Folha Paroquial nº 144 *Ano III* 01.11.2020 — SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Folha Paroquial nº 144 *Ano III* 01.11.2020 — SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Esta é a geração dos que procuram o Senhor.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mt 5, 1-12)
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».”

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

OH DITOSA IGREJA NOSSA MÃE

Este é um dos belos dias de festa que a Igreja nossa mãe nos proporciona viver. É um dia cheio de alegria, de júbilo e de festa emotiva. Hoje lembramo-nos da totalidade da Igreja que somos; a Igreja que ainda peregrina na terra, na esperança de chegar à pátria celeste, e a Igreja que já lá chegou e agora canta sem cessar os louvores eternos de Deus. Eles são os bem-aventurados que “se alegram e exultam, pois é grande nos céus a sua recompensa.” Hoje, convido-vos a aprofundar este mistério com as orações do missal. Ele começa com a antífona de entrada que, muitas vezes, se torna o cântico de entrada da missa: Exultemos de alegria no Senhor, celebrando este dia de festa em honra de todos os Santos. Nesta solenidade alegram-se os Anjos e cantam louvores ao Filho de Deus.

Depois do canto do hino do “Glória”, segue-se a oração de coleta do Presidente da celebração que recolhe a oração íntima e silenciosa dos fiéis, depois de os ter convidado à oração dizendo: Oremos…

Deus eterno e omnipotente, que nos concedeis a graça de honrar numa única solenidade os méritos de todos os santos, dignai-vos derramar sobre nós, em atenção a tão numerosos intercessores, a desejada abundância da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo….

Quase todos os dias a Igreja honra um ou mais santos, mas hoje é uma festa da santidade na igreja, de todos os seus ilustres conhecidos e desconhecidos, essa multidão imensa que ninguém pode contar e que estão vestidos com túnicas brancas e de palmas vitoriosas na mão, aclamando dia e noite o Cordeiro e seguindo-o para onde quer que Ele vá.

As 3 leituras vão-nos dando conta do mistério: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?». Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis». Ele disse-me: «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro». Por isso agora cantam sem cessar diante do trono de Deus e do Cordeiro: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro».

No salmo responsorial, respondemos à Palavra escutada com júbilo e emoção: «Esta é a geração dos que procuram o Senhor».
A segunda leitura convida-nos a contemplar o amor do Pai que quis que fôssemos seus filhos no Filho. E S. João afirma com convicção: “E somo-lo de facto”. Mas depois, acrescenta: É certo que ainda não vimos tudo o que significa o facto de Deus querer que vivamos esta maravilhosa relação filial com Ele. Mas, quando virmos tudo claramente, isto é, quando chegarmos ao céu, então ficaremos extasiados porque veremos a Deus, face a face, e à luz d’Ele, ver-nos-emos a nós mesmos e àquilo que Ele quis para nós e, por isso, resta-nos a adoração, a ação de graças, o louvor eterno.

O Evangelho apresenta-nos o caminho da santidade, ou bem-aventurança, que é a mesma coisa. Esse caminho está resumido logo na primeira bem-aventurança: Bem-aventurados os que põem a sua alegria, a sua confiança e a sua esperança só em Deus; Poderão passar por muitas dificuldades, mas Deus não lhes faltará e o reino de Deus pertence-lhes. Porém, é no prefácio, esse louvor que antecede a aclamação do Santo, que a Igreja, através do sacerdote, dá largas à sua alegria e ao seu júbilo agradecido cantando-Lhe entusiasmadamente:
Senhor, Pai santo, é nosso dever dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Hoje nos dais a alegria de celebrar a cidade santa, a nossa mãe, a Jerusalém celeste, onde a assembleia dos Santos, nossos irmãos, glorificam eternamente o vosso nome. Peregrinos dessa cidade santa, para ela caminhamos na fé e na alegria, ao vermos glorificados os ilustres filhos da Igreja, que nos destes como exemplo e auxílio para a nossa fragilidade.

Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Logo que o presidente termina, a assembleia irrompe na aclamação do “Santo”, afirmando que só Ele é Santo, três vezes Santo, e que, se alguém, ou alguma coisa, pode ser chamada santa, para além de Deus, é porque Lhe pertence e irradia a Sua santidade. Por isso o sacerdote continua rezando: “Senhor vós sois verdadeiramente santo, sois a fonte de toda a Santidade.

E a celebração eucarística termina, com chave de ouro, através da oração conclusiva da missa. Depois da comunhão e do silêncio sagrado que se lhe segue, ou do cântico depois da Comunhão, o sacerdote, antes de terminar a missa, reza a oração que a conclui e que é uma ação de graças pelo mistério celebrado. Quando somos convidados por um amigo para uma festa de banquete em sua casa, há as despedidas no final, e nós agradecemos ao dono da casa o convite e a honra que sentimos em ter estado em tão bela festa e quanto ela nos fez bem. É isso que o sacerdote faz, em nome de toda a assembleia, ao grande Senhor que nos convidou para o banquete. No dia de todos os santos, dizemos-Lhe no final: «Nós vos adoramos, Senhor nosso Deus, única fonte de santidade, admirável em todos os santos, e confiadamente Vos pedimos a graça de chegarmos também nós à plenitude do vosso amor e passarmos desta mesa de peregrinos ao banquete da pátria celeste. Por nosso Senhor…»

E é a razão porque celebramos esta festa. Para avivarmos em nós o desejo e o ardor de passarmos desta mesa de peregrinos ao banquete da pátria celeste, fazendo o caminho da fé.

Como é bela a celebração da Eucaristia quando a celebramos com fé! Ela transforma-nos, cura-nos, encoraja-nos, reaviva a nossa esperança, ergue o nosso olhar do chão quotidiano para os altos montes donde nos vem o auxílio.”

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