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Folha Paroquial nº 108 *Ano III* 19.01.2020 — DOMINGO II do TEMPO COMUM

«Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO ( Jo 1, 29-34 )
Naquele tempo, João Baptis-ta viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Isra-el que eu vim batizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espíri-to Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou na batizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e per-manecer é que batiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemu-nho de que Ele é o Filho de Deus».»

MEDITAÇÃO
A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DA IGREJA E DE CADA CRISTÃO
Sempre que houve na minha história pessoal, alguma mudança re-novadora, foi fruto de uma Palavra de Deus que iluminou a minha mente e o meu coração. Aos 19 anos, quando andava confuso e dividido entre ser padre ou seguir outros caminhos nos quais me sentia aprisionado, houve uma Palavra, da Bíblia, que percebi que era para mim, logo que os meus olhos caíram nela. Dizia: «O reino dos céus é semelhante a um homem que encontrou um grande tesouro no seu campo, quando o encontro ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía para adquirir esse campo”. Santa Teresinha do Menino Jesus conta-nos como o capítulo 13 da carta aos Coríntios a iluminou para encontrar a sua vocação na Igreja. A Palavra de Deus tem sido a luz a iluminar o caminho de multidões e multidões ao longo dos séculos. Ela é misteriosa. A carta aos He-breus, diz-nos que ela «é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do corpo, das articu-lações e das medulas, e discerne os sentimentos e intenções do coração».
Algumas pessoas pensam e dizem: “A Bíblia? Um livro tão antigo e ainda por cima escrito numa cultura tão distante e diferente da nossa, o que pode dizer ao homem da era tecnológica? No entanto, temos de admitir que ela continua a atrair a humanidade. O sinal disso, é que continua a ser o livro mais vendido no mundo, todos os anos, desde sempre. Não há nenhum que se lhe compare. Em cada ano mais de cem milhões de Bíblias são vendidas e oferecidas. Não pode fazer parte da lista dos best-seller pois não tinha piada ser sempre o mesmo todos os anos. Porque é que num mundo que parece ser tão indiferente a um Deus pessoal, a Bíblia continua a ser imensamente vendida e a um ritmo sempre crescente? A razão está numa frase da própria Bíblia proferida por Jesus ao tentador: «Nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.»
Se nos contentássemos em comer, beber, ter uma casa, ter saúde e dinheiro, não pre-cisávamos da Bíblia mas «nem só de pão vivemos». Dentro de nós existe uma inquietação que nos leva a beber na fonte que é a Bíblia. E é ela própria que nos diz: «Feliz o homem que se com-praz na Lei do Senhor e nela medita dia e noite. É como árvore plantada à beira das águas correntes. Dá fruto a seu tempo e a sua folhagem não murcha.»
Donde vem a importância desta palavra? O que tem ela de especi-al? É a própria Sagrada Escritura que responde: «Toda a escritura é inspirada por Deus», quer dizer, é como um respirar do pensamen-to de Deus. É claro que houve muitos autores humanos. Ao longo de um período de 1.600 anos houve pelo menos quarenta autores. Houve reis, pobres, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, histo-riadores, médicos. Eles escreveram diversos tipos de literatura, tal como história, poesia, profecia, cartas. Por isso é 100% escrito por autores humanos mas é também 100% inspirado por Deus. Como pode ser isso? Vamos a uma imagem: O projeto de arquitetura da Igreja Paroquial de S. José foi terminado em 1953, sendo seu autor o Arquiteto Álvaro da Fonseca. Toda a igreja foi desenhada e pensa-da por ele e, por isso, conhecemos o seu nome. Mas quase de cer-teza ele não colocou uma única pedra ou tijolo ou madeira na igre-ja. Isso foi obra dos pedreiros, carpinteiros, pintores etc. Ela é 100% obra de Álvaro da Fonseca mas é também 100% realização de todos os que trabalharam para a edificar. Neste caso só conhecemos o nome do autor do projeto, os outros ficaram no anonimato. Mas sem eles ela não se faria. No caso da Bíblia conhecemos o autor do projeto, Deus, mas até conhecemos alguns dos autores huma-nos tanto do Antigo como do Novo Testamento.
A Bíblia é como uma longa carta do amor de Deus pelos homens. Por isso quando a lemos, ela edifica-nos, anima-nos, dá-nos paz, alegria, leva-nos ao perdão, desperta o que há de melhor em nós, e, no fundo, humaniza-nos e diviniza-nos. O papa Bento XVI escreveu em 2009 uma exortação apostólica sobre a palavra de Deus intitulada Verbum Domini. Aí afirma: «A Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela. Ao longo de todos os séculos da sua história, o Povo de Deus encontrou sempre nela a sua for-ça, e também hoje a comunidade eclesial cresce na escuta, na celebração e no estudo da Palavra de Deus. Há que reconhecer que, nas últimas décadas, a vida eclesial aumentou a sua sensibili-dade relativamente a este tema, com particular referência à Reve-lação cristã, à Tradição viva e à Sagrada Escritura.» Ao proclamar o Domingo da Palavra o papa Francisco pretende dar continuidade a este amor à Palavra de Deus por parte dos fieis para que todos sejamos melhor alimentados pelo alimento que dá a Vida em abundância.

Domingo da Palavra de Deus – “Aperuit illis”

Com o Motu Proprio “Aperuit illis“, o Santo Padre estabelece que “o III Domingo do Tempo Comum seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”.

Com este documento, o Santo Padre estabelece que “o III Domingo do Tempo Comum seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”. O Motu Proprio foi publicado no dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de São Jerônimo, início dos 1.600 anos da morte do conhecido tradutor da Bíblia em latim que afirmava: “A ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”.

Jesus abre as mentes para a compreensão das Escrituras

Francisco explica que com esta decisão quis responder aos muitos pedidos dos fiéis para que na Igreja se celebrasse o Domingo da Palavra de Deus. A carta começa com a seguinte passagem do Evangelho de Lucas (Lc 24,45): “Encontrando-se os discípulos reunidos, Jesus aparece-lhes, parte o pão com eles e abre-lhes o entendimento à compreensão das Sagradas Escrituras. Revela àqueles homens, temerosos e desiludidos, o sentido do mistério pascal, ou seja, que Ele, segundo os desígnios eternos do Pai, devia sofrer a paixão e ressuscitar dos mortos para oferecer a conversão e o perdão dos pecados; e promete o Espírito Santo que lhes dará a força para serem testemunhas deste mistério de salvação.”

Redescoberta da Palavra de Deus na Igreja

O Papa recorda o Concílio Vaticano II que “deu um grande impulso à redescoberta da Palavra de Deus com a Constituição Dogmática Dei Verbum”, e Bento XVI que convocou o Sínodo, em 2008, sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” e escreveu a Exortação Apostólica Verbum Domini, que “constitui um ensinamento imprescindível para as nossas comunidades”. Nesse documento, observa, “aprofunda-se o caráter performativo da Palavra de Deus, sobretudo quando o seu caráter sacramental emerge na ação litúrgica”.

Uma Palavra que impulsiona rumo à unidade

“O Domingo da Palavra de Deus”, sublinha o Pontífice, “situa-se num período do ano que convida a reforçar os laços com os judeus e a rezar pela unidade dos cristãos”: “Não é uma mera coincidência temporal: celebrar o Domingo da Palavra de Deus expressa um valor ecuménico, porque as Sagradas Escrituras indicam para aqueles que se colocam à escuta o caminho a ser percorrido para alcançar uma unidade autêntica e sólida”.

Como celebrar o Domingo da Palavra de Deus

Francisco exorta a viver esse domingo “como um dia solene. Entretanto será importante que, na celebração eucarística, se possa entronizar o texto sagrado, de modo a tornar evidente aos olhos da assembleia o valor normativo que possui a Palavra de Deus (…). Neste Domingo, os Bispos poderão celebrar o rito do Leitorado ou confiar um ministério semelhante, a fim de chamar a atenção para a importância da proclamação da Palavra de Deus na liturgia. De fato, é fundamental que se faça todo o esforço possível no sentido de preparar alguns fiéis para serem verdadeiros anunciadores da Palavra com uma preparação adequada (…). Os párocos poderão encontrar formas de entregar a Bíblia, ou um dos seus livros, a toda a assembleia, de modo a fazer emergir a importância de continuar na vida diária a leitura, o aprofundamento e a oração com a Sagrada Escritura, com particular referência à lectio divina.

Bíblia, livro do Povo de Deus não de poucos privilegiados

“A Bíblia”, escreve o Papa, “não pode ser património só de alguns e, menos ainda, uma colectânea de livros para poucos privilegiados (…). Muitas vezes, surgem tendências que procuram monopolizar o texto sagrado, desterrando-o para alguns círculos ou grupos escolhidos. Não pode ser assim. A Bíblia é o livro do povo do Senhor que, escutando-a, passa da dispersão e divisão à unidade. A Palavra de Deus une os fiéis e faz deles um só povo”.

Importância da homilia para explicar as Escrituras

Também nessa ocasião, o Papa reitera a importância da preparação da homilia: “Os Pastores têm a grande responsabilidade de explicar e fazer compreender a todos a Sagrada Escritura (…) com uma linguagem simples e adaptada a quem escuta (…). Para muitos dos nossos fiéis, esta é a única ocasião que têm para captar a beleza da Palavra de Deus e a ver referida à sua vida diária (…). Não se pode improvisar o comentário às leituras sagradas. Sobretudo a nós, pregadores, pede-se o esforço de não nos alongarmos desmesuradamente com homilias enfatuadas ou sobre assuntos não atinentes. Se nos detivermos a meditar e rezar sobre o texto sagrado, então seremos capazes de falar com o coração para chegar ao coração das pessoas que escutam”.

Natureza da Bíblia entre história e salvação

Recordando o episódio dos discípulos de Emaús, o Papa recorda também “como seja indivisível a relação entre a Sagrada Escritura e a Eucaristia”. Cita a Constituição Apostólica Dei Verbum que ilustra “a finalidade salvífica, a dimensão espiritual e o princípio da encarnação para a Sagrada Escritura”. “A Bíblia não é uma colectânea de livros de história nem de crónicas, mas está orientada completamente para a salvação integral da pessoa. A inegável radicação histórica dos livros contidos no texto sagrado não deve fazer esquecer esta finalidade primordial: a nossa salvação. Tudo está orientado para esta finalidade inscrita na própria natureza da Bíblia, composta como história de salvação na qual Deus fala e age para ir ao encontro de todos os homens e salvá-los do mal e da morte”.

Papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura

“Para alcançar esta finalidade salvífica, a Sagrada Escritura, sob a ação do Espírito Santo, transforma em Palavra de Deus a palavra dos homens escrita à maneira humana. O papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura é fundamental. Sem a sua ação, estaria sempre iminente o risco de ficarmos fechados apenas no texto escrito, facilitando uma interpretação fundamentalista, da qual é necessário manter-se longe para não trair o caráter inspirado, dinâmico e espiritual que o texto possui. Como recorda o Apóstolo, «a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida».”

Magistério inspirado pelo Espírito Santo

O Papa recorda a afirmação importante dos Padres conciliares “segundo a qual a Sagrada Escritura deve ser «lida e interpretada com o mesmo Espírito com que foi escrita». Com Jesus Cristo, a revelação de Deus alcança a sua realização e plenitude; e, todavia, o Espírito Santo continua a sua ação. De facto, seria redutivo limitar a ação do Espírito Santo apenas à natureza divinamente inspirada da Sagrada Escritura e aos seus diversos autores. Por isso, é necessário ter confiança na ação do Espírito Santo que continua a realizar uma sua peculiar forma de inspiração, quando a Igreja ensina a Sagrada Escritura, quando o Magistério a interpreta de forma autêntica e quando cada fiel faz dela a sua norma espiritual.”

A fé bíblica funda-se na Palavra viva

Falando sobre a encarnação do Verbo de Deus que “dá forma e sentido à relação entre a Palavra de Deus e a linguagem humana, com as suas condições históricas e culturais”, o Papa ressalta que “muitas vezes corre-se o risco de separar Sagrada Escritura e Tradição, sem compreender que elas, juntas, constituem a única fonte da Revelação (…). A fé bíblica funda-se sobre a Palavra viva, não sobre um livro. Quando a Sagrada Escritura é lida com o mesmo Espírito com que foi escrita, permanece sempre nova”. Assim, “quem se alimenta dia a dia da Palavra de Deus torna-se, como Jesus, contemporâneo das pessoas que encontra; não se sente tentado a cair em nostalgias estéreis do passado, nem em utopias desencarnadas relativas ao futuro”.

Sair do individualismo e viver na caridade

“Por isso, é necessário que nunca nos abeiremos da Palavra de Deus por mero hábito, mas nos alimentemos dela para descobrir e viver em profundidade a nossa relação com Deus e com os irmãos. A Palavra de Deus apela constantemente para o amor misericordioso do Pai, que pede a seus filhos para viverem na caridade. A Palavra de Deus é capaz de abrir os nossos olhos, permitindo-nos sair do individualismo que leva à asfixia e à esterilidade enquanto abre a estrada da partilha e da solidariedade.

A carta se conclui com uma referência a Maria que nos acompanha “no caminho do acolhimento da Palavra de Deus”. “A bem-aventurança de Maria antecede todas as bem-aventuranças pronunciadas por Jesus para os pobres, os aflitos, os mansos, os pacificadores e os que são perseguidos, porque é condição necessária para qualquer outra bem-aventurança.”

Peregrinação à Polónia no centenário nascimento S. João Paulo II

1º dia – Coimbra – Varsóvia
2º dia – Visita Gdansk
3º dia – Visita do mosteiro palotino de Jasna Gora
4º dia – Zakopane / Kalwaria Zebrzydowska / Cracóvia
5º dia – Wieliczaka
6º dia – Auchwitz / Wadovice
7º dia – Varsóvia
8º dia – Niopokalanow (S Maximiliano Kolbe) e regresso

1630€ / pessoa
Acompanhamento pelo P Jorge Silva Santos
Mais informações:
Maria Manuela Afonso : 912 395 972
SJBaptista : 239 405 706
SJosé : 239 712 451
Panfleto: https://tinyurl.com/t57e6k5

Peregrinação Jordânia e Terra Santa

1º dia – viagem para Jerusalém
2º dia – Monte das Oliveiras e outros
3º dia – Monte Sião, Sala da Última Ceia, Túmulo do Rei David, Igreja de São Pedro, Via Dolorosa, Santo Sepúlcro, entre outros.
4º dia – Visita a Belém e da Gruta da Natividade, entre outros
5º dia – Deserto da Judeia, Mar Morto e Monte Nebo, entre outros.
6º dia – Petra e Nazaré
7º dia – Monte Tabor, Lago de Tiberiades, Rio Jordão, Caná, entre outros
8º dia – Visita dos locais relacionados com a Sagrada Família.

Preço: 1870€
Mais informações:
Maria Manuela Afonso : 912 395 972
SJBaptista : 239 405 706
SJosé : 239 712 451

Panfleto com todas as informações: https://tinyurl.com/rzktu7b

Folha Paroquial nº 107 *Ano III* 12.01.2020 — BAPTISMO DO SENHOR

«O Senhor abençoará o seu povo na paz.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 2, 1-12)
Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser batizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Je-sus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi batizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».»

MEDITAÇÃO
DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS
No passado dia 30 de Setembro de 2019, foi divulgada a carta apos-tólica do Papa Francisco, sob forma de motu proprio “Aperuit illis”, na qual institui o terceiro domingo do tempo comum como o do-mingo da Palavra de Deus. O santo padre faz referência à experiên-cia dos discípulos de Emaús com Jesus, que ao apresentar a escritu-ra lhes aquece os corações e lhes abre os olhos ao partir do pão (Lc 24, 45). O contato pessoal com a sagrada escritura leva cada um de nós a descobrir que Jesus está vivo e ressuscitado. Esta novidade não pode ficar no silêncio do nosso coração, e por isso deve ser anunciada através do ensino da palavra e da evangelização. Este dia tem, portanto, o objetivo de levar a comunidade cristã a celebrar a Palavra de Deus, obtendo uma maior reflexão e divulgação, tornan-do a sagrada escritura próxima e acessível a todos, através das cele-brações e reflexões.
Hoje, celebramos o batismo do Senhor. A primeira leitura do profe-ta Isaías fala-nos, de forma profética, da pessoa de Jesus, que é o eleito de Deus em quem repousa o Espírito que o leva a ser Luz para as nações, a abrir os olhos aos cegos e a libertar os cativos. Este Jesus que o profeta anuncia é o mesmo apresentado por João Batis-ta e confirmado pela voz de Deus que se faz ouvir. É a Palavra do Pai que dá testemunho que Jesus é o filho de Deus. A Palavra de Deus faz-nos comtemplar a salvação que está na pessoa de Jesus que ao descer às águas as santifica. Também nós, através do sacra-mento do Batismo, recebemos a semente da Palavra e somos cha-mados a anunciá-La àqueles que ainda têm ouvidos surdos a esta palavra. É com esse propósito que o Papa Francisco, através do dia da Palavra de Deus, pretende que a Bíblia se torne mais conhecida, meditada e comida pois “quem não conhece a palavra de Deus não conhece Cristo”, dizia S. Jerónimo, pois Ele é o verbo de Deus que se fez carne. Quando anunciamos a sua Palavra anunciamos o Se-nhor Jesus e por isso a Palavra é viva, pois é a palavra d’Aquele que esteve morto mas venceu a morte e ressuscitou. Também a sua Palavra, essa que Ele anunciou, foi experimentada e testada pela morte e pela sepultura e, quando se pensava que essa palavra esta-ria morta, desaparecida e sem poder, eis que ela ressuscita da mor-te. O Pai, ao ressuscitar o seu Filho da morte, confirma que tudo aquilo que Ele disse e fez vem de Deus, que o Filho é a Palavra que Deus tem para dizer aos homens. Por isso Ele diz: “Escutai-O.”
Com a instituição do domingo da palavra, o papa Francisco também pretende uma aproximação maior dos cristãos e dos judeus já que a Palavra de Deus nos une. A Bíblia começou com o povo judeu e tem as suas raízes também no mesmo povo. Os protestantes dão todos muita importância à Palavra de Deus. Assim a Bíblia une-nos, faz de todos nós cristãos o povo da Palavra viva. Não a religião do Livro mas da palavra. A Palavra do livro fica aí imutável e não permite reinterpretações ou uma melhor compreensão, mas a Palavra viva vai sendo compreendida sempre melhor através dos tempos com o auxílio do Espírito Santo, da Tradição viva da Igreja e do magistério. Esta é uma das diferenças entre cristianismo e Islamismo que, estes sim, são a religião do livro, que não permite reinterpretação.
Enfim, a carta apostólica cha-ma, também, a atenção para percebermos que há um víncu-lo inseparável entre a sagrada escritura e a Eucaristia. Lem-bremos o texto base desta carta “E, quando se pôs à me-sa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no”. Vejam como é o percurso destes discípulos. Antes de se sentarem à mesa para se alimenta-rem do pão, eles recebem, pelo caminho, o alimento da própria escritura com a qual Jesus vai preparando os seus corações. «Não nos ardia cá dentro o coração quando Ele, pelo caminho, nos ex-plicava as escrituras?» Chegados à mesa, “Jesus deu graças, partiu o pão e entregou-lho” e os seus olhos abrem-se e só agora o reco-nhecem. É Ele! Foi a Escritura que os preparou para a ceia. Na eucaristia, a Ceia do Senhor, é sempre antecedida pela Leitura das escrituras e a sua meditação para que os nossos corações se abram depois à presença eucarística de Jesus no pão que nos ali-menta de outra forma, como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo. Após essa experiência com o ressuscitado, depois de ouvimos a sua voz e termos comido o seu corpo entregue por amor, somos chamados a partir como os discípulos de Emaús, a dizer aos outros: «Vimos o Senhor». É a evangelização que decor-re da Eucaristia. Ao fim de cada missa, esta é a nossa missão, pois a missa termina como celebração mas os seus efeitos em nós con-tinuam durante toda a semana em nossa casa, no trabalho, na escola e em todos os lugares deste mundo. Vivamos, então, essa nova realidade de uma Igreja em Saída, alimentados pelo pão da palavra e da eucaristia.
P. Francisco Morais, Vigário paroquial

Oração de Cura e Misericórdia – 06 Fev

Na 1ª quinta-feira de cada mês, como a mulher ferida vamos a Jesus para lhe tocarmos e, sobretudo, sermos tocados pela sua misericórdia. Deus faz maravilhas quando lhe abrimos o coração pela fé. Inicia às 21h30 com um tempo forte de louvor (cânticos) diante de Jesus presente na hóstia consagrada.

Sempre que o homem se aproxima de Deus com fé, humildade e confiança, Deus compadece-se do homem e enche-o da sua graça curando-o das suas feridas interiores e exteriores. A oração de misericórdia centra-nos em Deus e no seu amor pelos homens. Louvando a bondade e a misericórdia do Senhor, nós apresentamos-lhe as nossas feridas e pecados e pedimos-lhe que venha libertar-nos e socorrer-nos. Rezamos uns pelos outros para sermos curados e Deus faz a sua obra sempre maravilhosa. Há muitos testemunhos de pessoas que sentiram a sua vida transformada depois de uma oração de misericórdia. Por isso cresce sempre muito o número de participantes nesta oração que se faz na primeira 5ª feira de cada mês.
Pe. Jorge Silva Santos

Ministério de Escuta e de Intercessão

A partir de hoje, domingo 22 de Out, começa a funcionar a seguir à missa das 10H45. Todas as pessoas que estiverem a viver situações difíceis de sofrimento espiritual, psíquico ou físico podem dirigir-se a este grupo e pedir oração que será feita com eles e por eles. Um psicoterapeuta e um psicólogo clínico escutarão os casos que precisarem de um apoio mais técnico, se a pessoa o desejar.

Grupo de Oração – uma Graça de louvor extraordinária

Ontem, 24 Out 2017, foi dia de Grupo de Oração na nossa paróquia: o Senhor concedeu-nos a graça de uma oração espontânea baseada em cânticos de louvor que encheu o coração de quantos lá estavam (20 e poucas pessoas), foi muito bom!
Esta graça de paz e alegria no louvor tem sido uma constante ao longo das últimas sessões.
Recebemos algumas palavras do Senhor que, à semelhança de semanas anteriores, iam no sentido de colocarmos toda a nossa confiança no Senhor, de o reconhecermos como Deus vivo e verdadeiro, presente no meio do seu povo, e de renovarmos o nosso desejo de conversão e renúncia ao mal.
No final, reflectimos acerca da importância de mantermos em todos os dias e situações uma atitude de louvor. E reconhecemos como tem sido importante, na nossa vida paroquial, estes momentos de louvor e os frutos que nos tem dado.
Como habitualmente, tivemos também um momento de intercessão pelas actividades da paróquia, pelas intenções particulares de quem lá estava e por algumas pessoas que sabemos estar a passar por momentos menos fáceis.
 
Próxima sessão: dia 7 de Novembro
 

A construção do Centro Paroquial e Igreja, tijolo a tijolo!

A última vez que demos informação desta campanha foi a 2 de julho, quando chegamos aos 100.000€. Nessa altura, lançamos o objetivo de conseguir mais 100.000 durante o ano seguinte.

Alegrai-vos! Já vamos em 134.393,29! Com um pequeno esforço, chegaremos ao Natal com os 150.000. Será possível? Não temos grandes donativos de 5.000 ou 10.000 euros de uma só pessoa ou empresas, mas temos o dar contínuo de gente tão generosa que encanta. Bendito seja Deus!

E agora que recebemos a bênção apostólica do Papa, pode ser que isto vá com mais entusiasmo! O jantar de angariação de fundos no dia 30 de setembro na Quinta de D. Luís rendeu 6.800€. Que Deus vos abençoe e vos enriqueça com todas as bênçãos espirituais e temporais.

Juntos conseguimos!

NIB da conta de construção do centro paroquial e igreja de S. João Baptista de Coimbra:

  NIB: 0035 0623 0000 1850 1304 3


Em cada semana, 60+ horas para o Senhor

Adoração Eucarística das 08h00 de quarta até às 23h00 de quinta – todas as semanas.

A fecundidade da vida da Igreja vem da oração, da vida em Cristo. Por isso para ajudar os cristãos a viverem na união com o Senhor e para que todas as actividades apostólicas da paróquia sejam fruto da graça divina, a paróquia tem um serviço de adoração permanente 40 horas por semana, de quarta às 8 da manhã até quinta às 24h, incluindo toda a noite de quarta para quinta.

São 110 pessoas as inscritas para esta sucessão contínua de hora a hora para estar diante do Senhor em louvor, acção de graças e súplica pela paróquia, mas outras tantas vão passando hora a hora sem estarem inscritas.