A alegria de ser catequista

A alegria de ser catequista

Quando, há 6 anos atrás, o Pe. Jorge me desafiou, à saída de uma missa dominical, para ser ‘catequista de pais’ a minha grande tentação foi dizer que ‘não’. Não, eu não era a pessoa indicada… Não, eu não sabia o suficiente para essa missão… Não, eu não tinha tempo… Apesar de hesitar um pouco, quando percebi que era Deus quem me chamava não pude resistir.

Não sabia o que me esperava. Não havia caminho traçado, pois estávamos a testar um novo modelo de catequese. Quantas vezes levava um tema preparado, mas o Espírito Santo, com o Seu plano, baralhava-me o esquema… E a conversa surgia, e as perguntas brotavam, e as dúvidas baralhavam, e as respostas iam fluindo. Houve discussões frutuosas, outras mais acesas, algumas incompreensões, muita ajuda.

Entretanto esse grupo acabou o seu percurso de 6 anos e outro já começou (onde está também o meu filho mais novo, pelo que agora sou mãe e catequista em simultâneo). E percebo, mais do que nunca, que é esta a missão concreta a que o Senhor me chama na Paróquia para onde me conduziu.

Ser animadora de catequese familiar é, acima de tudo, acompanhar outros irmãos na sua caminhada de fé. A partir do ponto onde estão, do concreto das suas vidas, particularmente da sua realidade familiar. É ser Igreja num pequeno grupo onde se partilha, se escuta, se propõem caminhos de santidade. É levar algo para contar e aprender com a vida do quotidiano.

E depois é tão bom celebrar a Eucaristia Dominical e ver estes rostos conhecidos, lembrar as suas histórias de vida, e colocar tudo isso sobre o Altar… É uma Igreja de rostos concretos, uma comunidade que se constrói, uma experiência partilhada da alegria de ser cristão!

Margarida Castel-Branco Caetano

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