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Folha Paroquial nº 125 *Ano III* 17.05.2020 — DOMINGO VI da PÁSCOA

Ergue-Se Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta.

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“EVANGELHO (Mt 28, 16-20)
Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».”

REFLEXÃO

“…o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados…”

Senhor Jesus Cristo, rei da glória, a contemplação da tua ascensão, nos arrasta contigo até aos céus e faz-nos entrar, sorrateira-mente, nas moradas eternas e vislumbrar, de longe, como quem espreita, a tua majestade divina nos céus ao chegares elevado da terra. Chega até nós a harmonia e o êxtase da Liturgia celeste bem como o som da polifonia dos anjos. Tu caminhas para junto do trono, revestido do teu manto de luz, e os anjos adoram-te cantando: “Digno és tu de receber a glória e o louvor porque foste morto e, com o teu sangue, resgataste para Deus, homens de toda a tribo, línguas, povos e nações; e fizestes deles um reino de sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre toda a terra ( Ap 5, 9-10)

Tu és o Senhor glorioso e nosso irmão em humanidade! Levas contigo, no teu corpo glorioso, como um troféu, os sinais da tua entrega nas cinco chagas abertas do teu corpo glorioso que não fazes questão de esconder. És o Cordeiro imolado que nos purificou dos nossos pecados e nos resgatou pelo seu sangue.

Como te uniste à nossa humanidade, Senhor, amigo dos homens!
Tu que eras de condição divina, aniquilaste-te, fazendo-te um de nós em tudo igual exceto no pecado! Sentiste fome e sede, foste humilhado, incompreendido e rejeitado. Mas na tua bondade infinita ensinaste e praticaste o perdão a todos e até aos inimigos. Tornaste-te próximo de cada homem! A todos estendeste as tuas mãos benditas para os socorrer e salvar. Falaste como jamais alguém falou! A tua palavra infundia esperança, curava e libertava! Ergueste da prostração e do desespero os que já não acreditavam no amor e no futuro e arrancaste do sepulcro e das trevas os que jaziam nas sombras da morte. Anunciaste um reino novo, de amor e justiça, para os pobres, os humildes e todos os que tivessem um coração de criança, mostrando esse reino já presente com as tuas ações salvadoras. Os cegos viam, os surdos ouviam e os coxos saltavam de alegria. Lavaste os pés aos teus discípulos e ensinaste-lhes o caminho da humildade e do serviço deixando-lhes o mandamento novo. Deste-lhes, em testamento final, o teu corpo entregue, para ser alimento na sua peregrinação terrestre e nunca se sentirem sós. Por fim, foste preso, julgado e condenado à morte numa cruz, sem ninguém ter encontrado em ti qualquer falta. Mas Deus ressuscitou-te dos mortos, pelo poder do Seu Espírito vivificador, e apareceste vivo aos teus amigos que ganharam um novo alento e uma nova vida com a visão do teu corpo ressuscita-do. Tu tinhas dito aos discípulos para não ficarem tristes com a tua partida pois irias enviar-lhes outro paráclito, o Espírito Santo, que estaria com eles para sempre. (Jo 14, 16) Disseste também que irias à frente para lhes preparar um lugar (Jo 14,2-3) e disseste ao Pai que querias que onde estivesses eles estivessem também(Jo 17,24). Ressuscitado dos mortos, sopraste sobre eles o Espírito Santo enchendo-os de fortaleza (Jo 20,21-22). No momento da tua partida para os céus, enviaste-os por toda a terra a formarem no-vos discípulos para que lhes ensinassem o que tu lhes tínheis ensinado a eles. (Mt 28,19-20) Por fim, entraste nos Céus, na casa do Pai, que é tua também, para nos preparar um lugar. À tua chegada foste coroado de honra e de glória por causa da morte que sofres-te (Hb 2,9) e houve uma liturgia que dura eternamente. Revestido de um manto de luz o Pai apontou-te o trono que te pertencia como Filho amado e disse-Te: «Senta-te à minha direita, até que faça de teus inimigos escabelo dos teus pés. A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste nos esplendores da santidade, antes da aurora, como orvalho eu te gerei… Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.” (Salmo 110). Ao sentares-te nesse trono celeste, sentaste contigo toda a humanidade de que és a cabeça. Agora és o Mediador universal entre Deus e os homens, o nosso intercessor eterno junto de Deus, e tudo o que pedirmos ao Pai, em teu nome, Ele nos dará, como nos ensinaste ( Jo 14,13). Grande e admirável é o teu nome, Senhor Jesus Cristo!
Nos céus ouviu-se um grande clamor de júbilo e de alegria que atravessou o uni-verso inteiro: Eram miríades de miríades, milhares de milhares e cantavam com voz forte: «O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor. E outros cantavam dizendo: Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam dados o louvor, a honra e a glória e a fortaleza pelos séculos dos séculos. E todos responderam. AMEN. (Ap 5, 13)

Ao lado do trono do Cordeiro imolado vi um trono mais pequeno onde ninguém estava sentado. Foi-me dito que, quando chegasse a hora, seria para a Mulher que, com o seu calcanhar esmagou a cabeça do dragão e acompanhou nas dores o seu Filho…

E o Senhor dizia: Eis que um dia voltarei: «Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o último, o princípio e o fim. (Ap 22,13) O Espírito e a esposa dizem “Vem”(Ap, 22,17) «Sim , virei brevemente. Amen: Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22,20)”

Semana VII da Páscoa – Ascensão do Senhor

Terço às 18h30 e missa às 19h00, de segunda a sexta, seguida de adoração a partir da casa paroquial até às 23h (inicia às 9h00). Ao Domingo temos missa também online às 11h00 em SJBaptista e às 19h00 em SJosé.

Pode ainda interagir entrando na nossa sala Zoom: https://zoom.us/j/603800677?pwd=MTYxYXo3RXFDME54MEdYUGhVRktyQT09 (ID da reunião: 603 800 677 Senha: 336437)

Pode continuar a marcar intenções por telefone ( 239 405 706 – SJBaptista ou 239 712 451 – SJosé ) ou por email ( igrejasaojosecoimbra@gmail.com ou igrejasaojoaobaptista@gmail.com )

Pode, se quiser, contribuir no ofertório:
Paróquia SJBaptista: 0035 0650 00000070730 25 (CGD)
Paróquia SJosé: 0018 00000 1075022001 81 (Santander)

A folha pode ser descarregada aqui.

Sexta – 29 Maio 2020

Quinta – 28 Maio 2020

Quarta – 27 Maio 2020

Terça – 26 Maio 2020

Segunda – 25 Maio 2020

Domingo – 24 Maio 2020 – Missa 19h00

Domingo – 24 Maio 2020

Sábado – 23 Maio 2020

Nota Pastoral do bispo de Coimbra sobre o reinício do Culto Público

Caríssimos irmãos e irmãs da Diocese de Coimbra!
Saúdo fraternalmente a todos, desejando saúde, paz e bem, no Senhor Jesus Cristo, nosso Irmão e nosso Salvador.

Depois de um longo tempo de impossibilidade de participação no culto público segundo o ritmo habitual das comunidades devido à propagação do Coronavirus 19, vamos reiniciar a participação presencial dos fiéis nas celebrações da fé, nos dias 30 e 31 de maio.
A Conferência Episcopal Portuguesa, de acordo com a Direção Geral de Saúde e as autoridades portuguesas, emitiu um comunicado com data de 08 de maio de 2020 no qual estabelece as regras a cumprir para que se possa reiniciar em segurança e sem constituir perigo para a saúde pública. Essas são as normas que adotaremos na nossa Diocese de Coimbra.
Cabe aos párocos, depois de atenta reflexão com as Equipas de Animação Pastoral e, se possível, depois de ouvido o Conselho Pastoral da Unidade Pastoral, definir os moldes concretos, as circunstâncias e os locais em que terão lugar as celebrações.
Peço a todo o Povo de Deus da nossa Diocese de Coimbra que acolha como um dom de Deus podermos voltar a reunir-nos em diferentes momentos para a celebração da fé, mas especialmente na celebração da Missa Dominical. Sabendo que continuamos num tempo de incertezas quanto à propagação do vírus e que ainda nos encontramos numa situação de exceção, procuraremos ser compreensivos e tudo fazer para que se manifeste a unidade da Igreja, bem como a caridade para com os irmãos na mesma fé e a comunidade humana em geral.
Compreendemos que não é possível celebrar a liturgia em todos os lugares onde ela antes tinha lugar, pois alguns espaços, devido à sua exiguidade e ao reduzido número de participantes, não reúnem as condições necessárias que possibilitem o distanciamento entre pessoas e a devida higienização, como previsto. Além das celebrações em igrejas e capelas que reúnam boas condições, deve considerar-se também a possibilidade de celebrações ao ar livre para aumentar a capacidade e proporcionar a um maior número de fiéis a tão desejada e necessária participação. Todos somos convidados a alguns sacrifícios, nomeadamente na deslocação aos lugares indicados pelos párocos para as celebrações, por, porventura, o culto não poder ser reiniciado em todas as igrejas ou capelas nesta altura.
Para que tudo possa decorrer como desejamos, é necessária a constituição de equipas de voluntários que sejam instruídos nas regras a ter em conta e ajudem as comunidades a cumprir os procedimentos adequados antes, durante e depois das celebrações.

Continuamos a rezar para que esta situação de pandemia seja rapidamente ultrapassada e imploramos a proteção da Virgem Maria nesta hora de esperança que se abre para nós. Imploramos a consolação para as família, a saúde para os enfermos e o eterno descanso para os defuntos.
Que Deus vos ajude e abençoe.

Coimbra, 16 de maio de 2020
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

Semana VI da Páscoa

Terço às 18h30 e missa às 19h00, de segunda a sexta, seguida de adoração a partir da casa paroquial até às 23h (inicia às 9h00). Ao Domingo temos missa também online às 11h00 em SJBaptista e às 19h00 em SJosé.

Pode ainda interagir entrando na nossa sala Zoom: https://zoom.us/j/603800677?pwd=MTYxYXo3RXFDME54MEdYUGhVRktyQT09 (ID da reunião: 603 800 677 Senha: 336437)

Pode continuar a marcar intenções por telefone ( 239 405 706 – SJBaptista ou 239 712 451 – SJosé ) ou por email ( igrejasaojosecoimbra@gmail.com ou igrejasaojoaobaptista@gmail.com )

Pode, se quiser, contribuir no ofertório:
Paróquia SJBaptista: 0035 0650 00000070730 25 (CGD)
Paróquia SJosé: 0018 00000 1075022001 81 (Santander)

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Sexta – 22 Maio 2020

Quinta – 21 Maio 2020

Quarta – 20 Maio 2020

Terça – 19 Maio 2020

Segunda – 18 Maio 2020

Domingo – 17 Maio 2020

Sábado – 16 Maio 2020

Folha Paroquial nº 125 *Ano III* 17.05.2020 — DOMINGO VI da PÁSCOA

A terra inteira aclame o Senhor.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Jo 14, 15-21)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco: Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele»”

REFLEXÃO
“As leituras deste Domingo vão-nos preparando para desejar acolher o dom do Espírito pois, como nos é dito na primeira leitura, há muitos cristãos que só foram batizados no Senhor Jesus, e outros que nunca assumiram sequer o batismo que receberam, através de um ato de fé consciente.

Os Apóstolos Pedro e João são enviados a Samaria para ajudar na pregação de Filipe e aquilo que os motiva fundamentalmente é que os Samaritanos conheçam pessoalmente o Senhor Jesus, através da experiência íntima e admirável do Espírito Santo. Para isso oravam por eles, impondo-lhes as mãos. E eles recebiam o Espírito Santo. Esta afirmação não é apenas um acreditar doutrinal, é também uma experiência sentida. O Espírito Santo, quando é acolhido na fé, não nos deixa na mesma como antes, faz-nos sentir os seus frutos. A grande motivação da evangelização deve ser que os que ouvem a palavra de Deus aceitem o Senhor Jesus como seu Senhor e recebam o Espírito Santo. É isto que constitui o nosso novo nascimento em Cristo e que é a primeira parte da visão da paróquia de S. José: «Nascemos do encontro pessoal com Cristo…» (no Espírito Santo). Sem esta experiência fundamental, falta algo essencial à fé cristã que ficou a meio do caminho. Essa é a razão pela qual Pedro e João completam a evangelização já começada por Filipe, transmitindo o dom do Espírito Santo.

O Evangelho esclarece-nos ainda mais sobre a importância de fazer experimentar a Pessoa do Espírito Santo. Estamos na quinta-feira santa, depois do lava pés. Jesus conversa longamente com os seus discípulos, pela última vez, antes da sua morte. Ele fala-lhes do seu Pai e da relação que os une; fala também da relação que doravante une Jesus aos discípulos e os discípulos a Jesus, e n’Ele ao Pai. Uma relação que nada nem ninguém pode destruir. “Eu estou no Pai e vós estais em Mim e Eu em vós”. E acrescenta: «Aquele que me ama será amado por meu Pai.» E depois, no momento em que se prepara para os deixar, anuncia-lhes a vinda do Espírito Santo. Como bons judeus que eram, conheciam bem toda a longa promessa e espera do Espírito Santo que atravessa todo o Antigo Testamento. Desde Moisés que deseja que o Espírito venha sobre todo o povo e todos pudessem ser profetas (Nm 11,29), passando por Ezequiel em que Deus promete um coração novo e um espírito novo (Ez 36,26-27), e muitas outras passagens, vamo-nos aproximando do profeta Joel que profetiza o dia eminente em que o Espírito virá sobre todos sem exceção. Os apóstolos estavam mergulhados nesta esperança. Eles sabiam que o Espírito viria para todos os que acreditassem no nome do Senhor. Qual então o significado das palavras de Jesus que ouvimos hoje? “Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece.” Porque é que o mundo o não pode receber? Será isto uma restrição? Um dom só para alguns? Não. Isso já passou. A promessa agora é para todos os que o quiserem receber. Por isso acrescenta: “Mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós.” E isto é, declaradamente, um envio em missão. É uma forma de lhes dizer: O mundo não conhece o Espírito da verdade, mas é muito importante que O conheça para a sua salvação e alegria. Compete-vos a vós dar-lho a conhecer. É vossa missão fazer com que o mundo descubra a presença ativa do Espírito em todo mundo e proporcionar a todos a admirável graça de serem cheios do Espírito Santo. Jesus quer fortificar os seus discípulos e ajudá-los a crer que o contágio do amor ganhará pouco a pouco; e que lhes é possível transformar o espírito do mundo, que não conhece a Deus, em espírito de amor. De certa forma, a missão que lhes confia, é a de uma evangelização por “contaminação”, de um a um; R1 ou melhor ainda se for R2, na linguagem que hoje infelizmente conhecemos. Missão impossível? Não; pois Jesus lhes diz: “E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, (que quer dizer advogado, defensor) para estar sempre convosco”: Mas de quem o Paráclito nos deve defender? De que processo ou acusação falamos? Daquele que o mundo faz aos discípulos e, através deles, ao próprio Pai e a Cristo; no fim de contas, à verdade. O cristianismo cresceu muito depressa nos primeiros 3 séculos por contágio não só de pessoa-a-pessoa, o tal R1, mas de uma pessoa a contagiar pelo amor duas ou mais. Imaginemos que cada um de nós trabalhava para contagiar pelo amor a Deus uma pessoa… transformaríamos o mundo pelo amor. Pedro diz-nos na segunda leitura. «Estai sempre prontos a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança.» Que o Seu Espírito nos inquiete de tal forma que sintamos em nós o ardor de que falava Paulo: «Ai de mim se não evangelizar»

Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

O meu coração está apaixonado por ti

Neste 13 de Maio de 2020 celebra-se o centenário da canonização de Santa Margarida Maria pelo papa Bento XV em 1920.

O meu coração divino é tão apaixonado pelo amor pelos homens e por ti em particular que não é mais capaz de conter em si as chamas da sua ardente caridade; ele deve espalhá-las através de ti e manifestar-se a eles para os enriquecer com seus preciosos tesouros que eu te mostro. (Jesus a Sta Margarida)

Foi a partir de Paray-le-Monial, um santuário de desde há algumas décadas está confiado à Comunidade Emanuel, que se espalhou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus:

Aqui está este coração que amou tanto os homens, que nada poupou até que estivesse exausto e consumido para mostrar-lhes seu amor; e, de retorno, só recebo ingratidões por suas irreverências e sacrilégios e pela frieza e desprezo que eles têm por mim neste sacramento de amor. (Jesus a Sta Margarida)

Foi também em Paray-le-Monial que Jesus pediu através de Santa Margarida Maria a “Hora Santa”

Em toda a minha Paixão foi no horto que mais sofri, vendo-me completamente abandonado do céu e da terra. Oprimido pelos pecados de todos os homens, apareci perante a Santidade de Deus, que, sem consideração pela minha inocência, me esmagou com o peso da sua ira, fazendo-me beber o cálice, que continha todo o fel e toda a amargura da sua cólera justíssima. Ninguém pode compreender a intensidade desse meu tormento… Todas as noites, da quinta para a sexta-feira, far-te-ei participar da mortal tristeza que senti no horto. Para me acompanhares nesta humilde oração, que então ofereci a meu Pai, levantar-te-ás entre as onze e a meia noite, e te prostrarás durante uma hora com a face sobre a terra, como Eu fiz, não só para aplacar a ira divina, pedindo misericórdia pelos pecadores, mas também para adoçar, de algum modo, a amargura que senti pelo abandono dos meus Apóstolos que não tinham podido velar uma hora comigo. (Jesus a Sta Margarida)

A festa do Sagrado Coração de Jesus celebra-se na 3ª sexta-feira após o Pentecostes. 

Carta do Papa Francisco aos Peregrinos de Fátima

Queridos peregrinos de Fátima,

Por força das circunstâncias, a treze deste mes de maio, não vos será possível cumprir na forma habitual a peregrinação até à Cova da Iria. Sei, porém, que aí vos encontrais igualmente, embora apenas de alma e coração. E a razão é simples! Um filho, uma filha não se pode ver longe da mãe e clama por ela; a confiança que lhe inspira é tal, que basta a sua companhia para cessarem todos os medos e inquietações, abandonando-se a um sono tranquilo logo que se vê no regaço dela.

Com estas minhas palavras, queria apenas tran­quilizar-vos a respeito da companhia que vos faz a nossa Mãe do Céu. Hoje conseguimos, através apenas da alma e do coração, fazer a ligação à Virgem Maria; e somos limitados! Tão limitados, tão pequeninos que um inesperado vírus pôde facilmente transtornar tudo e todos… Nossa Senhora é pequenina como nós, n1as abandonou-Se a Deus e Ele engrandeceu-A, fazendo-A Mãe sua e nossa. Hoje, gloriosa em corpo e alma, toda Ela é um coração materno ocupado e preocupado em restabelecer a sua ligação connosco e a nossa ligação com Deus. Não esqueçais a sua promessa de 13 de junho de 191 7: «O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».

A Deus, Ela confia todos e cada um de vós, desde os zeladores do Santuário de Fátima, que hoje nos personificam e representam a todos aos pés de Nossa Senhora, à semelhança do apóstolo João no Calvário – «Mulher, eis o teu filho!» (Jo 19, 26) e, pela casa dentro, entrou-Lhe todo o mundo … -, até aos doentes, pobres e abandonados, sem es­quecer os profissionais e voluntários empenhados a servi-los. Uma oração particular, peço a vós – enquanto vos asseguro a minha – pelas vítimas sem conta desta pandemia do covid-19 e todos os defuntos; a quantos se viram sozinhos na sua travessia para a eternidade, sei que a boa Mãe do Céu lhes fez companhia até Deus. Que o bom Deus vos abençoe e Nossa Senhora de Fátima vos guarde e proteja.

Roma, 8 de maio de 2020.

Franciscus

Horário de Missas na Cidade de Coimbra – Página em atualização

Nestes tempos dominados pelos constrangimentos impostos pelo combate à pandemia Covid19, é previsível que muitos horários e locais sejam alterados com alguma frequência. O propósito desta página é procurar anular alguma informação dispersa e atualizá-la num só local. Procuraremos estar informados também dos horários das diferentes paróquias que integram a cidade e divulgá-los aqui bem como das “condições de acesso/participação”  de cada missa celebrada.

A partir de 30 de Maio:

Sábado:

  • 17h00 – SJosé (na igreja, limitado a cerca de 100 pessoas) e Sta Clara
  • 17h30 – SJBaptista – (na rua,protegidos por um sombreado, sem limitação de acesso)
  • 18h30 – Sto António dos Olivais e N. Senhora de Lurdes
  • 19hoo – SJosé (na igreja, limitado a cerca de 100 pessoas)

Domingo:

  • 09h00 – Santa Clara, Sto António dos Olivais
  • 09h30 – SJosé (na igreja, limitado a cerca de 100 pessoas)
  • 10h00 – Mosteiro de Celas
  • 11h00 – SJBaptista – (na rua, protegidos por um sombreado, sem limitação de acesso), Seminário (na rua, nos jardins do seminário, sem limitação de acesso), Sta Clara e  e N. Senhora de Lurdes
  • 11h30 – SJosé (na igreja, limitado a cerca de 100 pessoas)
  • 12h00 – Sto António dos Olivais
  • 17h00 – Santa Clara
  • 18h30 – Sto António dos Olivais e  e N. Senhora de Lurdes
  • 19h00 – SJosé (na igreja, limitado a cerca de 100 pessoas)

NB: até agora ainda não conseguimos recolher informações dos horários a ser praticados na Unidade Pastoral Aeminium
Sto António dos Olivais | Santa Clara

Até 29 de Maio:

Sábado:

Domingo:

Semana V da Páscoa

Terço às 18h30 e missa às 19h00, de segunda a sexta, seguida de adoração a partir da casa paroquial até às 23h (inicia às 9h00). Ao Domingo temos missa também online às 11h00 em SJBaptista e às 19h00 em SJosé.

Pode ainda interagir entrando na nossa sala Zoom: https://zoom.us/j/603800677?pwd=MTYxYXo3RXFDME54MEdYUGhVRktyQT09 (ID da reunião: 603 800 677 Senha: 336437)

Pode continuar a marcar intenções por telefone ( 239 405 706 – SJBaptista ou 239 712 451 – SJosé ) ou por email ( igrejasaojosecoimbra@gmail.com ou igrejasaojoaobaptista@gmail.com )

Pode, se quiser, contribuir no ofertório:
Paróquia SJBaptista: 0035 0650 00000070730 25 (CGD)
Paróquia SJosé: 0018 00000 1075022001 81 (Santander)

A folha pode ser descarregada aqui.

Sexta – 15 Maio 2020

Quinta – 14 Maio 2020

Quarta- 13 Maio 2020

Terça – 12 Maio 2020

Segunda – 11 Maio 2020

Domingo – 10 Maio 2020 – Missa das 19h00 em SJosé

Domingo – 10 Maio 2020 – Missa das 11h00 em SJBaptista

Sábado – 9 Maio 2020

Folha Paroquial nº 124 *Ano III* 10.05.2020 — DOMINGO V da PÁSCOA

Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia. Que ela venha sobre nós.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Jo 14, 1-12)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acre-ditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».”

REFLEXÃO
“A primeira leitura de hoje, do livro dos Atos, mostra-nos que na essência da missão da Igreja, tal como a evangelização e a Liturgia, está o serviço da caridade. O papa Paulo VI diz na Evangelii Nuntiandi que a Igreja existe para evangelizar; Esta é a sua essência e a sua identidade mais profunda. Mas a Igreja anuncia o evangelho quando proclama a palavra de Deus e ensina, quando celebra a fé e administra os sacramentos e quando testemunha o amor de Deus por ações concretas de amor pelos irmãos. Aliás este é hoje o sinal mais compreensível pelos que estão fora da igreja.

Toda a ação pastoral da Igreja deve ser motivada pela caridade. A evangelização é um ato de amor, pois “Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.” Seria uma grande falta de amor ter experimentado a salvação que nos vem pela fé em Jesus Cristo e não o transmitir a outros para que também tenham acesso à vida em plenitude. Só que esta é uma visão que, sem a fé e um grande apego à palavra do Senhor, pode parecer a alguns um trabalho mais espiritual. Mas quando a igreja, encarnada no mundo, convive com os famintos, os doentes, os sem lar, é o mesmo amor ou a mesma caridade que a leva ao encontro dos seus irmãos para lhes anunciar o evangelho que a leva também a ir ao encontro dos pobres para os ajudar a levantarem-se da sua situação sofredora, seja ela qual for. Como esta ação é mais direcionada ao corpo, às necessidades materiais, à falta de pão, de saúde, ou de tecto, são mais compreensíveis pelos que não têm fé pois muitos não sabem que «nem só de pão vive o homem» e assim reduzem-no apenas a uma dimensão material. Por isso apreciam o trabalho da igreja no campo da caridade mas não valorizam o seu trabalho espiritual. No entanto, para a igreja, a pessoa humana é uma unidade de corpo e alma e se só alimenta-mos um aspeto, reduzimos o ser humano. Já no tempo de Jesus, quando ele multiplicou os 5 pães e os dois peixes e alimentou as 5000 pessoas, no dia seguinte, tinha uma multidão atrás dele. E eles disse-lhes: «Vós procurais-me porque vos multipliquei os pães, trabalhai não tanto pela comida que perece mas pelo alimento que dura para a vida eterna e que o Filho do homem vos dará.» Dito isto, não se pode pregar a estômagos vazios. Se alguém está aflito porque não tem dinheiro para pagar a renda de casa e pode ser posto na rua, porque não tem pão para os filhos, a ajuda urgente que precisa agora é que o ajudem a superar essa dificuldade pois, nessa altura ninguém tem capacidade para ouvir o evangelho. No tempo da Igreja primitiva os mais desfavorecidos eram mulheres viúvas e órgãos. Era o homem que trabalhava e sustentava a família. A mulher cuidava da casa e dos filhos. Por isso a morte do homem deixava a sua mulher, a viúva, desprotegi-da, e os seus filhos órfãos, sem uma base de sustento. A instituição das viúvas e órfãos foi a primeira organização caritativa da igreja ainda no tempo dos Apóstolos. Só que qualquer instituição dá trabalho e traz preocupações. Os apóstolos começaram a sentir-se assoberbados pelo acompanhamento direto da instituição e souberam discernir à luz do Espírito Santo que não deviam ser eles a ocupar-se diretamente da instituição mas era sua responsabilidade escolher homens cheios de fé e do Espírito Santo com as competências necessárias para esse trabalho Eles não deixaram de ser os responsáveis, mas delegaram noutros, que escolheram, a realização do trabalho que para eles era sumamente importante. Escolheram sete homens por quem rezaram, impondo-lhes as mãos, sinal da transmissão do Espírito Santo para um ministério sagrado. E assim nasceram os diáconos para o serviço da caridade. Esta foi a forma que os apóstolos encontraram para dar mais valor a este serviço da caridade para poder ser mais acompanha-do. O que faz com que aquela instituição fosse eclesial, católica, era o facto de estar ligada ao ministério dos apóstolos. A segunda leitura, utilizando a imagem da construção de um edifício convida-nos a todos a aproximar-nos do Senhor, pedra viva, e a entramos também nós na construção do edifício espiritual que é a Igreja. Como é que cada um de nós se sente integrado na construção? Sentimo-nos pedras vivas? A Igreja torna-se bela quando cada um, segundo os seus carismas, competências e possibilidades colabora nesta construção. Vem-me à cabeça as imagens transmitidas pela televisão dos chineses a construírem um grande hospital praticamente numa semana. Eram milhares de pessoas, para a frente e para trás, como formigas, todas trabalhando para o mesmo, a construção de um hospital de campanha. O Papa Francisco diz que a Igreja deve ser como um hospital de campanha, sempre perto dos feridos para os recolher e curar. Uma pergunta a todos os que vêm habitualmente à missa ao Domingo mas sem mais ligação nenhuma com a paróquia. Como poderei ser mais pedra viva na construção deste edifício espiritual? Qual os meus dons e carismas que o Senhor me pode que ponha a render? Gostaria de trabalhar com os pobres? Na liturgia? Na evangelização e na catequese? nos serviços? No canto e na música? Com os jovens? Na administração paroquial? Na comunicação e design? Ajudando como engenheiro, arquiteto a quem se pode pedir conselho técnico? Cremos que este tempo de pandemia vem fazer despertar mais na igreja este sinal da caridade. A equipa de animação pastoral esteve a discutir na última reunião como é que a paróquia pode estar mais atenta aos pobres, de um modo particular aos novos pobres que a pandemia pode ter provocado. Vamos tentar enfrentar esta situação e encontrar as respostas convenientes. Às vezes não sabemos o caminho a trilhar mas nunca nos afastaremos da verdade e da vida se estivermos com Jesus, o verdadeiro caminho. N’Ele nunca nos perderemos e, mais cedo ou mais tarde, encontramos a resposta para o que procuramos.”