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Oração de Cura e Misericórdia – Testemunho de cura

Desde há vários anos que a Comunidade Emanuel tem vindo a animar, na igreja de SJBaptista, na primeira quinta-feira de cada mês, aquilo a que chamava a Oração de Misericórdia.

No início deste ano pastoral entendeu-se por bem alterar o nome desta oração para “Oração de cura e misericórdia”.

A cura não é uma novidade nem na história da Igreja nem na história da paróquia de SJBaptista: ainda no verão publicámos aqui o testemunho da Célia que em julho foi curada na sequência da Unção dos Doentes durante um encontro das Células Paroquiais de Evangelização.

Alegramo-nos com o facto de o Senhor confirmar desde o início esta nova perspectiva para este serão logo desde a primeira hora:

Há cerca de 12 anos foi-me diagnosticado um quisto num ovário, com 2 cm de diâmetro. Fui seguida na consulta de ginecologia durante uns 6 anos e, como não houve evolução, foi-me dada alta da consulta com recomendação de avaliações anuais no Centro de Saúde. Há uns meses a minha Médica de Família constatou que o quisto tinha crescido e apresentava um aspecto estranho. Fui reencaminhada para o CHUC, onde, feitos mais exames, foi constatado que o tamanho mais do que tinha triplicado no último ano, tendo-me sido dito em junho passado, que teria de ser operada. Na Oração de Cura e Misericórdia, pedi ao Senhor que me curasse, não queria ser operada. Daí para a frente de vez em quando, nas minhas orações, “lembrava-Lhe” o assunto. Surpreendentemente, na consulta do passado dia 7/10, na qual deveria ser marcada data para operação, o Médico diz-me que não tenho mais quisto, tudo desapareceu!

Glória a Ti, Senhor! Louvado seja o Teu nome! Amen!

A.P.

Alpha – testemunho

Na passada sexta feira decorreu o jantar “Vinde e vede”, de apresentação do percurso Alpha na Paróquia de S. João Baptista. Estiveram presentes mais de 100 pessoas, entre os participantes que terminaram o último percurso e os convidados que vieram conhecer esta proposta. Os convidados chegaram de várias formas: muitos pelos amigos que fizeram o percurso anterior, alguns ouviram falar na igreja, outros nas redes sociais… E houve ainda os convidados da última hora, tal como mostra o seguinte testemunho.

A Gracita, que já fez o Alpha há algum tempo, ia para a reunião semanal da sua célula quando se cruzou com a Teresa, que estava bastante abatida, e apesar de estar já a decorrer o jantar, convidou-a para ir à Igreja pois ainda iria a tempo da palestra e da apresentação. Ela assim fez e como veio feliz! Assim que chegou, sem que ninguém tivesse conhecimento da sua vinda, estando fora da sua terra e sem conhecer ninguém ali, alguém da equipa lhe perguntou se não era a “Teresa de Barcelos”. Uma das participantes do último Alpha, também de Barcelos, tinha-a visto entrar e reconheceu-a apesar de não se verem há mais de 40 anos! A Teresa partilhou depois, que foi um serão que lhe encheu o coração e está já ansiosa pela próxima sexta feira.

O Senhor não cessa de nos surpreender e vem ao encontro de cada um de forma única. Desejamos e rezamos para que cada um dos convidados aceite o desafio de fazer este percurso e se deixe encontrar por Ele!

Marta Farinha Silva
(Equipa Alpha de S. João Baptista)

Células Paroquiais de Evangelização

No ano passado fui convidada a fazer o primeiro Curso Alpha na paróquia de S. José, e ao aceitar este convite foi-me dada uma nova oportunidade, um novo começo… Quando cheguei ao final do Curso, surgiu um novo convite, e como a “sede” que sentia era constante e persistente, aceitei. Mais uns passinhos dados, que me levaram novamente a um novo convite, a ida a Milão, ao 30º Congresso Internacional de Células Paroquiais de Evangelização.

Embora as expectativas fossem muito elevadas, o que vivenciei em Milão superou qualquer expetativa que levava no meu coração.

Esta experiência começou por ser surpreendente, pois, de uma forma muito inesperada e intensa, a união e o amor fraterno que começou a nascer entre os elementos da comitiva de Portugal, o Sr Padre Jorge (sempre imprevisível, curioso, atento e surpreendente) e nove leigos que mal se conheciam, alguns dos quais nem nunca se tinham visto, foi extraordinário.

Durante o congresso, os ensinamentos e partilhas levaram-nos, através do Espírito Santo, a momentos muito intensos, algumas vezes em êxtase, outras vezes em sofrimento profundo, mas sempre amparados pelo amor fraterno que nos unia, e que nos permitiu ter força e coragem para reconhecer e aceitar as nossas feridas e fraquezas que tantas vezes nos impediam e impedem de aceitar verdadeiramente a nossa missão.

O Amor do Pai tocou-nos de uma forma tão especial, que embora o elemento mais novo da comitiva tivesse 38 anos (sim, não éramos a comitiva mais jovem!!!), fomos convidados pela comitiva da Irlanda para irmos ao seu país partilhar a nossa Alegria, para que as igrejas da Irlanda voltem a ter jovens e crianças….

Durante estes 4 dias, a experiência foi de tal forma intensa para alguns de nós, que houve um momento em que a Ana Dioniz nos teve de acalmar dizendo “Sintam essa chama, esse calor, mas não se deixem queimar por ela, aprendam a doseá-la!! Sintam essa Chama no silêncio”.

E para terminar, o que deveriam ser umas breves palavras, vou partilhar o principal ensinamento que trouxe de Milão, que foi muito simples, como sempre acontece nas palavras e ensinamentos de Jesus, “o Amor do Pai transforma-se dentro do nosso coração e transborda em Alegria e Amor ao próximo”.

Por muito dilacerado, maltratado, dorido ou acorrentado que esteja o nosso coração, basta aceitar, aceitar verdadeiramente o Amor do Pai, para que a nossa face se transforme, deixe de estar triste e cinzenta para passar a espelhar a Alegria que resulta do reconhecimento de que o Pai nos ama verdadeiramente, sem condições, sem criticas e sem objeções.

Percebi que como Cristã, a minha missão é evangelizar, mas evangelizar através da doação de Amor e Alegria. Pois de que outro modo as minhas palavras e ações poderiam tocar no coração do irmão, se não sentisse e demonstrasse que o meu coração transborda de Amor e Alegria?

Aprendi e percebi a importância do crescimento e multiplicação das Células de Evangelização, mas aprendi principalmente que sem o Amor e a Alegria com que o Espírito Santo nos preenche, nunca seria possível evangelizar de forma plena, pois só o Amor e a Alegria da Palavra do Senhor toca o coração do próximo…

O “Amor não pode ser apenas um projeto, o Amor tem que ser um movimento”.

Adriana Macedo

PROPOSTA DAS CÉLULAS NO PÓS-ALPHA

Como é habitual, sempre que terminamos um perCurso Alpha propomos aos participantes que integrem uma Célula Paroquial de Evangelização.

Desta a vez, para além dos participantes do Alpha que aceitaram o desafio, estiveram também os elementos do Grupo de Jovens, que na foto ocupam o primeiro plano.

Eles publicaram no Facebook:
Ontem o nosso grupo de jovens esteve reunido, na última sessão do Alpha adultos, para experimentar uma dinâmica de célula. Foi muito divertido 🤗

 

Almoço de acolhimento para os habitantes da Quinta da Portela

A ideia surgiu em Novembro da cabeça do Pe Jorge: que se pudesse fazer um almoço que fosse de acolhimento para alguns dos habitantes da Quinta da Portela, onde estão implantadas as instalações que suportam a comunidade mais ampla que é a de S. João Baptista.

A ideia era muito simples e aparentemente eficaz: depois do Natal e antes do jantar de apresentação do perCurso Alpha, envolvendo tanto quanto possível aqueles que já frequentam a paróquia, proporcionar um momento de convívio para todos quantos quisessem aceitar este convite de vir confraternizar no espaço que é o da reunião semanal e diária dos cristãos da zona.

Entre adultos e crianças, fomos cerca de oitenta: tínhamos um insuflável que procurava atrair os pais pelos interesses dos filhos mais pequenos, entradas e petiscos variados que serviram de quebra-gelo entre os convivas, dois pratos à escolha para que ninguém se sentisse excluído pela escolha da ementa, algumas sobremesas que os paroquianos generosamente partilharam e um pequeno grupo da nossa comunidade que se desdobrava para que todos sem exceção se sentissem bem acolhidos.

Na minha ótica, foi um sucesso. Talvez não sob o ponto de vista numérico, uma vez que percentualmente lá estivesse apenas uma pequena amostra dos vários milhares que já habitam naquela zona.

Pessoalmente, embora não me tenha sido possível falar com todos aqueles que não conhecia, dediquei-me a alguns que percebi ser a primeira vez que entravam na Igreja, apesar de ali viverem há já algum tempo, recolhi algumas inscrições para o Jantar de Apresentação do perCurso Alpha, troquei contactos telefónicos com alguns e até falámos na possibilidade de nos convidarmos mutuamente para as nossas casas.

Paulo Farinha Silva

A Catequese Familiar na perspetiva de uma mãe

Um dia…a caminho de casa “tropecei” com o cartaz da catequese familiar… Não sabia bem como seria, mas como procurava uma alternativa ao modelo habitual, decidi aceitar o desafio.

Comecei a frequentar esta catequese, cheia de receio de não estar à altura de acompanhar o Rodrigo nesta nova caminhada… Depois percebi que tinha que ajudar o Rodrigo em algumas lições do seu catecismo… inicialmente fiquei sem saber como. Mas, depois as conversas foram surgindo com naturalidade e hoje percebo que tal como em outras aprendizagens, o caminho faz-se andando.

Também percebi que só uma criança nos reporta de novo à realidade de como acreditar de coração aberto e com o meu filho reaprendi algumas coisas como “Mãe … as pessoas que gostamos muito e morrem vão para o céu…e o céu é um lugar seguro…”

Quanto a dúvidas, tenho muitas, mas na paróquia encontrei quem me ajudasse a aproximar-me da comunhão de Deus… Ainda que a dar os primeiros passos percebo que acompanhar o meu filho na fé, faz todo sentido…dado que com ele estou a crescer e a vivenciar a linda mensagem de Amor que Jesus Cristo nos deixou.

Celínia Antunes

A alegria de ser catequista

Quando, há 6 anos atrás, o Pe. Jorge me desafiou, à saída de uma missa dominical, para ser ‘catequista de pais’ a minha grande tentação foi dizer que ‘não’. Não, eu não era a pessoa indicada… Não, eu não sabia o suficiente para essa missão… Não, eu não tinha tempo… Apesar de hesitar um pouco, quando percebi que era Deus quem me chamava não pude resistir.

Não sabia o que me esperava. Não havia caminho traçado, pois estávamos a testar um novo modelo de catequese. Quantas vezes levava um tema preparado, mas o Espírito Santo, com o Seu plano, baralhava-me o esquema… E a conversa surgia, e as perguntas brotavam, e as dúvidas baralhavam, e as respostas iam fluindo. Houve discussões frutuosas, outras mais acesas, algumas incompreensões, muita ajuda.

Entretanto esse grupo acabou o seu percurso de 6 anos e outro já começou (onde está também o meu filho mais novo, pelo que agora sou mãe e catequista em simultâneo). E percebo, mais do que nunca, que é esta a missão concreta a que o Senhor me chama na Paróquia para onde me conduziu.

Ser animadora de catequese familiar é, acima de tudo, acompanhar outros irmãos na sua caminhada de fé. A partir do ponto onde estão, do concreto das suas vidas, particularmente da sua realidade familiar. É ser Igreja num pequeno grupo onde se partilha, se escuta, se propõem caminhos de santidade. É levar algo para contar e aprender com a vida do quotidiano.

E depois é tão bom celebrar a Eucaristia Dominical e ver estes rostos conhecidos, lembrar as suas histórias de vida, e colocar tudo isso sobre o Altar… É uma Igreja de rostos concretos, uma comunidade que se constrói, uma experiência partilhada da alegria de ser cristão!

Margarida Castel-Branco Caetano

Conferências Quaresmais em S. José – Aproximai-vos do Senhor

Este ano as já tradicionais conferências quaresmais de S. José, agora do arciprestado de Coimbra Urbana, arrancaram com chave de ouro: o Dr Pedro Bingre, académico na Universidade de Coimbra, que se fez batizar aos 40 anos depois de um “longo inferno” sem Deus, homem de uma cultura bastante ampla e bem fundamentada, veio contar-nos o percurso que o levou à descoberta de Deus e da sua misericórdia.

Herdeiro de uma família que há várias gerações tem procurado viver sem Deus, sem sequer admitir falar de tal assunto por o considerar delirante e pueril, depois de ter procurado respostas para o sentido da vida na ciência e na filosofia ao longo da infância e adolescência, depois de pouco antes dos vinte anos ter vivido uma noite abominável por não encontrar sentido para a sua vida, iniciou um longo percurso que o haveria de levar a pedir o batismo em 2014.

Da paróquia de S. João Baptista estava lá um grande grupo e todos eram unânimes em dar por muito bem empreque o tempo dispendido: foi de facto um testemunho fantástico e que merece ser ouvido.

Para quem lá não esteve, a conferência está disponível em 

Evangelização de Rua no Mercado Norton de Matos (3 Fev 2018)

A marcação desta ação de evangelização no mercado do Norton de Matos surgiu de um impulso na sequência das últimas Jornadas de Formação Permanente da nossa diocese: no ano passado tínhamos ido para a rua, durante as festas da Rainha Santa, e éramos para cima de 40 irmãos com o desejo de levar a boa-nova do Evangelho aos transeuntes da nossa cidade. No Natal, pedimos autorização ao Centro Comercial Alma (antigo Dolce Vita) para irmos levar um pouco da alegria de acolher Deus Menino aos milhares de pessoas que por esses dias invadiam esse local, mas a autorização necessária da administração tinha-nos sido recusada.

Já por diversas vezes tinha comentado com o Pe Jorge Santos que havíamos de tentar o Mercado Norton de Matos, aos sábados de manhã, mas a coisa ia ficando em águas de bacalhau e, durante as Jornadas, enquanto ouvia o cardeal e outros intervenientes no local ou a partir do Youtube, onde estavam a ser transmitidas em direto, lembrei-me de alinhavar uma estrutura, escrevia-a num email e uns dias depois mandei-o ao Pe Jorge a pedir autorização para mobilizar as pessoas da paróquia.

Tive algum receio que os paroquianos aderissem pouco e rezei bastante quer pedindo ao Senhor que fosse preparando o coração de quem viéssemos a encontrar durante a evangelização de rua, quer que inspirasse a audácia necessária aos irmãos da comunidade paroquial. No sábado houve quem me confessasse que tinha passado a noite quase em branco com receio do que iria acontecer; houve vários que foram primeiro às compras ao mercado e que acabaram por se juntar a nós, de coração aberto.

Éramos uns 25, havia um grupo a tocar guitarra, pandeireta e a cantar, as crianças ofereciam chá e café, e outro grupo, dois a dois, falava com quem passava: muito simplesmente dizíamos-lhes que éramos cristãos das paróquias ali à volta, que estávamos muito felizes por termos permitido que Deus se revelasse nas nossas vidas e perguntávamos se lhes podíamos falar do que a paróquia tinha para oferecer. Íamos dando o nosso testemunho, apresentámos o percurso Alpha, desafiámos a aparecer na eucaristia, convidámos para o Grupo de Oração, para a Oração de Misericórdia e para o Fórum Cristãos no Mundo, rezámos com quem permitiu ou pediu que o fizéssemos (uma Avé-Maria ou assim), e viemos de lá com uma alegria imensa, apesar do frio. No fim, foram muitos os que manifestaram o desejo de fazer isto mais vezes. Muito mais vezes. E a alegria devia ser mesmo imensa e verdadeira, de tal modo que contagiou outros que não quiseram ou não puderam ir e que entretanto já dizem que da próxima vez também querem participar. Em março, repetimos. E esperamos que seja de agora em diante uma vez por mês.

Paulo Farinha Silva

GRUPO DE ORAÇÃO, porquê? o testemunho da Carla Ribeiro

Por que vou ao grupo de oração? Questiono-me muitas vezes sobre esta minha decisão. Para ser sincera, ao analisar a minha caminhada espiritual, e depois de ter feito uma primeira experiência, senti que este novo percurso fazia todo o sentido na minha vida. Terei de ser sincera ao afirmar que esta decisão é muito pessoal porque senti um apelo interior e uma necessidade de fortalecer a minha relação com Deus.

O que me toca mais nestes encontros é a oração que fazemos uns pelos outros, as palavras de alento, edificantes, que transmitimos uns aos outros e as ações de interajuda, efetuadas de uma forma altruísta. No grupo de oração não ficamos sozinhos na dor, todos intercedem uns pelos outros. Ficamos igualmente unidos na alegria, e quando nos encontramos é sempre um momento de festa.

De uma forma resumida, faz sentido descrever o que fazemos no Grupo de Oração para que se possa perceber as razões da minha alegria em pertencer a este grupo.

Nos dias do nosso encontro, quando esperamos uns pelos outros, o ambiente alegre de acolhimento e muito fraterno faz o meu coração aquecer imediatamente. De seguida, damos inicio a estes encontros com cânticos de louvor. Louvamos muito a Deus com cânticos e ações de graças, e somos desafiados a encontrar razões na nossa vida para o fazer. Quando faço alguma partilha, sinto o meu coração aumentar, bater mais forte e isso revigora-me. Temos um momento de escuta da Palavra, meditamos e partilhamos o que nos tocou especialmente.  Em muitos momentos, senão sempre, a palavra de Deus que foi meditada vai ao encontro dos meus anseios.

Segue-se o momento de pedir, suplicar, interceder pelas intenções pessoais de cada membro. É um momento muito significativo, pois sei que a voz de um grupo clama mais forte… a força da união em Jesus. Para mim, faz toda a diferença alegrar-me com os irmãos e partilhar as tristezas com eles. Chego muitas vezes com um problema de saúde e saio regenerada. É verdade, aconteceu no último encontro. Durante os dias que se seguem continuamos em oração uns pelos outros.

Resumindo, vou ao grupo de oração porque me sinto bem! Saio dos encontros sempre fortalecida, animada, com esperança e mais energia, e isso repercute-se em todos os que me rodeiam. É por todas estas razões e muito mais que pertenço a este grupo. Faço-lhe um convite: venha ver e experimentar, gostaria muito de o(a) ver um dia destes…

Carla Ribeiro