Carlo Acutis – um santo com ténis da Nike – Beatificação a 10 de Outubro 2020

Carlo Acutis – um santo com ténis da Nike – Beatificação a 10 de Outubro 2020

“A santidade da porta ao lado” tantas vezes evocada pelo Papa, à qual todos podem aspirar.  Assim como na Exortação Apostólica pós-sinodal “Christus vivit”, Francisco convida os jovens a seguirem pelo caminho da santidade, a exemplo do que fez o jovem Carlo Acutis.

Nascido em Londres em 1991 e tendo vivido em Milão, Carlo faleceu em 2006 em Monza, Itália, de uma leucemia fulminante. Foi declarado Venerável no verão de 2018. Em 6 de abril passado, seus restos mortais foram transladados para o Santuário do Despojamento em Assis, a pedido do arcebispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino. 

Apóstolo na internet

Carlo foi sempre um jovem normal, com hábitos semelhantes aos do nosso tempo, gostava de estudar, jogar futebol e estar com os outros. “Porém, descobriu um grande amigo, Jesus. E esse precioso tesouro queria compartilhá-lo com todos, tornando-se assim um apóstolo. Como? Por meio do que mais gostava: tecnologia da informação”.

Em virtude disso, realizou uma exposição sobre os milagres eucarísticos, para compartilhar com todos a alegria de um encontro concreto com Jesus.

As obras

Os pilares de sua espiritualidade eram Nossa Senhora e a Eucaristia, que encontrava todos os dias no altar e também na busca pelos pobres. Em casa, pedia para colocar a sobra de comida em recipientes, para então levá-la aos desabrigados locais.

“À noite – conta Gori – ele costumava ir com os pais pelas ruas de Milão, para distribuir cobertores e refeições quentes aos desabrigados”.

Dava a justa medida ao dinheiro e zangava-se quando queriam comprar-lhe um segundo par de sapatos. Além disso – acrescenta o postulador – “ele tinha o hábito de juntar as ajudas semanais que lhe eram dadas pela família, para entregá-las aos necessitados da Obra de São Francisco em Milão”.

Imigrante convertido

Entre as tantas histórias, há também aquela sobre os porteiros de alguns imóveis próximos a sua escola. “Quando ele saía de bicicleta de manhã – conta Gori – ele parava para conversar com essas pessoas, sobretudo imigrantes pertencentes a outras religiões”.

E depois há a história sobre o batismo do empregado  de Carlo,  vindo das Ilhas Maurícias, e no centro do processo de beatificação. “O homem – especifica o postulador – declarou que foi convertido por Carlo, a partir do testemunho e da coerência de vida deste jovem, mais do que por palavras”.

Sofrimento

Assim que saíu do hospital, disse aos pais: “Ofereço os sofrimentos que deverei sofrer ao Senhor, pelo Papa e pela Igreja, para não ir ao Purgatório e ir direto ao céu”. E diante dos sofrimentos, procurava minimizar. “Há pessoas que sofrem muito mais do que eu”, respondia às enfermeiras que lhe perguntavam como ele estava. E acrescentava: “não acorde a mãe que está cansada e se preocuparia mais”.

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