Arquivo mensal Outubro 2021

Grupo de intercessão pelo Alpha – também online

Pôr um percurso Alpha a funcionar implica alguma logística que é em grande parte simplificada quando ele decorre na modalidade online: não há mesas para pôr, sala para decorar, louça para lavar, equipa de crianças e por vezes bébés, etc.

No entanto, para que o percurso possa dar frutos, há um aspeto que nunca poderá ser descurado, sob pena de o resultado não ser aquele que gostaríamos que fosse: a equipa de oração e intercessão.

Desde logo, assim que se marca a data do serão de apresentação, a equipa reúne-se regularmente para interceder por todos quantos estão a convidar e a ser convidados, pedindo ao Senhor que acompanhe e assista todo o processo com a sua Graça e o seu Espírito Santo.

Depois, em cada sessão, enquanto os convidados ouvem o tema do dia e depois se encontram em grupos de 6 a 12 pessoas para falarem acerca disso, há sempre um grupo de irmãos da equipa que permanece diante do Senhor, em adoração, mais uma vez a interceder por todos aqueles que estão a fazer o percurso.

No caso do percurso Alpha de SJBaptista, na passada semana estiveram o Senhor, a Ana Dioniz e a Ana Faustino: a elas, a nossa gratidão por este tão belo serviço que prestam à nossa comunidade paroquial.

Jornadas Mundiais da Juventude em movimento

Manda-nos divulgar a equipa de coordenação do COT Boa Nova, o Comité Organizador Territorial que será o rosto das Unidades Pastorais Água Viva (paróquias de Castelo Viegas, Ceira e Torres do Mondego) e da de São João Baptista e São José para a Jornada Mundial da Juventude 2023, e que está responsável por realizar a ligação com o Comité Organizador Diocesano de Coimbra – mandam-nos então divulgar que no dia 24 de outubro se vai realizar na Sé Nova uma celebração onde serão entregues os logos para cada COT.

Existe um COT em cada 2 Unidades Pastorais. Nós formamos um COT com a UP Água Viva e há muitos adultos e jovens de ambas as unidades envolvidos.

Esta celebração será presidida pelo D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da fundação JMJ Lisboa 2023, contando com a presença do nosso bispo D. Virgílio.

Convidam-se todos os jovens das paróquias a estarem presentes nesta celebração.

Esperamos que possam participar em grande número.

Caminhada pela Vida

Cumpre-se neste ano de 2021 a 10ª Caminhada pela Vida em Lisboa. No próximo dia 23 de outubro, serão 10 as cidades que em simultâneo vão caminhar pela defesa da Vida humana.

Coimbra é uma dessas 10 cidades e junta-se, pela primeira vez, a esta manifestação coletiva em prol da promoção da dignidade e respeito pela Vida em todas as suas fases, formas e fragilidades, desde o momento da conceção até à morte natural.

O ponto de encontro será pelas 14h30 no Largo da Portagem (com uma peça branca ou uma T-shirt da Caminhada vestida, se possível), de onde se parte em direção à Praça 8 de maio para finalizar o percurso em convívio e clima de festa. A Caminhada será curta e acessível para que todos (dos bebés aos seniores) possam participar. Precisamos de acentuar a nossa voz junto dos decisores políticos. Precisamos de combater a indiferença e marcar posição sobre o rumo que se está a delinear. Precisamos de dizer em alto e bom som “Sim à Vida, sempre!”.

Contamos convosco, com todas e todos, com cada uma e cada um.

Siga-nos nas redes

Desde há uns meses que temos uma Linktree na qual estão disponíveis muitos links (sites, redes sociais, formulários de inscrição, transmissões Youtube, folha paroquial, contactos, documentos diversos, etc) – visite-a e veja o que lhe interessa seguir.

Curso Bíblico – Percurso São Lucas

Depois de em 2018 termos feito um percurso bíblico de caráter mais geral com o Dr Isaías Hipólito e em 2019 termos dado início ao Percurso São Marcos (interrompido pela pandemia), em 2021/22 teremos, de novo a cargo do Pe Carlos Delgado, um novo percurso bíblico, desta vez centrado no Evangelho segundo São Lucas.

O percurso decorrerá à quarta feira à noite no Salão Paroquial de São José.

Inscrições: o link está na nossa LinkTree em https://linktr.ee/sjbaptista
24 Nov – Introdução: o autor e plano do Evangelho;
15 Dez – O Evangelho da infância;
05 Jan – Prelúdio da Missão;
19 Jan – Início da pregação na Galileia;
02 Fev – Caminho p/ Jerusalém;
16 Fev – Promessa do Reino;
09 Mar – Condições para entrar no Reino;
23 Mar – A Vida no Reino;
06 Abr – A realização salvífica em Jerusalém;
27 Abr – Atividade em Jerusalém;
11 Mai – Paixão e morte de Jesus;
25 Mai – Ressurreição e missão

Embora venhamos a gravar todas as sessões a pensar num ou outro irmão que ocasionalmente, por motivos de força maior, não possa estar presente, o percurso decorrerá na modalidade presencial: sempre às 21h30 no Salão de São José.

Apresentando o Plano Pastoral a toda a Unidade Pastoral

No sábado, dia 9, esteve reunido o Conselho Pastoral da UP com os Conselhos Económicos e responsáveis de vários grupos onde se apresentou a Visão da UP e o Plano Pastoral. Ficou claro que, se quisermos que o plano tenha impacto nas paróquias, é fundamental que a comunidade toda o conheça, se aproprie dele, e se entusiasme com o que pode acontecer se o pusermos em prática. Por outro lado, quando a comunidade começa a ver coisas novas a acontecer, dá-se conta de que algo se passa e também deseja colaborar com entusiasmo para que a Igreja responda melhor ao que Deus espera dela nos tempos atuais.

Na semana passada dissemos já que o Plano está construído sobre os cinco essenciais da vida cristã. E lembrámos quais eram:

-A oração e os sacramentos que nos permitem viver em união com Deus crescendo na alegria e na esperança;
-A vida fraterna, que nos leva a juntarmo-nos à família de Deus e a tecer com ela laços de comunhão e de amor fraterno;
-A formação do discípulo, que nos transforma e nos torna adultos na fé;
-O serviço, que permite exercer os nossos dons e os nossos talentos ao serviço dos outros;
-A evangelização, que consiste no anúncio do amor de Deus àqueles com quem nos cruzamos no dia a dia.

Quer isto dizer que, vivendo cada um destes aspetos essenciais para o crescimento de um discípulo ou de uma comunidade de discípulos, tanto cada um particularmente como a comunidade só pode crescer e frutificar.
Para entendermos bem cada um vamos explicá-los durante o ano, à razão de um essencial por mês, terminando em cada mês com um símbolo que permanecerá na igreja.
A ordem que usamos é mais ou menos arbitrária. Mas, como estamos no Dia Mundial das Missões, começamos por aquele essencial que na ordem que expus em cima vem em último lugar.

1º Essencial da vida cristã: A Evangelização
Evangelizar constitui a missão essencial da Igreja (…) a sua graça e vocação própria, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (nº 14 da Evangelli Nuntiandi de Paulo VI)


A Igreja evangeliza em primeiro lugar porque o Senhor Jesus a mandou, ou melhor, nos mandou a todos, quando disse antes de partir para o céu: «Ide por todo o mundo, fazei discípulos de todos os povos, batizai-os e ensinai-os a cumprir tudo quanto vos mandei.» Uma outra razão é-nos recordada pelo Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Missões que hoje celebramos e que é o tema da semana: «Não podemos deixar de anunciar o que vimos e ouvimos». Isto é, quem já conheceu o Senhor e fez a experiência do seu amor, sabendo que “Ele enche o coração e a vida de todos os que se deixam encontrar por Ele”, seria capaz de não falar dele aos outros? Seria como ver alguém que tivesse conhecido uma fonte num oásis do deserto e não indicasse o caminho dessa fonte a quem encontra a morrer de sede pelo caminho.

Mas, se evangelizar fosse fácil, todos os cristãos seriam evangelizadores e não seria preciso estarmos sempre a lembrar esta nossa missão de cristãos.

Temos de confessar que, mesmo para aqueles que têm uma grande experiência de amizade com o Senhor e que sabem que conhecê-lo, ou não o conhecer, não é a mesma coisa, e faz toda a diferença na vida de alguém, mesmo para esses, a evangelização tem de ser uma decisão forte levada pela obediência à Palavra de Deus e ao desejo de que muitos conheçam a alegria que é o encontro com Cristo.

Quais os obstáculos que sentimos à evangelização?

1º Não fomos formados nisso. Não fez parte, durante muito tempo, da nossa cultura católica o falar de Deus aos outros e comunicá-lo. Isso era para uma elite a que chamávamos «os missionários» que iam para povos distantes levar o Evangelho aos pagãos. Nós sentíamo-nos em território não necessitado de evangelização.

2º O confundirmos evangelização com proselitismo. Evangelizar é um ato de amor que consiste em partilhar àqueles com quem me cruzo uma Boa Notícia que me deu alegria, como fazem os pais quando lhes nasce um filho. Neste caso, a Boa Notícia é Jesus Cristo que o evangelizador encontrou. Trata-se sempre de uma proposta e nunca de uma imposição.

3º: Na nossa cultura laicista, a questão de Deus passou para a esfera íntima, para a opção interior de cada um e, por isso, causa um certo desconforto a alguns crentes que gostariam de transmitir a sua fé a outros e entrar nesse domínio. No entanto, quando ultrapassamos esse desconforto e convidamos alguém para, por exemplo, fazer um percurso Alpha e encontrar-se com Cristo, as pessoas agradecem muito ter-lhes feito o convite. A pessoa permanece sempre livre de aceitar ou rejeitar.

4º Alguns dizem: “Para quê evangelizar?” O melhor cristão não será aquele que vive a sua fé, no seu íntimo, que reza, que faz o bem, sem andar a perturbar ninguém? A pergunta que podemos colocar a quem diz isto é a seguinte: Mas como é que essa pessoa que vive a fé no seu íntimo a obteve?

Alguém certamente lhe falou de Deus, pois se isso não tivesse acontecido, ela não teria fé. Sempre que há um crente é porque alguém, uma ou geralmente muitas pessoas, não se calaram, pois se acontecesse um dia nós deixarmos de evangelizar acabaria a fé no mundo, pois a fé nasce da escuta da Palavra de Deus que nos vem através de outros que a escutaram.

Por isso, por amor das pessoas, e por obediência ao mandato do Senhor, devemos vencer as nossas resistências interiores e trabalharmos na Missão de fazer discípulos e ensiná-los a cumprir o que o Senhor nos mandou.

Pe Jorge Santos

 

5-São José, pai com coragem

CONFIAR – Deus consegue sempre salvar aquilo que conta, desde que usemos a mesma coragem criativa do carpinteiro de Nazaré, o qual sabe transformar um problema numa oportunidade.

O Céu intervém, confiando na coragem criativa deste homem. (José antepõe) sempre a sua confiança na Providência.

Se, em determinadas situações, parece que Deus não nos ajuda, isso não significa que nos tenha abandonado, mas que confia em nós com aquilo que podemos projetar, inventar, encontrar.

CUIDAR – No fim de cada acontecimento que tem José como protagonista, o Evangelho observa que ele se levanta, toma consigo o Menino e sua mãe e faz o que Deus lhe ordenou.

Jesus e Maria, Sua mãe, são o tesouro mais precioso da nossa fé.

De José, devemos aprender o mesmo cuidado e responsabilidade: amar o Menino e sua mãe; amar os Sacramentos e a caridade; amar a Igreja e os pobres. Cada uma destas realidades é sempre o Menino e Sua mãe.

Oração: São José, oh! meu terno pai, ponho-me para sempre sob a vossa proteção; considerai-me como vosso filho e preservai-me de todo o pecado. Não desprezeis as minhas súplicas, pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos de acolhê-las piedosamente.

Parabéns, Sr. D. Manuel Pelino

O bispo emérito de Santarém, D. Manuel Pelino, presença assídua na igreja de São José à segunda-feira na missa das 19h00, celebrou na passada quinta-feira, dia 7 de outubro, a elegante e confortável idade de 80 anos.

Há dois anos, em 2019, o dia do seu aniversário calhou à segunda-feira e podemos-lhe preparar uma pequena e singela surpresa. Este ano não foi assim: esteve em Santarém, onde foi homenageado pela diocese que serviu durante tantos anos.

De coração agradecido, em nome de toda a nossa comunidade paroquial, não podemos deixar de lhe dar aqui uma palavrinha: não lhe desejamos outros tantos, mas desejamos-lhe todos as maiores felicidades e pedimos ao Senhor que o continue a abençoar e a guardar na Sua paz.

4-São José, pai no acolhimento

José acolhe Maria, sem colocar condições prévias. Confia nas palavras do anjo. «Na sua dúvida sobre o melhor a fazer, Deus ajudou-o a escolher iluminando o seu discernimento».

Na nossa vida, muitas vezes sucedem coisas cujo significado não entendemos. E a nossa primeira reação, frequentemente, é de desilusão e revolta.

Se não nos reconciliarmos com a nossa história, não conseguiremos dar nem mais um passo, porque ficaremos sempre reféns das nossas expectativas e consequentes desilusões.
Só o Senhor nos pode dar força para acolher a vida como ela é, aceitando até mesmo as suas contradições, imprevistos e desilusões.

Um pai – Revejo-me na figura paternal de São José, na medida em que ele representa os valores e a postura em que me configuro enquanto Pai, que ama os seus filhos de forma incondicional, apesar dos seus defeitos.

Outro pai – identifico-me porque ele sempre transmitiu ao seu filho Jesus o sentido de vida em comunidade e o amor pelos outros, valores que tento transmitir também aos meus filhos, fazendo-os compreender que também Deus amou incondicionalmente o seu Filho, e este lhe foi obediente concretizando aquela que era a vontade do Pai, que nos acolhe a todos no seu infinito amor.

Oração: São José, oh! meu terno pai, ponho-me para sempre sob a vossa proteção; considerai-me como vosso filho e preservai-me de todo o pecado. Não desprezeis as minhas súplicas, pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos de acolhê-las piedosamente.

Folha Paroquial nº 190 *ANO B* 17.10.2021 — DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM

Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós esperamos, Senhor.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Mc 10, 35-45 )
Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?». Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser baptizado?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser batizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas, e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

APRESENTANDO O PLANO PASTORAL
A TODA A UNIDADE PASTORAL

No sábado, dia 9, esteve reunido o Conselho Pastoral da UP com os Conselhos Económicos e responsáveis de vários grupos onde se apresentou a Visão da UP e o Plano Pastoral. Ficou claro que, se quisermos que o plano tenha impacto nas paróquias, é fundamental que a comunidade toda o conheça, se aproprie dele, e se entusiasme com o que pode acontecer se o pusermos em prática. Por outro lado, quando a comunidade começa a ver coisas novas a acontecer, dá-se conta de que algo se passa e também deseja colaborar com entusiasmo para que a Igreja responda melhor ao que Deus espera dela nos tempos atuais.

Na semana passada dissemos já que o Plano está construído sobre os cinco essenciais da vida cristã. E lembrámos quais eram:

A oração e os sacramentos que nos permitem viver em união com Deus crescendo na alegria e na esperança;

A vida fraterna, que nos leva a juntarmo-nos à família de Deus e a tecer com ela laços de comunhão e de amor fraterno;

A formação do discípulo, que nos transforma e nos torna adultos na fé;

O serviço, que permite exercer os nossos dons e os nossos talentos ao serviço dos outros;

A evangelização, que consiste no anúncio do amor de Deus àqueles com quem nos cruzamos no dia a dia.

Quer isto dizer que, vivendo cada um destes aspetos essenciais para o crescimento de um discípulo ou de uma comunidade de discípulos, tanto cada um particularmente como a comunidade só pode crescer e frutificar.

Para entendermos bem cada um vamos explicá-los durante o ano, à razão de um essencial por mês, terminando em cada mês com um símbolo que permanecerá na igreja.

A ordem que usamos é mais ou menos arbitrária. Mas, como estamos no Dia Mundial das Missões, começamos por aquele essencial que na ordem que expus em cima vem em último lugar.

1º Essencial da vida cristã: A Evangelização
Evangelizar constitui a missão essencial da Igreja (…) a sua graça e vocação própria, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (nº 14 da Evangelli Nuntiandi de Paulo VI)

A Igreja evangeliza em primeiro lugar porque o Senhor Jesus a mandou, ou melhor, nos mandou a todos, quando disse antes de partir para o céu: «Ide por todo o mundo, fazei discípulos de todos os povos, batizai-os e ensinai-os a cumprir tudo quanto vos mandei.» Uma outra razão é-nos recordada pelo Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Missões que hoje celebramos e que é o tema da semana: «Não podemos deixar de anunciar o que vimos e ouvimos». Isto é, quem já conheceu o Senhor e fez a experiência do seu amor, sabendo que “Ele enche o coração e a vida de todos os que se deixam encontrar por Ele”, seria capaz de não falar dele aos outros? Seria como ver alguém que tivesse conhecido uma fonte num oásis do deserto e não indicasse o caminho dessa fonte a quem encontra a morrer de sede pelo caminho.

Mas, se evangelizar fosse fácil, todos os cristãos seriam evangelizadores e não seria preciso estarmos sempre a lembrar esta nossa missão de cristãos.

Temos de confessar que, mesmo para aqueles que têm uma grande experiência de amizade com o Senhor e que sabem que conhecê-lo, ou não o conhecer, não é a mesma coisa, e faz toda a diferença na vida de alguém, mesmo para esses, a evangelização tem de ser uma decisão forte levada pela obediência à Palavra de Deus e ao desejo de que muitos conheçam a alegria que é o encontro com Cristo.

Quais os obstáculos que sentimos à evangelização?

1º Não fomos formados nisso. Não fez parte, durante muito tempo, da nossa cultura católica o falar de Deus aos outros e comunicá-lo. Isso era para uma elite a que chamávamos «os missionários» que iam para povos distantes levar o Evangelho aos pagãos. Nós sentíamo-nos em território não necessitado de evangelização.

2º O confundirmos evangelização com proselitismo. Evangelizar é um ato de amor que consiste em partilhar àqueles com quem me cruzo uma Boa Notícia que me deu alegria, como fazem os pais quando lhes nasce um filho. Neste caso, a Boa Notícia é Jesus Cristo que o evangelizador encontrou. Trata-se sempre de uma proposta e nunca de uma imposição.

3º: Na nossa cultura laicista, a questão de Deus passou para a esfera íntima, para a opção interior de cada um e, por isso, causa um certo desconforto a alguns crentes que gostariam de transmitir a sua fé a outros e entrar nesse domínio. No entanto, quando ultrapassamos esse desconforto e convidamos alguém para, por exemplo, fazer um percurso Alpha e encontrar-se com Cristo, as pessoas agradecem muito ter-lhes feito o convite. A pessoa permanece sempre livre de aceitar ou rejeitar.

4º Alguns dizem: “Para quê evangelizar?” O melhor cristão não será aquele que vive a sua fé, no seu íntimo, que reza, que faz o bem, sem andar a perturbar ninguém? A pergunta que podemos colocar a quem diz isto é a seguinte: Mas como é que essa pessoa que vive a fé no seu íntimo a obteve? Alguém certamente lhe falou de Deus, pois se isso não tivesse acontecido, ela não teria fé. Sempre que há um crente é porque alguém, uma ou geralmente muitas pessoas, não se calaram, pois se acontecesse um dia nós deixarmos de evangelizar acabaria a fé no mundo, pois a fé nasce da escuta da Palavra de Deus que nos vem através de outros que a escutaram.

Por isso, por amor das pessoas, e por obediência ao mandato do Senhor, devemos vencer as nossas resistências interiores e trabalharmos na Missão de fazer discípulos e ensiná-los a cumprir o que o Senhor nos mandou.

No Dia Mundial das Missões, é importante repetir o que diz o Papa Francisco, que «eu sou uma missão nesta terra e por isso estou neste mundo» (Eg273)

Continuaremos no próximo Domingo.