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PREPARAR A CEIA DE NATAL SEMANA A SEMANA em SJBaptista

Em virtude do número crescente de pessoas carenciadas que a paróquia tem vindo a apoiar, para minimizar os encargos do GASC e para envolver a catequese e toda a comunidade na partilha de géneros alimentícios para os cabazes de natal destinados a esse grupo fragilizado, foi sugerido que, à semelhança dos anos anteriores, se fizesse um apelo nesse sentido.

Como o 4º domingo do advento é quase na véspera de natal distribuíram-se os produtos que selecionámos para cada semana do seguinte modo:

30 novembro e 1 dezembro: leite, óleo, azeite e sumos

7/8 de dezembro: farinha, açúcar, arroz, enlatados e v. Porto

15/16 de dezembro: bacalhau, bolo-rei, broinhas e chocolates

VENDA DE NATAL no ATRIUM SOLUM

À semelhança do ano passado, lembro que está a decorrer numa loja deste centro comercial uma venda de Natal com, entre outros, os artigos manufaturados no Atelier do Tempo e do Saber.

CONCERTOS DE NATAL

Em SJosé no próximo sábado, 7 de Dez, da Fundação Inatel com a participação da Orquestra de Bandolins de Esmoriz e do Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra. No Domingo 15 de Dez, pelas 17h00, o Coro Misto. Em SJBaptista, teremos no dia 14 de Dez o Coro dos Pequenos e Jovens Cantores de Coimbra e no dia 28 de Dez Cantares Natalícios com o Rancho Folclórico do Grupo Desportivo da Arregaça e da Cortes – Semide

ENCONTROS BÍBLICOS com D António Couto

12 Dez, às 21h15 no Justiça e Paz (a 2ª de 5 sessões). Em Fev iniciaremos nas paróquias um curso do Ev. SMateus em 6 sessões (15 e 29 Fev, 7 e 28 Mar, 9 Mai e 6 Jun).

CAMPANHA PINGO DOCE Bairro Feliz

O GASC de S. João Baptista candidatou-se a uma iniciativa do Pingo Doce, denominada “Bairro Feliz” para um computador e um retroprojetor. Para alcançar este objetivo essa causa terá que sair vencedora, já que existe uma outra a concorrer. Para o efeito apelamos a todos os que puderem para que façam as suas compras no Pingo Doce até 11 Dez: por cada 10€ em compras recebe uma “Moeda Bairro Feliz” com a qual pode votar na causa “Com um computador até os Santos ajudam”.

Coloque as Moedas na tômbola logo à entrada do Pingo Doce da Portela. O número máximo de moedas por transação é 3. Por isso, se a compra superar os 30 euros, será conveniente que a mesma seja fracionada para assim conseguirem mais moedas.

CONFISSÕES

Iniciámos o Advento e muitos de nós quererão confessar-se para melhor preparar o Natal do Senhor – e é bom que o façamos. Lembro que na cidade foi instituído o santuário da reconciliação na igreja de Santa Cruz onde há confissões todas as manhãs de segunda a sábado das 9h30 às 11h e à tarde (com algumas falhas) das 16h às 17h30. Em SJosé, de segunda a sábado às 9h00 (no final da missa das 8h30), às quartas das 16h30 às 18h, e de segunda a sexta entre as 18h e as 19h e logo a seguir às 19h30, no final da missa. Em SJBaptista, de terça a sexta antes e depois da missa das 19h00 que termina por volta das 19h30.

RETIRO DE ADVENTO

É já no próximo sábado 7 Dez. O retiro é aberto a quem nele queira participar, desde que se inscreva, e destina-se a quem queira ter um tempo mais profundo com Deus durante o advento, em particular todos os irmãos empenhados nos diferentes grupos da paróquia. Será no Almegue ( Google Maps: https://tinyurl.com/r4rbll7 ), das Servas do Apostolado, junto ao Fórum: quando vamos a subir, uns 50m antes da rotunda da entrada para o parque subterrâneo, há uma cortada à direita.

O almoço será partilhado com o que cada um levar.

O sacerdote que orientará o retiro vem de Braga.

Advento – tempo de encontro

 

Domingo passado, a Igreja celebrou o 1º Domingo do advento, tempo de espera, de oração e preparação para a celebração da solenidade do Natal do Senhor. Neste domingo meditámos a dimensão do encontro. Não é encontro qualquer: o tempo de advento é o momento propício em que a Igreja nos aponta para o grande encontro entre Deus e a humanidade, visto que esta se encontrava nas trevas do pecado e agora se prepara para receber o sol nascente que veio para iluminar e dar vida àqueles que já a tinham perdido. Este encontro não é uma utopia, mas dá-se na nossa vida pessoal e comunitária.
Todos os anos nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus. Por que motivo celebramos então o nascimento de Alguém como se fosse nascer novamente? Na verdade, Ele deve realmente nascer e eu devo também nascer com Ele. O advento permite-me, assim, um novo nascimento com Cristo. Posso então perguntar-me: “Como estou eu a viver a minha vida? Terá o Senhor lugar no meu coração? Tenho vivido a minha vida cristã de forma a que o meu coração seja a manjedoura onde o Senhor possa ter a sua morada?

Estamos à espera do Senhor que virá outra vez, não já como criança, mas na sua glória e majestade. Quando estamos à espera de alguém, não esperamos de qualquer maneira: para recebermos alguém sentimo-nos obrigados a mudar alguns hábitos e costumes que são comuns no dia-a-dia. Se o nosso convidado vem a nossa casa, preparamo-nos mudando a toalha da mesa, a loiça e até aprimoramos a ementa. Tudo é mais festivo que habitualmente. A expetativa daquele que virá gerou em nós mudanças e transformação. A espera do Senhor que vem deve gerar em nós mudanças, e será Ele próprio quem manifestará a grande transformação na nossa vida, como vimos no profeta Isaías “Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices”(Is2,4). Pode-nos parecer difícil mudar de vida para receber o Senhor, mas, na verdade, todos os dias, e principalmente nos nossos dias, estamos preocupados em mudar. Em cada dia devemos ter a preocupação com a mudança para não cair na rotina do dia-a-dia.

Queremos estar diferentes e ser diferentes. Cito, por exemplo, as redes sociais: há muitas pessoas preocupadas em não manter a mesma foto no perfil, é preciso estar sempre a mudar para que as pessoas possam pôr muitos “Gosto”. Preocupamo-nos se o nosso telemóvel ainda responde às nossas expectativas. O próprio telemóvel exige periodicamente que façamos uma atualização do sistema para melhor se adequar às nossas necessidades. Assim também eu, como cristão, devo atualizar a minha vida cristã de acordo com o tempo litúrgico que a Igreja me convida a viver. Convertamos o nosso coração através da prática da oração, da partilha fraterna e da participação ativa na eucaristia dominical e da vida fraterna entre irmãos.
Estamos a ver que, para o encontro pessoal com Cristo, é necessário uma conversão, uma mudança de vida. São Paulo, na sua Carta aos Romanos, é direto quando nos diz que é preciso abandonar as obras das trevas. Disse, no início da reflexão, que Jesus é o sol que veio para iluminar a humanidade no meio das trevas. Agora Paulo dá nome a essas trevas “Andemos dignamente, como em pleno dia, evitando comezainas e excessos de bebidas, as devassidões e libertinagens, as discórdias e os ciúmes”. Aproximar-se da luz é fazer o contrário das obras próprias das trevas.

O tempo do advento convida-nos a converter as obras más em obras de misericórdia. Somos chamados a partilhar o nosso pão material com aqueles que o não têm. Devemos sair do comodismo que nos aprisiona no egoísmo e egocentrismo dos tempos modernos e passar a dedicar um pouco do nosso tempo aos que se encontram sós e abandonados. Tudo isto deve ser no entanto realizado como fruto de uma intimidade com Deus a partir de uma vida de oração. O Senhor também vem visitar-nos através dos mais pequeninos. Jesus foi o pequenino através do qual «Deus visitou o seu povo».

Pe Francisco Morais

Folha Paroquial nº 101 *Ano II* 01.12.2019 — DOMINGO I DO ADVENTO

«Vamos com alegria para a casa do Senhor.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 24, 37-44)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.»

MEDITAÇÃO
Hoje, a Igreja celebra o 1º Domingo do advento, tempo de espera, de oração e preparação para a celebração da solenidade do Natal do Senhor. Neste domingo vamos meditar a dimensão do encon-tro. Não é encontro qualquer: o tempo de advento é o momento propício em que a Igreja nos aponta para o grande encontro entre Deus e a humanidade, visto que esta se encontrava nas trevas do pecado e agora se prepara para receber o sol nascente que veio para iluminar e dar vida àqueles que já a tinham perdido. Este en-contro não é uma utopia, mas dá-se na nossa vida pessoal e comu-nitária.
Todos os anos nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus. Por que motivo celebramos então o nascimento de Alguém como se fosse nascer novamente? Na verda-de, Ele deve realmente nascer e eu devo também nascer com Ele. O advento permite-me, assim, um novo nascimento com Cristo. Posso então perguntar-me: “Como estou eu a viver a minha vida? Terá o Se-nhor lugar no meu coração? Tenho vivido a minha vida cristã de forma a que o meu coração seja a manje-doura onde o Senhor possa ter a sua morada?
Estamos à espera do Senhor que virá outra vez, não já como criança, mas na sua glória e majestade. Quando estamos à espera de alguém, não esperamos de qualquer maneira: para recebermos alguém sentimo-nos obrigados a mudar alguns hábitos e costumes que são comuns no dia-a-dia. Se o nosso convidado vem a nossa casa, preparamo-nos mudando a toalha da mesa, a loiça e até aprimoramos a ementa. Tudo é mais festivo que habitualmente. A expetativa daquele que virá gerou em nós mu-danças e transformação. A espera do Senhor que vem deve gerar em nós mudanças, e será Ele próprio quem manifestará a grande transformação na nossa vida, como vimos no profeta Isaías “Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foi-ces”(Is2,4). Pode-nos parecer difícil mudar de vida para receber o Senhor, mas, na verdade, todos os dias, e principalmente nos nos-sos dias, estamos preocupados em mudar. Em cada dia devemos ter a preocupação com a mudança para não cair na rotina do dia-a-dia.
Queremos estar diferentes e ser diferentes. Cito, por exemplo, as redes socias: há muitas pessoas preocupadas em não manter a mesma foto no perfil, é preciso estar sempre a mudar para que as pessoas possam pôr muitos “Gosto”. Preocupamo-nos se o nosso telemóvel ainda responde às nossas expectativas. O próprio tele-móvel exige periodicamente que façamos uma atualização do siste-ma para melhor se adequar às nossas necessidades. Assim também eu, como cristão, devo atualizar a minha vida cristã de acordo com o tempo litúrgico que a Igreja me convida a viver. Convertamos o nosso coração através da prática da oração, da partilha fraterna e da participação ativa na eucaristia dominical e da vida fraterna en-tre irmãos.
Estamos a ver que, para o encontro pessoal com Cristo, é necessá-rio uma conversão, uma mudança de vida. São Paulo, na sua Carta aos Romanos, é direto quando nos diz que é preciso abandonar as obras das trevas. Disse, no início da reflexão, que Jesus é o sol que veio para iluminar a humanidade no meio das trevas. Agora Paulo dá nome a essas trevas “Andemos dignamente, como em pleno dia, evitando comezainas e excessos de bebidas, as devassidões e liber-tinagens, as discórdias e os ciúmes”. Aproximar-se da luz é fazer o contrário das obras próprias das trevas.
O tempo do advento convida-nos a converter as obras más em obras de misericórdia. Somos chamados a partilhar o nosso pão material com aqueles que o não têm. Devemos sair do comodismo que nos aprisiona no egoísmo e egocentrismo dos tempos moder-nos e passar a dedicar um pouco do nosso tempo aos que se en-contram sós e abandonados. Tudo isto deve ser no entanto realiza-do como fruto de uma intimidade com Deus a partir de uma vida de oração. O Senhor também vem visitar-nos através dos mais pequeninos. Jesus foi o pequenino através do qual «Deus visitou o seu povo».
Pe Francisco Morais

Grupo de peregrinos foi a Roma e foi recebido pelo Papa Francisco com as Células Paroquiais de Evangelização

2 grupos da nossa Unidade Pastoral estiveram em Roma para se encontrarem com o Papa Francisco que na passada segunda-feira de manhã, dia 18, recebeu as Células Paroquiais de Evangelização onde muitos irmãos das nossas paróquias caminham.

O primeiro grupo saiu na madrugada de sexta com o Pe Jorge Santos e o segundo, que saiu na madrugada de sábado, viria a contar com o acompanhamento do Pe Pedro Santos que lá está a estudar.

Claro que aproveitaram para visitar Roma e o Vaticano e, pelo que fomos acompanhando pelas redes sociais, gostaram bastante e muitos garantem que querem voltar em breve. No entanto, a verdade é que o que motivava a maioria era o encontro com o Papa na manhã de segunda, durante a sua segunda receção das Células às quais muitos pertencem.

“Quando o encontro é fruto do amor cristão, muda a vida porque chega ao coração das pessoas e toca-as profundamente. Que o vosso anúncio possa tornar-se num testemunho de misericórdia, que deixe evidente que toda a atenção dada a um dos pequeninos é dada ao próprio Jesus que neles se identifica”, disse o Papa ao encontrar-se na Sala Paulo VI com cerca de 6 mil membros das Células Paroquiais de Evangelização.

Agora – disse o Pontífice no início de seu discurso – padre Piergiorgio Perini, presidente deste organismo internacional, “pode admirar alguns frutos que o Senhor lhe concedeu com sua graça”, pela “incansável obra de evangelização”. O Papa congratulou-se pelos seus 65 anos de sacerdócio e pelos 90 anos de vida: “Pedi a ele a receita: o que fazer para ser assim?”, disse.

Quando se encontra o Senhor e se é conquistado por seu Evangelho – reiterou o Papa Francisco – não se pode fugir ao seu apelo a “produzir frutos e que vosso fruto permaneça”. “Certo – observou – Jesus não disse aos discípulos que veriam os frutos de seu trabalho”, apenas assegurou que “os frutos permaneceriam”, “uma promessa que vale também para nós: “É humano pensar que, depois de tanto trabalho, também se deseje ver o fruto do nosso compromisso; no entanto, o Evangelho leva-nos para outra direção”.

De fato, aos seus discípulos, Jesus falou da exigência da radicalidade em segui-lo, como escrito em São Lucas: “Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”. Mas “se nosso esforço em anunciar o Evangelho é total e nos encontra sempre prontos, então a perspetiva muda”: “Tantas vezes tocamos com a mão quão grande e infinito é o amor de Deus por nós! Se formos fiéis e vigilantes, Ele nos concede de ver também os frutos do nosso trabalho.”

E é justamente neste contexto que está inscrita a história das “Células Paroquiais de Evangelização”, presentes em tantas partes do mundo, recordou o Papa, que exorta:
“Nunca se cansem de seguir os caminhos que o Espírito do Senhor Ressuscitado coloca diante de vós. Que nenhum medo do novo vos detenha e nem diminuam vosso passo as inevitáveis dificuldades no caminho da evangelização. Quando se é um discípulo missionário, nunca pode faltar o entusiasmo!”

“Que no cansaço vos sustente a oração dirigida ao Espírito Santo que é o Consolador; na fraqueza, sintam a força da comunidade que nunca permite que fiquem abandonados à própria sorte. ”
O Santo Padre recordou, por outro lado, que as tantas iniciativas em nossas paróquias, muitas vezes “não incidem em profundidade na vida das pessoas”. Também neste sentido, a missão confiada às Células Paroquiais de “reavivar a vida das nossas comunidades paroquiais”.

Infelizmente, por diversas razões, “muitos se afastam das nossas paróquias”, o que torna urgente que “recuperemos a exigência do encontro para alcançar as pessoas onde vivem e atuam”: “Se encontramos Cristo em nossas vidas, então não podemos simplesmente guardá-lo somente para nós. É crucial que compartilhemos essa experiência também com os outros; esse é o caminho principal da evangelização.”

“Não se esqueçam, disse o Papa, cada vez que encontrarem alguém, joga-se uma história verdadeira que pode mudar a vida de uma pessoa. E isto não é fazer proselitismo, é dar testemunho”, recordando que foi assim quando Jesus viu Pedro, André, Tiago e João na beira do lago, “fixou o olhar sobre eles e transformou suas vidas”: “O mesmo se repete também em nossos dias. Quando o encontro é fruto do amor cristão, muda a vida porque chega ao coração das pessoas e as toca profundamente. Que vosso anúncio possa tornar-se um testemunho de misericórdia, que deixe evidente que toda a atenção dada a um dos pequeninos é dada ao próprio Jesus que neles se identifica”.

Texto adaptado do site do Vaticano