Arquivo mensal Setembro 2021

Abertura da Catequese em SJBaptista

No passado sábado, 25 de setembro, deu-se início à Catequese na Paróquia de São João Baptista e a Homilia do Pe Jorge foi centrada neste acontecimento e na importância da catequese nas nossas vidas. Houve uma pequena introdução sobre a origem da catequese na Igreja Católica, desde o séc XVI, e da tradição que se foi instalando ao longo do tempo, em que os pais, a certa idade das crianças, as levavam à Igreja e entregavam-nas à paróquia para que esta tivesse a responsabilidade de catequisar as crianças e os jovens. Uma tradição de muitos anos que tem vindo a alterar-se.

Há alguns anos que se pretende que a mesma seja familiar e é o que acontece nos primeiros 6 anos em que pais e filhos vão juntos à catequese. Há uma partilha e procura a fim de encontrar e viver Jesus entre as crianças e pais sendo transversal à nossa vida quotidiana familiar. Um projeto bastante enriquecedor para todos, conforme testemunhado pelos próprios pais. O Pe Jorge frisou a importância da catequese ser vivida em família e cada família a viver na comunidade, uma vez que «A Igreja é uma família evangelizadora de cristãos formada por várias famílias cristãs evangelizantes». Realçou ainda a importância de, além da catequese, haver o hábito de as famílias irem juntas viver a Eucaristia semanal. Se tal acontecer, como se vivenciou hoje nesta Eucaristia, criam-se memórias futuras nas crianças que se irão perpetuar no tempo quando forem pais.

Marta Campos, mãe da catequese

Comunidades paroquiais parecem querer recuperar ritmo pré-COVID

As sensibilidades são mais que muitas e o bom senso não deixará de continuar a aconselhar alguma prudência: isso mesmo no-lo diziam os nossos bispos na nota pastoral que fizeram publicar em meados de setembro.

“Tendo em conta a situação atual da evolução da pandemia, continuaremos a realizar as nossas celebrações e atividades pastorais com os devidos cuidados sanitários e de segurança, quanto à higienização, uso de máscaras e razoável distanciamento. (…) De acordo com o evoluir da situação e as orientações das autoridades de saúde, serão tomadas novas orientações na reunião do Conselho Permanente de outubro e, sobretudo, na Assembleia Plenária de 8-11 de novembro.”

No entanto, não posso deixar de partilhar a constatação de algum frenesim, muito próprio dos tempos pré-pandemia, que se fez sentir nas nossas comunidades paroquiais no passado fim de semana.

No sábado de manhã, enquanto no salão de São José o Pe Fernando dava continuidade ao retiro que no dia anterior tinha iniciado com os adolescentes da profissão de fé, em SJBaptista recebíamos a delegação da paróquia de Monserate que vinha saber mais do Alpha e das Células Paroquiais de Evangelização. À tarde, em SJBaptista, enquanto os catequistas decoravam a igreja para a abertura da catequese que haveria de ocorrer durante a eucaristia das 17h30, o coro ensaiava também na igreja e na sala havia um grupo de catequese empenhado em dar início a um novo ano. Ao mesmo tempo, mas em SJosé, os catequistas estavam a ter formação no salão enquanto o Pe Fernando teve que subir com os adolescentes para a igreja onde houve entre outras coisas confissões. Mais tarde, ainda houve tempo para uma reunião de catequistas, no seguimento da formação que tinham tido com o Pe Vasco Gonçalves.

Domingo, para além do ritmo habitual das equipas de acolhimento a prepararem e higienizarem espaços antes e depois de cada eucaristia, ainda houve, à tarde e em SJosé, a profissão de fé dos adolescentes que este ano ingressam no ASJ.

Pouco a pouco, mas vamos lá, se Deus quiser.

Conselho Pastoral da Unidade Pastoral já reuniu

Na passada terça feira, dia 28 de Setembro, reuniu pela primeira vez o novo Conselho Pastoral, relativo à Unidade Pastoral, no Salão Paroquial da Igreja de São José, recentemente remodelado.

Depois de uma oração inicial, tivemos a oportunidade de nos apresentarmos através de uma dinâmica em que cada um não se apresentava a si próprio mas alguém que lhe tinha calhado em sortes.

Havia que eleger, segundo os estatutos, o secretário do Conselho Pastoral e dois elementos para o Conselho Permanente. O Jorge Cotovio assumirá a condução das reuniões do Conselho Pastoral , na qualidade de secretario, e o Conselho Permanente será assegurado pelo António Relvão e pela Filipa Ladeiras.

Cumpridos estes trâmites iniciais, longos mas necessários, o Jorge Cotovio passou a assumir a função para a qual foi designado e, partindo da minuta proposta pela Diocese de Coimbra, foram discutidos e aprovados os estatutos do Conselho Pastoral da Unidade Pastoral.

Plano Pastoral Diocesano apresentado em direto

Plano Pastoral Diocesano já está publicado no site da Diocese de Coimbra no seguimento da Carta Pastoral que no nosso bispo publicou no final do mês de agosto.

Hoje, dia 29 de setembro, foi apresentado publicamente numa transmissão que aconteceu às 15h00 a partir da casa episcopal.

Celebrações no exterior em SJBaptista

Se calhar, no Domingo passado foi a despedida das nossas celebrações campais: outubro costuma ser chuvoso e, em novembro, ainda que não chova, já deverá estar muito frio.

Visto que as previsões meteorológicas preveem chuva já para o próximo fim de semana, em princípio no próximo domingo voltamos àquilo que já vinha sendo habitual no ano passado: agora que a lotação da igreja será incrementada de acordo com as novas regras COVID em vigor – mas ainda muito longe dos quase 300 na temporada pré-COVID, voltaremos a colocar a televisão na parte lateral da igreja para quem não couber ou preferir ficar no exterior. Em dias de chuva e caso a igreja lote, transmitiremos – como já fazíamos no passado – na sala da catequese (digo bem, sala, por de duas fizemos uma por causa da pandemia).

Foi bom enquanto durou e, quanto mais não seja, deixará muito boas recordações na nossa comunidade paroquial.

Quem esquecerá o dia em que em plena eucaristia o toldo se rasgou de ponta a ponta? Ou a manhã de Domingo em que a ventania tinha arrancado praticamente todas as estacas e rebentado com as espias? E as longas horas em que ficávamos a conversar no final da eucaristia, à sombrinha? Quem esquecerá o belo jardim que as senhoras improvisaram para embelezar a ribanceira? Também não haveremos de esquecer as celebrações alumiadas por automóveis estrategicamente colocados… Haveremos de ter saudades… quanto ao futuro, será com certeza o que Deus quiser que seja, assim nós estejamos dispostos a fazer a sua vontade.

Dito isto, é da mais elementar justiça uma palavra pública de gratidão à Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais que gentilmente nos cedeu o estrado que ao longo de todo este tempo tão bem dignificou o espaço envolvente do altar: obrigados e o nosso bem-haja!

Folha Paroquial nº 187 *Ano IV* 26.09.2021 — DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM

Os preceitos do Senhor alegram o coração.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Mc 9, 38-43.45.47-48 )
Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. Quem não é contra nós é por nós. Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Quem de nós já não se deu conta que um dia, a ouvir falar do sucesso de outra pessoa amiga, do reconhecimento que lhe foi dado na escola, na empresa, na Igreja, em vez de ficar contente e feliz por ela, paradoxalmente, não sentiu a alegria que era razoável que sentisse e, por vezes ficar mesmo irritado e deixar de ver naquela pessoa uma amiga? Às vezes a própria pessoa pode saber que é um sentimento que não devia ter mas não consegue evitá-lo. Enquanto for só um sentimento não há um grande mal pois os sentimentos não os podemos evitar. O pior é que, por vezes, não contrariamos os sentimentos e agimos conforme sentimos. Quando assim é, entramos numa espiral de tristeza, revolta, inimizades, vingança e rancor.

A inveja é um sentimento vivido na relação com outra pessoa e que traduz uma incompletude. É um sentimento de falta experimentado na comparação com a outra pessoa. Ela sente um forte desejo de possuir os atributos dessa outra pessoa; A sua beleza, a sua inteligência, os seus dons, o seu reconhecimento, o facto de ser respeitada, amada querida etc. Quando nos deixamos possuir pela inveja depois há uma torrente imparável de outros pecados que vêm juntos, é como um demónio que traz consigo uma legião. Por isso é que é chamado pecado capital, mas também podia ser chamado pecado-raíz, pois está na génese, na raíz de outros.

Esta introdução tem a ver com o que os textos de hoje nos apresentam sobre Moisés e Jesus. Moisés está numa situação de crise. O povo está farto do Maná e tem saudades das panelas de carne e das cebolas que comia à vontade no Egipto. E todos choram à entrada da sua tenda. Por outro lado, Deus, na expressão do livro dos Números, fica encolerizado com o povo. E Moisés tem o povo que chora e Deus que está triste com o povo que não quer lutar para ser livre. Moisés queixa-se então a Deus do fardo que Ele lhe Pós ás costas que é demasiado pesado para Ele e pede que o tire da terra dos vivos.

Deus pensa então em dar-lhe uma equipa de homens que leve com Moisés o peso da responsabilidade pastoral de uma forma partilhada. Podíamos chamar-lhe hoje uma equipa de liderança. Moisés escolhe 70 homens com dons e competências diversas para o ajudar na responsabilidade do povo, não apenas como tarefeiros, mas com uma responsabilidade partilhada. No dia marcado os homens estão reunidos na Tenda e Deus vem dar-lhes o Espírito que até aí habitava só em Moisés. Mas houve dois deles que não compareceram ficando no acampamento. Quando o Espírito foi derramado não só os que estavam na tenda o receberam, mas também os outros dois que ficaram no acampamento. Então Josué pede a Moisés para os proibir de fazer parte da equipa escolhida por Deus para liderança do povo. O mais encantador é que Moisés sabe discernir a inveja no coração de Josué e diz-lhe: «Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!»
Nesta resposta vemos o coração grande de Moisés! Ele não está nada preocupado consigo, com a sua grandeza, com o seu estatuto ou com a sua glória. Ele só quer o bem do povo! Que seja bem servido.

Mais ainda! Ele não exclui ninguém no seu coração. Muito antes de se ter um conceito de democracia já Moisés parece exprimir o desejo de que todo o povo, sem exceção, beneficie dos dons de Deus.

O profeta Joel, mais tarde virá afirmar que isso se irá realizar n’Aquele dia em que todo serão cheios do Espírito Santo. A Igreja viu no Pentecostes a realização deste desejo de Moisés e da profecia de Joel.

Moisés manifesta-se como um verdadeiro líder e pastor do seu povo. Alguns versículos mais em baixo, no mesmo livro dos Números é dito: «Moisés era um homem muito humilde, mais do que nenhum homem sobre a face da terra»(Num 12,3) E a prova é que ele se alegra sinceramente de não ser mais o único a suportar o peso da responsabilidade e ter outros consigo para partilhar o governo do povo e de não ter mais o monopólio da liderança. Ele sabe que agora, além de escutar a voz e Deus, deve ouvir os outros e decidir solidariamente e não sozinho. Aceita com humildade não controlar tudo pois o povo não lhe pertence, mas pertence a Deus. Imaginemos, por instantes, que Moisés caía na tentação de ver os outros como concorrentes e que lhe poderiam tirar a sua liderança e apreço junto do povo! Adivinhamos os problemas, as divisões, as discussões e contendas que daí adviriam? Muitas guerras que acontecem hoje vêm daqui: Uma questão de poder ameaçado.

No evangelho temos uma atitude semelhante à de Josué da parte de João que fala em nome dos outros discípulos: «Mestre nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». E Jesus responde de forma semelhante a Moisés:” Não o proibais; (…) Quem não é contra nós é por nós» Jesus reprova o espírito exclusivista dos discípulos.

Muitas vezes os líderes têm receio de partilhar a sua liderança porque temem perder o controle das coisas. A razão é que podemos ter a tentação de sermos proprietários do povo e não servidores. O medo pode paralisar-nos quando nos sentimos ameaçados e então pode haver a tentação de continuar numa liderança a sós onde todos perdem e as coisas não avançam.

Na Diocese de Coimbra já há alguns anos foi pedido aos párocos que se rodeassem de uma equipa de liderança a que se chamou de «equipa fraterna de animação pastoral». As orientações diocesanas explicam que se trata de “um órgão local de corresponsabilidade eclesial, de âmbito paroquial ou de unidade pastoral, que programa, dinamiza, anima, acompanha e avalia tudo o que diz respeito à vida da respetiva paróquia ou unidade pastoral.” As suas competências são: “escutar, observar, reler na fé os acontecimentos que marcam a vida pastoral da comunidade (paróquia, unidade pastoral ou outra), na relação com as orientações diocesanas e com o mundo que a envolve, discernir e dinamizar a ação pastoral local.”

A equipa de animação pastoral de S. José-S. João Baptista, formada por 9 pessoas, reúne com o pároco todas as terças-feiras e tem sido uma bênção para este que se sente muito apoiado nas competências diversas dos seus membros que trazem para a equipa “maneiras diversas de ver as coisas” que só podem enriquecer o serviço das comunidades.

Mas existem na paróquia muitas equipas de liderança dos diversos grupos com um responsável à frente. A equipa Alpha de cada paróquia, a equipa de catequistas, a equipa dos líderes de células, a equipa de casais, a equipa dos líderes do escutismo, do ASJ e outras. O exemplo de Moisés pode fazer-nos refletir a todos pois ninguém está isento das tentações de poder que criam agendas escondidas, críticas silenciosas e depois abertas, geram tristeza e desalento e matam relações que eram de amizade e fraternidade.

Dia da Visão e apresentação do Plano Pastoral da UP

No próximo dia 9 de outubro, das 9h30 às 12h30 no salão paroquial de S. José. A Equipa de animação pastoral vai apresentar à paróquia o novo plano pastoral do triénio para a UP. Ele integra os grandes objetivos e dinamismos do Plano Pastoral Diocesano que está centrado nos jovens, mas vai além dele, apresentando um caminho de formação, por etapas, para todos os que querem ser discípulos de Jesus, baseado na Visão para a UP.

Este dia destina-se, de modo especial ao Conselho Pastoral da Up, aos Conselhos Económicos, e a todos os grupos da paróquia, permanecendo, no entanto, aberto a qualquer pessoa ainda que não caminhe em nenhum grupo.

Catequese

Continuam a decorrer as inscrições e renovações de inscrição em ambas as paróquias, por e-mail e outros meios: em S. José, através do formulário cujo link está em https://linktr.ee/sjbaptista ; em S. João Baptista, na secretaria, nas tardes de terça a sexta feira, e ao fim de semana antes e depois das missas.

As equipas de acolhimento estão a distribuir panfletos de divulgação da catequese. Cada vez mais as famílias, no meio dos seus muitos afazeres, não se lembram que podem inscrever os seus filhos na catequese. Queremos desafiar-vos a levarem alguns panfletos e ou entregá-los em mão a amigos e familiares que sabem ter filhos em idade escolar ou a deixá-los na sua caixa do correio. É uma forma simples mas muito eficaz de evangelizar.

Grupo de Oração participou na Assembleia RCC

A Ana Dioniz e a Carla foram as únicas representantes do nosso Grupo de Oração que está a acontecer na igreja de São João Baptista na segunda e quarta quarta-feira de cada mês.

Noutros anos, os famosos anos pré-covid, ia sempre um grande grupo de irmãos e irmãs da nossa paróquia. Este ano, porém, ficámo-nos por estas duas irmãs que, dada a sua excelência, representaram muito bem todos os outros que por uma e outra razão não puderam estar.

O tema desta assembleia era tirado da primeira carta de Pedro (1 Pe 4, 11): “Se alguém exerce um ministério, faça-o com a força que Deus lhe concede”.

Saiu na Agência ECCLESIA uma notícia e, nos canais da Canção Nova e no site da Comunidade Emanuel (https://www.comunidade-emanuel.pt ), continuam disponíveis os vídeos resultantes das transmissões em direto que eles fizeram nas redes sociais.

Esta assembleia contou ainda com a participação da Ana e Ernesto Santos, um casal da Comunidade Emanuel que frequenta a paróquia de São João Baptista e que no Domingo de manhã fizeram uma intervenção durante a qual apresentaram a Comunidade Emanuel.

Adoração eucarística recomeça em SJosé

Depois de um longo período de pausa, durante o período estival, São José retomou esta semana a adoração eucarística e que doravante acontecerá às quartas e quintas das 9h00 até às 23h00.

Em SJBaptista, onde se conseguiu manter, mesmo durante o mês de agosto, a adoração eucarística nos moldes em que já acontecia após o último desconfinamento, mantêm-se por agora a terça e a quinta-feira, das 8h00 até às 23h00.

Se viver em Coimbra ou aí se deslocar com facilidade e sentir o apelo do Senhor a integrar as escalas que nas nossas paróquias asseguram que possamos adorar o Senhor nestes horários, poderá fazê-lo contactando a Margarida Cerdeira de SJosé 910 662 582 ou a Isabel Pires de SJBaptista 918 596 440