Arquivo mensal Janeiro 2019

Grande Gala Solidária no Convento de S. Francisco

Coimbra Gospel Choir, Anaquim, Ararur (3 elementos), Sofia Rosado, Telmo Melo, Grupo de Fados “Na Corrente” e um grupo surpresa são os artistas que irão integrar a Gala com a qual queremos encher o Grande Auditório do Convento de S. Francisco e angariar fundos para a construção do Centro Comunitário de S. João Baptista na Quinta da Portela.

Os bilhetes custam 10€ e estão à venda nas bilheteiras do Convento de S. Francisco e nas secretarias das paróquias de S. João Baptista e S. José onde podem ser levantados.

Atelier do Tempo e do Saber continua no Centro Comercial Atrium Solum

Depois de, durante parte do mês de Novembro e todo o mês de Dezembro, as senhoras deste atelier terem representado a nossa paróquia num dos centros comerciais da nossa cidade e terem angariado alguns milhares de euros que revertem para a construção do Centro Comunitário, visto que a loja continuará disponível mais algum tempo, continuaremos a assegurar este espaço.

Para além de ser um espaço no qual se pretende angariar algum dinheiro através da venda dos trabalhos desenvolvidos neste atelier do tempo e do saber, é também um espaço de acolhimento e de evangelização: temos lá uma televisão que apresenta as diversas actividades das paróquias da nossa unidade pastoral e, junto ao balcão, uma mesinha com panfletos que servem de pretexto para, quem está a atender, falar e testemunhar da sua alegria de ser discípulo missionário integrado numa comunidade viva e acolhedora, porque está alicerçada em Cristo.

Jantar de Reis

Como o Pe Jorge dizia no final do jantar,a nossa paróquia tem-se construído sentados à mesa. Para além dos jantares semanais à sexta-feira, por ocasião do perCurso Alpha, é frequente, sob os mais diversos pretextos, termos jantares na nossa paróquia.

São oportunidades únicas de atrairmos pessoas que por hábito não vêm à Igreja, mas que estão dispostos a aceitar um convite para jantar. Para além disso, e talvez até mais importante que isso, são momentos fundamentais para consolidar os laços fraternos que nos unem à volta de uma fé comum: família que é família senta-se à mesa para comer e celebrar a alegria de estarem juntos.

A tibornada de bacalhau estava deliciosa e muitos repetiram várias vezes, o que comprova a qualidade culinária do petisco.

Como a Lugrade ofereceu parte do bacalhau e quase todos os restantes ingredientes também tinham sido oferecidos, aproveitámos ainda para angariar mais uns tostões para a construção do Centro Comunitário.

Passagem de Ano na Unidade Pastoral

À semelhança de anos anteriores, muitos paroquianos e famílias inteiras escolheram passar esta noite tão especial em comunidade.

Começámos com os aperitivos e partilha da refeição, num ambiente muito descontraído e fraterno e pouco antes das 23h00 tivemos uma Missa de Acção de Graças durante a qual pudemos agradecer o ano que findava, lembrámos alguns irmãos que partiram, e entregar à providência divina o ano que estava prestes a iniciar.

À meia-noite, estávamos de copo na mão para abrir os espumantes e dar as boas-vindas a 2019.

Bom ano a todos!

A liturgia do Natal do Senhor

O Natal é capaz de ser o acontecimento de índole cristã que mais mexe com a nossa sociedade.

Para os Cristãos, depois do período de Advento durante o qual preparamos o nosso coração para acolher o Deus Menino, é um dia de alegria que começa na noite anterior com o Jantar da Consoada e a Missa do Galo e que se prolonga ao longo de uma semana (a oitava do Natal), e que depois se alonga ainda até à chegada dos Magos com a Epifania.

Liturgicamente, é um período muito rico: canta-se o Glória, decoram-se as Igrejas com o Presépio, dá-se o Menino a beijar, cantam-se cânticos próprios desta época…

Breve história de como (não) foi o Natal

Que jeito tem o Messias vir à terra e nem sequer ter um sítio para nascer!? Onde já se viu tal coisa?!

Como teria sido o Natal, se Jesus fosse filho de outra Maria, casada com outro José?! Não é possível sabê-lo, mas pode-se adivinhar, tendo em conta o que tantas vezes acontece entre os maridos e as suas mulheres.

Imagine-se, pois, que o casal já está a chegar a Belém de Judá e que Maria, dada a proverbial mudez masculina, inicia a conversa:

– Espero que algum dos teus familiares nos receba, porque eu não estou para ter o bebé numa estalagem!

– Não garanto nada porque, desde que se fizeram as partilhas pela morte do avô Eleazar (Mt 1, 15), anda tudo zangado. A todos disse que vínhamos cá, para o nascimento de Jesus, e ninguém respondeu!

– Muito orgulho em ser da “casa e família de David” (Lc 2, 4) e depois nem sequer se falam! A minha família talvez não tenha esses pergaminhos, mas, pelo menos, recebe os parentes!

– Já imaginava, porque é sempre a mesma coisa: a tua família é excelente em tudo e a minha nunca presta para nada! Mas, claro, tu és a imaculada Maria e eu sou apenas o carpinteiro José!

– Não foi isso que eu disse, mas a verdade é que estamos a chegar a Belém e ainda não nos apareceu nenhum desses tais membros da família real…

– Então não são?! Que culpa tenho eu em ser da “casa e família de David”?!

– Culpa talvez não tenhas, mas proveito, até agora, ainda não vi nenhum!

– Pois olha, não te esqueças que não fui eu que nos meti neste sarilho! Quem foi que disse que sim a um tal anjo que lhe apareceu? De certeza que eu não fui! Bem podias ter dito ao tal Gabriel que viesse falar comigo, que eu cá dizia-lhe que isto não é só mandar o filho de Deus ao mundo: há que garantir o seu sustento! Que jeito tem o Messias vir à terra e nem sequer ter um sítio para nascer!? Onde já se viu tal coisa?!

– Essa é boa! Que querias tu que eu dissesse ao anjo?! Que esperasse um bocadinho, enquanto eu ia à carpintaria saber se tu tinhas algum compromisso para a data do nascimento do Filho de Deus?! Francamente, José, tem mas é juízo nessa cabeça real …

– É sempre a mesma coisa! Ou seja, Vossa Excelência decide o que lhe apetece e depois o Zé que aguente! Se tivesse recebido eu o dito anjo, isto não ficava assim! Disso podes ter tu a certeza!

– Que coisa! Agora percebo por que Zacarias ficou mudo até ao nascimento de João Baptista (Lc 1, 20)! Sorte teve a minha prima Isabel (Lc 1, 36), que não teve que o aturar durante os nove meses da gravidez!

– Essa é outra! Então o dito Gabriel vai pedir a um casal de velhos, como Isabel e Zacarias (Lc 1, 18) que, com aquela idade, tenham um filho?! Eu sei que lá no Céu não têm calendário, até porque vivem na eternidade, mas uma maldade destas não se faz a ninguém!

– Pois estás muito enganado porque não foi maldade nenhuma, mas uma grande bênção de Deus! Acompanhei os últimos três meses da gravidez de Isabel e o filho deles nasceu lindamente (Lc 1, 57)!

– Pode ter corrido tudo muito bem, mas o miúdo não vai ter pais por muito tempo e disso podes ter tu a certeza! Admira-te se depois, sem pais nem irmãos, for viver para o deserto, vestir-se de peles de camelo e comer gafanhotos e mel silvestre (Mt 3, 4)!

– Qual é o mal?! Sempre houve homens e mulheres que escolheram esses lugares ermos, para aí se dedicarem à oração e à penitência …

– Pois, pois, boa desculpa para quem não quer trabalhar! Ficas a saber que não quero que Jesus se venha a dar com esse primo: há-de ser carpinteiro como eu!

– Nem penses! Com certeza que Deus não enviou o seu Filho ao mundo para fazer mesas e cadeiras! Melhor será que ele vá para o templo, como eu quando era pequena, e lá aprenda a Lei e os profetas.

– E desde quando é que a Lei e os profetas servem para alimentar uma família?! Ele tem é que trabalhar! Tens a mania de ser muito contemplativa, mas é porque eu sustento a família! Se não fosse o meu trabalho, gostaria de saber como é que tu e o teu filho se governavam! A não ser que estejas à espera de que ele converta a água em vinho (Jo 2, 1-11) e multiplique pães e peixes (Mc 6, 35-44)!

Entretanto, chegaram a Belém. José, que conduzia o burrinho pela arreata, dirigiu-se para a morada de um seu primo, que lhe disse que tinha a casa cheia e não os podia receber. Foi depois ter com outros seus “parentes e conhecidos” (Lc 2, 44), mas todos se recusaram a acolhê-los. Alguns até lhes reprovaram a imprudência de, estando Maria naquele estado, fazerem uma tão grande viagem. Dirigiram-se então à hospedaria, mas também lá não encontraram lugar (Lc 2, 7).

Maria, mais uma vez, impacientou-se:

– E agora, José?! Fizeste questão de me trazer “da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, que se chama Belém” (Lc 2, 4) e resulta que não temos onde ficar! Lindo serviço! Melhor seria se tivéssemos ido para casa da minha prima Isabel. Mas, claro, como ela é da minha família, não quiseste! Eles certamente que nos recebiam, ao contrário destes teus parentes!

– Ainda agora lá estiveste três meses e já querias para lá voltar?! Mas tu casaste com o Zacarias ou comigo?!

– Claro que casei contigo, mas o Zacarias, que até é sacerdote, foi sempre muito atencioso e, durante aqueles três meses, nunca discutiu com a Isabel!

– Pudera, estava mudo!

– Olha quem fala: nos quatro Evangelhos não há uma única palavra tua, nem sequer um ‘pois’! Zacarias, mudo ou não, providenciou para que a Isabel nada faltasse quando nasceu o filho! E eu, que afinal casei com um carpinteiro, não tenho sequer um berço onde o reclinar! E, às tantas, ainda nasce nalguma estrebaria…

– Escusas de me acusar de termos vindo para cá, porque não foi iniciativa minha, mas por ordem de “um édito de César Augusto, prescrevendo o recenseamento de todo o mundo” (Lc 2, 1), registando-se cada família no lugar da sua origem e não da sua residência. Foi por isso que viemos para Belém de Judá, como sabes! Não tenho culpa que tenhas aceitado engravidar logo agora, quando tínhamos que fazer esta viagem!

– Ou seja, tanto cumpres as tradições da “casa e família de David” (Lc 2, 4), como és submisso ao César! Não me digas que agora, que estás tão romano, também vais adorar a estátua do imperador pagão, só porque o governador mandou?!

– Não sou romano, mas também não sou louco, para me opor às ordens do governador! Sabes muito bem que nunca adorei ídolos, nem a estátua de ninguém. Mas não podíamos deixar de vir a Belém, para que o teu filho seja registado aqui, como membro da “casa e família de David”, como aliás foi dito pelos profetas.

– Pois olha, a mim os profetas não são o que mais me preocupa agora. O que quero é que arranjes, quanto antes, um sítio qualquer, porque eu já não aguento mais os solavancos desta velha mula!

– Não é velha, nem mula, mas um jumentinho novo (Mt 21, 1-11). Ficamos então aqui, que há palha em abundância e até uma manjedoura (Lc 2, 7.12.16), que pode servir de caminha ao bebé.

– Rico berço de oiro! – troçou Maria, enquanto, maldizendo a sua sorte, descia do burro e se encaminhava penosamente para um monte de palha, onde se reclinou, exalando um suspiro de imensa tristeza e resmungando uma imperceptível lamúria.

…………

Foi exactamente assim que (não) foi o Natal de há 2018 anos. Mas poderia ter sido, se os protagonistas não fossem Nossa Senhora e São José. Este diálogo imaginário não é uma comédia sobre a sagrada família – honi soit qui mal y pense! – mas o drama das famílias desunidas e dos casais desavindos. A culpa dos seus desentendimentos não está no outro, nem na escassez de bens materiais, nem em terceiros, nem em outras circunstâncias, por penosas que sejam, mas na própria falta de caridade. Maria e José viveram em harmonia porque tudo fizeram para que, sobre as divergências que são normais em qualquer casal ou família, prevalecesse sempre o amor.

O Natal é a festa em que, tendo tudo corrido aparentemente tão mal, na verdade tudo aconteceu perfeitamente. “Deus é amor” (1Jo 4, 8.16), não um amor qualquer, mas aquela caridade que “tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta” (1Cor 13, 7).

Santo Natal!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Original: https://observador.pt/opiniao/breve-historia-de-como-nao-foi-o-natal/

Folha Paroquial nº 59 *Ano II* 6.1.2019 — DOMINGO DA EPIFANIA DO SENHOR

«Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 2, 1-12)
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.»

Todos se reúnem e vêm ao teu encontro
Os profetas do Antigo Testamento foram essenciais para que um povo tão pequeno como Israel pudesse ao longo da história manter viva a sua esperança de povo messiânico e nunca desistir da terra que Deus lhe deu em herança. Os profetas eram homens de visão que iluminados pela fé e pelas promessas de Deus sabiam ler o presente e projetar-se no futuro. Vede como é bela a profecia de Isaías na 1ª leitura de hoje! Israel tinha acabado o seu exílio na Babilónia e ainda estava bem marcado pelo sofrimento e o desânimo, até porque o regresso foi uma desolação. Encontraram um país pobre e devastado e faltava o ânimo para começar a erguer a cidade e o país. Apesar disso sempre era melhor que estar exilado na Babilónia e o profeta lembra-lhes que ainda há pouco tempo a cidade estava vazia e em completa ruína num quadro de noite e de escuridão, mas agora uma luz de esperança se levanta sobre ela. E o profeta anuncia a chegada de uma luz salvadora «Sobre ti levanta-se o Senhor» E assim todos os que esperam a salvação de Deus virão a Jerusalém e inundá-la-ão de alegria e riquezas cantando os louvores de Deus.
Ontem como hoje, qualquer pessoa ou povo precisa de ter esperança e ter metas a alcançar para lutar. O livro dos Provérbios diz que “sem profecia o povo vive na corrupção” (proverbios29,18), mas outra tradução diz: «Sem visão o povo vive desorientado» o que quer dizer a mesma coisa. Por isso a promessa do profeta Joel para os tempos messiânicos é que «Naqueles dias os vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões» (Joel 3,1)
Para muitos cristãos a situação da Igreja no Ocidente, retratada em muitas das nossas paróquias pode parecer também desanimadora. Há decréscimo do número de praticantes, há menos crianças na catequese e estas vão desaparecendo a partir do 3º ano da catequese e cada vez as referências da fé parecem estar mais ocultas da vida social e familiar. Vivemos numa cultura que não respeita a vida e se vai afastando cada vez mais das referências do evangelho inclusivamente nas famílias que se dizem cristãs. Mas nada está perdido; a Igreja já passou por estas situações mais vezes na sua história. Os homens e mulheres de hoje continuam a ter sede de Deus e de verdade pois “foram criados por Ele o seu coração vive inquieto enquanto não o encontra.” Então o que precisamos ? De sonho e de visão. A visão é um sonho que produz paixão em nós pois vemos no presente o que será o futuro. É uma imagem do futuro que vemos antecipadamente. E de onde vem essa imagem? Vem de Deus quando a pedimos em conjunto. Senhor o que queres de nós? Para onde devemos concentrar o nosso olhar no futuro? A escuta dos destinatários da nossa missão e a escuta da voz de Deus através da Igreja, ajuda-nos a encontrar essa imagem do futuro à qual deveremos ser fieis até que se realize.
Mas ela não se realiza por si, é preciso que se trabalhe muito e seja cada vez maior o número dos que se envolvem na realização da profecia ou da visão.
O texto dos Magos hoje mostra-nos que os príncipes dos sacerdotes, os escribas do povo e o próprio povo de Jerusalém sabiam onde devia nascer o Messias e dão essa informação a Herodes: “Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Apesar de saberem isso tudo, não mexeram um pé para irem ao seu encontro e a luz da salvação brilhou para os que O procuraram e adoraram humildemente e deixou na escuridão aqueles que sabiam tudo acerca d’Ele. Não chega saber e pertencer ao grupo dos que sabem. É necessário mexer-se e ir ao seu encontro.
Há extintores do sonho e da visão tais como: “Nunca fizemos isso”, preconceitos, fadiga, pensamento a curto prazo.
Os magos são homens de visão e de sonho. Desde que souberam ler nos astros um sinal, puseram-se a caminho guiados pela estrela da esperança e não desanimaram até que chegaram à realização da promessa que mudou as suas vidas.
Eu pessoalmente vejo as paróquias de S. José e S. João Baptista com grande esperança de futuro. Vejo–as a viver a comunhão fraterna na vivência do mandamento novo, acolhendo a todos com amor e alegrando-se com os novos que chegam, vejo os irmãos a crescerem na identificação com Cristo através de muitos pequenos grupos onde cada um é escutado e amado e onde todos podem ter voz e serem acolhidos não como números mas como pessoas. Vejo uma comunidade fiel à Eucaristia dominical que vai para ela como se fosse para uma festa, uma comunidade fiel ao serviço dos irmãos com uma grande capacidade de partilha com os mais pobres. Vejo crianças felizes por conhecerem a Deus e famílias que são oásis de vida e de amor num mundo de cultura de morte. Vejo uma comunidade que resplandece e que atrai aqueles que se sentem insatisfeitos com o vazio e a escuridão do mundo e que procuram sentido para a existência. Vejo uma comunidade comprometida com a paz e a justiça e dela brota gente com um espírito novo para o serviço nas diversas áreas da construção de um mundo mais justo. Vejo jovens que comprometidos com a sua fé seguem a Cristo segundo diferentes vocações onde alguns vão para o sacerdócio e vida consagrada. Porque não havemos de poder profetizar tempos novos? Deus diz em Jeremias 29, 11: “Eu conheço bem os desígnios que tenho acerca de vós, desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro de esperança – oráculo do Senhor.”