e me contou disse para si mesma: “Aqui Deus morreu. Já não há nada a fazer nem a esperar». Foi o que concluíram os amigos de Jairo depois da filha ter morrido. «Já não vale a pena estares a importunar o mestre. A tua filha morreu.» Mas Jesus disse-lhe: “Não temas: crê somente.”
Cerca dum quarto dos evangelhos é consagrado à cura dos doentes, pois era o sinal por excelência de que o reino de Deus estava entre nós. E Jesus mandou a Igreja fazer o que Ele fez. Ao longo da história da Igreja nunca as curas cessaram, sinal de que Jesus está vivo. Santo Agostinho de Hipona ( 354-430), declara no seu livro a Cidade de Deus que “ ainda hoje milagres se realizam no nome de Cristo” Ele cita o exemplo de um homem cego em Milão que recuperou a vista, na sua presença. Cita igualmente uma mulher muito piedosa de uma grande linhagem- que foi curada de um cancro no seio, que os médicos diziam incurável.
Temos sido testemunhas, na paróquia de S. João Baptista, ao longo destes dois anos, de curas admiráveis pelas quais damos muitas graças a Deus. Isso tem tido como resultado as pessoas acreditarem mais no poder do Senhor e se voltarem mais para Ele. Cresceu enormemente os pedidos de oração durante as muitas horas de adoração. Se não acreditarmos e não pedirmos, não veremos a glória de Deus. Mas se acreditarmos Ele manifestará a Sua glória porque Ele quer que todos se salvem e dá-nos os sinais da sua salvação.
Não quero entrar pelo caminho fácil do curandeirismo ou charlatanismo. Sabemos que muitos por quem rezamos, não se curam, porque a cura não é um fim em si mesmo. As curas de Jesus estão ordenadas a qualquer coisa de mais importante, o reino de Deus, o anúncio de um mundo onde todos os sofrimentos serão abolidos, pois como diz a primeira leitura, «Deus criou o homem para ser incorruptível e fê-lo à imagem da sua própria natureza». As curas são uma luz neste mundo a apontar para o mundo novo onde já não haverá mais doença, mais dor, mais morte.
A cura maior da nossa vida é a libertação do pecado e viver em harmonia e paz com Deus. Conhecemos muita gente de corpo são que está bastante doente e gente de corpo doente que vende alegria e paz, mas nada disto contradiz a importância de rezarmos pelos irmãos que nos pedem oração, pois muitos chegarão à fé ao experimentarem a solicitude misericordiosa de Deus para com eles. Frequentemente há pessoas que vêm ter com o sacerdote com pedidos que revelam uma crença não muito «católica». Pedem para benzer as casas porque andam lá coisas esquisitas, querem uma bênção porque acham que têm qualquer coisa que as anda a tentar. Muitas vezes lhes digo: “Vou rezar por si, não porque acredito que tenha alguma coisa disso, mas porque está a sofrer e precisa da graça de Deus. E então, ali mesmo, rezo com ela e por ela. Jesus disse: Não rejeitarei nenhum dos que vêm a Mim e nós temos de fazer o mesmo. E como dizia o P. Tardiff, «Não interessa a razão que as traz que pode ser errada, mas o que importa é como regressam.» Temos de acreditar mais no poder da oração feita com fé e confiança. A doença, seja ela psíquica, física ou espiritual, é um mal que existe no mundo que Deus não deseja para nós. Por isso é que a quantos sofrendo lhe pediam ajuda, Jesus compadecia-se da sua situação e a ninguém disse: «Olha carrega o sofrimento que é para desconto dos teus pecados». O leproso chegou junto d’Ele e disse-lhe: «Senhor, se tu quiseres podes curar-me”. E imediatamente ouviu a resposta: « Sim, quero, fica limpo».
Se é verdade que o sofrimento não vem de Deus, também é verdade que muitas vezes é através dele que encontramos a Deus. Muitas vezes é na experiência da nossa condição frágil como Jairo, ou a mulher com o fluxo de sangue, que nos aproximamos d’Ele e encontramos mais do que procurávamos. Procurávamos a cura do corpo e encontrámos a salvação do corpo e da alma que é muito mais. Bendito seja Deus que é nosso salvador.

Folha Paroquial – Domingo XII – Solenidade do Nascimento de São João Baptista

“«O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe»…”

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«Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João».
Todos ficaram admirados. Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos.
Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.»

O sentido teológico e antropológico da festa
As festas de S. João Baptista são como que a porta de entrada das festas religiosas do verão que se vão sucedendo nas nossas aldeias, vilas e cidades.
Celebrar a alegria da vida, o reconhecimento e a gratidão a Deus pela criação, fez sempre parte, até hoje, das diversas culturas, tanto no paganismo como no cristianismo. É um dado antropológico e cultural. O homem precisa de celebrar. Digo «até hoje», porque na sociedade tecnicista em que vivemos o homem atual parece perder a capacidade de celebrar a festa. O trabalho e a produção eficaz fazem os seres humanos entrar num frenesim que os torna incapazes de celebrar a alegria da vida.
Hoje, os dias de festa são vistos mais como dias sem trabalho, feriados, do que festas. Assim, a festa deixa de ter conteúdo e fica vazia sendo substituída pelo turismo, viagens sem parar, ou fuga para os locais de divertimento, como as discotecas e outros locais.
Mas a festa é muito mais do que um dia feriado ou do que férias. O importante é “viver em festa por dentro. Saber celebrar a vida, abrir-nos ao dom do criador. Despertar o melhor que há em nós e que fica obscurecido pela superficialidade, a atividade e o ritmo agitado do dia a dia.” (Jose Pagola).
A Igreja ao evangelizar a cultura pagã, transformou as festas pagãs em festividades em honra de Cristo, de Nossa Senhora ou dos santos e, graças a estas festas religiosas, o povo, ao longo de muitos anos, aprofundou e alimentou a sua fé e sentiu o desafio à conversão e santidade. Lembro-me que em criança as festas eram antecedidas de tríduos preparatórios. Muita gente se preparava para viver cristãmente a festa confessando-se e comungando. Ainda hoje os mais velhos assim fazem. Como diz D. Jorge Ortiga, «hoje os tempos são outros, mas o testemunho dos santos é algo intemporal. Quando evocamos os santos e repassamos a sua vida, estamos a colocar a nossa própria vida em questão, estamos a criar oportunidades para arrepiar novos caminhos de santidade, isto é, de aproximação aos nossos anseios mais íntimos e, por isso, queremos, ou devemos querer, alimentar e aprofundar a fé.” Quando festejamos S. João Batista, como é agora o caso, podemos ser tocados com o seu exemplo: Ele foi um homem de fé e de coragem. Reconheceu, antes de todos os outros, que Jesus era o Cristo ou Messias. Foi humilde e soube retirar-se no momento certo, o que não é nada fácil. Falou daquilo que era essencial com palavras que todos entendiam. Viveu para Deus até ao martírio e Deus deu-lhe a vida eterna. O Anjo do Senhor diz a Zacarias, no Evangelho de hoje, que João “será motivo de grande alegria e muitos hão-de alegrar-se com o seu nascimento”. Nós, em festa, alegramo-nos com o seu nascimento e desejamos aprender com Ele a saber falar de Jesus com palavras que todos entendam, mas sobretudo com uma vida simples e coerente.
Os textos da missa de hoje falam-nos ainda de um aspeto importante da nossa fé: A vocação e a missão. O livro de Isaías começa assim “O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe”…Mas se isso é bem notório acerca de João Baptista e de muitos outros personagens bíblicos, temos mais dificuldades em pensar que Deus faz o mesmo com cada um de nós. Acreditamos que Ele também nos chamou desde o ventre materno e que nos confia uma missão neste mundo diferente para cada um? Se para João Baptista foi importante saber qual era a sua missão para se focar nela, também o é para cada um de nós.

Quando descobrimos a nossa missão neste mundo e a levamos a sério, tornamo-nos audazes e criativos, transformadores desse mundo. Compete-nos ir descobrindo, ao longo da vida, o que quer Deus de nós, qual a missão que Ele nos confia. João Baptista foi para o silêncio do deserto para ouvir melhor a voz de Deus e receber d’Ele a Palavra e a força para viver a sua missão.
Também nós precisamos deste silêncio para nos encontramos com a nossa vocação e a nossa missão. E não só nós como indivíduos, mas também cada instituição precisa de descobrir a missão para que existe para se focar nela e não se dispersar em todas as direções. O Papa Francisco lembra muita vez que a Igreja não é nenhuma ONG (organização não governamental), porque quando a Igreja deixa de anunciar o evangelho que é a sua principal missão, começa a dispersar-se em muitas coisas que são boas também, mas não são a razão pela qual existe.
Mas para além deste aspeto central da festa, há o aspeto da alegria gerada pela comunhão fraterna. Aqueles que celebraram juntos a Eucaristia continuam agora no exterior a festa da amizade e da fraternidade, através da comida, da bebida e do lúdico.
O Papa Francisco escreveu que “a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (Evangelii Gaudium, 1). Um santo triste é um triste santo, diz o povo. A festa é uma oportunidade de saborear a beleza da vida que, mesmo com agruras e dificuldades, não deixa de ser bela quando temos fé e temos ao nosso lado os amigos e os irmãos.
Desejamos a todos os irmãos da paróquia de S. João Baptista que aproveitem bem a festa para os dois aspetos que aqui realço: Aprender com o padroeiro a amar e a servir a Deus, e a confraternizar com os irmãos, acolhendo a todos, dando testemunho da alegria de se sentir membro da Igreja.

Folha Paroquial – Domingo XI

“«É bom louvar-Vos, Senhor.»”

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«Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.»

Depois de semeado, começa a crescer
Em todo o Novo Testamento e, particularmente nas parábolas de Jesus, a ideia de crescimento do reino é uma constante: A primeira parábola de hoje, a da semente do trigo, acentua a ideia do espanto do agricultor que vê a planta desenvolver-se, passando pelas várias etapas da sua maturação sem ele saber como. Ele sabe que semeou a semente, mas reconhece que o que fez é quase nada diante do mistério daquele desenvolvimento que começa por dar, primeiro a planta, depois a espiga e por fim o trigo maduro na espiga. O agricultor não nos dá a ideia de ser alguém ansioso e perturbado; pelo contrário, ele dorme descansado, pois levantando-se pela manhã, e olhando a planta depara-se sempre com a alegria de ver a planta a crescer e a desenvolver-se. Este agricultor parece mais um contemplativo do poder daquela semente que traz consigo uma força misteriosa, uma graça de crescimento.
Jesus serve-se da natureza para explicar os mistérios do reino: Diz ele: «observai como crescem os lírios do campo…”
A segunda parábola, do grão de mostarda, acentua a ideia do crescimento: Começa por sublinhar a pequenez e a modéstia da semente: “Ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra”, para depois mostrar como a pequenez não é nenhum problema e que pode ser mesmo um bem. “Depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra”. ( Ef 3,21)
Paulo, na Carta aos Efésios, medita sobre o mistério da Igreja em crescimento e diz «Em Cristo qualquer construção bem ajustada, cresce para formar um templo santo no Senhor.” E mais à frente acrescenta: «É por Ele que o corpo inteiro, coordenado e unido, por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico segundo a atividade de cada uma das partes, a fim de se edificar na caridade.» (Ef 4,16)
S. Lucas observa a Igreja em crescimento nos primórdios do anúncio do Evangelho e diz-nos nos Atos dos Apóstolos, que «O Senhor aumentava todos os dias os que entravam no caminho da salvação”.
Se a Igreja é um corpo vivo, como diz S. Paulo, então só pode crescer. A Igreja de Jesus desde o princípio traz consigo o poder da semente de mostarda, o gene do crescimento, porque a Igreja é um corpo vivo só pode crescer desde que esteja são.
Há muita gente que aceita de braços cruzados o declinar inexorável e fatal da Igreja no mundo. Eu, ao contrário, creio que estamos a viver tempos belos em que, embora menos numericamente, somos chamados a ter a força e o poder do fermento para levedar o mundo. E o fermento é pequeno mas tem uma força enorme para gerar o crescimento.
Rezemos para que a nossa comunidade se torne cada vez mais disponível à graça divina sendo comunidade orante, fraterna, sólida na fé, servidora da caridade e pronta para anunciar o evangelho. Quanto mais colaborarmos com a graça de Cristo mais cresceremos interiormente e como consequência também exteriormente.

São João Baptista – Festas 2018

Não faltes! Contamos contigo!

Folha Paroquial – Domingo X

“«No Senhor está a misericórdia e abundante redenção.»”

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«Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois se dizia: «Está fora de Si». Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não
pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode durar. Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa. Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado para sempre». Referia-Se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro». Entretanto, chegaram sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, O mandaram chamar. A multidão estava sentada em volta d’Ele, quando Lhe disseram: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura». Mas Jesus respondeu-lhes: «Quem é minha Mãe e meus irmãos?». E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: «Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe».»

A serpente enganou-me e eu comi.
Sempre que nos afastamos de Deus e não cumprimos a sua vontade, fazendo o mal contra a lei de Deus, contra os outros e contra nós mesmos, vemos que, afinal, a promessa de sermos felizes com o cometimento desse mal, não se confirmou. Foi uma mentira. O mal tenta-nos, aliciando-nos, mas depois deixa-nos entregues à nossa tristeza e ao nosso vazio.
Creio que, na vida moderna, deixamo-nos enganar por muitas vozes tentadoras que nos aliciam, nos prometem o paraíso da felicidade e nos inserem num mundo frenético para não pensarmos e nos deixarmos levar sem escutar o nosso interior. O barulho ensurdecedor e contínuo é um dos grandes enganos da serpente, nos tempos modernos, porque nos afasta de Deus, dos outros e de nós mesmos, para não vivermos segundo Deus e a Sua vontade.
Depois da cirurgia em que me arrancaram o pólipo da corda vocal tive que estar uma semana sem falar. Refugiei-me na Figueira da Foz e aproveitei para ir visitar as pequenas propriedades que os meus pais me deixaram e que agora são pinhais e eucaliptais. Foi bom ouvir o som do silêncio, apenas entrecortado pelo murmúrio do vento nas folhas das árvores ou de um réptil que fugia apressado à minha passagem e, ainda, de um javali assustado que me surpreendeu de repente. Trazia comigo, para todo o lado, o livro «A força do silêncio» que me ajudava a entrar dentro de mim para ouvir a voz sussurrante do Espírito. E dizia o autor, o cardeal Sarah, «o silêncio da vida quotidiana é uma condição indispensável para viver com os outros. Sem a capacidade de fazer silêncio, o homem não é capaz de ouvir o que o rodeia, amá-lo e compreendê-lo. A caridade nasce do silêncio. Procede de um coração silencioso capaz de escutar, de ouvir e de acolher (…) sem silêncio não há repouso, nem serenidade, nem vida interior (…) Hoje, num mundo com tanta tecnologia e tanta coisa para fazer, como se pode encontrar o silêncio? O barulho cansa, e temos a sensação de que o silêncio se tornou num oásis inatingível. As cidades tornaram-se fornalhas barulhentas onde nem a noite é poupada às agressões sonoras. Sem barulho, o homem pós moderno cai numa inquietude surda e lancinante. Está habituado a um barulho de fundo permanente, que o faz adoecer mas lhe dá segurança.”(Sarah, Roberto, a força do silêncio, ed Lucerna)Penso que a falta de silêncio na nossa vida é uma das causas importantes para muitos deixarem a fé, pois deixaram de experimentar o divino, deixarem de perder contacto com o mistério que os habita e a vida cai em trivialidade e sem sentido.
Na sua aparência festiva, o barulho é um turbilhão que evita ao homem enfrentar-se a si próprio. A agitação torna-se um tranquilizante, um sedativo, uma injeção de morfina, mas esse barulho é um medicamento perigoso e ilusório, uma mentira diabólica que permite que o homem não se confronte com o seu vazio. Quando vivemos sem interioridade, perde-se o respeito pela vida, pelas pessoas e pelas coisas pois, como disse em cima, sem o silêncio não somos capazes de escutar os outros e de ouvir o que nos rodeia. Mas sobretudo nos tornamos incapazes de escutar o mistério que habita no mais fundo da nossa alma.
Mas há uma esperança! É que apesar do homem moderno resistir à profundidade, não estar disposto a cuidar da sua vida interior, começa a sentir-se insatisfeito. Não sabe bem donde vem essa insatisfação mas sabe que lhe falta algo que a vida quotidiana não lhe está a proporcionar. E essa insatisfação é uma graça, pois torna-se um grito, uma ânsia que pode ser o princípio da salvação. Ainda esta semana atendi duas pessoas que estavam nesta situação e foi a insatisfação que os levou a procurar falar com um sacerdote.
Estou convencido que o silêncio da adoração eucarística ajudará a muitos a encontrar o mistério de Deus que os habita e a serem cada vez mais felizes porque se encontram com o mistério. E de um modo especial os que adoram durante a noite em que o total silêncio exterior é um caminho propício para o silêncio interior. O Espírito Santo conduz-nos à nossa interioridade onde Ele habita e aí O podemos encontrar. Pelo contrário, pecar contra o Espírito Santo seria carregar com o nosso pecado para sempre e fechar o nosso interior a Deus e à verdade. Diz o teólogo José Pagola: «O Espírito pode despertar em nós o desejo de lutar por algo mais nobre e melhor do que o trivial de cada dia. Pode dar-nos a audácia necessária para iniciar um trabalho interior em nós. O Espírito pode fazer brotar uma alegria diferente em nosso coração; pode vivificar a nossa vida envelhecida; pode acender em nós o amor inclusivamente para com aqueles por quem não sentimos o menor interesse.
O Espírito Santo habita o coração de cada homem. Oremos para que ninguém permaneça para sempre surdo ao seu murmúrio interior que clama por nós.

Folha Paroquial – Domingo IX

“«Exultai em Deus, que é o nosso auxílio.»”

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«Passava Jesus através das searas, num dia de sábado, e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido». Respondeu-lhes Jesus: «Nunca lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros tiveram necessidade e sentiram fome? Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e os deu também aos companheiros». E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado». Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada. Os fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l’O. Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: «Levanta-te e vem aqui para o meio». Depois perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Mas eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão. Ele estendeu-a e a mão ficou curada. Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.»

Hoje os textos falam-nos do mandamento do decálogo de guardar o sábado como o dia consagrado ou santificado para o Senhor. Na versão do livro do Deuteronómio está bem explícito o sentido libertador do sábado. “Não farás nele qualquer trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem nenhum dos teus animais, nem o estrangeiro que mora contigo. Assim, o teu escravo e a tua escrava poderão descansar como tu.”
Com um dia de descanso tanto os homens livres, como os estrangeiros, os escravos e até os animais podiam repousar. É como se toda a criação fosse convidada a um dia de interrupção do trabalho para repousar da fadiga e voltar-se para o alto para render graças ao Criador.
O sábado é assim um dia humanizante e libertador, pois permite a todos, até aos oprimidos, ter uma pausa na sua opressão e no peso do fardo que carregam. Mas esse sentido é ainda mais profundo porque não se trata só de descansar, mas de olhar para Deus, adorá-Lo, reconhecê-Lo, e quando fazemos isso, reconhecemos também a nossa dignidade humana e que fomos feitos não só para trabalhar e comer, mas que somos imagem de Deus, criados para viver uma relação com Ele, para responder à proposta de Aliança de amor que Ele nos faz.
O povo da Antiga Aliança levou este mandamento tão a preceito que o absolutizaram e já não se podia fazer nada ao sábado e aquilo que surgiu para humanizar e glorificar a Deus tornou-se por vezes desumanizante porque opressivo. Jesus cumpria o sábado porque sabia que ele era de extrema importância; o que censurava era o fundamentalismo em relação ao sábado. «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Se o sábado era para libertar, quando, para o cumprir não se salvava uma vida, então estava a violar-se o sentido originário do sábado.
Uma das perguntas que muitas vezes as pessoas fazem é esta: Se Bíblia manda guardar o sábado, se Jesus e os apóstolos que eram judeus guardaram o sábado porque é que nós guardamos o Domingo?
A razão principal é que foi no dia a seguir ao sábado, o oitavo dia ou 1º da semana, que Cristo ressuscitou vitorioso do sepulcro, inaugurando assim a “Nova Criação” liberta do pecado. O Dia do Senhor, Domingo, é a plenitude do Sábado da Antiga Aliança, da mesma forma como o Novo Testamento é a plenitude e o cumprimento do Antigo, e Cristo é a consumação de toda a história da salvação, desde Adão até ao fim dos tempos e o Juízo final.
Devido à Tradição Apostólica, que tem origem no próprio dia da ressurreição do Cristo Salvador, a Igreja celebra o Mistério Pascal no dia que desde o início foi chamado “Dia do Senhor” ou “Domingo” (da mesma raiz semântica de ‘Senhor’/Dominus). O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da Criação, e o “oitavo dia”, em que Cristo, depois de sua Morte Sacrificial e “repouso” no grande Sábado, inaugura o “Dia que o Senhor fez para nós”, o “Dia que não conhece ocaso” S. Justino (165), Mártir legou-nos também o seu testemunho: “Reunimo-nos todos no ‘Dia do Sol’, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos.” (Apologia 1,67)
Portanto, o Domingo é uma tradição que nos vem dos Apóstolos e tem origem divina. E também desde o princípio o Domingo tem no seu centro a celebração do mistério pascal do Senhor, isto é, a Eucaristia. O Senhor bispo disse na sua homilia de quinta feira , Corpo de Deus:
Desde a última Ceia de Jesus que a celebração da santa missa teve sempre um lugar central na vida do Povo de Deus. Ela constitui o momento mais significativo da sua fé e o sacramento maior da sua vida, porque é presença real de Cristo morto e ressuscitado sem a qual não há Igreja e porque congrega os cristãos numa família unida pelos laços da comunhão divina e humana, conduzidos pela Palavra do Senhor e alimentados pelo Pão do Céu.
Ao longo dos séculos e ainda hoje, a participação na Eucaristia dominical constitui um momento essencial da manifestação e preservação da identidade cristã. Não há Igreja sem Eucaristia e não se pode ser cristão sem se celebrar a Eucaristia, esse único mistério da comunhão de Deus connosco, de nós com Deus e uns com os outros.
Quando se abandona a frequência semanal da Eucaristia, perde-se o sentido de pertença a Cristo e enfraquece o sentido da fidelização à sua Igreja, deixa-se de alimentar a fé sobrenatural, quebram-se os laços de pertença à comunidade cristã nas suas diversas realizações, a comunidade local, paroquial ou diocesana e a comunidade católica ou universal.”
A perda do sentido da centralidade da Eucaristia na vida dos cristãos é, já em si mesma, um sintoma da falta de vitalidade da fé e, por sua vez, provoca um crescente esvaziamento do conteúdo essencial da mesma fé, juntamente com uma contínua desagregação da Igreja.
(…)
A missa do domingo, dignamente celebrada na igreja paroquial, com a participação da multiplicidade dos fiéis, deve ser o momento mais cuidado de toda a ação pastoral da comunidade. (…)
Redescubramos a alegria do encontro com Cristo no Santíssimo Sacramento, por meio da adoração pessoal e comunitária, no silêncio orante, repetindo no coração as palavras fundantes pronunciadas por Jesus, que dizem a totalidade da sua entrega ao Pai para nossa salvação: “Isto é o Meu Corpo; este é o cálice do Meu Sangue”.

Viagem a Lisboa – 9 Jun 2018

08H30 – Saída de Coimbra
11h00 – Visita à Estufa fria
– Almoço livre
17H00- Teatro Politeama – 
EU SAIO NA PRÓXIMA E VOCÊ? (Marina Mota e João Baião)
Regresso a Coimbra no final do espetáculo 
Inscrições: Secretaria Igreja São José ( 239 712 451)
Secretaria Igreja São João Baptista ( 239 405 706)