Arquivo da categoria Células Paroquiais de Evangelização

Conselho Pastoral Familiar

No passado dia 20 de dezembro, realizou-se a primeira reunião do Conselho Pastoral Familiar da Unidade Pastoral, com a presença do Padre Jorge e de 12 casais, pertencentes a vários grupos e movimentos, de São José e São João Baptista, ligados à vida cristã em família (Casais de Santa Maria, Células Paroquiais de Evangelização, Amor e Verdade, Catequese Familiar, Equipas de Nossa Senhora, Cursos Alpha, Curso para Casais, entre outros).

Esta primeira reunião teve como objetivo estabelecer uma visão comum para a pastoral familiar da Unidade Pastoral. Pretende-se que este Conselho Pastoral ajude a congregar os esforços de todos os grupos para a promoção da vida cristã em família, apoiando as famílias em dificuldade e contribuindo para a formação dos casais enquanto cônjuges e pais.

Jorge & Cristina Brandão

Retiro de Advento

Decorreu no passado fim de semana, no sábado, no Salão Paroquial de São José.

Tal como havíamos anunciado, foi pregado pelo atual bispo de Viseu, D António Luciano: o tema geral foi a santidade.

Ao longo de 3 palestras, que foram intercaladas com tempos de adoração em silêncio, D António Luciano procurou, numa linguagem simples e acessível a todos, propor caminhos de santidade a todos quantos aceitaram o desafio de, durante a caminhada de Advento, tirar um dia de paragem para o dedicar ao essencial: Aquele que se fez humanidade, o Deus menino, o Emanuel, o Deus connosco.

Já há uns anos que as nossas paróquias vêm a propor pelo menos um dia de retiro anual, por ocasião do Advento. Pessoalmente, sem qualquer desconsideração pelos mais velhos, entusiasma-me o facto de lá terem estado presentes várias famílias com filhos pequenos – é um período da vida muito crítico, a par de outros, na medida em que, no meio de tantos afazeres e compromissos de variada ordem, é relativamente fácil tornarmo-nos cristãos de rotina, sem alma e com uma entrega controlada.

No Domingo, ouvi alguns dos lá estiveram a explicar aos que lá não tinham estado que foi muito bom, que para o ano se iriam empenhar pessoalmente a convidar mais a lá estarem.

Todas as palestras foram gravadas e, em meados desta semana, os seus links já deverão estar disponíveis na nossa LinkTree ( https://linktr.ee/sjbaptista ), nos nossos sites e, claro, no nosso canal YouTube.

Parabéns, Rita Farinha Silva

No passado Domingo voltou a haver bolo e vinho do porto no final da missa das 11h: desta vez era a festa da Ritinha, que na semana anterior tinha completado a bela idade de 17 anos.

A Rita é catequista dos meninos do segundo ano da catequese familiar em São João Baptista, integra uma célula de jovens e faz parte do coro das 11h onde canta e toca flauta transversal. Para além disso, é aluna do 12º ano na Escola Secundária da Quinta das Flores.

Em nome na nossa Comunidade Paroquial, desejamos todos que o Senhor te abençoe e te guarde, Aquele que nos congratulamos todos por verificar que vais escolhendo de forma tão firme por teu Deus e Senhor.

Grupos organizam-se para fazer Lectio Divina

Para além das Células Paroquiais de Evangelização, que já agregam muito mais de uma centena de irmãos na nossa Unidade Pastoral, aqui e ali temos vindo a ter notícia de mais grupos que se estão a encontrar para fazerem em conjunto a leitura orante da Palavra de Deus que a Igreja propõe em cada Domingo do Advento.

Sabemos do Conselho Económico, dos professores que em São José dão apoio às crianças carenciadas e que precisam de apoio nos estudos, e haverá com certeza mais, dos quais não nos chegou ainda notícia.

Brilharão como estrelas por toda a eternidade os que tiverem ensinado o caminho para Deus.

Começámos a formação a propósito do plano pastoral no Domingo 28º do Tempo Comum. Apresentámos a visão da Unidade Pastoral definindo visão como “uma imagem do futuro dada por Deus que produz esperança e paixão nas pessoas.”

Uma visão é-nos dada diante da insatisfação dos discípulos-missionários que amam a Igreja e que sentem que «isto podia ser melhor». Na visão das paróquias da Unidade Pastoral, está a imagem atrativa e que produz entusiasmo em nós ao imaginarmos comunidades fraternas e acolhedoras, que, tendo feito a experiência do encontro pessoal com Cristo, se dispõem a servir a comunidade colocando ao serviço da mesma os seus dons, talentos e bens, e todos a sentirem-se enviados ao mundo para lhe levar o fermento do Evangelho. O “ide e fazei discípulos” é uma frase central desta imagem.
Na construção desta imagem há a ideia de processo, isto é, de etapas. A conversão pessoal e a mudança dos corações e das comunidades não acontecem de repente; é um caminho, às vezes lento, que conduz de uma etapa à outra.

No enunciado da visão de S. José, esta ideia de processo é bem evidente: Nascemos do encontro pessoal com Cristo, crescemos na comunhão com Deus e com os irmãos, formamos discípulos que dão fruto pelo serviço e pela evangelização.

A de S. João Baptista, dita com outras palavras, tem o mesmo sentido: Somos uma comunidade orante e acolhedora, enraizada em Cristo que serve e anuncia o evangelho para a transformação do mundo.

Se quiséssemos resumir num lema ainda mais curto, diríamos simplesmente que o nosso lema é o mandato de Jesus: «Fazei discípulos-missionários».

Para fazer comunidades de discípulos, apresentámos os 5 pilares necessários que são:
– A evangelização, que consiste no anúncio do amor de Deus àqueles com quem nos cruzamos no dia a dia.
– O serviço e liderança, que permite exercer os nossos dons e os nossos talentos ao serviço dos outros.

– A comunidade e vida fraterna, que nos leva a juntarmo-nos à família de Deus e a tecer com ela laços de comunhão e de amor fraterno.
– A formação, que nos transforma e nos torna adultos na fé.
– O culto divino, a oração e os sacramentos, que nos permitem viver em união com Deus, crescendo na sua graça.

Como os sistemas do corpo humano, embora autónomos, estão todos interligados de tal forma que, se um não funciona bem, é todo o corpo que fica doente, assim cada um destes aspetos é essencial para o bom crescimento do discípulo e de uma comunidade de discípulos. Por isso, o Plano pastoral foi construído sobre estes 5 pontos essenciais.

No 29º Domingo comum, começámos a desenvolver o primeiro essencial, a evangelização. Lembrámos que a evangelização é a missão essencial da Igreja, a razão pela qual Jesus a fundou e lhe deu o Espírito Santo. Apresentámos 3 razões fundamentais pelas quais devemos evangelizar: a primeira por obediência ao mandato de Jesus; a segunda, porque o mundo tem uma extrema necessidade de conhecer Jesus como salvador, mesmo que o não saiba; e a terceira, porque «não podemos calar o que vimos e ouvimos».

Lembrámos também os obstáculos à evangelização e as resistências que vivemos que nos dificultam a tarefa evangelizadora:
1ª Não fomos formados para isso,
2º Confusão entre evangelização e proselitismo
3º A cultura laicista fez da religião uma questão íntima, de tal forma que evangelizar parece ser um violentar as consciências. Não se trata no entanto de impor, mas de propor.

No 30º Domingo do tempo Comum, a propósito da cura do cego Bartimeu, apresentámos um esquema de compreensão do processo de formação dos discípulos-missionários. No evangelho, aparece frequentemente Jesus a andar com os doze, outros discípulos e, depois, a multidão. Esta ainda não deu o passo para o discipulado. O evangelho apresenta-nos aquele momento central em que Bartimeu, que era membro da multidão, passa a ser discípulo porque teve um

encontro pessoal com Jesus, que o salvou. Este encontro salvador muda a vida da pessoa e leva-a a tomar a decisão de se tornar discípula de Jesus. Bartimeu levantou-se e seguiu Jesus. No entanto, há ainda várias etapas a percorrer até se ser um discípulo maduro na fé.

Lembrámos na altura o que era um discípulo: “Discípulo, é Aquele que encontrou Jesus pessoalmente, no seio da Igreja, que lhe entregou a sua vida, que tomou a decisão de viver segundo o Seu ensino, em todos os aspetos da vida. Um discípulo está, intencional e ativamente, comprometido com um processo contínuo de aprendizagem de Jesus e, inflamado com este encontro, partilha-o com outros.”

No 31ª Domingo do tempo Comum, apresentámos o caminho por etapas que a paróquia propõe a quem quer caminhar na fé e crescer como discípulo. Numa comunidade cristã, não estão todos no mesmo ponto do caminho: uns estão a começar, outros já têm uma história de fé. O esquema que apresentámos vai desde o princípio, de quem começa, até à maturidade espiritual. Podemos ver o esquema no Plano Pastoral que está à disposição de todos no site das respetivas paróquias da Unidade Pastoral.

Finalmente, no Domingo passado, perguntámos: Como começar a evangelizar?

Primeiro: Tomar a decisão de viver em estado de missão evangelizadora, aproveitando as ocasiões que surgem tantas vezes nas conversas com os outros, gerando assim a cultura de convite.

Segundo: Rezar pela ação evangelizadora da paróquia para que tudo o que se faz tenha um propósito evangelizador e dê frutos nos corações das pessoas. Orar pelos percursos Alpha, pelas células, pela catequese, pelos adolescentes e pelos jovens, pelos que servem na Liturgia, etc.

Terceiro: Praticar um acolhimento de excelência nas reuniões da comunidade, tanto nas missas como nos outros encontros. E, se há uma equipa para o acolhimento, todos podemos fazer a nossa parte. Mas, também a forma como participamos na Eucaristia pode ser evangelizadora. Uma comunidade que participa com alegria e entusiasmo na missa transmite por esse facto uma mensagem de fé e alegria que os outros captam.

Esta mudança de mentalidade leva tempo e não se faz num dia. O convite que vos fazemos hoje é a manifestardes a vossa vontade de ajudar a criar esta cultura evangelizadora na paróquia e a fazê-lo através de um gesto ritual semelhante ao que fazemos na Vigília pascal. O sacerdote acende a vela no círio e passa-a a duas pessoas, que passam a sua luz a várias outras numa multiplicação exponencial. Ao mesmo tempo, a luz que brilha lembra-nos a frase da primeira leitura de hoje: “Os que tiverem ensinado a muitos o caminho da justiça brilharão como estrelas por toda a eternidade.”

Quando partilhamos a fé com outros ou os convidamos para lugares onde possam ouvir a Palavra de Deus, estamos a ensinar o caminho da justiça e brilharemos como estrelas por toda a eternidade.

Interrompemos agora essa formação para nos centramos na Liturgia do Advento e, depois, quando voltarmos ao Tempo Comum, recomeçaremos com o segundo Pilar da Formação dos discípulos: o serviço.

A evangelização

Terminou no passado Domingo uma série de cinco homilias dedicadas ao pilar da evangelização, um dos cinco essenciais no qual assenta a construção do nosso plano pastoral e da visão que norteia tudo quanto se faz nas nossas comunidades paroquiais.
Tal como o Pe Jorge anunciou na folha paroquial, agora far-se-á um intervalo, durante o qual nos deixaremos ir ao sabor dos textos litúrgicos propostos pela Igreja, e, depois da Epifania, em Janeiro, voltaremos a esta temática, com outro essencial.

Como evangelizar?

A pobre viúva de que nos fala o Evangelho deu tudo o que possuía num grande ato de amor a Deus. A evangelização é um ato de amor por cada pessoa que Deus ama. O evangelizador aproximou-se da fornalha ardente do coração de Deus, percebeu quanto Ele ama e quer salvar cada pessoa e encheu-se de zelo por aqueles que Deus ama. No livro de Isaías, Deus pergunta: «Quem enviarei eu? Quem irá por mim?» E Isaías responde: «Eis-me aqui, podeis enviar-me.» E aí começa a vocação de profeta de Isaías. Para cada um de nós começará também, quando percebermos, por dentro, que Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito e que o que Ele mais quer é que “todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade que é Jesus”.

Desçamos mais ao concreto para responder à questão: Como posso evangelizar? O que devo fazer?

Já dissemos que precisamos de gerar uma cultura missionária de convite. Por onde começar?

1. Decidir-se a ser mais intencionalmente evangelizador.

Quando tomamos essa decisão interior, vamos estar mais atentos às ocasiões em que podemos falar de Deus, convidar e dar testemunho.

2. Apoiar a Evangelização com a Oração de Intercessão.

Ao oferecer um caminho para o encontro pessoal com Cristo e para o crescimento de discípulos, como mostrámos na semana passada, e para que esse caminho seja fecundo, cada passo e iniciativa pode ser sustentada, na paróquia, pela oração de intercessão, ou seja, trazendo à oração todos aqueles que não conhecem Cristo ou são chamados a conhecê-lo mais profundamente.

Antes de começar o Alpha, sustentar os convites com oração. Durante os 3 meses que dura o percurso, orar pelos que o frequentam para que se encontrem com Jesus e caminhem na Igreja. A evangelização é obra do Espírito Santo, da qual nós somos apenas colaboradores e, por isso, a oração é essencial. Na Unidade Pastoral, temos a graça da adoração permanente que já chegou a ser todos os dias da semana e também de noite, mas que a pandemia obrigou a parar. Mas ainda continuamos com dois dias completos por semana em cada paróquia. Devemos colocar diante de Deus todas as ações evangelizadoras da comunidade: Alpha, Células, catequese de adultos e infantil, jovens, adolescentes, e tudo o mais. Esta semana houve retiro com animadores jovens do ASJ e outro com os jovens que vão fazer o crisma. Era importante que a comunidade orasse pelos bons frutos destes acontecimentos. Por isso é que colocamos na folha as iniciativas que se fazem, para que sejam rezadas.

Atualmente, estão a funcionar na Unidade pastoral 4 percursos Alpha: dois de adultos, um de jovens e outro de adolescentes. Estes percursos envolvem um total de cerca de 200 pessoas. É muita gente!!! Por isso precisamos tanto da oração de todos!

Quando se tornar normal os paroquianos rezarem quotidianamente pelos bons frutos do trabalho de evangelização na paróquia, significa que a cultura da evangelização está a crescer na comunidade e, com ela, a cultura de convite, de acolhimento e hospitalidade.

3. Tudo o que se faz na paróquia deve ser intencionalmente evangelizador.

Para que uma paróquia se torne missionária, é necessário que a evangelização seja algo intencional em tudo o que se faz e que se torne cultural. Quando for algo que entrou nos nossos hábitos, as pessoas vão achar normal convidar, acolher bem, e perceberão que a missão da Igreja é isso mesmo: evangelizar. Este é aliás o sonho do Papa Francisco para a Igreja: “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que (…) toda a estrutura eclesial se torne um canal proporcionado mais à evangelização do mundo actual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de «saída» e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade. “ (nº 27 da EG)

Algo que pode ajudar a crescer nesta cultura é ter com alguma frequência testemunhos nas missas dominicais de pessoas que possam partilhar a sua história de como encontraram Jesus na paróquia e o impacto que isso teve na vida delas. Isso ajudará a perceber a importância de sermos evangelizadores.

Fomos criados para conhecer, amar e servir a Deus, e a evangelização é que nos ajuda a viver a missão de Jesus Cristo. A evangelização não é um programa ou um processo, queremos que se torne uma cultura, algo que se torna normal no nosso viver. Não queremos criar membros da paróquia, desejamos criar discípulos de Cristo vivendo em Igreja.

4. Ter ferramentas adequadas que ajudem a criar cultura evangelizadora.

Para isso, a melhor ferramenta que conhecemos é o Alpha. Existem outros bons instrumentos por aí de evangelização, mas este tem um impacto enorme, dá muitos frutos e é uma das ferramentas de evangelização mais bem sucedida em todo o mundo. O Alpha feito como algo contínuo na paróquia, ajudará a evangelização a tornar-se cultura na comunidade, como ajudou noutras. Convidando os participantes a convidarem os seus amigos, gera uma cultura de convite.

Quais os ingredientes que fazem com que o Alpha seja tão apreciado pelos participantes?

-O acolhimento incondicional: cada um é acolhido como é, como pensa e como vive.

-A dimensão fraterna (nomeadamente graças às mesas): os que experimentaram Alpha, puderam maravilhar-se com a qualidade das relações entre os participantes.

-O crescimento espiritual até a um encontro com Deus (no fim de semana sobre o Espírito Santo, a meio do percurso).

Pensemos um pouco: se quisermos convidar uma pessoa bem longe da igreja para ter um primeiro contacto com cristãos, a missa não é seguramente o tipo de ambiente que melhor servirá para pessoas não iniciadas. A missa foi pensada para gente que já é cristã, e por isso é que hoje temos missas de funerais onde as pessoas não sabem como hão de estar, não sabem responder e – imagino – deve ser um sacrifício.

Por isso é que o Alpha é um ótimo ambiente para todos os que não se sentem muito à vontade nas coisas mais misteriosas da fé. As pessoas, hoje, estão mais interessadas em construir amizades, em fazer perguntas, em poderem exprimir o que sentem e, por isso, abertas à ideia de conectar-se a um grupo de amigos onde sintam que a sua opinião conta e que são aceites sem julgamentos. Só depois de se sentirem em casa, e de terem podido ver por si o que querem e de questionar o que não entendem é que poderão dar o passo da fé. Na Igreja católica, estamos habituados à missa e à catequese e é para onde costumamos convidar as pessoas, pois é o que temos e não porque seja a melhor opção no início. Ora, o Alpha é um processo inicial antes da decisão de fé, uma espécie de átrio antes de entrar no Santuário, para onde podemos convidar os que andam à procura, mas que não querem dar um passo na fé antes de se sentirem confortáveis com isso.

5. Fazer da missa uma festa de beleza.

Se a Eucaristia não é certamente o primeiro ambiente para onde convidar as pessoas não iniciadas na fé e não habituadas a irem á igreja, não devemos, porém, perder o foco e o propósito de formar discípulos-missionários e, não temos discípulos formados enquanto a Eucaristia não for a fonte e o cume da sua vida de fé. Por isso, uma comunidade que quer ser evangelizadora de modo intencional faz da missa dominical uma festa de acolhimento, de comunhão, de alegria e de beleza. É o único momento na semana em que a generalidade dos membros da comunidade se reúne. E essa assembleia eucarística é o rosto da comunidade cristã. Se ela acolhe os que chegam com sorriso nos lábios e alegria no coração, dizemos-lhe que são bem-vindos e que temos muita alegria em que estejam connosco. Se cantamos com entusiasmo e participamos com emoção, damos um testemunho de fé aos que chegam e nos observam. A música e o canto têm aqui uma importância extraordinária. Vários estilos são possíveis, desde que seja boa música, bem cantada, e que ajude a rezar, entrando no mistério que se celebra. Temos já dado bons passos no acolhimento à entrada e nas despedidas à saída, na beleza da música que se canta e na participação dos fiéis, mas ainda temos muito para melhorar – pelo menos nalgumas missas dominicais.

Como evangelizar?

A pobre viúva de que nos fala o Evangelho deu tudo o que possuía num grande ato de amor a Deus. A evangelização é um ato de amor por cada pessoa que Deus ama. O evangelizador aproximou-se da fornalha ardente do coração de Deus, percebeu quanto Ele ama e quer salvar cada pessoa e encheu-se de zelo por aqueles que Deus ama. No livro de Isaías, Deus pergunta: «Quem enviarei eu? Quem irá por mim?» E Isaías responde: «Eis-me aqui, podeis enviar-me.» E aí começa a vocação de profeta de Isaías. Para cada um de nós começará também, quando percebermos, por dentro, que Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito e que o que Ele mais quer é que “todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade que é Jesus”.

Desçamos mais ao concreto para responder à questão: Como posso evangelizar? O que devo fazer?

Já dissemos que precisamos de gerar uma cultura missionária de convite. Por onde começar?

 

1. Decidir-se a ser mais intencionalmente evangelizador.
Quando tomamos essa decisão interior, vamos estar mais atentos às ocasiões em que podemos falar de Deus, convidar e dar testemunho.

 

2. Apoiar a Evangelização com a Oração de Intercessão.
Ao oferecer um caminho para o encontro pessoal com Cristo e para o crescimento de discípulos, como mostrámos na semana passada, e para que esse caminho seja fecundo, cada passo e iniciativa pode ser sustentada, na paróquia, pela oração de intercessão, ou seja, trazendo à oração todos aqueles que não conhecem Cristo ou são chamados a conhecê-lo mais profundamente.

Antes de começar o Alpha, sustentar os convites com oração. Durante os 3 meses que dura o percurso, orar pelos que o frequentam para que se encontrem com Jesus e caminhem na Igreja. A evangelização é obra do Espírito Santo, da qual nós somos apenas colaboradores e, por isso, a oração é essencial. Na Unidade Pastoral, temos a graça da adoração permanente que já chegou a ser todos os dias da semana e também de noite, mas que a pandemia obrigou a parar. Mas ainda continuamos com dois dias completos por semana em cada paróquia. Devemos colocar diante de Deus todas as ações evangelizadoras da comunidade: Alpha, Células, catequese de adultos e infantil, jovens, adolescentes, e tudo o mais. Esta semana houve retiro com animadores jovens do ASJ e outro com os jovens que vão fazer o crisma. Era importante que a comunidade orasse pelos bons frutos destes acontecimentos. Por isso é que colocamos na folha as iniciativas que se fazem, para que sejam rezadas.

Atualmente, estão a funcionar na Unidade pastoral 4 percursos Alpha: dois de adultos, um de jovens e outro de adolescentes. Estes percursos envolvem um total de cerca de 200 pessoas. É muita gente!!! Por isso precisamos tanto da oração de todos!

Quando se tornar normal os paroquianos rezarem quotidianamente pelos bons frutos do trabalho de evangelização na paróquia, significa que a cultura da evangelização está a crescer na comunidade e, com ela, a cultura de convite, de acolhimento e hospitalidade.

3. Tudo o que se faz na paróquia deve ser intencionalmente evangelizador.
Para que uma paróquia se torne missionária, é necessário que a evangelização seja algo intencional em tudo o que se faz e que se torne cultural. Quando for algo que entrou nos nossos hábitos, as pessoas vão achar normal convidar, acolher bem, e perceberão que a missão da Igreja é isso mesmo: evangelizar. Este é aliás o sonho do Papa Francisco para a Igreja: “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que (…) toda a estrutura eclesial se torne um canal proporcionado mais à evangelização do mundo actual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de «saída» e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade. “ (nº 27 da EG)

Algo que pode ajudar a crescer nesta cultura é ter com alguma frequência testemunhos nas missas dominicais de pessoas que possam partilhar a sua história de como encontraram Jesus na paróquia e o impacto que isso teve na vida delas. Isso ajudará a perceber a importância de sermos evangelizadores.

Fomos criados para conhecer, amar e servir a Deus, e a evangelização é que nos ajuda a viver a missão de Jesus Cristo. A evangelização não é um programa ou um processo, queremos que se torne uma cultura, algo que se torna normal no nosso viver. Não queremos criar membros da paróquia, desejamos criar discípulos de Cristo vivendo em Igreja.

4. Ter ferramentas adequadas que ajudem a criar cultura evangelizadora.
Para isso, a melhor ferramenta que conhecemos é o Alpha. Existem outros bons instrumentos por aí de evangelização, mas este tem um impacto enorme, dá muitos frutos e é uma das ferramentas de evangelização mais bem sucedida em todo o mundo. O Alpha feito como algo contínuo na paróquia, ajudará a evangelização a tornar-se cultura na comunidade, como ajudou noutras. Convidando os participantes a convidarem os seus amigos, gera uma cultura de convite.

Quais os ingredientes que fazem com que o Alpha seja tão apreciado pelos participantes?

-O acolhimento incondicional: cada um é acolhido como é, como pensa e como vive.

-A dimensão fraterna (nomeadamente graças às mesas): os que experimentaram Alpha, puderam maravilhar-se com a qualidade das relações entre os participantes.

-O crescimento espiritual até a um encontro com Deus (no fim de semana sobre o Espírito Santo, a meio do percurso).

Pensemos um pouco: se quisermos convidar uma pessoa bem longe da igreja para ter um primeiro contacto com cristãos, a missa não é seguramente o tipo de ambiente que melhor servirá para pessoas não iniciadas. A missa foi pensada para gente que já é cristã, e por isso é que hoje temos missas de funerais onde as pessoas não sabem como hão de estar, não sabem responder e – imagino – deve ser um sacrifício.

Por isso é que o Alpha é um ótimo ambiente para todos os que não se sentem muito à vontade nas coisas mais misteriosas da fé. As pessoas, hoje, estão mais interessadas em construir amizades, em fazer perguntas, em poderem exprimir o que sentem e, por isso, abertas à ideia de conectar-se a um grupo de amigos onde sintam que a sua opinião conta e que são aceites sem julgamentos. Só depois de se sentirem em casa, e de terem podido ver por si o que querem e de questionar o que não entendem é que poderão dar o passo da fé. Na Igreja católica, estamos habituados à missa e à catequese e é para onde costumamos convidar as pessoas, pois é o que temos e não porque seja a melhor opção no início. Ora, o Alpha é um processo inicial antes da decisão de fé, uma espécie de átrio antes de entrar no Santuário, para onde podemos convidar os que andam à procura, mas que não querem dar um passo na fé antes de se sentirem confortáveis com isso.

5. Fazer da missa uma festa de beleza.
Se a Eucaristia não é certamente o primeiro ambiente para onde convidar as pessoas não iniciadas na fé e não habituadas a irem á igreja, não devemos, porém, perder o foco e o propósito de formar discípulos-missionários e, não temos discípulos formados enquanto a Eucaristia não for a fonte e o cume da sua vida de fé. Por isso, uma comunidade que quer ser evangelizadora de modo intencional faz da missa dominical uma festa de acolhimento, de comunhão, de alegria e de beleza. É o único momento na semana em que a generalidade dos membros da comunidade se reúne. E essa assembleia eucarística é o rosto da comunidade cristã. Se ela acolhe os que chegam com sorriso nos lábios e alegria no coração, dizemos-lhe que são bem-vindos e que temos muita alegria em que estejam connosco. Se cantamos com entusiasmo e participamos com emoção, damos um testemunho de fé aos que chegam e nos observam. A música e o canto têm aqui uma importância extraordinária. Vários estilos são possíveis, desde que seja boa música, bem cantada, e que ajude a rezar, entrando no mistério que se celebra. Temos já dado bons passos no acolhimento à entrada e nas despedidas à saída, na beleza da música que se canta e na participação dos fiéis, mas ainda temos muito para melhorar – pelo menos nalgumas missas dominicais.

Visita da paróquia de Monserate a SJBaptista

No passado sábado, dia 25 de setembro, recebemos em SJBaptista uma delegação da Paróquia de Monserrate, de Viana do Castelo, que nos quiseram visitar para saber mais das Células e do Percurso Alpha.

É já uma paróquia animada e entusiasmada com a dinâmica da catequese familiar, que em SJBaptista se vem já praticando desde o seu surgimento, em 2009, e em SJosé paulatinamente desde há 3 anos a esta parte.

Sabendo o seu pároco, o Pe Vasco Gonçalves, que as nossas paróquias para além da catequese familiar apostam também estruturalmente em frequentes e sucessivos percursos Alpha e nas Células Paroquiais de Evangelização, entendeu por bem reunir uma delegação de elementos da sua paróquia – uma religiosa e alguns leigos – e rumar até Coimbra para ouvir in loco o testemunho de irmãos que em SJBaptista lideram o Alpha e as Células Paroquiais de Evangelização.

Foi uma troca de experiências que terá sido muito frutífera e mutuamente enriquecedora, pelo que não é descabido que se repita e incentive no futuro. Recordamos que ainda há uns 5 anos foi uma delegação da nossa paróquia de SJBaptista até Leiria para ouvir o testemunho de uma equipa que tinha liderado a construção de uma igreja e salão paroquial numa localidade da periferia daquela cidade – e foi na sequência dessa “visita de estudo” que surgiram muitas iniciativas que nos têm permitido vir a angariar fundos de forma sustentável para a eminente construção do tão almejado centro pastoral.

Células paroquiais de evangelização

Recordamos ainda esta vez que está a decorrer um Fórum das células paroquiais de evangelização a partir da nossa Unidade pastoral para todo o país: estiveram inscritas 170 pessoas. Se alguém ainda quiser ter acesso às sessões gravadas, pode pedir o acesso ao link do vídeo. “Crescer e renovar paróquias” – As sessões online, pelas 21h30, foram as que estão no nosso site.

Todas são abertas à comunidade, apenas sendo necessário registo ( https://forms.gle/BxAeGmZw5tsrqgiF6 ) para receberem o link.

Células Paroquiais de Evangelização dinamizam seminário online

“Crescer e renovar paróquias” – nas próximas duas semanas, a Unidade Pastoral de São João Baptista e São José, onde nasceram as Células Paroquiais de Evangelização em Portugal, vão promover um ciclo de sessões online para dar a conhecer a todo o país – leigos e párocos – como estes pequenos grupos enraizados nas paróquias transformam vidas e comunidades.

As sessões online, pelas 21h30, serão as que estão na imagem acima.
Todas são abertas à comunidade, apenas sendo necessário registo (https://forms.gle/BxAeGmZw5tsrqgiF6 ) para receberem o link.

As sessões serão as seguintes (as que já aconteceram ficaram gravadas e pode ser solicitado o acesso às mesmas):
14 Junho (seg) – O Espírito Santo que nos move – sessão introdutória com o Pde. Nuno Santos
15 Junho (ter) – O Mandato Missionário (oikos e rede)
17 Junho (qui) – O processo de evangelização: a importância da oração e do serviço
22 Junho (ter) – A vida em Célula: como vive e quais os objetivos das CPE
24 Junho (qui) – O convite e a integração na paróquia