Arquivo da categoria Unidade Pastoral

Folha Paroquial – Domingo I Domingo da Quaresma

“Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.”

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Se fizéssemos um inquérito perguntado qual seria o tempo litúrgico mais apreciado dos cristãos, poucos certamente responderiam: a Quaresma. Automaticamente, muitos optariam pelo Natal ou pela Páscoa. Apesar desta desafeição, ela não deixa de ser fundamental. Ela é uma espécie de medicamento: não gostamos dele mas tomamo-lo porque é bom para nós.
Este primeiro domingo da Quaresma começa com as primeiras palavras registadas de Jesus: “Cumpriu-se o tempo e está
próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”. Todos os anos esta frase ressoa nas nossas igrejas, em particular no dia da imposição das cinzas. Nesse dia, longas filas de pessoas se aproximam do sacerdote para receber as cinzas na fronte e ouvir estas primeiras palavras de Jesus. No ano seguinte, novas filas se aproximarão para executar o mesmo rito. O rito será o mesmo, as pessoas serão diferentes. Algumas já lá não estarão porque morreram ou porque, por razões de saúde, já não poderão vir mais à igreja. Para essas, o sentido da expressão: “Cumpriu-se o tempo” teve um significado novo que, se calhar, no ano anterior nem foi percebido na sua urgência. Pensamos sempre que este ano será mais um ano, mas talvez este ano seja o meu ano, o ano da urgência, o ano em que o “arrependei-vos” me é dirigido de forma radical, como uma última chamada.

Folha Paroquial – Domingo VI do Tempo Comum

“Se quiseres podes curar-me.” Jesus tocou-lhe e disse: “Quero. Fica limpo.”

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Eucaristia 09.02.2018 19h00

Eucaristia 09.02.2018 19h00
Paróquia São João Baptista – Coimbra
Informamos que excepcionalmente não haverá Eucaristia dia 09.02.2018 sexta-feira às 19h00 em virtude das Conferências “Enovar 18”.

«Em seu coração
o homem planeia o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.
Provérbios 16:9»

Folha Paroquial – Domingo V do Tempo Comum

Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados.

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O texto do evangelho de hoje mostra-nos um dia da atividade messiânica de Jesus. Começa, pela manhã, em casa da sogra de Pedro que está com febre e prostrada na cama. Jesus aproxima-se, – Jesus sempre se faz próximo – tomou-a pela mão, (a força do gesto) e levantou-a, como fez à menina de 12 anos que estava já morta e a quem disse: “Talitha kum, menina levanta-te.” Curada por Jesus, a sogra de Pedro pode começar a servi-los. O discípulo de Cristo serve como expressão da sua fé e do seu ser de discípulo. Quem experimentou o poder do amor de Jesus que sendo de condição divina se fez servo, obediente até à morte e morte de cruz, só pode fazer da sua vida um serviço. Jesus foi o servo da humanidade que lhe lavou os pés e que disse: “Aquele que quiser ser meu discípulo, será como o filho do Homem que não veio para ser servido mas para servir e dar a vida”. Cristão que não esteja disponível para servir com amor e humildade, pode acreditar em Jesus, mas ainda não é seu seguidor. Pelo menos falta-lhe este grande pilar do discípulo, o serviço aos outros, nomeadamente à comunidade.
“Ao cair da tarde, já depois do sol posto”- Começámos de manhã e já vamos no final do dia – trouxeram-lhe todos os doentes da cidade que ficaram reunidos junto da porta. A pobre casa de Simão nunca terá visto tanta gente, se bem que é preciso pensar que cidade era um ajuntamento relativamente pequeno, como sabemos hoje. Cafarnaum não devia ter mais de 250 pessoas.
Jesus cura os doentes que lhe trazem, ensina e expulsa os demónios. Jesus não cura só por curar, mas aproveita para ensinar, para formar, para levar à conversão. Outro pilar importante da vida do discípulo é a formação, deixar-se ensinar pela Palavra de Deus, procurar solidificar a sua fé para se enraizar em Cristo e na sua doutrina.
Entretanto vem a noite e o descanso. O texto continua: « De manhã muito cedo, levantou-se e saiu. Para onde? “ Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar”. Outro dado da atividade de Jesus. Um grande tempo do seu dia é dedicado à oração. Os evangelhos mostram-nos Jesus a rezar longamente, de manhãzinha, à tarde, ao cair do sol, pela noite dentro. Todas as horas servem para Jesus se retirar para estar a sós com o Pai. Outro pilar da vida do discípulo a dar uma importância capital é a vida de oração onde nos abrimos à graça salvadora de Deus.
Sem oração vivemos exclusivamente das nossas forças naturais e não vamos longe, mas pela oração e pela frequência dos sacramentos acolhemos em nós a vida divina, a vida do Espírito que nos fortalece, nos anima, nos cura e nos ajuda a viver as virtude teologais de fé, esperança e caridade. Mas como acontece a quem está na vida ativa, muitas vezes o orante é interrompido pelo grito dos que estão impacientes para serem ajudados. Desta vez são os discípulos que interrompem a oração de Jesus para Lhe dizerem: “Todos Te procuram.”
Como que a quererem dizer-Lhe: «Como consegues estar aqui na calma e na paz quando tanta gente clama por ti?» E a resposta de Jesus pode confundir-nos. Quando tantos O procuram, Ele diz aos discípulos: “Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas afim de pregar aí também”. Jesus não se deixa levar pelo sucesso, que é uma armadilha. Isso tinha sido a tentação do demónio no deserto à qual Jesus resistiu. As pessoas curadas, falavam d’Ele e a sua fama espalhou-se à volta e agora todos queriam vê-l’O. Mas já tinham os sinais suficientes para acreditarem n’Ele e se converterem. Jesus não é um curandeiro ou um milagreiro. Ele veio chamar os homens à conversão apresentando-lhes os sinais do Reino, mas não satisfaz a curiosidade de quem procura ver o maravilhoso. «Vamos, pois para outras aldeias para aí pregar pois foi para isso que Eu vim.»
O que Jesus procura é levar os homens à conversão da vida pelo anúncio do Evangelho, para que eles se abram a Deus e sejam salvos. Este é outro pilar da vida do discípulo, a evangelização que leva à fé.
Assim, no texto de hoje vemos Jesus que evangeliza, curando e ensinando, que reza, que serve e leva outros a servir. Que tempo damos à oração na nossa vida? Encontramos alegria e disponibilidade para o serviço com humildade e amor? Que tempo dedicamos a aprofundar a nossa fé, deixando-nos ensinar pela palavra de Deus e participando em encontros de formação espiritual e doutrinal? Vivemos o zelo pela missão que Jesus nos confiou de ir e ser testemunha d’ Ele?

Folha Paroquial – Domingo IV do Tempo Comum

Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.

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A Deus é o totalmente outro, Deus invisível e inefável que ninguém jamais alguém viu ou pode ver, mas Deus é amor, e o amor não é distante, mas próximo. Por isso, Deus, querendo fazer-se entender por nós, criaturas limitadas, tinha de encontrar uma forma de comunicar connosco e de nos dar a sua palavra e se revelar. A 1ª leitura de hoje diz-nos como, a pedido do próprio povo, que temia o Mistério inefável de Deus, Lhe pediu que escolhesse profetas que lhe falassem em nome d’Ele. E foi assim durante todo o Antigo Testamento. Mas Deus queria mais. A carta aos Hebreus começa assim: «Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos profetas, nestes tempos, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e por quem criou o mundo.» A partir da encarnação de Jesus, Deus fez-se pessoa humana, em tudo igual a nós. Assumiu a nossa contingência e limites, fez-se carne e falou-nos de viva voz. Há um verbo que se repete muitas vezes sempre que Jesus cura alguém. É o verbo aproximar. Na cura do leproso, Jesus que devia, segundo a lei ficar ao longe para não ser contaminado pela lepra quando ouvir o leproso gritar, aproximou-se, estendeu a mão e tocou-lhe dizendo: «Quero curar-te. Fica limpo». O leproso foi tocado por Jesus, ouviu a sua voz humana e sentiu a sua compaixão.
Noutra cena, ia a passar um funeral de um jovem, filho único de sua mãe que era viúva. Jesu ficou cheio de compaixão pelas lágrimas daquela mãe. Aproximou-se, tocou no caixão e disse ao morto: «Jovem, eu te ordeno, levanta-te.» E o jovem saiu para fora vivo.
Na parábola do Bom Samaritano, enquanto se diz que o sacerdote e o levita viram e passaram ao lado, distantes, o Bom Samaritano, encheu-se de compaixão e aproximou-se, tocando-lhe.
Podíamos continuar com muitos exemplos. O que acontece com Jesus diante do sofrimento humano é: « Enche-se de compaixão, aproxima-se, toca e fala para agir e salvar.
Deus é um Deus que se aproxima, que se faz próximo, para estar connosco.
Por isso a resposta da Igreja só pode ser a mesma. Uma Igreja compassiva, que se aproxima dos homens feridos, que lhes estende a mão para os curar.
O papa Francisco dá-nos o exemplo desta proximidade. Ele costuma dizer: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. Ai quanto nós todos temos de ouvir ainda esta frase para a passarmos para a vida. Já tem havido grandes progressos, mas quanto falta ainda para que as pessoas nos sintam próximas delas de coração e de vida.
Esta proximidade começa pelo acolhimento a todos sem preconceitos. A Igreja deve ser mais e mais acolhedora a todas as formas de viver que as pessoas escolheram, mesmo que não seja aquela que nós achamos bem, segundo os nossos valores. Jesus entrou em casa de Zaqueu, comeu com o fariseu, entrou e casa de Mateus o publicano, enquanto os fariseus o criticavam. E ele, pacientemente, explicava porque o fazia. «Eu quero a misericórdia e não o sacrifício pois não vim chamar os justos mas os pecadores.»
Se Deus se aproximou tanto de nós, fazendo-se o nosso mais próximo ao ponto de querer ser nosso alimento, não nos afastemos nós d’Ele, mas aproximemo-nos cada vez mais “d’Aquele cuja alegria «é estar com os filhos dos homens.” Este é o lema do plano da Diocese de Coimbra: “Aproximai-vos do Senhor”. É este também o lema que escolhemos para as Conferências quaresmais que terão lugar no salão de S. José, durante as primeiras 4 quintas- feiras da quaresma.

Almoço Carnaval – Sabores Africanos – Cachupa e Moamba de Galinha

Repetindo o evento de 16 de Junho passado, iremos ter o almoço de sabores africanos, em dia de carnaval.

– moamba de galinha
– cachupa

10 Tijolos (inscrições abertas no cartório ou http://insc.paroquiasaojoaobaptista.net/)

 

Em junho, foi assim:

Ida à Ópera – Teatro Nacional de S. Carlos – 22 Abril

Ópera I CAPULETI E I MONTECCI De Vincenzo Bellini

Ópera em dois atos, com libreto de Felice Romani(1788-1865)- adaptação da história de Romeu e Julieta a partir de uma ópera de Nicola Vaccai chamada Giulietta e Romeo, que por sua vez foi baseada em fontes italianas e não diretamente de Shakespeare.

09h00 – saída de Coimbra
Tempo livre junto do Centro Cultural de Belém
13h00 – almoço livre junto dos Restauradores
15h00 – partida para Teatro Nacional São Carlos
16h00 – Ópera
Regresso final do espetáculo

75.00€ (inscreva-se no cartório ou em http://insc.paroquiasaojoaobaptista.net)

Folha Paroquial – Domingo III do Tempo Comum

Deus quer que todos os homens se salvem

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Apesar destas palavras que vêm como título não constarem nas leituras de hoje, pareceu-me a mais adequada para resumir a primeira leitura e o Evangelho. Sim, Deus ama os homens e tem sempre a iniciativa de lhes estender a mão e os chamar à conversão.

A história de Jonas é muito bonita. É um conto cheio de beleza e de encanto sobre Deus e o amor que Ele tem por todos os homens, seja qual for a sua raça, cor, língua ou religião. O conto podia dizer-se desta forma: «Era uma vez um pequeno profeta de Israel cheio de bom senso, a quem Deus um dia diz: «Não é suficiente que procures converter o meu povo, no teu minúsculo país. Envio-te em missão a Nínive. (segundo o que indicam as ruínas arqueológicas de hoje, Nínive situava-se em Mossul, no Norte do atual Iraque).

Jonas gostava de obedecer a Deus, mas na sua visão, seria altamente insensato fazer uma coisa destas. Se ele já tinha tanta dificuldade em convencer o seu pequeno povo de Israel a converter-se a Deus e a ser fiel à Aliança, que possibilidade tinha ele de fazer o que quer que fosse por um povo enorme, inimigo figadal de Israel, sempre pronto a invadir o seu país? E para que é que se havia de esforçar para salvar um país pagão sempre pronto a invadir Israel? Antes que Deus continuasse com a sua insensatez de querer converter através de Jonas este povo pagão, ele foge e embarca para longe, até ao fim do mundo. Mas no barco levanta-se uma enorme tempestade e ele vê nisso a consequência da sua desobediência e tentativa de fuga à voz de Deus.

Como é um homem honesto confessa aos responsáveis do navio que a razão daquela tempestade é ele mesmo que foge de Deus. Crentes daquele tempo acreditam e lançam Jonas ao mar para se salvarem. Entretanto um grande peixe engole Jonas. Quentinho no ventre do peixe tem tempo para orar e se converter. O peixe cospe Jonas nas praias de Nínive e, desta vez, Jonas já não foge. Vencido, começa a pregar sem convicção chamando os Ninivitas ao arrependimento. O que Jonas desejaria é que os Ninivitas não se arrependessem para que Deus destruísse a cidade e não escapasse ninguém que seria um descanso para Israel. Mas para tristeza de Jonas, os Ninivitas ouvem a palavra, fazem penitência desde o maior ao mais pequeno e todos se arrependem.

Só Jonas parece não se arrepender. Vai ser preciso Deus dar-lhe uma lição de amor, através de um pequeno arbusto do deserto que lhe fez sombra durante o dia mas que à noite morre. Ele fica irritado com a morte do arbusto e Deus diz-lhe: “Entristeces-te com a desaparição de um arbusto que de manhã nasce e à tarde morre e eu não me deveria contristar com a destruição de um povo numeroso que habita nesta cidade e não havia de fazer tudo para o salvar? Jonas compreende finalmente que Deus é um Deus bom, compassivo e cheio de misericórdia para com todos.

Comecei por dizer que era um conto, uma história, mas que nos diz a Verdade sobre Deus e o que Ele deseja. Realmente «Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, pois Ele «amou tanto o mundo que lhe enviou o seu Filho para que quem n’Ele crer não pereça mas tenha a Vida eterna.» Ah se cada cristão percebesse o desejo que Deus tem de chegar ao coração de cada homem, faríamos muito mais por isso.

O Evangelho apresenta-nos o início da atividade messiânica do Filho que vem para oferecer aos homens a salvação. De forma lapidar, Marcos apresenta-nos o kerigma de Jesus, isto é, aquilo que foi o conteúdo fundamental do seu anúncio; «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

A Igreja faz parte do plano de Deus para que a salvação de Jesus chegue até aos confins da terra. Sem a Igreja o Evangelho nunca sairia de Jerusalém e, mesmo aí, duraria pouco tempo.

Por isso a primeira obra messiânica de Jesus é a escolha dos discípulos a que deu o nome de Apóstolos. Eles seriam os alicerces da nova comunidade que Ele queria instituir. Por isso, Jesus deu tanta atenção à formação dos seus discípulos. E no final da sua vida, antes de partir para o céu, deixa-lhes um mandato em que lhes diz: «Ide por todo o mundo, fazei discípulos de todos os povos, batizai-os e ensinai-os a cumprir tudo quanto vos mandei». Jesus fez discípulos e disse-lhes que formassem outros, pois sem discípulos não há Igreja e não há seguidores de Jesus, de tal forma que a Missão da Igreja é evangelizar para formar discípulos que o sigam. Nós somos os discípulos que o Senhor tem hoje para enviar ao mundo como fez com Jonas. E não precisamos de ir para muito longe.

É na família, no local de trabalho, ou até nos tempos livres que somos chamados a ser «pescadores de homens». Mas é também no imenso mundo virtual das redes sociais que posso ser «pescador» para Cristo. A nossa paróquia sendo a Igreja situada neste território que lhe está confinado tem esta missão de Jonas: Ide, de rua em rua, de casa em casa, de apartamento em apartamento, anunciar que Deus os ama e que se lhe abrirem o coração experimentarão a Vida eterna. Muitos pensarão como Jonas: «Isso é uma insensatez» e tentarão fugir a esta missão, (às vezes eu também tento fugir). Vemos a missão a partir do nosso olhar e das nossas forças e não a partir do olhar de Deus e do Seu poder.

Membros do Conselho Pastoral correram muitas casas para colocar na caixa do correio dos paroquianos o desdobrável das atividades da paróquia. Mas parece-me que, no futuro, vale mais entregar menos desdobráveis, mas falar com mais gente. O que importa é o diálogo pastoral, é a partilha fraterna. Na próxima Lectio Divina da Quaresma seria possível que algumas famílias ou pessoas individuais se juntassem no mesmo prédio, ou na mesma rua fazendo grupos de oração com a Palavra de Deus?

Mas milagres acontecem quando, como Jonas, obedecemos a Deus e vamos na força do seu Espírito. Paróquia de S. José e S. João Baptista, formai-vos para a Missão, rezai pela missão e parti para a Missão, pois a isso vos envia o Senhor e é para isso que existis. Se não fazeis isso deixais de ser relevantes, pois Jesus formou-vos com este fim.

Hoje estarão à saída da igreja algumas pessoas que fazem parte da equipa do percurso Alpha dando um convite a quem o quiser aceitar. O Alpha é um método de evangelização posto á disposição das paróquias para que se tornem evangelizadores dos seus irmãos. Porque não experimentar primeiro para si, para depois convidar outros a fazê-lo? Sejamos ousados, pois Deus nos deu um Espírito de ousadia e de fé.

 

Novo percurso ELA E ELE iniciou-se em 13 de janeiro com 15 casais

Iniciou-se a 13 de janeiro um novo percurso para casais «Ela e Ele: como construir uma relação duradoura». O restaurante do Instituto Justiça e Paz, acolheu a primeira sessão com a participação de 15 casais, oriundos de várias paróquias da cidade de Coimbra, com particular representação de São João Baptista e São José.

Depois da apresentação do percurso, teve início o habitual jantar, servido aos casais num ambiente romântico e propício à fruição de um tempo em casal de qualidade.

Seguiu-se ao jantar, a apresentação do tema “Estabelecer bases sólidas”, que pretendia levar os casais a conhecer as diferentes fases da vida em casal e ganhar consciência dos efeitos que o ritmo de vida atual provocam no seu casamento. Este primeiro tema permite fazer a introdução para os temas das sessões seguintes: a arte da comunicação em casal, a resolução de conflitos, a importância do perdão, o relacionamento com a família alargada, nomeadamente pais e sogros, a sexualidade e descobrir as linguagens do amor de um e de outro. 

Aos casais foi depois dada a oportunidade de refletir em casal sobre aquele tema, num ambiente descontraído, acompanhado por chá e biscoitos.

Com o objetivo de ajudar os casais a investir na sua relação, para ultrapassar dificuldades ou para a tornar mais sólida e duradoura, este percurso insere-se na dinâmica de uma pastoral familiar que aposta nas famílias como espaço de transmissão do amor autêntico e da alegria que vem de Deus.

Folha Paroquial – Domingo II do Tempo Comum

A folha pode ser descarregada aqui: 2º Domingo Tempo Comum

A questão posta pelos dois discípulos de João Baptista é muito pertinente nos nossos dias: «Mestre onde moras?» No fundo é a pergunta sobre onde e como encontrar Deus. Diz-nos o papa Bento XVI que, “no contexto atual, “é a questão das questões”, pois a mentalidade que se difundiu de renúncia ao transcendente demonstrou-se incapaz de compreender e preservar o humano e gerou a crise de sentido e de valores que hoje vivemos, que depois levou à crise económica e social.

“O homem que desperta dentro de si a pergunta sobre Deus, abre-se à esperança, a esperança confiável, pela qual vale a pena enfrentar o cansaço do caminho presente”. Mas a quem porão os homens de hoje a questão sobre Deus e onde o encontrar? É àqueles que O conhecem e amam. “A estrada que conduz até Ele passa, de modo concreto, através de quem já O encontrou, pelo testemunho de vida no quotidiano. Mas depois, os cristãos têm de ter um lugar de encontro, para onde possam convidar aqueles que se manifestam abertos a conhecer Jesus.

Vinde ver. Esse lugar é a própria Comunidade reunida. Ela é o lugar da presença de Deus, pois Deus habita nela como num templo. O “vinde ver”, pode ser simplesmente: -Vem à igreja comigo, e assim encontrar-te-ás com Cristo presente no meio do seu povo. Descobri-lo-ás na igreja que reza, canta e louva o seu Senhor, “o que esteve morto, mas agora vive para sempre”. Descobri-lo-ás presente na Sua Palavra proclamada na Assembleia. Descobri-lo-ás presente, como os discípulos de Emaús, no pão que é partido e distribuído por todos e acerca do qual Ele disse: «Tomai e comei, isto é o meu corpo entregue por vós». O “Vinde ver” pode ser ainda: Olha vem comigo ao encontro do Senhor que nos cura e salva, “ O “Vinde ver” pode ser ainda um convite para o curso Alpha, para conhecer o Senhor gradualmente e Lhe abrir o coração. Vinde ver como é, e depois ficas ou vais, mas «vem ver».

Sabemos o nome daqueles que aceitaram o convite de Jesus: -“Vinde ver”. Eram André, irmão de Simão Pedro, e no seguimento do Evangelho, sabemos que o outro era Natanael. Não vão mais esquecer aquele dia nem aquela hora. Era por volta das quatro horas da tarde. André, depois disto, vai ter com seu irmão Pedro e diz-lhe: «Encontrámos o Messias, vem também conhecê-lo. E levou-o a Jesus. Que grande gesto fez André pelo seu irmão! Mudou-lhe a vida para sempre. Abriu ao irmão o caminho da salvação. Por aqui se vê que não é preciso ser especialista em evangelização para levar alguém a Jesus. André tinha acabado de conhecer Jesus e já se tornara evangelizador.

Basta tê-lo encontrado, ter deixado que Ele toque a nossa vida. Então seremos capazes de dizer a outros: “Vinde ver.” É o melhor serviço que uma pessoa pode fazer a outra é levá-la a conhecer Jesus, pois trata-se de possibilitar à outra pessoa, o encontro com a Vida eterna, com a salvação.

Num jantar Alpha cerca de 30 pessoas trouxeram umas 60. Cada uma, à sua maneira, foi capaz de trazer a este percurso, um irmão, e por causa desse convite amigo, estou confiante que muitos, um dia, serão capazes de dizer a quem os convidou: «Obrigado por te teres lembrado de mim e me teres proporcionado o encontro com a Vida em plenitude.»

Às vezes recebo alguns e-mails que me dão muita alegria. Vou transcrever algumas linhas do último que recebi, depois de ter pedido autorização à pessoa. Dizia ela: “Sr padre, ainda não me conhece, apesar de o ter cumprimentado à saída da missa, mas era tanta gente que não pode decorar todos os rostos e nomes. Fui, a primeira vez, à igreja de São João Baptista, no Domingo passado, levado por uma amiga que me convidou e que sabia o que eu estava a viver. Já há muito tempo que não ia a uma igreja e deu-me muita paz. Ao contrário do que estava à espera, não me senti aborrecido e nem dei pelo tempo a passar. Era o dia dos Reis Magos e o seu sermão parecia que era diretamente para mim. O sr padre dizia que os Magos eram pessoas que procuravam a Deus, e por isso o encontraram, pois Ele deixa-se encontrar por quem o procura.

Então também eu, de certo modo, já estava a encontrá-lo ali bem perto. Agradeci à minha amiga por me ter convidado e vou começar a ir aí, habitualmente, voltando às minhas raízes cristãs. Fiquei também agradavelmente surpreso ao vê-lo cá fora a despedir-se de cada pessoa. E essa é a razão do meu e-mail: Dizer-lhe que gostei e agradecer-lhe o seu acolhimento.”AC. Feliz esta amiga que foi capaz, como André, de dizer a este senhor: «Vem Ver».

Caro(a) amigo(a) que lê estas palavras; “A quem já convidou, para ir consigo ao encontro de Jesus? Não tenha receio de convidar, de falar a outros das diversas atividades e convidar a vir consigo à missa, à oração, ao Alpha, à catequese de adultos, ou a servir os pobres. Há tantos que não vêm só porque se desabituaram e, agora, só precisam que alguém lhes reacenda a chama com um convite amigo. Seja ousado (a) em nome de Cristo e fará um grande bem aos seus amigos. Como vê, não é preciso ser santo para fazer isso, é preciso é começar já. Pois André mal conheceu Jesus, levou logo o seu irmão.