Arquivo da categoria Unidade Pastoral

Peregrinação à Polónia no centenário nascimento S. João Paulo II

1º dia – Coimbra – Varsóvia
2º dia – Visita Gdansk
3º dia – Visita do mosteiro palotino de Jasna Gora
4º dia – Zakopane / Kalwaria Zebrzydowska / Cracóvia
5º dia – Wieliczaka
6º dia – Auchwitz / Wadovice
7º dia – Varsóvia
8º dia – Niopokalanow (S Maximiliano Kolbe) e regresso

1630€ / pessoa
Acompanhamento pelo P Jorge Silva Santos
Mais informações:
Maria Manuela Afonso : 912 395 972
SJBaptista : 239 405 706
SJosé : 239 712 451
Panfleto: https://tinyurl.com/t57e6k5

Formação para Células Paroquiais de Evangelização

18 Jan às 14h30 para os que fazem parte de Células em SJBatista, SJosé ou Santa Clara, ou se quer saber mais sobre esta iniciativa da Nova Evangelização. Será na casa Paroquial (em baixo).

Inscreva-se na secretaria ou por telefone.

Grupo Sayes

No passado sábado o Grupo Sayes de Adolescentes de SJBaptista encontrou-se novamente para mais uma das etapas do projeto Say Yes, a Jornada de 1989, em Santiago de Compostela!

Obrigada pelo interesse e entusiasmo de cada jovem!

Nós adoramos estes momentos de crescimento, oração e diversão.

Continuem a rezar por cada um de nós e pelo projeto SAY YES!

Aqui vamos nós JMJ 2022! #JMJ2022 #sayyes #lisboa2022

Retiro para Doentes e Pessoas com Mobilidade Reduzida

O Movimento da Mensagem de Fátima da Diocese de Coimbra está a preparar um retiro especialmente pensado para doentes e pessoas com mobilidade reduzida de 16 a 19 de Abril na Casa de Nossa Senhora das Dores (anexa ao Santuário).

Para qualquer informação ou inscrição deverá contactar a Enfermeira Margarida Matos – 910775656 – margaridahmatos@gmail.com ou a Enfermeira Isilda Lajes – 926611830 – isildalajes@hotmail.com

Inscrições até meados de março. https://mensagemdefatima.wordpress.com/

Peregrinação à Terra Santa

Para além da peregrinação à Polónia que temos vindo a divulgar e que decorrerá de 24 a 31 de agosto, teremos de 9 a 16 de junho uma peregrinação à Terra Santa e à Jordânia.

Folhetos disponíveis nas secretarias e no site: https://tinyurl.com/yf7394x7

1º dia – viagem para Jerusalém
2º dia – Monte das Oliveiras e outros
3º dia – Monte Sião, Sala da Última Ceia, Túmulo do Rei David, Igreja de São Pedro, Via Dolorosa, Santo Sepúlcro, entre outros.
4º dia – Visita a Belém e da Gruta da Natividade, entre outros
5º dia – Deserto da Judeia, Mar Morto e Monte Nebo, entre outros.
6º dia – Petra e Nazaré
7º dia – Monte Tabor, Lago de Tiberiades, Rio Jordão, Caná, entre outros
8º dia – Visita dos locais relacionados com a Sagrada Família.

Preço: 1870€

Mais informações:
Maria Manuela Afonso : 912 395 972
SJBaptista : 239 405 706
SJosé : 239 712 451
Panfleto com todas as informações: https://tinyurl.com/yf7394x7

Enovar 2020 – Fernando Santos confirmou a sua presença

Há dois anos foi em Coimbra, no auditório da Quinta das Flores. No ano passado, em Braga. Este ano é no Estoril, no Auditório Senhora da Boa Nova.

Já sabíamos há bastante tempo que contaríamos entre outros com a presença do P James Mallon e o Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente e a semana passada a organização confirmou a presença do selecionador nacional Fernando Santos.

Pode inscrever-se em https://portugal.alpha.org/enovar20

Se quiser poupar o dinheiro do hotel, poderá inscrever-se para alojamento local em https://portugal.alpha.org/acolhimento-local

Para poupar nas viagens e ajudar a salvar o planeta, partilhe boleias.

Serão de Cura e Misericórdia – Os dois nomes de Jesus

Tivemos na passada quinta-feira dia 9 de janeiro a primeira Oração de Cura e de Misericórdia deste ano de 2020 e, para além de um tempo de louvor, adoração e intercessão que é mais ou menos previsível em todas as sessões, desta vez o Paulo Pereirinha, responsável do Sector Norte da Comunidade Emanuel, falou-nos dos dois nomes de Jesus. Transcrevemos aqui parte das suas notas:

“O anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: «José, filho de David, não temas receber Maria tua esposa, porque o que ela concebeu é obra do Espírito Santo; ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque ele salvará o povo dos seus pecados.»
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco.” (Mt. 120-23)
Esta passagem é muitas vezes intitulada: o anúncio a José. Com efeito, o anjo revela-lhe, depois de o ter feito a Maria, o plano de Deus para a salvação dos homens. Esta criança, trazida por Maria, vem do Espírito Santo. É pedido a José que assuma a paternidade humana e lhe dê um nome escolhido pelo próprio Deus: “Jesus”, que quer dizer: “Deus salva”.

Aquele que vem, o filho de Deus, é primeiro, “aquele que salva”. No entanto, é preciso que nós reconheçamos que precisamos de ser salvos. Ora, é muitas vezes nas provações que nós nos voltamos para Deus, dizendo: “Senhor vem em meu auxílio!” quando nos apercebemos que pelas nossas próprias forças não conseguimos. Ao constatarmos a nossa impotência, os nossos limites, ao fazermos a experiência das nossas incapacidades e mais ainda, do pecado que nos afasta do amor, nós percebemos que precisamos de um salvador.

Mas de que salvador? É Jesus, e só ele, que nós devemos escolher como nosso único Salvador. Sem irmos à procura a outros lugares: curandeiros, gurus, astrólogos, deuses e ídolos… Não! Jesus, nosso único Salvador que se basta a si mesmo, que basta para todas as nossas necessidades, para todas as nossas esperas. Lembra-nos a profecia de Joel que vem iluminar o acontecimento de Pentecostes: “aquele que invocar o nome de Jesus será salvo” (Joel 2, 32).
Mas, curiosamente, o evangelista depois de ter relatado a indicação muito precisa do anjo a José para chamar a este filho “Jesus”, acrescenta uma explicação destinada aos seus leitores judeus, para bem assinalar que se trata aqui do cumprimento das palavras dos profetas que eles conhecem, como a de Isaías 7, 14: “Será chamado Emanuel”. Jesus, “Deus que salva”, vai também chamar-se “Emanuel”, que quer dizer “Deus connosco”.

Porquê este segundo nome, que vem completar e enriquecer o primeiro? O que é que ele nos traz a mais? A revelação que Deus não é só aquele que nos salva. Ele poderia fazer isso de longe, lá do alto dos céus, sem se misturar com as nossas histórias, sem se envolver pessoalmente, com um golpe de varinha mágica. Mas não foi assim que ele quis fazer. Nós não temos um Deus debruçado das nuvens, como um frio arquiteto do universo, controlador, justiceiro, ou mesmo cheio de uma piedade imaculada mas distante. Não, ele é “Deus connosco”, aquele que está mesmo próximo, que veio partilhar o quotidiano das nossas vidas de homens e mulheres: alegrias, preocupações, penas, provações…

Jesus não nos salvou de longe, com luvas e pinças. Ele fez-se um de nós, tomando a nossa condição humana, vivendo tudo da nossa vida, com exceção do pecado. E tudo isso gratuitamente, por amor por nós que não merecemos nada! Como não imaginar que ele esteja presente hoje, como ontem e amanhã, em todos os acontecimentos das nossas vidas, em especial nas provações? Deus é Deus, é o Outro, mas ele é também nosso Pai tão próximo; e, em Jesus, quis tornar-se nosso companheiro, nosso irmão, para que não tenhamos medo dele, para que nos sentíssemos amados tal como somos, mesmo no meio das nossas fraquezas.

Então nós poderemos com alegria acolher Deus como ele é realmente: um Deus próximo, benevolente, generoso, compassivo, misericordioso, preocupado com a nossa felicidade, sempre fiel ao nosso lado, mesmo e sobretudo nos combates e provações.

DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS

No passado dia 30 de Setembro de 2019, foi divulgada a carta apostólica do Papa Francisco, sob forma de motu proprio “Aperuit illis”, na qual institui o terceiro domingo do tempo comum como o domingo da Palavra de Deus. O santo padre faz referência à experiência dos discípulos de Emaús com Jesus, que ao apresentar a escritura lhes aquece os corações e lhes abre os olhos ao partir do pão (Lc 24, 45). O contato pessoal com a sagrada escritura leva cada um de nós a descobrir que Jesus está vivo e ressuscitado. Esta novidade não pode ficar no silêncio do nosso coração, e por isso deve ser anunciada através do ensino da palavra e da evangelização. Este dia tem, portanto, o objetivo de levar a comunidade cristã a celebrar a Palavra de Deus, obtendo uma maior reflexão e divulgação, tornando a sagrada escritura próxima e acessível a todos, através das celebrações e reflexões.

No Domingo passado celebrámos o batismo do Senhor. A primeira leitura do profeta Isaías falava-nos, de forma profética, da pessoa de Jesus, que é o eleito de Deus em quem repousa o Espírito que o leva a ser Luz para as nações, a abrir os olhos aos cegos e a libertar os cativos. Este Jesus que o profeta anuncia é o mesmo apresentado por João Baptista e confirmado pela voz de Deus que se faz ouvir. É a Palavra do Pai que dá testemunho que Jesus é o filho de Deus. A Palavra de Deus faz-nos contemplar a salvação que está na pessoa de Jesus que ao descer às águas as santifica. Também nós, através do sacramento do Batismo, recebemos a semente da Palavra e somos chamados a anunciá-la àqueles que ainda têm ouvidos surdos a esta palavra. É com esse propósito que o Papa Francisco, através do dia da Palavra de Deus, pretende que a Bíblia se torne mais conhecida, meditada e comida pois “quem não conhece a palavra de Deus não conhece Cristo”, dizia S. Jerónimo, pois Ele é o verbo de Deus que se fez carne. Quando anunciamos a sua Palavra anunciamos o Senhor Jesus e por isso a Palavra é viva, pois é a palavra d’Aquele que esteve morto mas venceu a morte e ressuscitou. Também a sua Palavra, essa que Ele anunciou, foi experimentada e testada pela morte e pela sepultura e, quando se pensava que essa palavra estaria morta, desaparecida e sem poder, eis que ela ressuscita da morte. O Pai, ao ressuscitar o seu Filho da morte, confirma que tudo aquilo que Ele disse e fez vem de Deus, que o Filho é a Palavra que Deus tem para dizer aos homens. Por isso Ele diz: “Escutai-O.”

Com a instituição do domingo da palavra, o papa Francisco também pretende uma aproximação maior dos cristãos e dos judeus já que a Palavra de Deus nos une. A Bíblia começou com o povo judeu e tem as suas raízes também no mesmo povo. Os protestantes dão todos muita importância à Palavra de Deus. Assim a Bíblia une-nos, faz de todos nós cristãos o povo da Palavra viva. Não a religião do Livro mas da palavra. A Palavra do livro fica aí imutável e não permite reinterpretações ou uma melhor compreensão, mas a Palavra viva vai sendo compreendida sempre melhor através dos tempos com o auxílio do Espírito Santo, da Tradição viva da Igreja e do magistério. Esta é uma das diferenças entre cristianismo e Islamismo que, estes sim, são a religião do livro, que não permite reinterpretação.

Enfim, a carta apostólica chama, também, a atenção para percebermos que há um vínculo inseparável entre a sagrada escritura e a Eucaristia. Lembremos o texto base desta carta “E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no”. Vejam como é o percurso destes discípulos. Antes de se sentarem à mesa para se alimentarem do pão, eles recebem, pelo caminho, o alimento da própria escritura com a qual Jesus vai preparando os seus corações. «Não nos ardia cá dentro o coração quando Ele, pelo caminho, nos explicava as escrituras?» Chegados à mesa, “Jesus deu graças, partiu o pão e entregou-lho” e os seus olhos abrem-se e só agora o reconhecem. É Ele! Foi a Escritura que os preparou para a ceia. Na eucaristia, a Ceia do Senhor, é sempre antecedida pela Leitura das escrituras e a sua meditação para que os nossos corações se abram depois à presença eucarística de Jesus no pão que nos alimenta de outra forma, como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo. Após essa experiência com o ressuscitado, depois de ouvimos a sua voz e termos comido o seu corpo entregue por amor, somos chamados a partir como os discípulos de Emaús, a dizer aos outros: «Vimos o Senhor». É a evangelização que decorre da Eucaristia. Ao fim de cada missa, esta é a nossa missão, pois a missa termina como celebração mas os seus efeitos em nós continuam durante toda a semana em nossa casa, no trabalho, na escola e em todos os lugares deste mundo.

Vivamos, então, essa nova realidade de uma Igreja em Saída, alimentados pelo pão da palavra e da eucaristia.

P. Francisco Morais, Vigário paroquial

 

Folha Paroquial nº 107 *Ano III* 12.01.2020 — BAPTISMO DO SENHOR

«O Senhor abençoará o seu povo na paz.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 2, 1-12)
Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser batizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Je-sus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi batizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».»

MEDITAÇÃO
DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS
No passado dia 30 de Setembro de 2019, foi divulgada a carta apos-tólica do Papa Francisco, sob forma de motu proprio “Aperuit illis”, na qual institui o terceiro domingo do tempo comum como o do-mingo da Palavra de Deus. O santo padre faz referência à experiên-cia dos discípulos de Emaús com Jesus, que ao apresentar a escritu-ra lhes aquece os corações e lhes abre os olhos ao partir do pão (Lc 24, 45). O contato pessoal com a sagrada escritura leva cada um de nós a descobrir que Jesus está vivo e ressuscitado. Esta novidade não pode ficar no silêncio do nosso coração, e por isso deve ser anunciada através do ensino da palavra e da evangelização. Este dia tem, portanto, o objetivo de levar a comunidade cristã a celebrar a Palavra de Deus, obtendo uma maior reflexão e divulgação, tornan-do a sagrada escritura próxima e acessível a todos, através das cele-brações e reflexões.
Hoje, celebramos o batismo do Senhor. A primeira leitura do profe-ta Isaías fala-nos, de forma profética, da pessoa de Jesus, que é o eleito de Deus em quem repousa o Espírito que o leva a ser Luz para as nações, a abrir os olhos aos cegos e a libertar os cativos. Este Jesus que o profeta anuncia é o mesmo apresentado por João Batis-ta e confirmado pela voz de Deus que se faz ouvir. É a Palavra do Pai que dá testemunho que Jesus é o filho de Deus. A Palavra de Deus faz-nos comtemplar a salvação que está na pessoa de Jesus que ao descer às águas as santifica. Também nós, através do sacra-mento do Batismo, recebemos a semente da Palavra e somos cha-mados a anunciá-La àqueles que ainda têm ouvidos surdos a esta palavra. É com esse propósito que o Papa Francisco, através do dia da Palavra de Deus, pretende que a Bíblia se torne mais conhecida, meditada e comida pois “quem não conhece a palavra de Deus não conhece Cristo”, dizia S. Jerónimo, pois Ele é o verbo de Deus que se fez carne. Quando anunciamos a sua Palavra anunciamos o Se-nhor Jesus e por isso a Palavra é viva, pois é a palavra d’Aquele que esteve morto mas venceu a morte e ressuscitou. Também a sua Palavra, essa que Ele anunciou, foi experimentada e testada pela morte e pela sepultura e, quando se pensava que essa palavra esta-ria morta, desaparecida e sem poder, eis que ela ressuscita da mor-te. O Pai, ao ressuscitar o seu Filho da morte, confirma que tudo aquilo que Ele disse e fez vem de Deus, que o Filho é a Palavra que Deus tem para dizer aos homens. Por isso Ele diz: “Escutai-O.”
Com a instituição do domingo da palavra, o papa Francisco também pretende uma aproximação maior dos cristãos e dos judeus já que a Palavra de Deus nos une. A Bíblia começou com o povo judeu e tem as suas raízes também no mesmo povo. Os protestantes dão todos muita importância à Palavra de Deus. Assim a Bíblia une-nos, faz de todos nós cristãos o povo da Palavra viva. Não a religião do Livro mas da palavra. A Palavra do livro fica aí imutável e não permite reinterpretações ou uma melhor compreensão, mas a Palavra viva vai sendo compreendida sempre melhor através dos tempos com o auxílio do Espírito Santo, da Tradição viva da Igreja e do magistério. Esta é uma das diferenças entre cristianismo e Islamismo que, estes sim, são a religião do livro, que não permite reinterpretação.
Enfim, a carta apostólica cha-ma, também, a atenção para percebermos que há um víncu-lo inseparável entre a sagrada escritura e a Eucaristia. Lem-bremos o texto base desta carta “E, quando se pôs à me-sa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no”. Vejam como é o percurso destes discípulos. Antes de se sentarem à mesa para se alimenta-rem do pão, eles recebem, pelo caminho, o alimento da própria escritura com a qual Jesus vai preparando os seus corações. «Não nos ardia cá dentro o coração quando Ele, pelo caminho, nos ex-plicava as escrituras?» Chegados à mesa, “Jesus deu graças, partiu o pão e entregou-lho” e os seus olhos abrem-se e só agora o reco-nhecem. É Ele! Foi a Escritura que os preparou para a ceia. Na eucaristia, a Ceia do Senhor, é sempre antecedida pela Leitura das escrituras e a sua meditação para que os nossos corações se abram depois à presença eucarística de Jesus no pão que nos ali-menta de outra forma, como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo. Após essa experiência com o ressuscitado, depois de ouvimos a sua voz e termos comido o seu corpo entregue por amor, somos chamados a partir como os discípulos de Emaús, a dizer aos outros: «Vimos o Senhor». É a evangelização que decor-re da Eucaristia. Ao fim de cada missa, esta é a nossa missão, pois a missa termina como celebração mas os seus efeitos em nós con-tinuam durante toda a semana em nossa casa, no trabalho, na escola e em todos os lugares deste mundo. Vivamos, então, essa nova realidade de uma Igreja em Saída, alimentados pelo pão da palavra e da eucaristia.
P. Francisco Morais, Vigário paroquial

Folha Paroquial nº 106 *Ano III* 05.01.2020 — EPIFANIA DO SENHOR

«Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 2, 1-12)
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notí-cia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jeru-salém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide in-formar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encon-trardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Orien-te seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adora-ram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presen-tes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.»

MEDITAÇÃO
Todos são bem-vindos ao coração de Cristo e da igreja.
O Messias vem para todos
Quando lemos o principezinho de Antoine de Saint Exupéry perce-bemos facilmente que o autor nos conta algo muito mais profundo do que uma história que parece infantil mas não é.
A narrativa de S. Mateus da visita dos Magos não se entenderá na sua profundidade se ficarmos só na história simpática de uns ma-gos, de uma estrela e da oferta de ouro, incenso e mirra ao Menino no presépio. Os Magos procuram alguém a quem dão o título de “rei dos judeus”. É este mesmo título que Pôncio Pilatos mandará colocar na cruz de Jesus no Calvário. S. João, mencionando que esta inscrição estava em três línguas, quer dizer-nos que aquele que está na cruz se oferece por todos e não só por um povo. A primeira leitura de hoje, do profeta Isaías, afirma bem que não se trata só de uma salvação para um povo específico, mas que diz respeito a todos os povos. Os magos são pagãos que procuram sinceramente a verdade. No texto de hoje, os pagãos não se contentam em ver. Eles caminham para a luz que se deixa ver por eles. E são multidões. E não só de amigos, mas também multidões de países inimigos co-mo Madiã e Efá contra quem Israel guerreou várias vezes. Os magos aproximam-se da luz do Verbo de Deus sem serem filhos de Israel.
A primeira leitura reenvia-nos para um grande clarão de luz que ilumina todas as trevas da terra: “Resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Se-nhor. Vê como a noite cobre a terra, e a escuri-dão os povos. Mas sobre ti levanta-Se o Senhor, e a sua glória te ilumina.” O Natal é a festa da Luz, pois Ele veio para tirar os povos da escuridão da noite. Também o evange-lho nos fala da luz, numa estrela que vai iluminar o caminho dos Magos. E eles deixam-se iluminar por esta luz e seguem-na.
Porquê a estrela? E o que significa?
A esperança na vinda do messias era muito viva no tempo de Jesus. Toda a gente falava disso e rezava-se para apressar a sua vinda. Um dos sinais pelos quais se pensava que a vinda do Messias seria sina-lizada era por uma estrela. E esta crença tinha a sua raiz na profecia de Balaão. Talvez valha a pena conhecermos esta bela passagem que se encontra no livro dos Números: quando as tribos de Israel, já no final do êxodo, se aproximam da terra prometida e estão a tra-vessar as planícies de Moab (hoje Jordânia), o rei de Moab, Balac, convoca o profeta Balaão para que, do alto do monte, à vista das tribos de Israel, as amaldiçoe, pois tem medo delas por estarem abençoadas e protegidas por Deus. Mas em vez de amaldiçoar, Ba-laão, inspirado por Deus, começa a proferir profecias de felicidade e de glória para Israel, e em especial ele ousa dizer: «Uma estrela surge de Jacob e um cetro se ergue de Israel». É daqui que vem a crença de que uma estrela iluminaria o céu quando o Messias sur-gisse. Herodes sabe bem o significado da estrela e por isso fica ate-morizado quando os magos lhe dizem que viram a estrela no orien-te e que a seguem.
O texto do Evangelho de hoje mostra-nos que há uma luz que irra-dia sobre o mundo. Começa por iluminar os Magos e condu-los na sua procura. Mas, paradoxalmente, Jerusalém está às escuras e não vê luz nenhuma. A luz que conduz os Magos apaga-se naquela cida-de que mais devia resplandecer. «para nos libertar das trevas e das sombras da morte», não se abrem à luz e permanecem na morte. Os magos prosseguem o seu caminho e a Luz de novo irradia, tor-nando-se sol esplendoroso em Belém, naquela gruta, onde os Ma-gos entram e adoram. A estrela que tinha conduzido os seus cora-ções à procura, está ali indicando-lhes quem é a Luz do mundo. Mais tarde, na cura de um cego, essa luz dirá: «Eu vim a este mun-do para proceder a um juízo, de modo que os que não veem ve-jam, e os que veem fiquem cegos.» (Jo 9,39). Diz S. João, no prólo-go, a abertura do seu evangelho: «Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas àqueles que o receberam e acredita-ram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus”. “Agora já não há judeu nem grego”, recebe-se a graça, «de graça», isto é, gratuitamente: é pela fé no seu nome que nos tornamos filhos de Deus. A sua luz estendeu-se ao mundo inteiro e todos são bem-vindos ao encontro do Senhor que abre as portas do seu coração sempre que encontrar alguém com sede de verdade.
Se Deus acolhe a todos no seu coração, gratuitamente, sem exigir nada, a não ser a reta intenção de procura, não devemos também nós, comunidade cristã, fazer o mesmo? Não temos colocado mui-tos entraves a que venham? Muitas exigências morais que nem nós sempre cumprimos? A Igreja, diz o papa Francisco, deve ser uma mãe de coração aberto para todos e especialmente para os mais feridos e que não vivem segundo os nossos critérios morais. A Igreja é como um hospital de campanha que está sempre a acompanhar os homens onde estiverem feridos para estar próxi-mo deles e os curar. Precisamos de acolher melhor à maneira de Jesus. As pessoas só darão o passo da fé e da entrega da vida a Jesus quando se sentirem acolhidas e amadas. Vamos todos me-lhorar o acolhimento nas nossas paróquias, desde a entrada na igreja a todas as dimensões do acolhimento.