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Visita da paróquia de Monserate a SJBaptista

No passado sábado, dia 25 de setembro, recebemos em SJBaptista uma delegação da Paróquia de Monserrate, de Viana do Castelo, que nos quiseram visitar para saber mais das Células e do Percurso Alpha.

É já uma paróquia animada e entusiasmada com a dinâmica da catequese familiar, que em SJBaptista se vem já praticando desde o seu surgimento, em 2009, e em SJosé paulatinamente desde há 3 anos a esta parte.

Sabendo o seu pároco, o Pe Vasco Gonçalves, que as nossas paróquias para além da catequese familiar apostam também estruturalmente em frequentes e sucessivos percursos Alpha e nas Células Paroquiais de Evangelização, entendeu por bem reunir uma delegação de elementos da sua paróquia – uma religiosa e alguns leigos – e rumar até Coimbra para ouvir in loco o testemunho de irmãos que em SJBaptista lideram o Alpha e as Células Paroquiais de Evangelização.

Foi uma troca de experiências que terá sido muito frutífera e mutuamente enriquecedora, pelo que não é descabido que se repita e incentive no futuro. Recordamos que ainda há uns 5 anos foi uma delegação da nossa paróquia de SJBaptista até Leiria para ouvir o testemunho de uma equipa que tinha liderado a construção de uma igreja e salão paroquial numa localidade da periferia daquela cidade – e foi na sequência dessa “visita de estudo” que surgiram muitas iniciativas que nos têm permitido vir a angariar fundos de forma sustentável para a eminente construção do tão almejado centro pastoral.

Células paroquiais de evangelização

Recordamos ainda esta vez que está a decorrer um Fórum das células paroquiais de evangelização a partir da nossa Unidade pastoral para todo o país: estiveram inscritas 170 pessoas. Se alguém ainda quiser ter acesso às sessões gravadas, pode pedir o acesso ao link do vídeo. “Crescer e renovar paróquias” – As sessões online, pelas 21h30, foram as que estão no nosso site.

Todas são abertas à comunidade, apenas sendo necessário registo ( https://forms.gle/BxAeGmZw5tsrqgiF6 ) para receberem o link.

Células Paroquiais de Evangelização dinamizam seminário online

“Crescer e renovar paróquias” – nas próximas duas semanas, a Unidade Pastoral de São João Baptista e São José, onde nasceram as Células Paroquiais de Evangelização em Portugal, vão promover um ciclo de sessões online para dar a conhecer a todo o país – leigos e párocos – como estes pequenos grupos enraizados nas paróquias transformam vidas e comunidades.

As sessões online, pelas 21h30, serão as que estão na imagem acima.
Todas são abertas à comunidade, apenas sendo necessário registo (https://forms.gle/BxAeGmZw5tsrqgiF6 ) para receberem o link.

As sessões serão as seguintes (as que já aconteceram ficaram gravadas e pode ser solicitado o acesso às mesmas):
14 Junho (seg) – O Espírito Santo que nos move – sessão introdutória com o Pde. Nuno Santos
15 Junho (ter) – O Mandato Missionário (oikos e rede)
17 Junho (qui) – O processo de evangelização: a importância da oração e do serviço
22 Junho (ter) – A vida em Célula: como vive e quais os objetivos das CPE
24 Junho (qui) – O convite e a integração na paróquia

“Não tenham medo da novidade”

Era este o mote do Seminário Internacional das Células Paroquiais de Evangelização, tirado de um dos muitos discursos inspirados do nosso muito querido papa Francisco.

Desde quinta feira, dia 27 de março, que 25 irmãos das nossas paróquias, todos eles integrados em Células Paroquiais de Evangelização, estiveram assim como que com o nariz colado ao ecrã do computador.

Numa coisa são todos unânimes: foi muito bom e inspirador. As nossas paróquias haverão, se Deus quiser, beneficiar em muito com a nossa participação neste seminário. Pois então que assim seja: temos uma cidade inteira a quem anunciar a salvação proposta pelo Deus encarnado!

Não poderemos aqui detalhar tudo o que por lá foi dito, mas podemos dar uma vista de olhos ao programa: o mandato maior de evangelizar e as sete fases da evangelização; a conversão da pastoral; a Igreja existe é para evangelizar; o desafio da pandemia na evangelização; como preparar os membros das células para evangelizar; como usar as redes sociais para ir ao encontro, evangelizar e acompanhar mais pessoas; como crescer através da multiplicação e os sete desafios das Células Paroquiais de Evangelização.

Dito isto, haveremos todos de concordar que o tema foi a evangelização: pois então mãos à obra, que a experiência ensina que quando uma comunidade vê alguns dos seus membros de mangas arregaçadas tende ela própria a também arregaçar as suas. E temos muito por onde evangelizar: a cidade de Coimbra é muito grande e estão a chegar cada vez mais!

PS: há pouco, quando ligava a alguns membros das células que estiveram presentes neste seminário para ter tema para redigir estas linhas, eles foram-me dizendo – “estiveram a falar muito bem de como evangelizar através da internet… muito bom… temos que evangelizar mais através da internet, Paulo…” – R: plenamente de acordo; arregacemos pois todos as mãos porque a messe é grande e os trabalhadores são os que são – podemos rezar ao Senhor da messe que envie mais, mas enquanto isso não acontece teremos que trabalhar com os que cá estão.

Jovens xD preparam Via Lucis digital

Os jovens do Grupo de Jovens xD da paróquia de São João Baptista decidiram pegar na Via Lucis preparada e oferecida pelas Células Paroquiais de Evangelização no passado sábado e dar-lhe um formato multimédia em vídeos de um minuto por cada estação.

Primeiro fez-se uma avaliação da Via Sacra xD que foi sendo proposta ao longo da Quaresma no Instagram, Tiktok, Facebook e Youtube: foram unânimes numa avaliação muito positiva. Porque solidificou o espírito de grupo, porque lhes permitiu servir a comunidade, porque lhes permitiu propor a Paixão de Jesus à nossa cidade, porque lhes permitiu refletir em alguns aspetos dos quais nunca se tinham dado conta, porque por este meio puderam assumir publicamente a sua fé, porque foi divertido e nem deu assim tanto trabalho quanto pensavam no início… por tudo isto, é um modelo que deu provas e que é para continuar.

Esteja atento às nossas redes sociais… muito em breve, com uma regularidade crescente, iremos publicar a Via Lucis estação a estação.

Células ofereceram uma Via Lucis à comunidade

Os dias quaresmais são centrais na vida dos cristãos: durante 40 dias preparamo-nos para a Páscoa. Com a celebração do dia da Ressurreição do Senhor uma alegria sem fim invade-nos, mas facilmente nos descuidamos e negligenciamos o tempo que agora estamos a viver, os 50 dias que antecedem o Pentecostes.

Nesta festa celebramos o começo da Igreja, o começo da evangelização e difusão desta boa nova, Cristo venceu a morte e restaurou-nos a vida, abrindo-nos a porta para a possibilidade da vida eterna.

Esta possibilidade traz-nos também uma co-responsabilidade, ir e evangelizar, cumprindo o mandato missionário, anunciando o fogo do Espírito Santo.

Para melhor vivermos estes tempos, as Células Paroquiais de Evangelização propuseram um caminho de luz, a “Via Lucis”, que foi transmitida pelo Youtube e pelo Facebook e que continua disponível online para quem quiser saborear melhor estes tempos de graça, os da Páscoa do Senhor.

Caminhemos, com os discípulos estes 50 dias, peregrinando até à terra prometida, ao banquete final. Para que, lá chegando, preparados e com alegria possamos saborear como o Senhor é Bom, e assim O levarmos a todos os que nos rodeiam, como Ele nos pediu.

Animados pelo mesmo Espírito Santo, os membros das Células Paroquiais de Evangelização têm uma responsabilidade acrescida de ir anunciar ao mundo Cristo Ressuscitado, pois, como o próprio nome indica, elas existem para evangelizar. Mas, como o Mandato Missionário do Senhor Jesus é para todos os batizados, todos quantos estavam presentes na igreja de SJosé, bem como os que nos seguiam através das redes sociais, a rezar a oração pela Nova Evangelização, a oração com que os nossos irmãos das Células Paroquiais de Evangelização terminam sempre os seus encontros, e em uníssono, terminaram naquela noite o caminho de luz voltados para o mundo, como o Senhor nos pediu:

Ó Jesus, único pastor do teu rebanho, Tu que nos chamaste a todos, a tornarmo-nos pescadores de homens, torna-nos dignos da tarefa que nos confiaste. Abre-nos os horizontes do mundo inteiro, torna-nos atentos aos sofrimentos de todos os nossos irmãos e irmãs que Te procuram, invocando a luz da verdade e o calor do amor. Pelo Teu Preciosíssimo Sangue derramado por nós e pela salvação de todos, concede-nos que respondamos ao Teu chamamento, para que possamos confiar-Te, neste milénio, o mundo inteiro, mais evangelizado. Pedimos-To, pela intercessão de Maria, tua e nossa mãe, a quem confiamos esta oração. Ámen

 

Células Paroquiais de Evangelização preparam Via Lucis

Será no próximo sábado, dia 10 de abril, ainda na oitava da Páscoa.

Decorrerá presencialmente na igreja de São José, por ter uma maior capacidade e deverá ser transmitida no nosso canal do YouTube e nas nossas páginas do Facebook.

Já tinha sido sonhada no ano passado mas, por conta da pandemia e do primeiro confinamento, acabaria por ficar em stand by até agora.

Está a ser preparada pelas Células Paroquiais de Evangelização mas destina-se a quem queira participar. Na igreja deverão caber cerca de 100 pessoas, a capacidade da igreja de São José, mas também será possível acompanhar a partir de casa, para quem não queira ou não possa estar presencialmente presente pelas mais diversas razões. E uma das razões é que neste momento nem toda a gente que integra as células vive sequer no nosso distrito ou diocese.

Retiro das Células Paroquiais de Evangelização

Advento, tempo de preparação, tempo para recentrar – 2020 foi um ano daqueles! Para nós, Células Paroquiais de Evangelização, e para todos. Muitas adaptações e superações no que respeita ao “online”. Foi o possível, e ainda bem que assim foi, pois permitiu-nos manter a saúde das nossas relações fraternas à distância, e a companhia dos que connosco caminham esperançosos no Senhor.

Depois de uma Páscoa confinada, ousámos um Advento próximo. Todos necessitávamos desta presença, deste olhar cada vez mais intenso – por oposição aos sorrisos escondidos, desta partilha de momentos de oração.

Uma manhã, dois momentos, 40 pessoas num só Deus! Pela mão do nosso Pe. Francisco Silva refletimos a origem da nossa alegria. Aquela que, fundada na oração não nos é tirada, a verdadeira Alegria. Aquela de quem vive em oração, de quem, pelas graças que dá, reconhece os contínuos motivos de alegria, dia após dia! Mas não ficamos por aqui, ponderamos ainda o tempo.

Este grande e eterno “relativo”. Cada dia que não é no Senhor, pode ser como mil anos, como viveremos nós nesta ausência, neste desalinho?

Terminamos da melhor forma, na Sua presença. Um pequeno, mas tão grande momento de intimidade com o Senhor, entregando a nossa missão evangelizadora, o nosso Advento e também o nosso coração, onde Jesus veio nascer de novo neste Natal.

Francisca Eiriz

Folha Paroquial nº 134 *Ano III* 19.07.2020 — DOMINGO XVI DO TEMPO COMUM

Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mt 13, 24-43)
Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’. Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’. ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’». Jesus disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. E os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».”

REFLEXÃO

DEPOIS DE CRESCER, É A MAIOR DE TODAS AS PLANTAS

No Evangelho de hoje, Jesus apresenta-nos três parábolas sobre o Reino de Deus. São parábolas sobre o crescimento. Primeiro a semente de mostarda é lançada à terra, e nasce a planta: depois, é chamada a crescer. Lembram-se ainda os da paróquia de S. José, como começa o enunciado da visão da paróquia? Nascemos do encontro pessoal com Cristo, crescemos na comunhão com Deus e com os irmãos. Crescemos enquanto nos formamos como discípulos, crescemos quando evangelizamos com ousadia e crescemos quando servimos com amor. Concentro-me na parábola da semente de mostarda: «Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, torna-se a maior das plantas da horta». O que chama a atenção é a capacidade de crescimento que uma semente tão pequenina leva consigo. No nosso orgulho, temos alguma dificuldade em conviver com a pequenez, com a humildade. Mesmo na Igreja, gostamos mais de coisas grandiosas, triunfais, imponentes, que chamem a atenção, do que da pequenez cheia daquela força escondida do testemunho humilde no quotidiano, semeando bondade e humanidade. Nalguns círculos, ainda se tem saudade dos tempos gloriosos em que a Igreja tinha poder e era a maior força da sociedade, impondo a sua visão a todos. Hoje somos chamados a viver, com humildade, no meio da sociedade e a partilhar a nossa visão do mundo com outras visões e, se queremos que a nossa visão seja convincente, teremos de o mostrar pelo testemunho de coerência com aquilo que dizemos.

A parábola do fermento que uma mulher deitou em três medidas de farinha lembra-nos também a pequenez do fermento em relação à grande quantidade de farinha onde ele é colocado. No entanto, sendo tão pequeno, o fermento tem uma tal vitalidade e força, que consegue levedar e fazer crescer a massa toda. Jesus nunca nos convidou a ser massa, mas a sermos fermento. No entanto, se formos fermento, o crescimento acontece porque leva consigo a levedura que faz crescer. E a levedura é a graça do Senhor, o dom do seu Espírito em nós. A nossa relação pessoal com o Senhor, isto é, a nossa vida de fé e de caridade, é chamada a crescer e não a estagnar, mas também a vida da Igreja e de cada paróquia ou grupo eclesial a que pertencemos deve crescer. Quando falo em crescimento refiro-me primeiramente ao crescimento interior, qualitativo, na vida da graça, na santidade.

A vida cristã quando é coerente e séria, atrai.

Os Atos dos Apóstolos mostram-nos como a comunidade cristã era uma semente de mostarda com uma força de crescimento extraordinária. Acerca da forma como viviam afirma-se: “Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, o temor dominava todos os espíritos. Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um. Como se tivessem uma só alma, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava, todos os dias, o número dos que tinham entrado no caminho da salvação.”

Convém repetir aquilo a que podemos chamar as 5 vitaminas essenciais para o crescimento de um cristão, de um grupo ou de uma comunidade, e que estão bem patentes neste texto dos Atos dos Apóstolos.

Se as nossas paróquias viverem estes dinamismos, a que chamamos os 5 essenciais, e sobre os quais está plasmada a visão da paróquia de S. João Baptista e, indiretamente, a de S. José, só podemos crescer.

Lembro essas 5 vitaminas essenciais para o crescimento:

1º Adoração, isto é, união a Deus pela oração e os sacramentos. “Os irmãos eram assíduos à oração e à fração do pão. Ninguém cresce na fé se não for alimentado por esta água viva que nos vem do encontro com o Senhor na Eucaristia, na oração pessoal e comunitária, e na meditação da sua palavra.

2º Vida fraterna: Deus quis salvar-nos, não individualmente, mas em povo que o ame e o sirva. Ninguém cresce isolado dos outros, mas construindo com os outros comunhão eclesial, vivendo o mandamento novo, como Jesus nos ensinou. «Os irmãos erram assíduos à comunhão fraterna(…) Todos os crentes viviam unidos (…) Como se tivessem uma só alma (…) partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração.»

Alguém que venha só à missa ao Domingo mas que não tenha relação nenhuma com uma comunidade, não cresce na fé nem na caridade pois, para amar, tem de ter irmãos para amar.

3º Enraizamento em Cristo: precisamos de nos irmos convertendo mais à vontade de Deus, obedecendo à sua Palavra e tornando-nos verdadeiros discípulos dele. Este processo de crescimento na fé, ou discipulado, vai-se operando pela ação do Espírito Santo e pela nossa colaboração e adesão quando aceitamos formar melhor a nossa fé para sabermos a graça a que somos chamados. Habitualmente, é caminhando fielmente num pequeno grupo com quem vamos partilhando a vida de fé, rezando, escutando a palavra de Deus e o testemunho dos outros que vamos crescendo e enraizando-nos no Senhor. “Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos”.

4º Serviço no amor: nós crescemos, identificando-nos com o Senhor, servindo os outros e a comunidade. Há muitos cristãos que não querem nem pequenos nem grandes compromissos. Vivem só para si. Mas o serviço aos outros na comunidade enriquece-nos muito e dá vida à comunidade. Além de nos santificar, pois nos identifica com aquele que «não veio para ser servido mas para servir e dar a vida.» Quanto as nossas paróquias podiam ser mais belas e atrativas se todos pusessem os seus dons a render nalgum serviço na comunidade! Esse serviço passa também pela partilha de dinheiro e bens materiais para a missão da Igreja como nos fala o texto dos Atos: “Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um.”

Este serviço pode e deve ser também social, político, no empenhamento em causas de transformação do mundo, como é o caso do voluntariado numa causa pela defesa do ambiente.

5º Evangelização: Já falei neste aspeto essencial da nossa fé na semana passada.

Não é facultativa para o cristão, a evangelização. Paulo dizia: «Ai de mim se não evangelizar.» Deus confiou-nos a missão da Igreja inteira. E foi a cada um de nós que Ele disse: «Sede minhas testemunhas». “Como o Pai me enviou também eu vos envio a vós”. «Ide e anunciai o evangelho. Recebestes de graça, dai de graça.»

Para muitos, evangelizar não se trata de deixar a casa e a família para partir. Todos percebemos isso. Por exemplo, um casal que tenha filhos, faz já um bom trabalho de evangelização se educa os seus filhos na fé, criando em sua casa uma autêntica igreja doméstica, onde se louva a Deus, se anuncia o evangelho e se pratica a caridade. Um cristão que se encontra muitas vezes com pessoas amigas que não são crentes, não deve preocupar-se por, na melhor oportunidade, partilhar com eles a sua fé e convidá-los a conhecer o Senhor propondo-lhes um caminho de fé como o Alpha ou outro? O texto dos Atos mostra como aquela forma de viver dos primeiros cristãos era tão bela, tão evangelizadora, que fazia crescer a comunidade pela atração.

Estas cinco vitaminas formam um sistema, isto é, estão interligadas entre si e precisam todas de funcionar bem para que o corpo esteja são e cresça.

Por isso todos os movimentos, grupos, comunidades cristãs que se esforçam por viver estes 5 aspetos, só podem crescer qualitativamente e depois também crescerão quantitativamente. Não é uma ilusão pensar que a paróquia de S. João Baptista e S. José podem crescer em muito maior número. Mas para isso acontecer temos de nos desfocar do número, para nos focarmos na beleza da nossa vida com o Senhor e da nossa vida fraterna na paróquia. Não massa, mas fermento.”

Célula do Grupo de Jovens de SJBaptista

Na passada 6ª feira à noite foi dia de célula! Foi o momento ideal para os jovens que desde o ano passado integram uma célula só de jovens poderem estar focados em Deus. Na célula agradecemos, partilhamos as nossas semanas, lemos um ensinamento, falamos sobre ele e rezamos uns pelos outros. No final comemos uns biscoitos. ❤️

Somos um pequeno grão de mostarda.

Rezem por nós