Arquivo mensal Dezembro 2017

Festa de Advento para as Crianças e Pais da Catequese

Este ano, a paróquia de S. João Baptista decidiu fazer uma Festa de Advento diferente: fomos até Castanheira de Pêra participar no “Natal na Aldeia”, uma iniciativa que se destina a apoiar as vítimas dos incêndios.

Deixamos aqui o testemunho da família Marta&Ricardo:

Este sábado a nossa família aceitou o desafio da catequese de S. João Baptista para viajar até Castanheira de Pêra, conhecer a Aldeia de Natal, e apoiar uma das regiões mais atingidas pelos incêndios. Foi importante para nós percorrer as estradas ladeadas por árvores queimadas, viver com as crianças a dor sentida e ajudá-las a descobrir o significado da palavra solidariedade.

Na Aldeia de Natal, com as outras famílias e catequistas, divertimo-nos no carrossel, pista de gelo, comboio e fizemos um peddypapper para ficarmos a conhecer melhor Castanheira de Pêra! Os sorrisos partilhados aproximaram-nos e fizeram-nos sentir acolhidos e em família alargada. 
No final, celebrámos a Eucaristia com a paróquia, dando graças pelos dons recebidos. Muito obrigados pela excelente iniciativa.

Família Marta&Ricardo

Instituição de Acólitos (8 Dez)

No passado dia 8, dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, foram nomeados alguns acólitos da Paróquia de São João Baptista. Foi uma grande alegria! Uma autêntica novidade para esta paróquia tão recente. Deixemos o membro mais velho, a Isabel, e o mais novo, o Pedro, contarem-nos como foi.

Isabel – Para mim, ser acólita é uma missão privilegiada. Para além do padre, somos nós, acólitos, que estamos mais perto de Jesus na Eucaristia. É tão bom poder servir Jesus de uma forma especial! Já sou acólita há 5 anos, mas continuo a gostar imenso. Passei da mais pequenina para a mais velha e, agora, gosto de fazer crescer nos mais novos o desejo de serem acólitos também! Enfim, gosto muito de acolitar, mas gosto ainda mais de ‘ser acólita’!

 

Pedro – Eu gosto muito de ser acólito e acho que é uma missão muito séria que merece respeito. Ao ser acólito, eu sinto-me alegre e feliz e sinto uma grande paz no meu coração. Quando sou acólito, sinto que estou mais perto de Jesus e o meu coração enche quando O sirvo. Também acho que ser acólito não é só na missa… Devemos ajudar os outros para estarmos mais próximos de Deus. (Contudo, ser acólito em casa não é nada fácil para o acólito mais novo!)

 Isabel Caetano e Pedro Caetano

Jantar de aniversário do Pe Jorge – 29 Dez

O Pe Jorge celebrará este ano 61 anos. Como no ano passado ele estava em retiro nessa data, procuraremos celebrá-la este ano. Será uma atividade que deverá envolver toda a unidade pastoral e outros amigos que se queiram juntar a nós. 

Inscreva-se online em http://insc.paroquiasaojoaobaptista.net/ ou no cartório de uma das paróquias.

Celebração penitencial com confissões – 19 Dez

Celebração penitencial com confissões.

Jesus oferece-se para ir a nossa casa como foi a casa de Zaqueu levando-lhe a salvação. Aproximemo-nos da fonte da salvação que é o sacramento da reconciliação.

Terça-feira (19/12) 21h00 – S. João Baptista

Segunda-feira (18/12) 21h00 – S. José

 

Mensagem de Natal do nosso bispo, D. Virgílio antunes

Mensagem para o Natal de 2017 do Bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes

Folha paroquial – Domingo III do Advento

Pode descarregar a folha aqui.

Celebramos hoje o domingo Gaudete, ou da alegria, típico do 3º Domingo do Advento. A primeira leitura e a segunda centram-se nesse convite à alegria. «Vivei sempre alegres», diz-nos Paulo. A razão dessa alegria é a proximidade do Senhor que vem para anunciar a Boa Nova aos pobres, a curar os corações atribulados e a redenção aos cativos.

Para preparar a vinda de Jesus, «apareceu um homem enviado por Deus». Acreditar que Deus continua hoje a enviar-nos testemunhas e pastores para serem testemunhas d’Ele, é algo que só é possível na fé. Quando o Bispo vai em visita pastoral a uma paróquia, há uma preparação dessa mesma paróquia para viver, na fé, aquela visita. Se assim não for corre-se o risco de as pessoas verem uma pessoa com autoridade jurídica a nível eclesial que lá vai fazer uns discursos e dar algumas orientações. Mas, quando é vivido na fé, o povo canta «Bendito o que vem em nome do Senhor», e celebra com alegria e ação de graças o amor de Deus que visita o seu povo num dos seus ministros. A fé é esta luz que permite ver  mais longe, abarcar outros horizontes  que os nossos olhos, só por si, não conseguem alcançar.

Este ano entraram novos padres para a paróquia de S. José, no seguimento do pedido de jubilação do antigo pároco e, só na fé, os crentes poderão dizer com o evangelista João: «Apareceram homens enviados por Deus» e viver isso na ação de graças e no louvor de Deus. Deus governa a sua Igreja pelos sucessores dos apóstolos, os bispos, e nós padres, acreditamos que quando o bispo nos envia para uma paróquia, ou para outro serviço pastoral, é Cristo quem nos envia, pois a nossa obediência é a Cristo que manifesta a sua vontade através da Igreja. Também o povo crente acredita que o padre que a Igreja lhe manda é enviado por Deus apesar das suas imperfeições, pois não há enviados perfeitos.

E para que é que Cristo os envia? Podemos usar as mesmas palavras de João Baptista no Evangelho de hoje: “Para darem testemunho da luz afim de que todos acreditem”. E para não haver nenhum tipo de confusão o evangelista acrescenta: “João Baptista não era a Luz. Veio para dar testemunho da Luz”. A testemunha é a pessoa mudada por aquilo que viu, pelo encontro que teve. Longe de qualquer exibicionismo ou protagonismo, a testemunha dá testemunho de um outro e conduz quem a vê ou escuta, não para si, mas à adesão daquele de quem ela dá testemunho. Quando aquele que era suposto ser testemunha centra as pessoas em si mesmo em vez de as centrar naquele de quem deveria dar testemunho, corre sérios riscos para si mesmo e para os outros. O verdadeiro testemunho é acompanhado de um justo, realista e humilde conhecimento de si. À pergunta «Quem és tu?», João responde com grande humildade «Eu não sou o Messias, não sou Elias, não sou o profeta» Eu sou apenas a voz que brada no deserto». João Baptista sabe que não é a Palavra. Jesus é que é o Verbo, a Palavra. Ele é apenas a voz e, nem se sente digno de lhe desatar a correia das sandálias. Que grande humildade a de João Baptista! Deus permita que o imitemos.

João Baptista é o modelo do evangelizador e ensina à Igreja o seu caminho e missão: O evangelizador não é Cristo, mas aponta para Ele com humildade e determinação.

E essa é a nossa alegria. Podermos levar a muitos a tornarem-se discípulos d’Ele, pois foi esse o seu mandato, «Ide e fazei discípulos».

Mãe do Emanuel,
Virgem da Esperança,
Ensina-nos a preparar-nos para acolher o  esposo que vem.
Põe nos nossos lábios, ó Maria, aquela doce melodia
Com que exultaste naquele dia
Cantando o Magnificat da alegria.
“A minha alma exulta no Senhor”.
E o meu Esprito se alegra em Deus meu Salvador.

 

Pe Filipe Diniz em entrevista à Ângelus TV

O padre Filipe Diniz, é o novo diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil e, em entrevista no Matinais, disse o que pretende fazer, sendo que a primeira medida será escutar os jovens e os responsáveis dos secretariados diocesanos da juventude.

Consagração solene da Comunidade Emanuel aos corações de Jesus e Maria

Foi no dia 9 de Dez de 2017 que os irmãos da Comunidade Emanuel, espalhados um pouco por todo o mundo, se consagraram a si, à comunidade e suas missões aos corações de Jesus e Maria. Fica aqui o texto da consagração.

Ó Coração de Jesus, Deus-connosco, modelo de compaixão!
Ó Coração de Maria, Mãe-próxima, modelo de adoração!
No fogo do Espírito Santo, vimos hoje, mais uma vez, consagrar-vos a Comunidade Emanuel.

Pedimos humildemente perdão por todos os nossos pecados, pela nossa infidelidade aos nossos compromissos com a oração, pela nossa falta de caridade – especialmente para com os mais frágeis -, pelos nossos excessos de orgulho, pelos nossos desejos de poder, pelos nossos juízos rápidos, pelas nossas acusações que ferem, pela nossa falta de coragem. Pedimos perdão pelas vezes em que nos considerámos indispensáveis no exercício das nossas responsabilidades, pelas ocasiões em que não procurámos confiar uns nos outros, compreender-nos, perdoar-nos, e pelas situações em que nos demitimos perante a urgência de proclamar o Evangelho.
Em união com Pierre Goursat e com os nossos irmãos e irmãs no Céu, damos graças pela nossa fundação, pela riqueza humana e espiritual da sua história, pela irradiação no meio de tantos povos e culturas e por aqueles de nós que ofereceram as suas vidas por amor, às vezes até ao martírio. Damos graças pela Igreja, nossa Mãe, pelos seus Pastores e pelos amigos que nos estimam e que se cruzaram connosco, que nos aconselharam e nos conduziram por caminhos certos. Animados pela mesma fé, olhamos o futuro com esperança, pedindo um novo espírito de audácia, força e caridade na missão, para que surja uma nova geração de profetas, aberta aos novos carismas que nos são dados para os novos tempos.

Ó Jesus, obediente até à morte!
Ó Maria, Mãe sempre de pé, junto à cruz!
Dai-nos um coração semelhante aos vossos,
– um coração fiel à adoração e ao silêncio, que escute a Palavra e a ponha em prática, dócil aos dons do Espírito Santo e que interceda sem cessar,
– um coração alegre que se maravilhe e louve diante da beleza da criação, da grandeza da providência e da obra da salvação,
– um coração que se deixe instruir, para dar testemunho da inteligência da fé,
– um coração humilde e pobre, próximo dos pobres e dos que sofrem, atento às alegrias, às esperanças, às tristezas e às angústias de todos,
– um coração sem medo, que não cultive a nostalgia e que tome a iniciativa de ir ao encontro dos que estão longe,
– um coração de carne, aberto a uma linguagem missionária que seja acessível aos que procuram Deus, a uma linguagem que também atraia aqueles que não o procuram,
– um coração paciente e misericordioso que atue em conformidade e que se comprometa para cuidar dos homens, acompanhando-os em todos os seus caminhos, por mais longos e árduos que eles possam ser,
– um coração que bata e resista perante as ilusões, as ideologias enganosas, os sistemas totalitários e as violências deste mundo,
– um coração puro que nunca se deixe arrastar na escravidão do dinheiro enganador, na busca de prazeres efémeros ou no consumo de imagens que afastem do verdadeiro Amor,
– um coração generoso e disponível, que testemunhe, mesmo nos mais pequenos sacrifícios, que amar é tudo dar e dar-se a si mesmo,
– um coração que fale aos corações …

Ó Jesus, Luz do mundo!
Ó Maria, Mãe do belo Amor!
Nós vos consagramos todas as nossas missões passadas, presentes e futuras.
Nós vos confiamos todos os nossos irmãos envolvidos na Fidesco, no Rocher, no Amor e Verdade, nas Sessões de Verão, nos percursos Zaqueu, nas paróquias e nos santuários que nos são confiados em todos os continentes, nas missões itinerantes, na evangelização e na formação de jovens, no mundo universitário, nas escolas da Comunidade Emmanuel, no serviço SOS-oração …
Nós vos confiamos com gratidão todos os nossos benfeitores, especialmente aqueles que tanto nos têm apoiado. Pedimo-vos que nos concedais novos recursos humanos e materiais para realizar a nossa tarefa.
Nós vos consagramos os leigos da Comunidade Emanuel. Abençoai os casais e as famílias, dai-lhes a graça da fidelidade e do testemunho da alegria do amor. Abençoai as nossas crianças e os nossos adolescentes: que, vendo-nos viver, eles recebam os alicerces da sua construção humana e espiritual, para que possam avançar cada vez mais ao largo. Abençoai aqueles que vivem a provação de um celibato não escolhido: que eles encontrem na vida comunitária a alegria de se entregar de forma plena e em paz. Abençoai os jovens que evangelizam os jovens! Dai-nos a graça de os acolhermos por eles mesmos e não sermos um obstáculo à sua criatividade missionária.
Abençoai os nossos irmãos idosos e doentes, especialmente aqueles que caminham na Cruz Gloriosa. Como Santa Teresinha, guardai-os sempre no seu apelo missionário e protegei-os da dúvida!
Abençoai os celibatários pelo reino de Deus, dai-lhes a graça de gerar almas, levando uma vida simples e apaixonada.

Ó Jesus, Bom Pastor!
Ó Maria, humilde serva!
Consagramo-vos cada um dos nossos irmãos sacerdotes, diáconos e seminaristas, bem como as futuras vocações que hão de nascer. Sede o seu apoio nas suas relações com este mundo. Protegei-os das tentações de poder e da solidão. Guardai a sua pureza. Fortalecei o seu sacerdócio, ao serviço da santidade de todos os batizados. Fazei que sejam cada vez mais braseiros ardentes da Misericórdia, ministros irradiantes da Eucaristia e homens convencidos de que a palavra sem o exemplo não serve para nada. Abençoai aqueles que forem chamados para o episcopado. Que a vida de adoração, compaixão e evangelização, vivida com os seus irmãos e irmãs na Comunidade, alimente hoje a sua missão de Pastores.

Ó Jesus e Maria,
Nós vos pedimos a graça de juntos darmos testemunho de relações cada vez mais corretas entre os diferentes estados da vida, apoiados numa autêntica eclesiologia de comunhão, para que o mundo possa receber uma manifestação de caridade que encontre sua fonte na Trindade.
Abençoai as nossas fraternidades, os nossos encontros comunitários, os nossos serviços e os nossos tempos de acompanhamento: que eles sejam lugares abertos e acolhedores, permitindo-nos deixar os nossos ambientes, os nossos hábitos e a nossa dureza.

Ó Sagrado Coração de Jesus, esplendor do Pai!
Ó Imaculado Coração de Maria!
Protegei-nos do mal, afastai os que pretendem a divisão, afastai para sempre da nossa comunidade Satanás e todas as suas obras! Fazei de nós servos zelosos da Igreja, fermentos de sua unidade, decididamente confiantes no seu magistério e fiéis ao sucessor de Pedro.

Ó Jesus e Maria,
Queremos amar-vos com todas as nossas forças! É preciso que arda!
Deste modo nos comprometemos e consagramos juntos, hoje e sempre, aos vossos corações.

Laurent Landete, moderador
L’Ile-Bouchard, 9 de dezembro de 2017
Tempo do Advento

Percurso Alpha – Jantar a 26 Jan 2018

Próximo Jantar de Apresentação: 26 Jan 2018. O percurso Alpha é uma introdução à fé cristã, em dez semanas seguidas, uma noite por semana e um fim de semana a meio do percurso. Alpha Jovens destina-se a jovens entre os 14 e os 18 anos. Alpha Estudantes destina-se a jovens em idade universitária e acontece no Justiça e Paz.

O percurso Alpha é para todos os que tenham curiosidade, professem ou não a fé cristã. As palestras são pensadas para encorajar o diálogo e a partilha num ambiente familiar, aberto e informal. Todas as questões são bem vindas e todos são livres de partilhar tanto quanto desejem, seja muito ou pouco.

Não há pressão, não há custos nem obrigatoriedade de fazer o percurso até ao fim: as pessoas são convidadas para o primeiro jantar e em cada semana decidem se vão ou não ao seguinte.

Papa declara como Magistério a possibilidade de recasados acederem aos sacramentos

Muitos encontram nestas disposições uma contradição em relação ao Magistério mais antigo da Igreja que fala da indissolubilidade do matrimónio, mas o Papa, com esta publicação, parece indicar que não existe essa contradição, embora sem explicitar de que forma é possível essa situação.
 
O Pe. Jorge Cunha, professor de Teologia da Universidade Católica no Porto, começa por dizer que o tema é «muito sensível e de difícil explicação», mas diz que fica «muito satisfeito» com esta publicação. «Na Amoris laetitia isto já está explicado. O Papa vem modificar a questão da moral da Igreja, e não há contradição entre deixar as pessoas ir à comunhão e a rutura que aconteceu», explica, acrescentando que «este tema será objeto de debate entre os teólogos nos próximos anos». «O Papa move-se noutro mundo que é preciso estudar com muita argúcia e cabe aos teólogos conseguirem refletir sobre isso», reconhece.
 
O Pe. Jorge Cunha explica que a Igreja não passou a aceitar as segundas uniões ou o divórcio, mas que, «após um fracasso, pode haver um processo de conversão». «O Direito Canónico é importante, mas não é tudo. A graça divina tem precedência sobre ele», e se houver um «processo pastoral que conclua que as pessoas estão na graça de Deus, a Igreja não tem o direito de as afastar dos sacramentos», refere, voltando a reforçar que é um assunto que merece «debate e reflexão» e que não tem uma explicação «fácil».