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Folha Paroquial nº 125 *Ano III* 17.05.2020 — DOMINGO VI da PÁSCOA

Ergue-Se Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta.

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“EVANGELHO (Mt 28, 16-20)
Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».”

REFLEXÃO

“…o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados…”

Senhor Jesus Cristo, rei da glória, a contemplação da tua ascensão, nos arrasta contigo até aos céus e faz-nos entrar, sorrateira-mente, nas moradas eternas e vislumbrar, de longe, como quem espreita, a tua majestade divina nos céus ao chegares elevado da terra. Chega até nós a harmonia e o êxtase da Liturgia celeste bem como o som da polifonia dos anjos. Tu caminhas para junto do trono, revestido do teu manto de luz, e os anjos adoram-te cantando: “Digno és tu de receber a glória e o louvor porque foste morto e, com o teu sangue, resgataste para Deus, homens de toda a tribo, línguas, povos e nações; e fizestes deles um reino de sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre toda a terra ( Ap 5, 9-10)

Tu és o Senhor glorioso e nosso irmão em humanidade! Levas contigo, no teu corpo glorioso, como um troféu, os sinais da tua entrega nas cinco chagas abertas do teu corpo glorioso que não fazes questão de esconder. És o Cordeiro imolado que nos purificou dos nossos pecados e nos resgatou pelo seu sangue.

Como te uniste à nossa humanidade, Senhor, amigo dos homens!
Tu que eras de condição divina, aniquilaste-te, fazendo-te um de nós em tudo igual exceto no pecado! Sentiste fome e sede, foste humilhado, incompreendido e rejeitado. Mas na tua bondade infinita ensinaste e praticaste o perdão a todos e até aos inimigos. Tornaste-te próximo de cada homem! A todos estendeste as tuas mãos benditas para os socorrer e salvar. Falaste como jamais alguém falou! A tua palavra infundia esperança, curava e libertava! Ergueste da prostração e do desespero os que já não acreditavam no amor e no futuro e arrancaste do sepulcro e das trevas os que jaziam nas sombras da morte. Anunciaste um reino novo, de amor e justiça, para os pobres, os humildes e todos os que tivessem um coração de criança, mostrando esse reino já presente com as tuas ações salvadoras. Os cegos viam, os surdos ouviam e os coxos saltavam de alegria. Lavaste os pés aos teus discípulos e ensinaste-lhes o caminho da humildade e do serviço deixando-lhes o mandamento novo. Deste-lhes, em testamento final, o teu corpo entregue, para ser alimento na sua peregrinação terrestre e nunca se sentirem sós. Por fim, foste preso, julgado e condenado à morte numa cruz, sem ninguém ter encontrado em ti qualquer falta. Mas Deus ressuscitou-te dos mortos, pelo poder do Seu Espírito vivificador, e apareceste vivo aos teus amigos que ganharam um novo alento e uma nova vida com a visão do teu corpo ressuscita-do. Tu tinhas dito aos discípulos para não ficarem tristes com a tua partida pois irias enviar-lhes outro paráclito, o Espírito Santo, que estaria com eles para sempre. (Jo 14, 16) Disseste também que irias à frente para lhes preparar um lugar (Jo 14,2-3) e disseste ao Pai que querias que onde estivesses eles estivessem também(Jo 17,24). Ressuscitado dos mortos, sopraste sobre eles o Espírito Santo enchendo-os de fortaleza (Jo 20,21-22). No momento da tua partida para os céus, enviaste-os por toda a terra a formarem no-vos discípulos para que lhes ensinassem o que tu lhes tínheis ensinado a eles. (Mt 28,19-20) Por fim, entraste nos Céus, na casa do Pai, que é tua também, para nos preparar um lugar. À tua chegada foste coroado de honra e de glória por causa da morte que sofres-te (Hb 2,9) e houve uma liturgia que dura eternamente. Revestido de um manto de luz o Pai apontou-te o trono que te pertencia como Filho amado e disse-Te: «Senta-te à minha direita, até que faça de teus inimigos escabelo dos teus pés. A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste nos esplendores da santidade, antes da aurora, como orvalho eu te gerei… Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.” (Salmo 110). Ao sentares-te nesse trono celeste, sentaste contigo toda a humanidade de que és a cabeça. Agora és o Mediador universal entre Deus e os homens, o nosso intercessor eterno junto de Deus, e tudo o que pedirmos ao Pai, em teu nome, Ele nos dará, como nos ensinaste ( Jo 14,13). Grande e admirável é o teu nome, Senhor Jesus Cristo!
Nos céus ouviu-se um grande clamor de júbilo e de alegria que atravessou o uni-verso inteiro: Eram miríades de miríades, milhares de milhares e cantavam com voz forte: «O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor. E outros cantavam dizendo: Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam dados o louvor, a honra e a glória e a fortaleza pelos séculos dos séculos. E todos responderam. AMEN. (Ap 5, 13)

Ao lado do trono do Cordeiro imolado vi um trono mais pequeno onde ninguém estava sentado. Foi-me dito que, quando chegasse a hora, seria para a Mulher que, com o seu calcanhar esmagou a cabeça do dragão e acompanhou nas dores o seu Filho…

E o Senhor dizia: Eis que um dia voltarei: «Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o último, o princípio e o fim. (Ap 22,13) O Espírito e a esposa dizem “Vem”(Ap, 22,17) «Sim , virei brevemente. Amen: Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22,20)”

Folha Paroquial nº 125 *Ano III* 17.05.2020 — DOMINGO VI da PÁSCOA

A terra inteira aclame o Senhor.

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“EVANGELHO (Jo 14, 15-21)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco: Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele»”

REFLEXÃO
“As leituras deste Domingo vão-nos preparando para desejar acolher o dom do Espírito pois, como nos é dito na primeira leitura, há muitos cristãos que só foram batizados no Senhor Jesus, e outros que nunca assumiram sequer o batismo que receberam, através de um ato de fé consciente.

Os Apóstolos Pedro e João são enviados a Samaria para ajudar na pregação de Filipe e aquilo que os motiva fundamentalmente é que os Samaritanos conheçam pessoalmente o Senhor Jesus, através da experiência íntima e admirável do Espírito Santo. Para isso oravam por eles, impondo-lhes as mãos. E eles recebiam o Espírito Santo. Esta afirmação não é apenas um acreditar doutrinal, é também uma experiência sentida. O Espírito Santo, quando é acolhido na fé, não nos deixa na mesma como antes, faz-nos sentir os seus frutos. A grande motivação da evangelização deve ser que os que ouvem a palavra de Deus aceitem o Senhor Jesus como seu Senhor e recebam o Espírito Santo. É isto que constitui o nosso novo nascimento em Cristo e que é a primeira parte da visão da paróquia de S. José: «Nascemos do encontro pessoal com Cristo…» (no Espírito Santo). Sem esta experiência fundamental, falta algo essencial à fé cristã que ficou a meio do caminho. Essa é a razão pela qual Pedro e João completam a evangelização já começada por Filipe, transmitindo o dom do Espírito Santo.

O Evangelho esclarece-nos ainda mais sobre a importância de fazer experimentar a Pessoa do Espírito Santo. Estamos na quinta-feira santa, depois do lava pés. Jesus conversa longamente com os seus discípulos, pela última vez, antes da sua morte. Ele fala-lhes do seu Pai e da relação que os une; fala também da relação que doravante une Jesus aos discípulos e os discípulos a Jesus, e n’Ele ao Pai. Uma relação que nada nem ninguém pode destruir. “Eu estou no Pai e vós estais em Mim e Eu em vós”. E acrescenta: «Aquele que me ama será amado por meu Pai.» E depois, no momento em que se prepara para os deixar, anuncia-lhes a vinda do Espírito Santo. Como bons judeus que eram, conheciam bem toda a longa promessa e espera do Espírito Santo que atravessa todo o Antigo Testamento. Desde Moisés que deseja que o Espírito venha sobre todo o povo e todos pudessem ser profetas (Nm 11,29), passando por Ezequiel em que Deus promete um coração novo e um espírito novo (Ez 36,26-27), e muitas outras passagens, vamo-nos aproximando do profeta Joel que profetiza o dia eminente em que o Espírito virá sobre todos sem exceção. Os apóstolos estavam mergulhados nesta esperança. Eles sabiam que o Espírito viria para todos os que acreditassem no nome do Senhor. Qual então o significado das palavras de Jesus que ouvimos hoje? “Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece.” Porque é que o mundo o não pode receber? Será isto uma restrição? Um dom só para alguns? Não. Isso já passou. A promessa agora é para todos os que o quiserem receber. Por isso acrescenta: “Mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós.” E isto é, declaradamente, um envio em missão. É uma forma de lhes dizer: O mundo não conhece o Espírito da verdade, mas é muito importante que O conheça para a sua salvação e alegria. Compete-vos a vós dar-lho a conhecer. É vossa missão fazer com que o mundo descubra a presença ativa do Espírito em todo mundo e proporcionar a todos a admirável graça de serem cheios do Espírito Santo. Jesus quer fortificar os seus discípulos e ajudá-los a crer que o contágio do amor ganhará pouco a pouco; e que lhes é possível transformar o espírito do mundo, que não conhece a Deus, em espírito de amor. De certa forma, a missão que lhes confia, é a de uma evangelização por “contaminação”, de um a um; R1 ou melhor ainda se for R2, na linguagem que hoje infelizmente conhecemos. Missão impossível? Não; pois Jesus lhes diz: “E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, (que quer dizer advogado, defensor) para estar sempre convosco”: Mas de quem o Paráclito nos deve defender? De que processo ou acusação falamos? Daquele que o mundo faz aos discípulos e, através deles, ao próprio Pai e a Cristo; no fim de contas, à verdade. O cristianismo cresceu muito depressa nos primeiros 3 séculos por contágio não só de pessoa-a-pessoa, o tal R1, mas de uma pessoa a contagiar pelo amor duas ou mais. Imaginemos que cada um de nós trabalhava para contagiar pelo amor a Deus uma pessoa… transformaríamos o mundo pelo amor. Pedro diz-nos na segunda leitura. «Estai sempre prontos a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança.» Que o Seu Espírito nos inquiete de tal forma que sintamos em nós o ardor de que falava Paulo: «Ai de mim se não evangelizar»

Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Folha Paroquial nº 124 *Ano III* 10.05.2020 — DOMINGO V da PÁSCOA

Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia. Que ela venha sobre nós.

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“EVANGELHO (Jo 14, 1-12)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acre-ditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».”

REFLEXÃO
“A primeira leitura de hoje, do livro dos Atos, mostra-nos que na essência da missão da Igreja, tal como a evangelização e a Liturgia, está o serviço da caridade. O papa Paulo VI diz na Evangelii Nuntiandi que a Igreja existe para evangelizar; Esta é a sua essência e a sua identidade mais profunda. Mas a Igreja anuncia o evangelho quando proclama a palavra de Deus e ensina, quando celebra a fé e administra os sacramentos e quando testemunha o amor de Deus por ações concretas de amor pelos irmãos. Aliás este é hoje o sinal mais compreensível pelos que estão fora da igreja.

Toda a ação pastoral da Igreja deve ser motivada pela caridade. A evangelização é um ato de amor, pois “Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.” Seria uma grande falta de amor ter experimentado a salvação que nos vem pela fé em Jesus Cristo e não o transmitir a outros para que também tenham acesso à vida em plenitude. Só que esta é uma visão que, sem a fé e um grande apego à palavra do Senhor, pode parecer a alguns um trabalho mais espiritual. Mas quando a igreja, encarnada no mundo, convive com os famintos, os doentes, os sem lar, é o mesmo amor ou a mesma caridade que a leva ao encontro dos seus irmãos para lhes anunciar o evangelho que a leva também a ir ao encontro dos pobres para os ajudar a levantarem-se da sua situação sofredora, seja ela qual for. Como esta ação é mais direcionada ao corpo, às necessidades materiais, à falta de pão, de saúde, ou de tecto, são mais compreensíveis pelos que não têm fé pois muitos não sabem que «nem só de pão vive o homem» e assim reduzem-no apenas a uma dimensão material. Por isso apreciam o trabalho da igreja no campo da caridade mas não valorizam o seu trabalho espiritual. No entanto, para a igreja, a pessoa humana é uma unidade de corpo e alma e se só alimenta-mos um aspeto, reduzimos o ser humano. Já no tempo de Jesus, quando ele multiplicou os 5 pães e os dois peixes e alimentou as 5000 pessoas, no dia seguinte, tinha uma multidão atrás dele. E eles disse-lhes: «Vós procurais-me porque vos multipliquei os pães, trabalhai não tanto pela comida que perece mas pelo alimento que dura para a vida eterna e que o Filho do homem vos dará.» Dito isto, não se pode pregar a estômagos vazios. Se alguém está aflito porque não tem dinheiro para pagar a renda de casa e pode ser posto na rua, porque não tem pão para os filhos, a ajuda urgente que precisa agora é que o ajudem a superar essa dificuldade pois, nessa altura ninguém tem capacidade para ouvir o evangelho. No tempo da Igreja primitiva os mais desfavorecidos eram mulheres viúvas e órgãos. Era o homem que trabalhava e sustentava a família. A mulher cuidava da casa e dos filhos. Por isso a morte do homem deixava a sua mulher, a viúva, desprotegi-da, e os seus filhos órfãos, sem uma base de sustento. A instituição das viúvas e órfãos foi a primeira organização caritativa da igreja ainda no tempo dos Apóstolos. Só que qualquer instituição dá trabalho e traz preocupações. Os apóstolos começaram a sentir-se assoberbados pelo acompanhamento direto da instituição e souberam discernir à luz do Espírito Santo que não deviam ser eles a ocupar-se diretamente da instituição mas era sua responsabilidade escolher homens cheios de fé e do Espírito Santo com as competências necessárias para esse trabalho Eles não deixaram de ser os responsáveis, mas delegaram noutros, que escolheram, a realização do trabalho que para eles era sumamente importante. Escolheram sete homens por quem rezaram, impondo-lhes as mãos, sinal da transmissão do Espírito Santo para um ministério sagrado. E assim nasceram os diáconos para o serviço da caridade. Esta foi a forma que os apóstolos encontraram para dar mais valor a este serviço da caridade para poder ser mais acompanha-do. O que faz com que aquela instituição fosse eclesial, católica, era o facto de estar ligada ao ministério dos apóstolos. A segunda leitura, utilizando a imagem da construção de um edifício convida-nos a todos a aproximar-nos do Senhor, pedra viva, e a entramos também nós na construção do edifício espiritual que é a Igreja. Como é que cada um de nós se sente integrado na construção? Sentimo-nos pedras vivas? A Igreja torna-se bela quando cada um, segundo os seus carismas, competências e possibilidades colabora nesta construção. Vem-me à cabeça as imagens transmitidas pela televisão dos chineses a construírem um grande hospital praticamente numa semana. Eram milhares de pessoas, para a frente e para trás, como formigas, todas trabalhando para o mesmo, a construção de um hospital de campanha. O Papa Francisco diz que a Igreja deve ser como um hospital de campanha, sempre perto dos feridos para os recolher e curar. Uma pergunta a todos os que vêm habitualmente à missa ao Domingo mas sem mais ligação nenhuma com a paróquia. Como poderei ser mais pedra viva na construção deste edifício espiritual? Qual os meus dons e carismas que o Senhor me pode que ponha a render? Gostaria de trabalhar com os pobres? Na liturgia? Na evangelização e na catequese? nos serviços? No canto e na música? Com os jovens? Na administração paroquial? Na comunicação e design? Ajudando como engenheiro, arquiteto a quem se pode pedir conselho técnico? Cremos que este tempo de pandemia vem fazer despertar mais na igreja este sinal da caridade. A equipa de animação pastoral esteve a discutir na última reunião como é que a paróquia pode estar mais atenta aos pobres, de um modo particular aos novos pobres que a pandemia pode ter provocado. Vamos tentar enfrentar esta situação e encontrar as respostas convenientes. Às vezes não sabemos o caminho a trilhar mas nunca nos afastaremos da verdade e da vida se estivermos com Jesus, o verdadeiro caminho. N’Ele nunca nos perderemos e, mais cedo ou mais tarde, encontramos a resposta para o que procuramos.”

Folha Paroquial nº 123 *Ano III* 02.05.2020 — DOMINGO IV da PÁSCOA

O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

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“EVANGELHO (Jo 10, 1-10)
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente; e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apre-sentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».”

REFLEXÃO
“Fui ordenado há 37 anos, 24 de Abril, no 4º Domingo da Páscoa, domingo do bom pastor. Por isso, a minha história como padre está ligada a este dia.

Deus é o pastor do seu povo, aquele que o conduz às fontes da vida. Mas sempre precisou de pastores visíveis que fossem imagem do único pastor. Por isso, sempre chamou alguns para se entregarem totalmente a esse ministério pastoral. Umas vezes teve mais sucesso com a resposta deles, outras menos. Às vezes penso, em momentos em que sinto mais a minha fraqueza e o meu pecado, se não me terei enganado e que se tudo o que pensei ser o chamamento de Deus não passou de uma ideia minha. Esta dúvida é diabólica, pois deixa-me sempre perturbado. O que me leva a concluir que realmente Deus me chamou, apesar de mim, são dois fatores: Primeiro, foi a experiência inesquecível e indizível que fiz do seu amor eterno que me atravessou a alma. Diz o papa na sua mensagem para este dia: «Toda a vocação nasce daquele olhar amoroso com que o Senhor veio ao nosso encontro(…). Mais do que uma escolha nossa, a vocação é resposta a um chamamento gratuito do Senhor». E eu tenho vivido sempre desse olhar amoroso que, naquele dia 19 de Março de 1977, Ele me lançou. A segunda razão, é que, se não fosse chamado, não teria a graça de, ao longo de tantos anos, me ter sentido sempre bem em ser padre mesmo em tempos mais difíceis. Sempre senti que era aqui que eu quereria estar ainda que às vezes também tivesse desejo de estar noutros lados. Por isso sinto uma eterna gratidão a Deus pela sua graça e misericórdia para comigo. Ajudam-me muito, nos momentos de tribulação, os santos pastores da igreja – que, graças a Deus, não lhe têm faltado em abundância, mas, nestes tempos, precisa muitos mais. O cristianismo hoje é uma escolha pessoal que só funciona por atração. Por isso têm sido tão graves para a Igreja os escândalos de que todos temos tido conhecimento! O mal faz tanto barulho e chega tão longe que, para não deixar desorientadas as ovelhas do bom pastor, precisamos de padres como aquele italiano de 75 anos a quem os paroquianos ofereceram um ventilador para o salvar do coronavírus, mas ele recusou-o para o oferecer a um jovem do hospital onde estava. E o sacerdote morreu entregando a vida por este rapaz. É nestes momentos de tribulação e de combate que se vê a fé transformada em coragem dos que vivem do Senhor. Este santo sacerdote juntou-se a tantos padres que fizeram o mesmo, como Maximiliano Maria Kolbe, hoje santo, que, sendo preso por ser padre, na segunda guerra mundial, ofereceu a sua vida em troca da de um homem casado, pai de filhos, a quem a Gestapo decidiu matar com mais nove outros, por se ter evadido de noite um prisioneiro. Esta é a beleza do amor que salva!

Há mais beleza num gesto destes, do que em todas as obras de arte do mundo!

A verdadeira beleza que atrai é a de uma vida que se dá por amor. Esta beleza trespassa-nos o coração. E deixa-nos compreender o que é ser pastor.

Na primeira leitura de hoje, quando os habitantes de Jerusalém compreenderam através de Pedro o sentido dos sofrimentos de Jesus na cruz como um ato de amor levado até ao extremo, ficaram de coração trespassado. Perceberam por dentro a beleza e a grandeza daquele amor salvador.

Se quando ouvi a história do padre italiano, fiquei verdadeiramente emocionado: compreendo bem que o povo em Jerusalém, ao ter diante de si a imagem da entrega amorosa de Jesus para nos salvar, ficasse de coração trespassado e perguntasse: «E agora que devemos fazer?» Quando o nosso coração é “quebrado” pela beleza do amor, é o momento da graça, o momento em que se pode operar a mudança dentro de nós. Deus quer que façamos a experiência do seu eterno amor para que o nosso coração quebre a sua carapaça e se abra à graça. Para isso ajuda as vidas transformadas dos discípulos do crucificado ressuscitado. Uma pessoa que não é crente pode vir a acreditar, tocado pela beleza do testemunho de um crente. Mas quando o crente é padre, esse testemunho leva diretamente a Cristo e à Igreja pois o padre é imediatamente identificado, para o bem e para o mal, com a instituição que serve. Por isso é tão importante rezarmos pelos padres. Que Deus renove na santidade os padres que já o são, e chame para si jovens com vontade de se darem inteiramente, por amor, ao serviço do seu reino, para que todos tenham a vida e a tenham em abundância.

Aos paroquianos que tenha desiludido com palavras ou atitudes peço humildemente perdão e, parafraseando o papa, «não se esqueçam de rezar por mim».”

Folha Paroquial nº 122 *Ano III* 26.04.2020 — DOMINGO III da PÁSCOA

Defendei-me, Senhor vós sois o meu refúgio.

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“EVANGELHO (Lc 24, 13-35)
Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes. «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chama-do Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madruga-da ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem per-to da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo: «Ficai connosco, por-que o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediata-mente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.”

REFLEXÃO
“Cada um de nós pode ser um destes discípulos quando fazemos caminho com o peso da desilusão e do fracasso. Iam a caminho de volta para as suas casas depois de terem andado três anos com Ele, como se tudo estivesse perdido e não houvesse mais nada a fazer do que lamentar-se e voltar à vida monótona do passado. «Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu.» Os dois amigos não têm mais nada a dizer um ao outro senão a visão der-rotada dos acontecimentos – “Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido” – e por isso perderam o horizonte do futuro e estão de volta ao passado. Pararam com um olhar muito triste quando um estranho se junta a eles tomando a iniciativa, questionando-os, falando-lhes e revelando. Pouco a pouco, este estranho vai desvelar-lhes o sentido dos acontecimentos e convidá-los, à luz das Escrituras, a reler a história da salvação na qual eles tinham inscrito a sua fé. É o princípio da reviravolta. Abandonam, pouco a pouco, a sua interpretação, aceitando receber a daquele desconhecido que quebra o seu confinamento. Estranha sensação a sua diante daquelas palavras que lhes deixa o coração ardente, mas não podem saber ainda bem porquê.

Eles não O vêem, reconhecem-n’O
No termo desta etapa, o seu gesto de acolhimento fraternal à por-ta de casa, vai conduzi-los a encontrar o Senhor. A refeição marca a etapa decisiva do ato de fé. Eles não viram o Senhor que acolheram, mas reconheceram-no num gesto familiar, o da partilha e da fração do pão da tarde de quinta-feira Santa, ou o da multiplicação dos pães. Doravante, a ressurreição é ao mesmo tempo o acontecimento do qual têm a certeza e aquele que os faz ressuscitar também na esperança e na coragem. Paradoxalmente, é no momento em que Cristo desaparece que, precisamente, os “seus olhos se abrem”. “O ver” Cristo ressuscitado hoje, como ontem, é um ver na fé, fruto da Sua palavra e dos sinais com que Ele se nos apresenta. Mas não é “um ver” sem nada. Ele sabe as formas como nos mostrar o Seu rosto, como fez com os discípulos. E quando Ele se revela não precisamos de mais nada. Esse sinal enche- nos de luz. Eles retomam então o caminho no sentido inverso. É agora a “via lucis”, o caminho luminoso da vida. Voltam para junto da comunidade dos Apóstolos que é a Igreja. E ao reintegrá-la, descobrem que não viveram uma ilusão. Os outros confirmam-nos na sua fé pois também eles experimentaram a presença do mesmo Senhor e sabem que Ele está vivo. Pedro e os outros vão dizer-lhes esta evidência que se entre-cruza com a sua: «Ele ressuscitou!» A Igreja torna-se o lugar da fé partilhada.

A nossa experiência
Precisamos de ler as Escrituras para encontrar luz para tudo o que vivemos nestes momentos de pandemia, pois pode acontecer que estejamos como os discípulos de Emaús, sem horizontes de futuro e a olhar para ele com desilusão. Quem pode hoje juntar-se a nós para nos abrir os olhos e nos revelar outra dimensão da vida fazendo-nos sair de uma visão de desilusão e aquecer os nossos corações com o calor da esperança? A Palavra que Ele nos deixou, que é a mesma que os discípulos de Emaús escutaram e que os ressuscitou. Esta Palavra que tantas vezes animou os discípulos, com a morte de Jesus, foi também sepultada. Essa Palavra foi posta à prova pela morte e deixou os discípulos na escuridão e no vazio. Mas, com a Sua Ressurreição, a Sua Palavra ressuscitou com mais poder e tornou-se vitoriosa, capaz de ressuscitar aqueles que a escutam a acolhem e de animar os que a retransmitem pelo anúncio. Foi porque os discípulos de Emaús a escutaram que ela os pôde transformar.

A Escritura no caminho, a Eucaristia na casa de Emaús, a Igreja no Cenáculo com os apóstolos. É claro que esta narração coloca os fundamentos da vida cristã. O caminho dos discípulos de Emaús é a imagem do caminho de todos os crentes.
Quem nunca fez esta experiência de uma desilusão da fé quando a esperança posta em Deus, terrivelmente ausente, se estiola e desaparece no exato momento em que a provação atravessa a sua vida? Quem não teve a tentação de fugir da comunidade que não compreende e continua a proclamar uma mensagem sem dar provas da verdade que tanto procuramos? Alguns afastam-se da Igreja e outros abandonam-na para sempre. Mas quem não fez também a experiência da presença de Cristo atento aos gritos dos seus irmãos e despertando a sua memória de crentes pela revelação da sua Palavra viva? Quem não viveu já, numa celebração eucarística, o encontro que “restaura” tanto o corpo como a alma. Quem não descobriu já que a comunidade cristã à qual pertencem, é o lugar indispensável onde encontramos, ao mesmo tempo, o conforto na partilha fraterna em Jesus Cristo e a força necessária para a missão?

Caminho de esperança e de fé reencontradas, o caminho de Emaús é também para nós, caminho de vida, um caminho de alegria serena e calorosa, geradora de um dinamismo renovado.

Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adopção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amen (Oração de abertura da missa)

Folha Paroquial nº 121 *Ano III* 19.04.2020 — DOMINGO da MISERICÓRDIA

Aclamai o Senhor, porque Ele é bom: o seu amor é para sempre.

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“EVANGELHO ( Jo 20, 19-31 )
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Mui-tos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.”

REFLEXÃO
“As narrativas das aparições de Jesus aos discípulos são de uma beleza encantadora. Os evangelistas sabem que estão a falar de algo que os ultrapassa e que é muito difícil transcrever em palavras. Podemos ter a impressão de que os discípulos nem precisaram de fazer um ato de fé em Jesus ressuscitado, pois o viram factualmente e o tocaram. Mas os evangelhos não permitem esta interpretação. Eles afirmam que os discípulos levaram algum tempo a processar e a entender que Aquele que lhes aparecia era o mesmo com quem tinham vivido antes da sua morte. Jesus usa sinais para, através deles, os levar a intuírem o mistério da sua presença. Na caminhada dos discípulos de Emaús usa o sinal do partir do pão: “Sentou-se à mesa, pegou no pão, deu graças, partiu-o e deu-o. Nesse momento, reconheceram-no. E Ele desapareceu.” Noutra vez, andavam a pescar e não encontraram nada, Ele aparece-lhes, mas eles não O reconhecem. Manda-os atirar as redes para o outro lado e eles aceitam o conselho de um desconhecido. Quando a rede vem carregada de peixes, a ponto de se romper, João exclama: «É o Senhor.» A pesca milagrosa foi o sinal que desencadeou a fé. Provavelmente reenviou-os para a pesca milagrosa do início, na altura em que foram chamados por Ele junto ao lago de Tiberíades. Aquela pesca abundante lembra-lhes outra. E chega para abrirem os olhos… da fé. No texto de hoje, como em outros textos, temos outro sinal: «Mostrou-lhes as mãos e o lado», sinais da sua entrega por nós. Interessante o facto de Tomé não estar presente quando Ele mostra aos outros discípulos esses sinais, mas depois de se juntar a eles e estes lhe dizerem: «Vimos o Senhor», ele pede como sinal exatamente esse: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». E foi esse o sinal que novamente Jesus apresentou a Tomé. Para que precisava Tomé destes sinais? Não lhe chegava vê-lo para O reconhecer? Às vezes imagina-mos o ressuscitado com um corpo mortal, como o que ele tinha antes da sua morte, mas agora Ele vive noutra dimensão, na dimensão do divino, do celeste, já não é deste mundo; o seu corpo venceu a morte, é um Corpo glorioso. Os evangelistas nunca utilizam o verbo “ver … Jesus ressuscita-do” na forma ativa. A tradução não devia ser «Vimos Jesus» mas Jesus foi visto ou deixou-se ver… é o célebre verbo grego ôfthê. A ação está do lado de Deus, que se deixa ver, e não dos apóstolos, que são sempre surpreendidos pelas aparições.
Jesus usou sinais que ajudassem os discípulos a lerem a sua presença viva e ressuscitada. Tenho meditado, nesta Páscoa, quais são os sinais que nós, cristãos, usamos para que os homens e mulheres de hoje possam ser tocados pela fé. Jesus indicou-nos alguns; O Mandamento Novo: «É por este sinal que todos reconhecerão que sois meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros.» Um outro, é o sinal do serviço humilde, de lavar os pés aos homens chagados pela lança da doença e pelos pregos da pobreza e da dor da solidão. A fração do pão é um grande sinal, pois o pão partido é sinal sacramental de Cristo entregue por nós, de Cristo esmagado pela dor, mas agora vencedor. Hoje, o mundo precisa de sinais. O papa Francisco ensina-nos isso a toda a hora. A sua linguagem é muito mais fecunda pelos sinais do que pelas palavras. Ficará para sempre na nossa memória aquela praça de S. Pedro vazia e solitária e o Papa, sozinho, subindo a praça, para se agarrar à Cruz do Senhor. Sem palavras. Os seus abraços de ternura, as suas idas inesperadas a este ou àquele lugar onde se sofre, faz com que, mesmo se não guardamos as palavras que disse, recordemos para sempre os gestos que praticou. Mas a grandeza do sinal está na sua autenticidade, na sua verdade e coerência. Sinais só para show off não funcionam.
A pergunta que deixo hoje é: “Quais os sinais que dou, com a minha vida, de que sou discípulo de Jesus? E a minha família? Dá sinais de que é família cristã para além das palavras? E a nossa comunidade eclesial? Que sinais apresentamos ao mundo de que somos discípulos? Podíamos ajudar-nos uns aos outros a sermos mais significativos, isto é, a descobrir-mos comunitariamente sinais que falassem, sem palavras, ou com poucas palavras, mas ajudassem as pessoas a intuírem o mistério da presença de Jesus vivo no meio de nós. A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos apresenta-nos vá-rios sinais: O mandamento novo que viviam, a disponibilidade para dar e servir, a alegria com que evangelizavam e se socorriam uns aos outros, a devoção com que oravam e celebravam a Eucaristia era profundamente atrativo para os de fora. Os sinais funcionavam. Eram elo-quentes. E. como consequência desse viver novo, o texto termina dizendo: «E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se»”

Folha Paroquial nº 120 *Ano III* 12.04.2020 — DOMINGO DE PÁSCOA

Dai-nos a vossa misericórdia, de Vós a esperamos, Senhor.

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“EVANGELHO ( Jo 20, 1-9 )
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabe-mos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as liga-duras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus de-via ressuscitar dos mortos.”

REFLEXÃO
“A equipa de animação pastoral de S. José chegou, finalmente, depois de mais de um ano de debate, oração e reflexão, à frase que condensa a visão da paróquia que nos anima para o futuro em docilidade às orientações da Igreja Universal e local, e ao que o Espírito nos foi sugerindo tendo em conta a realidade que vivemos como paróquia: se, em Domingo de Páscoa, em tempo de coronavírus, a partilho aqui, é porque ela começa com o mistério da páscoa. Diz assim: “Nascemos do encontro pessoal com Cristo, crescemos na comunhão com Deus e com os irmãos, formamo-nos como discípulos que evangelizam com ousadia e servem com amor.” Teremos tempo de a explicar cuidadosamente, mas hoje fico apenas com a afirmação inicial: «Nascemos do encontro pessoal com Cristo». A visão não é aquilo que já somos, mas aquilo que sonhamos vir a ser e que nos projeta numa realidade futura mas realizável, que produz paixão em nós. Isto não quer dizer que não se viva já algo desta realidade que aspiramos: claro que sim; mas queremos vir a sê-lo de uma forma mais plena.

O que é que nos faz ser cristãos? Quando o começámos a ser? Nós não nascemos cristãos: tornámo-nos cristãos. O que nos faz tornar cristãos é o encontro pessoal com Cristo vivo e ressuscitado. Depois esse encontro será selado, pelo dom do batismo, a passagem do crente da vida velha à vida nova. O encontro com Cristo celebrado no batismo é um novo nascimento como disse Jesus a Nicodemos: «Se não nasceres da água e do Espírito, não entrarás no reino dos céus.»

Naquele túmulo que Pedro e João encontraram vazio, começou uma nova esperança para todo o homem. Desse túmulo, frio e escuro, que foi selado por uma grande pedra, brotou uma explosão de luz criadora de vida, de esperança e de glória que pelos séculos fora continua a iluminar o mundo. Onde esta luz chega, cria vida nova, cura feridas, gera esperança e alegria e desata todas as fatalidades. A ressurreição de Cristo – permitam-me a analogia – é muito mais poderosa do que o big bang que originou a criação do universo segundo a teoria do Padre Belga Georges Lemaitre. Daquele buraco pequeno, frio e escuro, feito na rocha, na propriedade de José de Arimateia, explodiu uma luz tão densa e tão intensa que através dos séculos, continua a criar um mundo novo. Mas, só quando cada um de nós se encontra com o calor dessa luz, renasce para a vida. Por isso é que Ele nos mandou: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda a criatura» para que sejam salvos pelo encontro com esta luz. Esta luz é uma Pessoa: «Jesus de Nazaré que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimi-dos pelo Demónio, (…) mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia. E nós somos testemunhas. (…) Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.(…) Quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados.» com Ele! Primeiro foram os discípulos que andaram com Ele e que o viram ser morto. Também eles ficaram perdidos e sem esperança com a sua morte. Mas também eles renasceram pelo reencontro com Ele, agora como ressuscitado e glorioso. Eles tornaram-se testemunhas do que viram e ouviram e, quando anunciavam a outros a sua experiência, também esses faziam um maravilhoso encontro pessoal com Ele e nascia uma vida nova pela força da sua ressurreição. De tal forma que o cristianismo se foi espalhando exponencialmente pelo testemunho constante daqueles que renasceram pelo encontro com Ele. O caso mais paradigmático é Saulo de Tarso. A narrativa do seu encontro com Ele a caminho de Damasco tornou-se a chave hermeneutica de todos os encontros pessoais com Ele que se seguiram pelos séculos fora e que criaram o fenómeno cristão. A experiência fundamental cristã brotou e continua a brotar deste encontro. E sem Ele não temos vida cristã. Estes cristãos renascidos começaram a viver de deter-minada maneira, diferente dos outros, a praticar um culto diferente, a casarem de modo diferente, a celebrar festas de modo diferente, a ter valores e prioridades diferentes. Numa palavra, criaram cultura. Pelo crescimento exponencial que tiveram a sua cultura tornou-se dominante. Depois houve muitos que, nascidos nesta nova cultura, chamada cristã, e respirando-a, começaram a praticar os mesmos ritos, os que estavam disponíveis na cultura, a celebrar as mesmas festas, a viver os mesmos costumes e a terem a mesma narrativa interpretativa da vida, mas já sem terem feito o encontro pessoal com Cristo que produziu esta cultura. E assim chegámos ao cristianismo sociológico que se manifesta nos cristãos não praticantes, na celebração dos sacramentos sem fé, nos casamentos católicos que pouco têm de católicos, etc… Como escreve Juán Martin Velasco no seu livro ‘A transmissão da fé’, «O cristianismo, que supôs uma mudança radical e uma novidade na história humana, e que durante séculos interveio na maior parte das suas transformações importantes, parece ter chegado fatigado a estas últimas etapas do seu caminho. Desde a mudança histórica que conhecemos como ‘Modernidade’, a Igreja, alinhada durante muitos anos com os que pretendiam manter o regime antigo, terminou aparecendo como uma instância a superar ou uma realidade superada.» Hoje, a grande maioria das pessoas do mundo ocidental vêm o cristianismo e a Igreja como uma coisa velha, ultrapassada e aborrecida, e muitos pensam até que tudo é falso. Por isso, desligaram-se da Igreja. E este fenómeno que começou nos grandes centros urbanos, chegou já aos mais pequenos recantos do nosso mundo. Como mudar a situação? Voltar à experiência cristã fundamental que nunca deixou de existir na igreja, pois sempre na igreja houve homens e mulheres que viveram esta radical novidade do encontro com Cristo. E é isso que os últimos papas nos têm lembrado. A Igreja existe para dar a conhecer Cristo, proporcionar o encontro com Ele. Quando, na visão da paróquia, começamos por afirmar: “Nascemos do encontro pessoal com Cristo», o que queremos dizer é que sonhamos que no futuro todos os paroquianos possam dizer com alegria e entusiamo: «Deus existe, eu encontrei-o pessoalmente e isso mudou a minha vida e as minhas convicções.» Graças a Deus muitos já o podem dizer hoje. O percurso Alpha na paróquia está ao serviço deste novo nascimento. Por isso o Alpha é estruturante na vida pastoral da paróquia, como o é a liturgia e a catequese ao serviço das outras dimensões da visão. Não estou a dizer que o Alpha é o caminho para o encontro com Cristo. Há muitos caminhos possíveis, pois muita gente tem encontrado Cristo sem o Alpha. Nós temos é que apresentar algum, de forma sistemática, e este, à falta de um perfeito, parece ser o melhor.”

 

Eucaristia online – 5º Domingo da Quaresma

Domingo, dia 29: missa às 11h00 e às 19h00

Pode continuar a marcar intenções para a missa por telefone ( 239 405 706 – SJBaptista ou 239 712 451 – SJosé ) por email igrejasaojosecoimbra@gmail.com ou igrejasaojoaobaptista@gmail.com
Domingo teremos missa às 11h00 e às 19h00. É também transmitida a adoração a partir da casa paroquial entre as 9h00 e as 22h00, de segunda a sexta.

Caros amigos,

Estamos a viver momentos estranhos e que abalam os fundamentos daquilo que conhecemos. Não sabemos ainda bem o que pensar, quais as melhores decisões a tomar, e a que horizontes novos isto nos pode levar. Ainda não tivemos o tempo necessário para processar toda a informação que nos chega e, a partir dela, aprendermos a fazer uma leitura narrativa que nos oriente.

Muitos irmãos, embora o entendam bem e concordem, sentem a inexprimível estranheza de não terem eucaristia dominical e serem convidados a ficar recatados e conformados nas suas casas. É como se, definhando de sede e correndo para a fonte, a encontrassem inesperadamente encerrada e sem data de reabertura. Nós mesmos, pastores, não sabemos bem o que podemos fazer além da oração e de vos dizer que estamos profundamente solidários com todos. Por outro lado, sabemos que esta experiência encerra em si uma potencialidade enorme de transformação. A experiência é, na fé cristã, a matéria prima que nos possibilita descobrir a presença de Deus na história de cada um e na história do mundo. Deus só se descobre nas experiências lidas e interpretadas a partir da fé. Enquanto não entendemos o que vivemos estamos só no “facto”, no «vivido», mas quando começamos a ser capazes de o interpretar, esse facto vivido e amorfo torna-se experiência. Os discípulos de Emaús tinham vivido «um facto», mas não eram capazes de o interpretar. Por isso iam para casa tristes e desconsolados; mas quando Jesus se aproximou deles e, a partir da Escritura, os ajuda a fazer a correlação entre o que estava escrito na Bíblia e o que eles agora estão a viver, o coração começa a arder-lhes lá dentro, pois agora começam a entender. O que eles viveram faz sentido…e assim se abrem à presença do ressuscitado.

Ora há uma experiência do povo bíblico que pode dar luz à nossa experiência deste momento. Foi o exílio na Babilónia. Desde que entrou na Terra prometida o povo de Israel solidificou as suas tradições, costumes, cultura, ritos e sinais. O Templo era o maior sinal da Unidade religiosa e política de todo o país. Quando, invadidos por Nabucodonosor, foram levados à força para o exílio rumo a uma outra terra da qual desconheciam a língua, costumes, religião e cultura, ao chegar, deparou-se-lhes o vazio. Onde podemos adorar a Deus? Como podemos continuar a viver como povo? Onde adorá-lo? Onde oferecer os nossos sacrifícios para obter misericórdia? Quem nos pode consolar e alimentar com a Palavra de Deus? O que podemos esperar do futuro? Há uma passagem muito bonita do livro de Daniel em que Azarias faz uma oração cheia de humildade e em que confessa a situação do povo. Diz assim: «Por amor do vosso nome, Senhor, não nos abandoneis para sempre e não anuleis a vossa aliança. Não nos retireis a vossa misericórdia, por amor de Abraão vosso amigo, de Isaac vosso servo e de Israel vosso santo, aos quais prometestes multiplicar a sua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Mas agora, Senhor, tornámo-nos o mais pequeno de todos os povos e somos hoje humilhados em toda a terra, por causa dos nossos pecados. Não temos chefe, nem guia nem profeta, nem holocausto nem sacrifício, nem oblação nem incenso, nem lugar onde apresentar-Vos as primícias para alcançar misericórdia. Mas de coração arrependido e espírito humilhado sejamos por Vós recebidos como se viéssemos com um holocausto de touros e carneiros e milhares de gordos cordeiros. Seja hoje este nosso sacrifício agradável na vossa presença, porque jamais serão confundidos aqueles que em Vós esperam. E agora Vos seguimos de todo o coração, Vos tememos e buscamos o vosso rosto. Não nos deixeis ficar envergonhados, mas tratai-nos segundo a vossa bondade e segundo a abundância da vossa misericórdia. Livrai-nos pelo vosso admirável poder e dai glória, Senhor, ao vosso nome». (Dan 3, 37-41

Todas as seguranças que tinham tombaram como a areia que se escapa por entre os dedos. Não há templo, não há sacerdote, não há profeta, não há oblação, não há nada. Podíamos dizer hoje: Não há igrejas abertas, não há Eucaristia, não há sacramentos, não há sacerdotes presentes, não temos os nossos locais onde procurávamos conforto, amizade, fraternidade. Mas o que é que há? Ontem, como hoje, Há Deus. Deus incarnado e comprometido connosco, pois Ele é o Emanuel. E está sempre com o seu povo. O que Ele procura é um coração humilde e contrito e às vezes para nos voltarmos para Ele mais profundamente, permite que nos sejam tiradas as nossas seguranças habituais, mesmo as religiosas. O povo de Israel, que tinha uma religião muito exterior baseada no templo e no culto do Templo, passou a ter, desde aí, uma religião mais interior, mais purificada.

Acho que não é um acaso que no primeiro Domingo em que não tivemos missas, o evangelho que nos foi dado a escutar tenha sido o da Samaritana em que ela pergunta a Jesus: Onde é o verdadeiro lugar para adorar a Deus? O monte Garizm ou em Jerusalém? E a resposta de Jesus conhecemo-la: «Vai chegar a hora- e já chegou- em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.» (Jo 4, 23-24)

Que cada um de nós, ajudados pela Palavra de Deus, se deixe formar pelo Espírito Santo e tente perceber à luz da fé o que Deus nos quer ensinar com a experiência de pobreza e humildade que vivemos. As provações são sempre oportunidades para nos tornarmos melhores. Mas, quando passamos por elas nunca ficamos iguais; ou melhores ou piores, dependendo do que fizermos com a oportunidade que nos é dada. No entanto a nossa experiência não é tão desoladora como a do povo de Israel. Eles não tinham meios de comunicação social nem internet, nem redes sociais, e nós temos tudo isso para nos apoiarmos uns aos outros e mantermos vivos os laços que nos unem continuando a sermos suporte uns para com os outros. Em cada dia celebrarei missa pelo Facebook e Youtube a partir de S. José, às 19h.

Quem puder, pode colocar-se online.

Coragem a todos e oremos uns pelos outros.

Que Deus vos encha do seu amor e da sua graça abençoando-vos enormemente.

Vosso P. Jorge

Vida comunitária, mas online

Continuaremos a celebrar missa todos os dias a partir da igreja de SJosé, mas online no Youtube e no Facebook: adoração a partir das 18h00, terço às 18h30 e missa às 19h00. Ao Domingo, por agora só temos a Eucaristia, às 11h00.

Para facilitar, estará também disponível nas páginas de ambas as paróquias da nossa Unidade Pastoral: www.igrejasaojose.pt e www.paroquiasaojoaobaptista.net num menu “Missa online”.

Pode continuar a “dar o nome” para as intenções ou marcar as suas intenções de missa e assistir/participar pelo Youtube: por telefone ( 239 712 451 | 925 849 526 ) por email igrejasaojosecoimbra@gmail.com ou igrejasaojoaobaptista@gmail.com
Estamos a preparar uma plataforma (e está quase) a partir da qual os diversos grupos das nossas paróquias se poderão encontrar. Online, claro. E cada um em sua casa.

Suportemo-nos uns aos outros também na oração, nestes tempos difíceis.