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Folha Paroquial nº 65 *Ano II* 17.2.2019 — DOMINGO VI DO TEMPO COMUM

«Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor..»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 6, 17.20-26)
Naquele tempo, Jesus desceu do monte, na companhia dos Apóstolos, e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia. Erguendo então os olhos para os discípulos, disse: Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa c onsolação. Ai de v ós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas.»

MEDITAÇÃO
Os dois caminhos: O da bênção e o da maldição.
Ela tinha uma boa reforma de alguns milhares de euros e ainda acumulava com a do marido que tinha morrido. Mas vivia em grande simplicidade e até austeridade. Só tinha um filho adotado e tinha
recursos suficientes para lhe deixar bens em herança. Mas tanto gente singular como instituições de bem-fazer podiam sempre contar com ela. O interessante é que fazia quase tudo anonimamente. Várias vezes na paróquia recebi envelopes com dinheiro avultado para obras no centros social, na igreja, no grupo socio-caritativo. Sabia de quem vinha apesar de virem anónimos.
Quando faleceu as pessoas diziam: Viveu a fazer o bem.. .Deu-se aos outros. Foi como o bom samaritano que sempre se compadecia dos que encontrava à beira do caminho. E não foram precisas grandes palavras naquela missa de exéquias. Toda a gente tinha a convicção de que a sua vida tinha sido mergulhada no divino e sabiam que dela era o reino dos céus.
Mas recordo outro caso, quando era ainda criança em idade escolar. Um senhor da minha aldeia tinha andado no Brasil e feito uma pequena fortuna para aquele tempo. Voltado para a aldeia era
o único que tinha dinheiro no meio daquela pobreza toda. As pessoas quando precisavam muito de dinheiro batiam-lhe à porta e pediam emprestado. E ele emprestava com juros muito altos. Como
passado o tempo, as pessoas não tinham com que pagar, ficava-lhes com os bens que eram a sua sobrevivência. E morreu sozinho, sem amor, sem amigos. Foi o primeiro funeral a que fui, com uma opa vermelha vestida, e já me sentia grande por poder também vestir uma opa. Mas ao contrário do costume, as pessoas todas falavam alto o que me chamou a atenção. Alguém mais piedoso pediu mais silêncio, enquanto se caminhava para o cemitério levando a carreta, mas a resposta foi: « Silêncio para quê? Respeito por aquele que não nos respeitou?» Nunca mais esqueci aquele episódio pois achei pena que alguém chegue ao fim da vida e não deixe saudade nenhuma porque viveu só a pensar em si.
Nestes dois exemplos temos as bem aventuranças e as maldições que S. Lucas coloca na boca de Jesus.
A vivência das bem-aventuranças são a expressão de uma fé feita de confiança em Deus que não falha. Quem confia n’Ele não vive preocupado com amealhar. Diz-nos a 1ª leitura: “Bendito quem
confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. E as bemaventuranças de Jesus estão baseadas nesta confiança: “Bemaventurados, vós os pobres porque é vosso o reino dos céus.”
Jesus diz-nos que há um caminho verdadeiro para a felicidade que Ele nos indica e que há caminhos falaciosos que parecem ser uma miragem a prometer-nos felicidade mas que são isso mesmo, uma
miragem. Segundo Jesus, “é melhor dar do que receber, é melhor servir que dominar, é melhor partilhar do que amealhar para si, é melhor perdoar do que vingar-se, é melhor criar vida do que
explorar. E no fundo, quando conseguimos escutar sinceramente o melhor que há no fundo do nosso coração sabemos que Jesus tem razão. E cá dentro sentimos necessidade de gritar também hoje as
bem-aventuranças e as maldições que Jesus gritou.” (J. Pagola) .
Felizes os que aceitam dar e partilhar o pouco que têm com os seus irmãos, com o serviço de Deus, da igreja, dos pobres. Malditos os que só se preocupam com a s suas riquezas e os seus interesses.
Felizes os que podendo viver mais comodamente, escolhem uma vida simples porque querem partilhar, como no primeiro exemplo que dei. Malditos os que são capazes de viver tranquilos e
satisfeitos, sem se preocupar com os que à sua volta choram e sofrem. Deus está do lado deles e contra os exploradores.
Tanto a 1º leitura como as bem-aventuranças de Lucas não nos deixam esquecer que não é a mesma coisa amar ou não amar, dar ou não dar, servir ou não servir, escolher o comodismo ou escolher a
desinstalação para fazer o bem. Hoje nas pregações corremos o risco de deixar na sombra o juizo de Deus contra os que de uma forma perseverante fazem o mal e não se arrependem. Os nossos
actos têm consequências para a nossa salvação ou perdição eterna.
Podemos analisar como pensamos e agimos quando damos na igreja ou noutra situação em que somos chamados a partilhar Quando damos na igreja, por exemplo, parece que muita gente
pensa: « Vamos lá ver qual a moeda mais pequenina que aqui tenho…» Felizmente também há quem não pense assim: De certeza que há pessoas na assembleia com dificuldades mas há
também, de certeza, gente que vive folgadamente. Uma eucaristia com 300 pessoas não chega a dar 150 euros o que significa que foi uma média abaixo de 50 cêntimos por pessoa. Deus e a
comunidade cristã onde recebi a fé e a alimento têm assim tão pouco valor para mim? Eu sei que é um costume que vem detrás mas que exige reflexão. Há tempos houve aqui um casamento, em
S. José, que gastou 2.000 euros para enfeitar a igreja de flores… mas não davam nada à igreja se não lhes tivesse sido lembrado que deviam deixar alguma coisa. Deixaram 30 euros. O nosso
crescimento na identificação com Cristo passa por vermos como lidamos com os bens materiais e vermos as prioridades que existem na nossa vida. Se gastamos tanto dinheiro em coisas
supérfluas e depois resistimos a dar para boas obras da comunidade ou para quem precisa, vê-se logo onde está o nosso coração. E se entregamos o nosso coração ao supérfluo, pode
acontecer que a nossa vida se funde no supérfluo, casa construída na areia movediça que depressa se esmorona.
Quanto bem a comunidade poderia fazer a nível da evangelização, da compaixão, da solidariedade, da formação e de acolhimento às pessoas ! Bem-aventurados vós os que confiais em Deus e por isso
vos destes com amor….malditos vós que amealhastes e pensastes só em vós. Já recebestes a vossa recompensa na terra.

Lectio Divina 1 – Ev. da Samaritana – As inquietações do homem de hoje

Quem por qualquer motivo não puder ou quiser juntar-se a um grupo, poderá fazer a Lectio de preparação da Visita Pastoral a partir do Youtube:

Descarregue a brochura: 110 – LECTIO DIVINA 1

Como deverá ser do conhecimento de todos, esteve na passada quarta-feira, no salão da Igreja de S. José, o Sr Bispo a lançar a Lectio Divina como forma de preparação da visita pastoral que se iniciará no dia de S. José, 19 de Março. Esta leitura orante da Palavra de Deus decorrerá em pequenos grupos, na sua maioria já existentes. Para todos aqueles que não pertencem ainda a nenhum grupo no qual este percurso seja feito, são convidados a encontrarem-se no salão de S. José na próxima quinta feira, dia 14, pelas 21h15 com vista à formação de mais grupos para a Lectio Divina. Para quem não pôde por algum motivo estar neste encontro com o Sr Bispo, pode visualizar o vídeo em http://w.pt351.com/11484

Entretanto, quem por qualquer motivo não puder ou quiser juntar-se a um grupo, poderá fazer a Lectio a partir do Youtube: https://youtu.be/ryPRdOmhhQE

Edição de 2019 do Enovar

A edição de 2019 do Enovar teve início num clima de “renovação inadiável”, ideia sublinhada pelo Pe. Jorge Silva Santos, o director nacional Alpha, e por D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz, ao dar as boas-vindas aos participantes que enchiam o auditório do Espaço Vita, em Braga.

Na sessão de abertura, o Pe Jorge Santos alertou para a necessidade da definição de uma visão e estratégia pastorais, na importância de se pensar o processo que leva a que um discípulo passe da paixão à acção – o lema deste evento – entendendo-se por paixão o entusiasmo da fé, o amor forte que vem do encontro com Cristo.

D. Jorge Ortiga afirmou a “urgência de uma renovação e de uma reforma” na pastoral da Igreja. “É mais usual centrar as prioridades no exercício de uma reforma. Mas ela, na ausência de um processo de renovação, não convencerá ninguém”, afirmou o Arcebispo de Braga, para quem “em experiências de pequenos grupos, de âmbitos diferentes, devemos promover a cultura do encontro perante a generalizada cultura da indiferença, na comunhão uns com os outros. (…) Como consequência, as paróquias, comunidade de comunidades, anunciarão, de um modo credível, o Evangelho como alegre notícia para hoje.”.

D. Virgílio Antunes, numa entrevista conjunta com Florence de Leyritz, conduzida pela Isabel Gaspar, sobre o tema “Plano Pastoral”, assumindo que são os próprios cristãos o grande obstáculo à evangelização e que o trabalho em equipe é o grande local de sofrimento na Igreja, incentivou os presentes ao desafio da experiência, a passar das ideias ao plano operativo, a mergulhar e contactar mais intensivamente com a palavra de Deus.

Mais tarde o nosso bispo haveria ainda de subir ao palco para apresentar o livro prefaciado por ele e que ali foi finalmente lançado em português, apesar de servir já há alguns anos para muitos padres, paróquias e cristãos de Portugal: Renovação Divina do Pe. James Mallon. Como ele próprio refere no prefácio, “As comunidades cristas têm inscrita na sua identidade a força da contínua renovação, que se torna real quando se deixam conduzir pela força do Espírito Santo e se decidem a viver na fé. Falha frequentemente a capacidade humana de discernir a situação em que nos encontramos e quais os caminhos a percorrer em ordem à renovação desejada. A falta de uma visão objetiva e clara sobre a vida da comunidade e a ausência de perspetivas quanto ao futuro são demolidoras para uma paróquia ou para qualquer outra comunidade eclesial.”

Numa conferência sobre a Visão Pastoral, Florence Leirytz, uma apaixonada pela evangelização que em França esteve na origem do percurso Pasteurs selon mon Coeur pelo qual já passaram mais de mil padres e 70 bispos, entre os quais o nosso vigário para a pastoral, Pe. Jorge Santos, haveria dar aos presentes pistas para encontrar uma visão pastoral para a comunidade e para cada um individualmente: qual a minha visão do meu trabalho na Igreja, qual a visão do meu Grupo de Jovens, do Grupo Coral, etc? Esta visão deverá ser expressão do grito que vem da nossa comunidade e que vai para Deus, deverá dar resposta à nossa santa insatisfação e até despertá-la e aumentá-la. Uma visão que nos leve à transição para uma Igreja comunidade de discípulos: tornar-se arquiteto de processos pastorais.

Folha Paroquial nº 64 *Ano II* 10.2.2019 — DOMINGO V DO TEMPO COMUM

«Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, Senhor.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Lc 5, 1-11)
Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse
a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.»

Os pescadores estavam a lavar as redes. No seu coração, não devia haver muito ânimo, pois tinham andado toda a noite a trabalhar… em vão. Não tinham pescado nada. Jesus escolhe a barca de Simão para dali fazer a sua pregação do reino. Quando acabou de falar, tinha uma surpresa para o dono da barca e para os seus amigos da pesca: «Simão, faz-te ao largo. E vós, lançai as redes para a pesca.». A resposta de Simão é lógica e provém da experiência de todos os dias: «Senhor, obrigado por te preocupares connosco, mas não vale a pena… pescámos toda a noite e não apanhámos nada.» Creio que o olhar de Jesus sobre Pedro foi aquele olhar luminoso, profundo e persuasivo que encontramos tantas vezes no Evangelho, ao ponto de Pedro exclamar logo a seguir: «mas, já que o dizes, largarei as redes». Obedecendo à Palavra de Jesus, eles contemplam, atónitos, uma inesperada e abundante pesca. Pedro, por momentos, intui que aquilo só pode acontecer pela presença do divino, do Mistério, e, tal como Isaías na 1ª leitura, sente-se impuro, pobre e pecador e experimenta aquele «santo temor de Deus» que nasce do assombro ante a grandeza divina, diante da nossa pequenez e miséria. Isaías exclama: «Ai de mim, que estou perdido, pois sou um homem de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei, Senhor do Universo.». E Pedro, lançando-se aos pés de Jesus, exclama: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador.». Mas, um e outro, são acolhidos pela benevolência divina que os chama para a missão. A Pedro, Jesus diz: «Não tenhas receio, daqui por diante, serás pescador de homens». A Isaías, Deus pergunta: «Quem enviarei eu? Quem irá por mim?» E a resposta de Isaías é a resposta de alguém totalmente rendido à experiência inefável do encontro com o Deus vivo. É a atitude de adoração. «Eis-me aqui, podeis enviar-me.»
Jesus quer formar Pedro para o anúncio do Reino e ensina-lhe desde o início que a fecundidade da missão e a eficácia do Reino Lhe pertencem a Ele, o Mestre e o Senhor da Missão. Nós somos seus colaboradores e, como tal, devemos trabalhar em união com Ele, e em obediência à Sua Palavra. Entrar em ativismo, desligados dele, é cansar-se inutilmente, é pescar a noite inteira e não apanhar nada. A sabedoria popular pôs em ditado aquilo que é dito de muitas formas na Bíblia: «Vale mais a quem Deus ajuda, do que a quem muito madruga». Diz o Salmo: «Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os construtores; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas.» (Salmo 127)
Tudo começa no assombro do encontro com o Mistério. Quando digo Mistério refiro-me a Deus naquilo que Ele é na sua grandeza infinita, na sua santidade, que nós só podemos intuir mas não compreender. Ele está para além de toda a compreensão. E a sua grandeza revela-se também na sua pequenez, humildade e proximidade. É a experiência que Pedro faz depois da pesca. «Como é possível que “o totalmente outro”, esteja tão perto de mim, homem pecador?» «Afasta-te de mim, Senhor». Esta é a experiência que podemos fazer na adoração eucarística quando nos aproximamos daquele pão que é o Corpo entregue de Jesus. A adoração bem vivida como encontro amoroso com o Senhor, fecunda toda a nossa vida e transforma-a. Ainda não consegui perceber como é que há pessoas que se vão cansando de dar ao Senhor uma hora de adoração e vão desistindo. Deveria acontecer o contrário. Se a adoração for uma abertura da alma à presença do fogo devorador do amor de Deus só haveria de nos lançar no desejo de mais adoração, de mais serviço ao Senhor, como Isaías que exclama depois do encontro. «Eis-me aqui, podeis enviar-me.»
Não poderá acontecer que estamos lá mas não abrimos o coração à sua graça? É possível estar diante do fogo e não nos queimarmos? É,se nos protegemos. A adoração não é só para mim, é também um serviço que presto aos outros, a toda a comunidade. Sejamos generosos com Deus e com os irmãos e demo-nos na adoração de uma forma comprometida, uma hora por semana.
O amor de Cristo e a experiência de salvação que fizemos d’Ele, impulsiona-nos para o trabalho esgotante, mas cativante da missão. Não estamos dispensados de dar o nosso melhor, com criatividade e com os critérios da excelência. Quando a pesca não dá, em vez de continuarmos a fazer, rotineiramente, o que já fizemos tantas vezes, vendo que não dá fruto, precisamos de parar, para rezar, para avaliar, para pedir ao dono da messe que nos ilumine, que nos oriente e nos diga para onde lançar as redes. Ele nos inspirará caminhos novos e nos dirá: «Faz-te ao largo e não fiques a pescar na segurança da orla marítima, mas parte na confiança da fé, e eu estarei contigo para encher as tuas redes.» Sexta- feira passada e ontem, sábado, decorreu em Braga o e+novar19, que é um encontro promovido pelo Alpha nacional para bispos, padres e leigos refletirem sobre como liderar a inovação e a mudança para perspetivas novas de anúncio do evangelho. Esta experiência tem ajudado muitos padres e leigos a saírem da rotina do fazer pastoral para entrarem em caminhos inovadores. É muito mais cómodo continuar a fazer aquilo em que nos sentimos seguros do que a ousar o desconhecido.
É esta a eficácia do reino: o Homem, como colaborador da obra de Deus, dando o melhor de si mesmo, mas esperando tudo da graça divina que não se faz esperar onde vê um coração humilde, obediente e corajoso.

LANÇAMENTO DA VISITA PASTORAL

Dia 6 Fevereiro às 21:00h o Sr. Bispo veio ao salão paroquial de S.José para uma reunião de lançamento da Lectio Divina como preparação da visita pastoral às nossas paróquias a partir de 19 de Março. 

Deixamos um excerto da carta que o Sr Bispo escreveu em Setembro de 2013 a anunciar esta visita:

 

Uma bênção de Deus

Convido-vos a acolher na fé este momento de graça que o Senhor quer conceder à sua Igreja e a vivê-lo no amor que nos une em Cristo Senhor.

Peço aos sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, especialmente aos coordenadores dos diversos sectores da vida das comunidades, que colaborem ativamente para que esta visita alcance os objetivos que nos propomos e que Deus espera dela.

Faremos a preparação da visita por meio da leitura orante da Palavra de Deus (lectio divina). Esperamos que ela nos abra o coração ao Espírito Santo e nos ajude a acolher os desafios que faz à nossa Igreja neste tempo favorável de salvação.

Espero vivamente que esta visita pastoral seja uma fonte das bênçãos de Deus para toda a Igreja Diocesana de Coimbra pois, como diz o Apóstolo Paulo, “sei que, ao ir ter convosco, irei com a plena bênção de Cristo” (Rm 15, 29).

Confio a visita pastoral à intercessão dos nossos padroeiros, Santo Agostinho e São Teotónio, e à proteção de Nossa Senhora, Santa Maria de Coimbra.

Oração de Evangelização

Senhor Jesus, Tu experimentaste a incompreensão, a rejeição e a perseguição, mas nada Te fez desistir de anunciar a todos o Evangelho do Reino.
Ajuda-nos a ter sempre os olhos fixos em Ti, a ser perseverantes e a enfrentar, com serenidade e confiança, as dificuldades da missão que nos confiaste.

Ó Jesus, único pastor do teu rebanho, Tu que nos chamaste a todos, a tornarmo-nos pescadores de homens, torna-nos dignos da tarefa que nos confiaste. Abre-nos os horizontes do mundo inteiro, torna-nos atentos aos sofrimentos de todos os nossos irmãos e irmãs que Te procuram, invocando a luz da verdade e o calor do amor.
Pelo Teu Preciosíssimo Sangue, derramado por nós e pela salvação de todos, concede-nos que respondamos ao Teu chamamento, para que possamos confiar-Te, neste milénio, o mundo inteiro, mais evangelizado. Pedimos-To, pela intercessão de Maria, tua e nossa mãe, a quem confiamos esta oração. Amen

Gala Solidária

Com a graça de Deus e a colaboração de muitos, conseguimos mesmo encher o grande auditório do Convento de S. Francisco com perto de 1200 lugares.

Contámos com um elenco de artistas de alta qualidade, todos da nossa cidade, que foram desfilando pelo palco a animar uma plateia na sua maioria composta pelos nossos paroquianos acompanhados pelos seus amigos: foi uma noite muito animada e muito quente humanamente onde se ouviu a tempo e a contratempo a palavra comunidade.

Foi um bom espetáculo que muito nos encheu não só pela qualidade artística mas sobretudo por mais uma vez constatarmos que, quando trabalhamos juntos e focados num objetivo comum, com a Graça de Deus, a coisa acontece. Assim tem sido nas festas populares de S. João Baptista, nos diversos jantares que temos organizado (e têm sido muitos, sempre com sala cheia), nas viagens e peregrinações (Terra Santa, ópera, Lurdes, Rússia), concertos, etc.

No final no ano passado (31 Dez 2018) a conta da construção ia em 243.022,04€, e agora, com toda a certeza, passámos a barreira dos 250.000€ e temos praticamente 1/3 do dinheiro necessário para a construção do Centro Comunitário.

O Sr Bispo estará na nossa paróquia em visita pastoral de 28 a 31 de Março e ainda temos esperança de lançar nessa data a primeira pedra… falta só que a Câmara aprove…

Na página Facebook dos Anaquim

Anaquim, Os Quatro e Meia. Com o Coimbra Gospel Choir, Susana China, Telmo Melo e outros embaixadores de Coimbra fizemos a festa no Convento São Francisco em prol do Centro Comunitário de S.Joao Baptista. #coimbra #osquatroemeia #coimbragospelchoir #telmomelo

Notícia divulgada pela Agência Lusa

A Paróquia de São João Baptista, criada há cerca de nove anos, organiza, no sábado, uma gala solidária no Convento São Francisco, em Coimbra, com vários artistas, para angariar fundos para a construção do seu centro comunitário.

A mais recente paróquia de Coimbra, situada na Quinta da Portela, está, desde a sua fundação, a funcionar num pré-fabricado, querendo avançar com a construção de um centro comunitário para dar resposta a uma paróquia cada vez maior, disse à agência Lusa o padre Jorge Silva Santos.


Para tal, tem organizado vários eventos de angariação de fundos, sendo o próximo o de “maior dimensão”, envolvendo uma gala solidária que conta com a participação dos Anaquim, Coimbra Gospel Choir, Ararur, Sofia Rosado, Telmo Melo e o Grupo de Fados Coimbra de Sempre.

Segundo o padre da paróquia, a construção do centro comunitário vai custar cerca de 800 mil euros, estando previsto no edifício a criar uma sala com capacidade para 100 pessoas, cozinha, várias salas de reuniões, uma casa funerária e um bar “aberto a toda a gente que vai funcionar como um interface entre a paróquia e o mundo que não é crente”.

Neste momento, explica, “é muito complicado gerir tudo no pré-fabricado”. “Fazemos tudo na igreja. É um multiusos completo, onde se come, onde se bebe, onde se reza e onde se celebra a missa”, contou.

Jorge Silva Santos sublinha que havia a expectativa de fazer “a benção da primeira pedra” do centro comunitário no sábado, mas tal não vai acontecer por o projeto de arquitetura ainda não ter sido aprovado pela Câmara de Coimbra. “Está lá há meses e ainda não está aprovado. Precisamos que a Câmara seja mais resoluta e célere”, notou o padre da paróquia.

Neste momento, a paróquia já angariou 250 mil euros, sendo que já estão previstos outros eventos para angariar fundos, como um “jantar bíblico”, em abril, na Escola de Hotelaria de Coimbra, e peregrinações a Lourdes (França) e à Rússia.

“Gostaríamos de começar entretanto as obras. Temos necessidade – como do pão para a boca – do centro comunitário”, refere, sublinhando que a paróquia tem crescido muito, acompanhando o aumento de pessoas a morar na Quinta da Portela, zona da cidade que tem registado um crescimento na construção.

Percurso Bíblico – 3ª Sessão

Este percurso iniciou em Outubro e terá um total de 18horas distribuídas por seis sábados, com 3 horas cada sábado.

O orientador é o Dr Isaías Hipólito, formado em Sagrada Escritura pela Universidade Gregoriana de No Roma.

Dia 26 de Janeiro tivemos o nosso 3º encontro na Igreja de S. João Baptista, na Quinta da Portela a partir das 14:30h , desta vez com o tema “A oração na Bíblia”.