Arquivo da categoria Células Paroquiais de Evangelização

Folha Paroquial nº 134 *Ano III* 19.07.2020 — DOMINGO XVI DO TEMPO COMUM

Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mt 13, 24-43)
Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’. Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’. ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’». Jesus disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. E os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».”

REFLEXÃO

DEPOIS DE CRESCER, É A MAIOR DE TODAS AS PLANTAS

No Evangelho de hoje, Jesus apresenta-nos três parábolas sobre o Reino de Deus. São parábolas sobre o crescimento. Primeiro a semente de mostarda é lançada à terra, e nasce a planta: depois, é chamada a crescer. Lembram-se ainda os da paróquia de S. José, como começa o enunciado da visão da paróquia? Nascemos do encontro pessoal com Cristo, crescemos na comunhão com Deus e com os irmãos. Crescemos enquanto nos formamos como discípulos, crescemos quando evangelizamos com ousadia e crescemos quando servimos com amor. Concentro-me na parábola da semente de mostarda: «Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, torna-se a maior das plantas da horta». O que chama a atenção é a capacidade de crescimento que uma semente tão pequenina leva consigo. No nosso orgulho, temos alguma dificuldade em conviver com a pequenez, com a humildade. Mesmo na Igreja, gostamos mais de coisas grandiosas, triunfais, imponentes, que chamem a atenção, do que da pequenez cheia daquela força escondida do testemunho humilde no quotidiano, semeando bondade e humanidade. Nalguns círculos, ainda se tem saudade dos tempos gloriosos em que a Igreja tinha poder e era a maior força da sociedade, impondo a sua visão a todos. Hoje somos chamados a viver, com humildade, no meio da sociedade e a partilhar a nossa visão do mundo com outras visões e, se queremos que a nossa visão seja convincente, teremos de o mostrar pelo testemunho de coerência com aquilo que dizemos.

A parábola do fermento que uma mulher deitou em três medidas de farinha lembra-nos também a pequenez do fermento em relação à grande quantidade de farinha onde ele é colocado. No entanto, sendo tão pequeno, o fermento tem uma tal vitalidade e força, que consegue levedar e fazer crescer a massa toda. Jesus nunca nos convidou a ser massa, mas a sermos fermento. No entanto, se formos fermento, o crescimento acontece porque leva consigo a levedura que faz crescer. E a levedura é a graça do Senhor, o dom do seu Espírito em nós. A nossa relação pessoal com o Senhor, isto é, a nossa vida de fé e de caridade, é chamada a crescer e não a estagnar, mas também a vida da Igreja e de cada paróquia ou grupo eclesial a que pertencemos deve crescer. Quando falo em crescimento refiro-me primeiramente ao crescimento interior, qualitativo, na vida da graça, na santidade.

A vida cristã quando é coerente e séria, atrai.

Os Atos dos Apóstolos mostram-nos como a comunidade cristã era uma semente de mostarda com uma força de crescimento extraordinária. Acerca da forma como viviam afirma-se: “Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, o temor dominava todos os espíritos. Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um. Como se tivessem uma só alma, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava, todos os dias, o número dos que tinham entrado no caminho da salvação.”

Convém repetir aquilo a que podemos chamar as 5 vitaminas essenciais para o crescimento de um cristão, de um grupo ou de uma comunidade, e que estão bem patentes neste texto dos Atos dos Apóstolos.

Se as nossas paróquias viverem estes dinamismos, a que chamamos os 5 essenciais, e sobre os quais está plasmada a visão da paróquia de S. João Baptista e, indiretamente, a de S. José, só podemos crescer.

Lembro essas 5 vitaminas essenciais para o crescimento:

1º Adoração, isto é, união a Deus pela oração e os sacramentos. “Os irmãos eram assíduos à oração e à fração do pão. Ninguém cresce na fé se não for alimentado por esta água viva que nos vem do encontro com o Senhor na Eucaristia, na oração pessoal e comunitária, e na meditação da sua palavra.

2º Vida fraterna: Deus quis salvar-nos, não individualmente, mas em povo que o ame e o sirva. Ninguém cresce isolado dos outros, mas construindo com os outros comunhão eclesial, vivendo o mandamento novo, como Jesus nos ensinou. «Os irmãos erram assíduos à comunhão fraterna(…) Todos os crentes viviam unidos (…) Como se tivessem uma só alma (…) partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração.»

Alguém que venha só à missa ao Domingo mas que não tenha relação nenhuma com uma comunidade, não cresce na fé nem na caridade pois, para amar, tem de ter irmãos para amar.

3º Enraizamento em Cristo: precisamos de nos irmos convertendo mais à vontade de Deus, obedecendo à sua Palavra e tornando-nos verdadeiros discípulos dele. Este processo de crescimento na fé, ou discipulado, vai-se operando pela ação do Espírito Santo e pela nossa colaboração e adesão quando aceitamos formar melhor a nossa fé para sabermos a graça a que somos chamados. Habitualmente, é caminhando fielmente num pequeno grupo com quem vamos partilhando a vida de fé, rezando, escutando a palavra de Deus e o testemunho dos outros que vamos crescendo e enraizando-nos no Senhor. “Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos”.

4º Serviço no amor: nós crescemos, identificando-nos com o Senhor, servindo os outros e a comunidade. Há muitos cristãos que não querem nem pequenos nem grandes compromissos. Vivem só para si. Mas o serviço aos outros na comunidade enriquece-nos muito e dá vida à comunidade. Além de nos santificar, pois nos identifica com aquele que «não veio para ser servido mas para servir e dar a vida.» Quanto as nossas paróquias podiam ser mais belas e atrativas se todos pusessem os seus dons a render nalgum serviço na comunidade! Esse serviço passa também pela partilha de dinheiro e bens materiais para a missão da Igreja como nos fala o texto dos Atos: “Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um.”

Este serviço pode e deve ser também social, político, no empenhamento em causas de transformação do mundo, como é o caso do voluntariado numa causa pela defesa do ambiente.

5º Evangelização: Já falei neste aspeto essencial da nossa fé na semana passada.

Não é facultativa para o cristão, a evangelização. Paulo dizia: «Ai de mim se não evangelizar.» Deus confiou-nos a missão da Igreja inteira. E foi a cada um de nós que Ele disse: «Sede minhas testemunhas». “Como o Pai me enviou também eu vos envio a vós”. «Ide e anunciai o evangelho. Recebestes de graça, dai de graça.»

Para muitos, evangelizar não se trata de deixar a casa e a família para partir. Todos percebemos isso. Por exemplo, um casal que tenha filhos, faz já um bom trabalho de evangelização se educa os seus filhos na fé, criando em sua casa uma autêntica igreja doméstica, onde se louva a Deus, se anuncia o evangelho e se pratica a caridade. Um cristão que se encontra muitas vezes com pessoas amigas que não são crentes, não deve preocupar-se por, na melhor oportunidade, partilhar com eles a sua fé e convidá-los a conhecer o Senhor propondo-lhes um caminho de fé como o Alpha ou outro? O texto dos Atos mostra como aquela forma de viver dos primeiros cristãos era tão bela, tão evangelizadora, que fazia crescer a comunidade pela atração.

Estas cinco vitaminas formam um sistema, isto é, estão interligadas entre si e precisam todas de funcionar bem para que o corpo esteja são e cresça.

Por isso todos os movimentos, grupos, comunidades cristãs que se esforçam por viver estes 5 aspetos, só podem crescer qualitativamente e depois também crescerão quantitativamente. Não é uma ilusão pensar que a paróquia de S. João Baptista e S. José podem crescer em muito maior número. Mas para isso acontecer temos de nos desfocar do número, para nos focarmos na beleza da nossa vida com o Senhor e da nossa vida fraterna na paróquia. Não massa, mas fermento.”

Célula do Grupo de Jovens de SJBaptista

Na passada 6ª feira à noite foi dia de célula! Foi o momento ideal para os jovens que desde o ano passado integram uma célula só de jovens poderem estar focados em Deus. Na célula agradecemos, partilhamos as nossas semanas, lemos um ensinamento, falamos sobre ele e rezamos uns pelos outros. No final comemos uns biscoitos. ❤️

Somos um pequeno grão de mostarda.

Rezem por nós

Formação Células Paroquiais de Evangelização

Na passada sexta-feira à noite estiveram reunidos numa das salas de catequese no Coro Alto da igreja de SJosé alguns membros das Células Paroquiais de Evangelização de SJBaptista, SJosé e Santa Clara.

Este foi o terceiro de 3 encontros de formação que se iniciaram em meados de janeiro e que procuraram explorar alguns tópicos que constam do Manual de Formação de Líderes das Células Paroquiais de Evangelização.

Formação para Células Paroquiais de Evangelização

Na passada sexta-feira, ao serão, dando continuidade ao que tinha sido iniciado no sábado anterior no Coro Alto da Paróquia de SJosé, estiveram reunidos numa das salas de catequese de SJBaptista membros das Células Paroquiais de Evangelização de SJBaptista, SJosé e Santa Clara, entre outros.

A Francisca Eiriz e o Rui Alexandre, que a convite do Pe Jorge Santos assumiram a gestão do secretariado que em Portugal se ocupa da divulgação e fomento destes grupos paroquiais, partindo do Manual de Formação de Líderes das Células Paroquiais de Evangelização, fizeram uma exposição sobre os momentos da partilha e da explicação do tema enviado pelo pároco em cada semana aos membros das células.

Entretanto a próxima e última sessão prevista deste percurso de formação, destinada a todos os que fazem parte de Células Paroquiais de Evangelização em S. João Batista, S. José ou Santa Clara, ou para quem quer saber mais sobre esta iniciativa da Nova Evangelização, está agendada para o próximo dia 21 de fevereiro às 21h em SJBaptista.

Grupo de Adolescentes Say Yes

No passado sábado dia 18 foi o nosso segundo encontro da terceira etapa do projeto Say Yes!

Continuamos entusiasmados e muito felizes com o interesse e simpatia dos nossos participantes.

É reconfortante contribuir para o seu crescimento na fé! O caminho para as Jornadas Mundiais da Juventude 2022 começa hoje! Rezem por nós #JMJ2022 #JMJ #lisboa2022 #lisbon2022 #lisbon22 #sayyes

Formação para Células Paroquiais de Evangelização

No passado sábado, durante a tarde, estiveram reunidos numa das salas de catequese no Coro Alto da igreja de SJosé membros das Células Paroquiais de Evangelização de SJBaptista, SJosé e Santa Clara.

Infelizmente não nos chegaram, pelo menos atempadamente, grandes ecos nos quais nos pudéssemos apoiar para a redação deste artigo que desejávamos que se debruçasse sobre aquilo que lá foi tratado.

Sabemos apenas, pelas palavras do Pe Jorge na eucaristia de Domingo de manhã em SJBaptista que foi muito bom. Já não é mau.

Tratava-se num entanto de uma formação sobre a qual recaiam algumas expetativas: as Células Paroquiais de Evangelização são, não nos cansaremos de o repetir, nas paróquias que compõem a nossa Unidade Pastoral, a principal e prioritária opção de inclusão de todos os irmãos num pequeno grupo onde possam crescer na fé. Se o Alpha é o primeiro anúncio, correspondendo-lhe por isso a primeira letra do alfabeto, as células são o crescimento integral naquilo que na nossa gíria chamamos os 5 essenciais ou vitaminas: oração, amor fraterno, o enraizamento em Cristo através da formação, o serviço e a evangelização. Não que estes 5 essenciais só sejam alcançáveis nas células, mas estão lá presentes.

A sessão de uma célula inicia-se com um tempo de louvor durante o qual se cantam alguns cânticos de louvor intercalados com orações espontâneas, também elas de louvor, e se pode terminar com um cântico ou invocação do Espírito Santo. Lê-se uma passagem da escritura e medita-se a partir de um ensinamento ou reflexão previamente enviada pelo pároco aos líderes de cada célula. Há um tempo de partilha, da palavra vivida e da vida rezada. Antes de uma oração final do Pai Nosso que deverá ser rezado voltados para o exterior, para a rua (são células de evangelização e todos deverão empenhar-se no anúncio da Boa Nova do Evangelho), há ainda um tempo de intercessão em que cada um pode e deve pedir a oração dos seus irmãos de célula pelas intenções que melhor lhe aprouverem: por si, pelos seus, por alguém conhecido que esteja a passar por uma provação especialmente dura, etc.
Formação Células – continuação

Para além da formação que já decorreu no passado sábado, este percurso continuará no serão da próxima sexta, dia 24, às 21h30, numa das salas de SJBaptista. Todos são bem-vindos, mesmo que venham de outras paróquias.

 

Formação para Células Paroquiais de Evangelização

18 Jan às 14h30 para os que fazem parte de Células em SJBatista, SJosé ou Santa Clara, ou se quer saber mais sobre esta iniciativa da Nova Evangelização. Será na casa Paroquial (em baixo).

Inscreva-se na secretaria ou por telefone.

SJBaptista termina percurso Alpha

Na passada sexta-feira à noite o Pe Jorge Santos esteve em SJBaptista para jantar e para falar da Igreja, o último tema de uma série de 10 do percurso Alpha, para além daqueles que são próprios do fim de semana.

Segundo a equipa que acompanhou este percurso, há agora 25 pessoas que frequentarão 2 jantares complementares ao percurso e aos quais chamamos de pós-Alpha.

Nestes serões serão apresentadas as Células Paroquiais de Evangelização como forma privilegiada na paróquia de crescimento e maturação na fé.

Retiro de Advento

No passado sábado os irmãos da nossa Unidade Pastoral, em especial os membros das Células Paroquiais de Evangelização, foram convidados para um dia de recoleção com o Pe Marcelino Paulo de Braga.

Terminámos a manhã com um longo tempo de adoração e, depois de termos rezado Laudes no início da manhã, os presentes foram interpelados pelo pregador a encarar o advento como um tempo de desejo. Embora tendamos a encarar o Natal como memorial de um evento passado há cerca de dois milénios, a liturgia encara este acontecimento como presente e, sobretudo, futuro: o dia de Natal como o dia do encontro com Deus, o dia em que finalmente iremos ver Deus face a face, abraçá-Lo ou deixarmo-nos abraçar por Ele. De tal modo que os primeiros cristãos encaravam o momento da morte como o seu Natal, o seu dia de Natal.

Sendo o advento um tempo de desejo e de fomento do desejo, e acertando que a principal missão do Cristão é a de manter viva a chama do desejo, fomos convidados a encarar este momento litúrgico como um tempo de espera e de vigia, de desejo daquele que pressentimos, mas que ainda não podemos tocar, Deus encarnado.

Grupo de peregrinos foi a Roma e foi recebido pelo Papa Francisco com as Células Paroquiais de Evangelização

2 grupos da nossa Unidade Pastoral estiveram em Roma para se encontrarem com o Papa Francisco que na passada segunda-feira de manhã, dia 18, recebeu as Células Paroquiais de Evangelização onde muitos irmãos das nossas paróquias caminham.

O primeiro grupo saiu na madrugada de sexta com o Pe Jorge Santos e o segundo, que saiu na madrugada de sábado, viria a contar com o acompanhamento do Pe Pedro Santos que lá está a estudar.

Claro que aproveitaram para visitar Roma e o Vaticano e, pelo que fomos acompanhando pelas redes sociais, gostaram bastante e muitos garantem que querem voltar em breve. No entanto, a verdade é que o que motivava a maioria era o encontro com o Papa na manhã de segunda, durante a sua segunda receção das Células às quais muitos pertencem.

“Quando o encontro é fruto do amor cristão, muda a vida porque chega ao coração das pessoas e toca-as profundamente. Que o vosso anúncio possa tornar-se num testemunho de misericórdia, que deixe evidente que toda a atenção dada a um dos pequeninos é dada ao próprio Jesus que neles se identifica”, disse o Papa ao encontrar-se na Sala Paulo VI com cerca de 6 mil membros das Células Paroquiais de Evangelização.

Agora – disse o Pontífice no início de seu discurso – padre Piergiorgio Perini, presidente deste organismo internacional, “pode admirar alguns frutos que o Senhor lhe concedeu com sua graça”, pela “incansável obra de evangelização”. O Papa congratulou-se pelos seus 65 anos de sacerdócio e pelos 90 anos de vida: “Pedi a ele a receita: o que fazer para ser assim?”, disse.

Quando se encontra o Senhor e se é conquistado por seu Evangelho – reiterou o Papa Francisco – não se pode fugir ao seu apelo a “produzir frutos e que vosso fruto permaneça”. “Certo – observou – Jesus não disse aos discípulos que veriam os frutos de seu trabalho”, apenas assegurou que “os frutos permaneceriam”, “uma promessa que vale também para nós: “É humano pensar que, depois de tanto trabalho, também se deseje ver o fruto do nosso compromisso; no entanto, o Evangelho leva-nos para outra direção”.

De fato, aos seus discípulos, Jesus falou da exigência da radicalidade em segui-lo, como escrito em São Lucas: “Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”. Mas “se nosso esforço em anunciar o Evangelho é total e nos encontra sempre prontos, então a perspetiva muda”: “Tantas vezes tocamos com a mão quão grande e infinito é o amor de Deus por nós! Se formos fiéis e vigilantes, Ele nos concede de ver também os frutos do nosso trabalho.”

E é justamente neste contexto que está inscrita a história das “Células Paroquiais de Evangelização”, presentes em tantas partes do mundo, recordou o Papa, que exorta:
“Nunca se cansem de seguir os caminhos que o Espírito do Senhor Ressuscitado coloca diante de vós. Que nenhum medo do novo vos detenha e nem diminuam vosso passo as inevitáveis dificuldades no caminho da evangelização. Quando se é um discípulo missionário, nunca pode faltar o entusiasmo!”

“Que no cansaço vos sustente a oração dirigida ao Espírito Santo que é o Consolador; na fraqueza, sintam a força da comunidade que nunca permite que fiquem abandonados à própria sorte. ”
O Santo Padre recordou, por outro lado, que as tantas iniciativas em nossas paróquias, muitas vezes “não incidem em profundidade na vida das pessoas”. Também neste sentido, a missão confiada às Células Paroquiais de “reavivar a vida das nossas comunidades paroquiais”.

Infelizmente, por diversas razões, “muitos se afastam das nossas paróquias”, o que torna urgente que “recuperemos a exigência do encontro para alcançar as pessoas onde vivem e atuam”: “Se encontramos Cristo em nossas vidas, então não podemos simplesmente guardá-lo somente para nós. É crucial que compartilhemos essa experiência também com os outros; esse é o caminho principal da evangelização.”

“Não se esqueçam, disse o Papa, cada vez que encontrarem alguém, joga-se uma história verdadeira que pode mudar a vida de uma pessoa. E isto não é fazer proselitismo, é dar testemunho”, recordando que foi assim quando Jesus viu Pedro, André, Tiago e João na beira do lago, “fixou o olhar sobre eles e transformou suas vidas”: “O mesmo se repete também em nossos dias. Quando o encontro é fruto do amor cristão, muda a vida porque chega ao coração das pessoas e as toca profundamente. Que vosso anúncio possa tornar-se um testemunho de misericórdia, que deixe evidente que toda a atenção dada a um dos pequeninos é dada ao próprio Jesus que neles se identifica”.

Texto adaptado do site do Vaticano