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Folha Paroquial – Domingo de Pentecostes

“«Mandai, Senhor o vosso Espírito, e renovai a terra.»”

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«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».»

Da Babel ao Pentecostes
O livro dos Génesis apresenta-nos a narrativa da Babel ((Gen 11,1-9) que ajuda a explicar muito daquilo que estamos a viver nos nossos dias, tanto no panorama nacional como internacional. Na antiga Babel, a humanidade tentou construir uma cidade imponente para exprimir o poder e a glória humana. No seu orgulho, quiseram uma cidade em que Deus não tivesse lugar e disseram: «Construiremos uma cidade e nela uma torre que toque o céu». Mas a humanidade sem Deus vai-se deteriorando e cai no niilismo. Entregues a si mesmos, aos seus interesses egoístas, às suas paixões, cavam abismos que os separa. Parece que este presidente da América cego pelo poder bélico e económico do seu país, está a tentar construir a torre de Babel e assim a dividir as línguas e os povos. Onde se constrói a Babel constroem-se muros que separam.
O futebol nacional que devia servir para unir na alegria e na boa disposição as pessoas que são aficionadas pelo desporto, serve, ao contrário, tantas vezes para a violência, para a discórdia, para a divisão, gerando ódios fanáticos incompreensíveis.
Muitos dos estudantes que vão no cortejo da queima das fitas já não sabem divertir-se sem o espetáculo degradante do álcool, e de outras coisas destrutivas. Estando no Hospital, nessa altura diziam-me os médicos que as urgências não paravam com estudantes cheios de álcool. Diz-nos a segunda leitura que quando o homem fica entregue a si mesmo pratica as obras da carne que são: “luxúria, imoralidade, libertinagem, idolatria, feitiçaria, inimizades, ciúmes, discórdias, ira, rivalidades, dissenções, facciosismos, invejas, embriaguez, orgias e coisas semelhantes a estas…” não é difícil ver estes vícios na queima das fitas, (não em todos claro), no futebol, na política e em tantos lados.
Pensando nisto tudo pus-me a pensar: «Senhor, quanto o mundo tem necessidade de Ti e quanto Te afasta da sua convivência. Não desistas de nós, Senhor e continua a derramar sobre nós o teu Espírito».
O Pentecostes é o contrário da Babel. É a festa da comunhão com Deus e com os homens. No Pentecostes Deus vem habitar o coração de cada homem e da comunidade que O acolhe e isso só pode trazer caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança., os frutos do Espírito elencados na segunda leitura.
Os apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar, cumprindo o que Jesus lhes tinha mandado fazer: permanecer em oração até que viesse sobre eles o prometido do Pai, o Espírito Santo. E o Fogo do amor de Deus veio sobre cada um deles, e o que criou foi uma grande unidade, uma grande comunhão. A Igreja nasceu com a vinda do Espírito Santo e a Igreja é um mistério de comunhão. Ela é «como que o Sacramento ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e de unidade de todo o género humano». O Espírito Santo é o amor que une o Pai e o Filho. Ele é o amor em Pessoa, ou melhor, a Pessoa-amor. Onde ele estiver, gera comunhão e o sinal dessa comunhão é a unidade das línguas. Todos entendem os apóstolos na sua própria língua, quer dizer, quando o homem acolhe Deus, a Babel transforma-se na cidade onde os homens constroem a paz, o entendimento, a comunhão e se tornam uma família. O Espírito é dado para a comunhão e para a missão. Não pode haver missão sem comunhão, sem unidade. E ninguém parte se não sentir em si a força que o empurre para ir. O Espírito é esse Fogo interior do amor de Deus que nos queima, que nos abrasa, que nos entusiasma e nos faz vencer o medo e as resistências em anunciar o Evangelho. «Ai de mim se não evangelizar», dizia Paulo, cheio deste Fogo. Todos os batizados e crismados têm o Espírito Santo, mas isso não basta para nos tornarmos evangelizadores. É preciso que estejamos cheios do seu Fogo. No Evangelho, Jesus diz: «Assim como o Pai me enviou também eu vos envio a vós»; dito isto soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo». Ontem, como hoje, precisamos constantemente deste Espírito para não ficarmos fechados nas nossas belas igrejas ou sacristias. O Espírito impele-nos a «fazer-nos ao largo», a sairmos ao encontro do mundo, a irmos com criatividade, a proclamarmos de todas as formas possíveis que Jesus está vivo, que, quando lhe abrimos o coração, uma nova vida acontece. Deus ama os homens e quer o seu bem e a sua salvação.

Oração do discípulo-missionário
Pai Santo, amaste tanto o mundo, que nos enviaste o teu Filho unigénito, (Jo 3, 16) ungindo-o com o Espírito Santo e com poder (Act 10,38) para realizar a salvação de cada homem e de toda a humanidade. Pela tua morte e ressurreição, deste uma nova vida ao mundo, resgatando-nos do poder do demónio. Assim como tu o enviaste, Pai de bondade, assim Ele nos enviou também para continuarmos a sua obra em todos os tempos até aos confins da terra (Jo 20, 21-22). Reconhecemos, Pai justo, que somos incapazes de cumprir tão grande missão, a não ser que tu mesmo nos revistas com a força do Alto com a qual ungiste Jesus. Estende a tua mão poderosa, Pai eterno, para se realizarem curas e milagres em nome do teu santo servo Jesus (Act 4, 30). Dá-nos a tua palavra que penetra até ao fundo dos corações e concede-nos anunciar com coragem a salvação em nome de teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo (Act 4, 29) que é Deus contigo na Comunhão do Espírito Santo. Amen

Folha Paroquial – Domingo da Ascensão do Senhor

“«Ergue-Se Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta.»”

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«Vem, Espírito Santo, renova a face da terra! Vem com os teus dons! Vem, Espírito de Vida, Espírito de Verdade, Espírito de Comunhão e de Amor! A Igreja e o mundo têm necessidade de Ti. Vem, Espírito Santo. Dá-nos a alegria da fé e o fogo do amor divino. Renova o nosso gosto pela oração e pela frequência dos sacramentos. Atrai-nos ao encontro contigo na oração. Dá-nos o desejo da santidade de vida. Comunica-nos os sentimentos do Teu coração para que amemos a humanidade como Tu a amas e nos ponhamos ao Teu serviço para colaborar conTigo na transformação do mundo. Dá-nos a graça do ardor apostólico. Dá nova força e impulso missionário a esta comunidade paroquial. Gera em nós uma comunhão no amor que seja sinal de que vives no meio de nós. Torna-nos mensageiros corajosos do Evangelho, testemunhas de Jesus Cristo Ressuscitado, Redentor e Salvador do homem. Vem sobre esta cidade de Coimbra, e seus habitantes, e dá-lhe a sede de conhecerem e beberem a Água Viva. Vem sobre cada pessoa do território da paróquia que já não Te conhece e abre os seus corações à sede de Ti e ao desejo de Te conhecerem.
Dá-nos a força da caridade apostólica e o verdadeiro amor pelos pobres. Esperamos tudo de Ti, Divino Espírito, pois sem a Tua força em nós, nada faremos bem e segundo Deus.
Maria, primeira discípula de Cristo, esposa do Espírito Santo e Mãe da Igreja, tu que estavas com os apóstolos no primeiro Pentecostes, pede connosco, e para nós, esse Divino Espírito que nos transforma, e ajuda-nos a sermos dóceis à sua voz como tu foste. Amen.
»

As leituras apresentam-nos duas versões da Ascensão: A primeira de S. Lucas nos Atos dos Apóstolos, fazendo referência ao seu primeiro livro e dizendo que o terminou com a subida ao céu de Jesus e o envio do Espírito. A segunda, é do final do evangelho de S Marcos. Ambas nos apresentam aquilo que é o fundamental do mistério da Ascensão. Somos convocados a contemplar Cristo glorificado pela Sua ressurreição de entre os mortos, a enviar solenemente em missão a Sua Igreja até aos confins da terra, e a fazer-lhe a promessa do Espírito Santo para que não se sinta entregue a si mesma, mas experimente sempre a presença consoladora e forte de Deus. A Carta de S. Paulo aos Efésios, segunda leitura, convoca-nos para a contemplação do Mistério de Cristo, a quem o Pai colocou à sua direita nos céus, como Senhor e cabeça de tudo o que existe neste mundo e no outro. « “Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas, como cabeça de toda a Igreja, que é o seu corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.» Nesta contemplação da glória de Cristo somos também convidados a espantar-nos de assombro com o desígnio divino, com o Seu plano de salvação e com a alegria da esperança que nos foi dada em Cristo.
Acerca do trabalho que agora compete à Igreja de continuar a obra de Jesus na terra, diz a primeira leitura: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».
A contemplação de Cristo glorioso, é ativa. Não estamos ainda no céu. Há que construir um mundo novo com esperança. Agora é preciso, com a presença do Espírito, sermos presença no mundo até que Ele venha na Sua glória.
O Evangelho relata-nos a mandato missionário segundo S. Marcos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo e quem não acreditar será condenado». Depois termina dizendo: “Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. “
Jesus fundou a Sua Igreja e comunicou-lhe o Seu Espírito, no Pentecostes, enviando-a até aos confins da terra para anunciar o Evangelho. De tal forma que a Igreja «existe para evangelizar» como disse Paulo VI e, quando não evangeliza, perde a sua identidade e envolve-se em divisões, em coisas acessórias, volta-se para si mesma, e fica sem saída. Só rejuvenesce de novo quando volta a sair para o anúncio do Evangelho.
A Ascensão está profundamente ligada ao Pentecostes. O envio missionário só é possível no acolhimento do Espírito. Uma comunidade missionária só o é, se for cheia do Espírito. A diferença entre uma comunidade cheia do Espírito Santo e uma comunidade sem abertura ao Espírito, é visível, porque naquela existe comunhão fraterna, alegria, dinamismo apostólico, , louvor jubiloso, sentido do serviço segundo os carismas que Deus dá a cada um, crescimento na caridade e no exercício do perdão mútuo, desejo de santidade. Numa comunidade adormecida ao dom do Espírito, entra-se na rotina, começam a haver divisões que não são saradas, os que servem fazem-no de modo pesaroso e na maledicência aos outros que nada fazem. Não se dá importância à oração em comum e, quando existe, é formal e pouco transformadora. Deixa de haver testemunho evangelizador e começa a viver-se só para dentro. A caridade pode transformar-se em ativismo em favor dos pobres, mas onde falta a compaixão e a misericórdia. Não existem, porém, comunidades quimicamente puras ou impuras. Cada comunidade deve estar consciente da sua fragilidade e que se agora está bem e viva, depressa pode cair no orgulho e na vaidade e perder a sua vitalidade. E a comunidade que se sente adormecida e amorfa deve ter esperança que é sempre possível que os ossos ressequidos ganhem nova vida, segundo a profecia de Ezequiel.
Continuemos a suplicar o dom do Espírito do Pentecostes.

Dia da Igreja Diocesana 2018

Aproxima-te do Senhor!
Vem.
Convida.
Participa.

Dia da Igreja Diocesana
27 de Maio 2018
Praça dos Heróis do Ultramar – Coimbra

Folha Paroquial – Domingo VI da Páscoa

“«Diante dos povos manifestou Deus a salvação.»”

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«Vem Espírito Santo e renova a face da terra.»

O episódio da conversão e do batismo de Cornélio bem como da sua família, pelo apóstolo Pedro é revelador da transformação de mentalidade que a Igreja primitiva teve de fazer quando teve de decidir ou abrir-se aos pagãos ou continuar fechada ao mundo exterior pregando apenas aos judeus como se fazia até ali. Quem os vai conduzir e ajudar neste discernimento? O Espírito Santo que conduz a Igreja para a verdade total, como Jesus tinha prometido. Mas para isso é preciso ser capaz de ouvir a Sua voz colocando-se em terreno neutro de quem se despe da sua vontade para se abrir a uma vontade ou desejo diferente do que nos habita, o que não é nada fácil. Pedro ainda não tinha terminado a sua pregação, o anúncio do núcleo central da fé cristã, e já o Espírito inundava o coração dos ouvintes, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. O dom do Espírito, quando o deixamos atuar, torna-se sensível. Ele é como o vento. «Ouves a sua voz, sentes os seus efeitos, mas não sabes donde vem nem para onde vai» (Jo3,8). Na Igreja primitiva a proclamação da fé era sempre acompanhada por manifestações de poder por meio do Espírito Santo. Paulo atesta em 1 Cor2,4-5: “A minha palavra e a minha pregação nada tinham dos argumentos persuasivos da sabedoria humana, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” Esta experiência do Espírito que habita em nós era essencial para o desenvolvimento e o crescimento da Igreja no princípio e continua a sê-lo hoje. Não é por isso de admirar que todas as Igrejas vivas e em crescimento não só encorajem, mas proporcionem aos seus fiéis não somente acreditar no Espírito Santo ou recebê-Lo sacramentalmente, mas também experimentar, de facto, a Sua força e o Seu poder nas suas vidas. A primeira vaga de evangelização nasceu com o primeiro Pentecostes. E todas as vagas de evangelização que a história conheceu foram sempre fruto de novos Pentecostes, de forma que ser cristão, significa ser pentecostal, ou seja, significa viver do entusiasmo que o Espírito gera naquele que o habita. Não ser pentecostal é viver uma fé apenas exterior sem correspondência com uma vida interior, o que é uma secura e um vazio.
Nenhuma paróquia, nenhuma pessoa e nenhum grupo, pode ser renovado sem o sopro vivificante do Espírito. Às vezes pensa–se que a renovação pode vir de bons esquemas, de bons planos, de boa liderança, e de muita resiliência. Tudo isso ajuda, mas nada disso renova a paróquia se os fiéis não fizerem a experiência real de serem cheios do Espírito Santo e sentirem-se, eles mesmos, homens e mulheres renovados pela experiência transformadora do amor de Deus. A boa notícia é que Deus está sempre de coração aberto para nos encher do seu Espírito, pois isso faz parte do Seu grande plano de amor. O dom maior que Ele nos quer dar é o Espírito Santo. Jesus disse que o pedido que Deus sempre ouviria era o pedido do dom do Espírito, «porque se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu não dará o Espírito Santo àqueles que O pedirem.” Por isso pedi-O e recebereis».
No fim-de semana do percurso Alpha somos testemunhas daquilo que Deus faz em cada pessoa quando rezam por nós para que sejamos cheios do Espírito Santo. Como dizia alguém, Deus experimenta-se como real, vivo e próximo. Uma adolescente do 9º ano da catequese que fez o percurso Alpha adolescente, este ano, em S. João Baptista, avaliando o seu percurso dizia: – «Catequista, tu falavas-nos bem de Deus e nós compreendíamos-te com a nossa cabeça, mas agora nós sentimo-lo aqui, no coração.» E é isto que faz toda a diferença. É quando sentimos Deus, aqui, no coração que ficamos motivados para O escutar, para O servir, para Lhe responder com amor, para construir a Sua Igreja, para nos amarmos como Ele nos amou e com a força do Seu Espírito. Sem esta experiência, Deus torna-se longínquo, o Evangelho letra morta, a liturgia uma seca, a moral um agir de escravos, a igreja uma instituição velha e caduca. Por isso, ontem como hoje, o que precisamos é de sermos cheios do Espírito e por isso o devemos pedir pessoal e comunitariamente.

Estamos a duas semanas da celebração do Pentecostes. Vários jovens e adultos vão receber o sacramento do crisma, mas somos nós todos, membros da comunidade, que precisamos constantemente de ser renovados pelo poder do Espírito.
Nesta semana oremos na nossa oração pessoal, e sempre que rezarmos em comum na passagem de hora na adoração, pedindo o dom do Espírito para os que O vão receber sacramentalmente e para todos os que quiserem ser renovados n’Ele. Além da vigília para os crismandos, no dia 18 de maio, sexta- feira na capela dos Dehonianos, em S. João Baptista haverá uma vigília no sábado às 21:30 onde estarão presentes muitos membros da Comunidade Emanuel nacional e do percurso Alpha da paróquia.

Folha Paroquial – Domingo V da Páscoa

“«Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei.».”

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«Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos»

Ele contou-me que estava em oração a falar a Jesus em todos os seus planos para a sua nova paróquia. Pedia ajuda ao Senhor para ser capaz de lançar bem aqueles projetos para ajudar a construir uma paróquia viva e missionária. Depois abriu a Bíblia ao acaso e deparou com o texto de S. João, capítulo 15, que é o evangelho da missa de hoje, 5º Domingo da Páscoa. «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permaneceres em Mim. (…) Sem Mim nada podeis fazer.» Ele percebeu que Aquela Palavra iluminava e ao mesmo tempo redirecionava o pedido que antes tinha feito na oração. Era como se Jesus lhe estivesse a dizer. “O teu maior projeto deve ser permanecer em Mim e ajudares os meus discípulos a fazerem o mesmo, porque se permanecerdes em Mim e as Minhas Palavras permanecerem em vós, então pedireis tudo o que quiseres e ser-vos á concedido, pois a glória de Meu Pai é que deis muito fruto». Então vos tornareis Meus discípulos.»
De facto, isto é a base de todo o discipulado cristão; Estar com Ele, permanecer n’Ele para depois sermos enviados por Ele. Esta é a conversão permanente a fazer. Voltar sempre a Ele, escutá-Lo, pois depressa nos enchemos de nós, nos deixamos levar pelas nossas boas intenções e projetos onde nos procuramos a nós mesmos em vez da glória de Deus e, se não estivermos atentos, se não nos sentamos ao pé d’Ele a escutá-lo, quando pensamos que estamos a servi-Lo e a fazer o Seu trabalho, já estamos a procurar-nos a nós , a dar força ao nosso ego, e a fazer o nosso trabalho e não o d’Ele.
Jesus deseja que demos fruto e que a Missão que Ele nos confiou cresça e se desenvolva, mas temos de deixar ser Ele a conduzir as coisas. Isso não significa que Deus nos dispense de trabalhar; pelo contrário, significa é que ficamos mais dependentes d’Ele para fazer da forma como Ele quer e no timing que Ele deseja. Deus não faz nada sem nós, mas quando decidimos pôr-nos à disposição d’Ele para nos tornarmos seus instrumentos que Ele usa, então a missão avança. Na primeira leitura de hoje, é-nos mostrado as maravilhas que Deus faz na comunidade cristã, como converteu Paulo, de forma prodigiosa, para o chamar para a sua Missão e como ele depressa se colocou ao serviço do anúncio do Evangelho, começando a falar com desassombro do Senhor Jesus. E o texto termina dizendo: “a Igreja ia-se edificando vivendo no temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo”. A comunidade cristã para crescer na fé e na esperança, precisa de experimentar, no meio de si, a glória de Deus. Jesus disse sempre que não nos faltaria com os sinais da sua presença, “com curas milagres e prodígios” e um desses maiores prodígios são as conversões dos corações. Mas também podemos e devemos esperar e pedir outras maravilhas da parte de Deus. Tem sido motivo de grande alegria e ação de graças as curas que temos visto o Senhor a realizar na paróquia de S. João Batista em resposta à oração da comunidade reunida suplicando por alguns irmãos em estado grave de saúde. Não esperar esses sinais e não os pedir com fé e confiança, é esperar pouco do Senhor e é desacreditar do seu poder de ressuscitado. E quanto mais permanecermos n’Ele e escutarmos a sua palavra mais veremos a sua glória e mais frutos daremos. Não nos disse Ele, ainda hoje, no Evangelho, “Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido?” Então acreditemos na Sua Palavra, e esperemos d’Ele tudo o que Lhe pedirmos que esteja de acordo com a Sua vontade.

Viagem a Lisboa – 9 Jun 2018

08H30 – Saída de Coimbra
11h00 – Visita à Estufa fria
– Almoço livre
17H00- Teatro Politeama – 
EU SAIO NA PRÓXIMA E VOCÊ? (Marina Mota e João Baião)
Regresso a Coimbra no final do espetáculo 
Inscrições: Secretaria Igreja São José ( 239 712 451)
Secretaria Igreja São João Baptista ( 239 405 706) 

 

Folha Paroquial – Domingo IV da Páscoa

“«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas».”

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«O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai»

Hoje, quarto Domingo de Páscoa, somos convidados a fixar os nossos olhos no Bom Pastor que deu a vida pelas Suas ovelhas e que ressuscitou de entre os mortos para as conduzir à Vida Plena. Jesus deixa bem claro que o Bom Pastor é aquele que não se serve das ovelhas mas que dá a vida por elas. Se repararmos bem a expressão «dar a vida» aparece repetida no texto 5 vezes. O que não dá a vida pelas ovelhas nem merece o título de pastor, é mercenário, isto é, não trabalha por amor, mas para se servir delas. Imitar e incarnar o Bom Pastor é missão de todos os ministros ordenados na Igreja, mas as palavras de Jesus servem para todos aqueles e aquelas que são líderes de qualquer pequeno ou grande grupo que têm por missão guiar. O catequista e qualquer outro responsável de pequenos grupos, é pastor do seu grupo, mas também o político cristão deve tomar para si estas palavras de Jesus, “O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas”, de contrário é mercenário. A Igreja colocou no 4º Domingo da Páscoa a semana mundial de oração pelas vocações, pois é conhecido por Domingo do Bom Pastor por sempre se escutar o evangelho onde Jesus se intitula como o Pastor das ovelhas. Quando celebramos este dia podemos ser tentados a pensar que é uma semana mais para os padres e freiras, pois trata-se de pedir o dom das vocações consagradas, como se a vida dos leigos, das famílias e de todos os que se dedicam à missão não tivesse também de ser vivida como vocação ou melhor como resposta a uma vocação, a um chamamento. É verdade que não podemos descurar as vocações de especial de consagração e, de modo especial, os ministros ordenados, pois a Igreja não pode viver sem o ministério sacerdotal. Embora esse seja um dos objetivos principais da semana, ela existe também para lembrar a todos os crentes que a nossa vida é fruto de um chamamento de Deus e ninguém está dispensado de viver a sua vida como resposta a esse chamamento amoroso. Como lembra o papa Francisco na mensagem para este dia: «não estamos submersos no acaso, nem à mercê duma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina. (…) Por isso, “na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, trata-se de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo que nos permite pôr a render os nossos talentos, faz de nós também instrumentos de salvação no mundo e orienta-nos para a plenitude da felicidade.” E o papa na mensagem indica-nos estes três aspetos importantes para aprendermos a ouvir o Senhor e a responder-lhe: «escuta, discernimento e vida». Ninguém ouve Deus se não fizer silêncio orante no fundo do coração. «Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim, pode acontecer que a Sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração.»(….) Hoje este comportamento vai-se tornando cada vez mais difícil, imersos como estamos numa sociedade rumorosa, na abundância frenética de estímulos e informações que enchem a nossa jornada». Por isso, quem é capaz de parar para fazer silêncio entra na contracorrente do mundo e encontra um oásis no meio do deserto. O silêncio da adoração eucarística nas nossas paróquias pode ser esse oásis para todas as pessoas que querem escutar a voz do Senhor, que chama em todas as idades e circunstâncias, para O seguir. Os jovens das nossas paróquias precisam de aproveitar este oásis. Se não fazemos silêncio interior, acabamos por viver de uma forma caótica e não como resposta a um chamamento.
Depois de escutar é preciso discernir. Diz o papa: “O discernimento espiritual, é um «processo pelo qual a pessoa, em diálogo com o Senhor e na escuta da voz do Espírito, chega a fazer as opções fundamentais, a começar pela do seu estado da vida». (…) Todo o cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão.»
E o 3º aspeto é viver, isto é, decidir responder ao Senhor. “A alegria do Evangelho, que nos abre ao encontro com Deus e os irmãos, não pode esperar pelas nossas lentidões e preguiças; não nos toca, se ficarmos debruçados à janela, com a desculpa de continuar à espera dum tempo favorável; nem se cumpre para nós, se hoje mesmo não abraçarmos o risco duma escolha. A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimónio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora.» Às vezes escutamos a voz do Espírito, percebemos o que o Senhor quer, mas tornamo-nos mestres do adiamento. E assim o tempo vai passando e cada vez se torna mais difícil a decisão porque “nos fechámos em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever connosco.”
Deus nunca se cansa de nos chamar em qualquer idade da vida para O seguirmos mais fielmente. Possamos cada um de nós encontrar espaço no nosso dia a dia para ouvir Aquele que nos ama e porque nos quer dar a plenitude da felicidade, não desiste de bater à nossa porta e chamar-nos para mais longe no amor e na doação de nós mesmos.
Estou atento aos apelos que Deus me vai fazendo ao longo da vida a ir mais longe no amor e na entrega?

GRANDE VIAGEM ESCANDINÁVIA E FIORDES 16/23 JULHO 2018

PREÇO POR PESSOA EM
QUARTO DUPLO ——————————- €2.170,00
Suplemento Individual —————————    €555,00

1º DIA – COIMBRA – LISBOA – COPENHAGA – PC                   

Saída de Coimbra em hora a combinar com destino ao aeroporto de Lisboa. Comparência no aeroporto 120 minutos antes da partida. Assistência nas formalidades de embarque e saída com destino a Copenhaga. Chegada, encontro com o guia acompanhante e partida para o centro da cidade. Almoço*. Transporte ao parque Tivoli, para visita do parque de diversões. Jantar neste famoso parque que tem mais de 150 anos de antiguidade. Regresso ao hotel. Alojamento.

 

2º DIA – COPENHAGA – NAVEGAÇÃO – PC

Pequeno-almoço. Visita panorâmica da capital dinamarquesa, com passagem pela Praça da Câmara, o exterior do Palácio de Christianborg, o Nyhavn (canal ao estilo holandês que representa o espírito marinheiro da cidade), a Fonte de Gefion, a Sereia, homenagem à obra de Andersen, a Bolsa, etc. Almoço em restaurante local. Passeio pela rua pentagonal da cidade “Stroget”. Em hora a combinar transporte ao porto para embarque em ferry com destino a Oslo. Jantar a bordo. Alojamento em cabines interiores.

 

3º DIA – NAVEGAÇÃO – OSLO – BERGEN – PC

Pequeno-almoço a bordo. Desembarque e partida em direcção a Geilo, pequeno povoado no meio das montanhas conhecido pelas pistas de ski. Almoço. Continuação para Bergen, atravessando pelo fiorde de Hardanger, o mais extenso da Noruega. Chegada, à segunda cidade mais importante da Noruega e capital dos “Fiordes do Sul”. Jantar e alojamento.

 

4º DIA – BERGEN – STALHEIM – LAERDAL – PC

Pequeno-almoço. Visita panorâmica do velho porto de Bryggen e do antigo bairro de comerciantes da Liga Hanseática, com as suas construções típicas de madeira. Subida em funicular à colina de Floyfjellet, a partir da qual poderá contemplar impressionantes vistas da cidade e do seu fiorde. Saída pelo Vale de Voss em direcção a Stalheim, almoço. Seguimos para Gudvagen para travessia do fiorde mais estreito da Noruega, seguido do mais profundo, Sognefjord, também conhecido como “Fiorde dos Sonhos”, o segundo maior do mundo. Chegada a Laerdal. Jantar e alojamento nesta região.

 

5º DIA – LAERDAL – OSLO – PC

Pequeno-almoço. Saída para Oslo com passagem na Igreja de Madeira Borgund. Chegada e almoço. Visita panorâmica da “City of Tigers”, descobrindo o Parque Frogner com as esculturas de granito e bronze realizadas por Gustav Vigeland. Destaque para um impressionante bloco de granito com cerca de 17 metros de altura, onde aparecem esculpidas mais de 100 figuras humanas entrelaçadas. Passagem pela animada rua Karl-Johäns, pela Câmara Municipal, pelo Castelo de Akershus, pelo Palácio Real e pelo Parlamento. Visita ainda do Museu dos Barcos Vikings. Jantar e alojamento.

 

6º DIA – OSLO – KARLSTAD – ESTOCOLMO – PC

Pequeno-almoço Saída para Karlstad, uma cidade portuária e universitária da província histórica da Värmland. Almoço nesta cidade industrial situada na margem do lago Vänern, o maior lago sueco. Continuamos para Estocolmo, passando por Mariefred para admirar o Castelo Gripsholm. Chegada á capital da Suécia. Jantar e alojamento.

 

7º DIA – ESTOCOLMO – PC

Pequeno-almoço. Visita panorâmica da capital sueca através de um passeio de autocarro pelos pontos mais importantes da cidade e de uma caminhada pela Gamla Stan ou “Cidade Velha”, com as suas ruelas estreitas e empedradas. Durante a visita irá conhecer a Grand Plaza, o Palácio Real, a Ilha dos Nobres, a Catedral, entre outos ex-libris da cidade. Visita para conhecer o interior da Câmara Municipal, onde se realizam o banquete e o baile de gala posteriores à entrega dos Prémios Nobel. Almoço. De tarde, visita do Museu Vasa, histórico museu temático, em cujo local está exibido o navio Vasa, um galeão real afundado durante a sua inauguração e recuperado 333 anos depois. Jantar e alojamento.

 

8º DIA – ESTOCOLMO – LISBOA – COIMBRA – PA

Pequeno-almoço. Tempo livre até ao transfer para o aeroporto. Partida em voo com destino à sua cidade de origem. Chegada e após formalidades de embarque, regresso a Coimbra. 

Relançamento da Adoração Eucarística na paróquia

No fim de semana de 3 e 4 de março está entre nós o P. Diederik para pregar sobre a adoração eucarística. Em S. João Baptista, estará presente na missa vespertina de sábado, às 17h30, e na missa da noite de Domingo, às 21h15.

Segunda-feira, 5 de Março, conferência aberta para toda a gente sobre a adoração eucarística no salão de S. José.  A homilia é demasiado pouco tempo para que o P. Diederik possa explicar o manancial da adoração eucarística.  Convidamos pois todos os paroquianos a virem a uma conferência na segunda feira para aprofundar melhor o tema.

 

Facebook: 3000 Likes – Obrigados

Por estes dias, a página do Facebook atingirá os 3000 likes! Obrigados a todos aqueles que nos seguem: há um ano eram 600, muito trabalho foi feito em 12 meses, mas tínhamos previsto atingir os 3000 no final de Dezembro de 2017.

Tinha pensado pedir este texto ao Pe Jorge, na medida em que me parece um bom momento para refletirmos sobre o que queremos e não queremos alcançar com a projeção da paróquia e da Boa Nova anunciada a partir da paróquia nas redes sociais, mas tenho-o visto tão atarefado que não tive coragem de lho pedir e a oportunidade também não surgiu. Trata-se assim de um texto de reflexão que me parece basear-se na visão da paróquia mas que é da exclusiva responsabilidade do seu autor.

Não devemos nem podemos deixar-nos escravizar pelos números, mas isso não pode significar que nos alheemos deles: o próprio Evangelho e os Actos dos Apóstolos por diversas vezes e em diversas situações associam números aos acontecimentos vividos. Eu tinha, pessoalmente, o objetivo de atingirmos os 3000 likes até 31 de dezembro de 2017: ficámos lá perto mas não lá chegámos, na altura.

Falemos então de números: segundo a Wikipédia, Coimbra terá um pouco mais de 140.000 habitantes, e,  segundo Eduardo André, coordenador Redes Sociais e Comunidades do Observador, na sua apresentação nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social, promovidas pela Conferência Episcopal Portuguesa, cerca de  80 por cento da sociedade portuguesa tem conta nas redes sociais, 98% no Facebook e, destes, 67% consultam-no várias vezes ao dia gastando aí em média 81 minutos por dia. Contas feitas, em Coimbra, cerca de 75.115 pessoas passam em média 81 minutos por dia no Facebook! 

A nossa página do Facebook, na semana de 23 a 29 de janeiro alcançou perto de 11.000 pessoas (menos 28% que na semana anterior) e teve 3.518 interações (likes, comentários e partilhas – menos 20% que na semana anterior). Queria a partir daqui sublinhar que menos 20% de interações levam a uma diminuição do público-alvo em menos 28%: para termos um maior número de interações teremos que melhorar sempre a qualidade dos conteúdos publicados, mas parece-me que também deveremos apelar (o que até agora ainda não foi feito) às interações dos nossos paroquianos e amigos, sublinhado o potencial evangelizador de tais ações.

Comparando-nos com a paróquia mais ativa nas redes sociais na nossa diocese, que não irei identificar, apesar de na corrente semana terem tido um número de publicações superior ao nosso e serem em número muito superiores a nós, nós tivemos até agora 16 vezes mais interações (855 vs 54), número que deverá mais que triplicar durante o fim-de-semana que se aproxima.

Os números são-nos assim favoráveis, ma preocupa-me e motiva-me o desfasamento que atualmente ainda existe entre o potencial que a cidade oferece e aquilo que já estamos a conseguir: como me parece ter ficado demonstrado, estamos no bom caminho, mas ainda há muito trabalho a fazer.

Sob a responsabilidade do Artur Andrade, depois de o Paulo Correia ter abandonado a equipe por se ter mudado para Lisboa, estão neste momento a trabalhar, todos gratuitamente (como todos os outros na nossa paróquia), o Paulo Farinha Silva e a Cidália Santos: precisávamos de atrair para a equipa artistas gráficos, produtores de conteúdo, especialistas em animação, criativos… e não tem que ser só gente da paróquia.

A par da página do Facebook, desde setembro que temos um novo site, renovado e optimizado para os motores de busca e que recebe uma média de 70 visitas diárias, estivemos na génese do grupo Católicos de Coimbra no Facebook, atualmente com pouco mais de 700 membros e que esperamos que venha a crescer, temos conta no Instagram, a pensar sobretudo no público mais jovem e com 115 seguidores (precisamos urgentemente de alguém que se ocupe desta rede, pois a última publicação já foi há 2 meses!) e no Twitter, sem grande expressão. Temos também um canal no Youtube, com apenas 63 subscritores.

A evangelização está no ADN da nossa paróquia e está bem explícita na nossa visão: Somos uma comunidade orante e acolhedora, enraizada em Cristo, que serve e anuncia o Evangelho para a transformação do mundoÉ, além disso, a principal ou uma das principais preocupações dos grupos que compõem a nossa paróquia: Células Paroquiais de Evangelização, Percurso Alpha (adolescentes, jovens, universitários, adultos), na opção pela Catequese em modelo familiar, e até da Comunidade Emanuel que, não sendo um grupo da paróquia, tem muitos membros empenhados nos mais diversos serviços da paróquia.

É assim meu desejo que possamos dar a este canal privilegiado de evangelização o relevo que merece e os meios de que necessita: nas minhas intenções de oração rezo quase todos os dias pelo alcance dos nossos posts do Facebook e por todos aqueles que se poderão sentir interpelados por eles. Gostaria imenso que conseguíssemos captar talentos que venham a colaborar connosco neste projeto, de conseguir financiar a aquisição de uma câmara de vídeo e um orçamento algures entre os 50 e os 100€ mensais para promoção paga dos nossos conteúdos…

Paulo Farinha Silva