Arquivo da categoria Unidade Pastoral

Folha Paroquial nº 175 *Ano IV* 06.06.2021 — DOMINGO X DO TEMPO COMUM

No Senhor está a misericórdia e abundante redenção.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mc 3, 20-35)

Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: «Está fora de Si». Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode durar. Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa. Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado para sempre». Referia-Se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro». Entretanto, chegaram sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, O mandaram chamar. A multidão estava sentada em volta d’Ele, quando Lhe disseram: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura». Mas Jesus respondeu-lhes: «Quem é minha Mãe e meus irmãos?». E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: «Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe»”

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

As leituras de hoje abordam o problema do mal com o qual nos deparamos todos os dias e do qual somos vítimas, mas também fazedores.

Desde o princípio, o homem traz consigo uma inclinação para o mal: tende para o egoísmo, para o orgulho, para o domínio sobre os outros, para a intemperança dos sentidos. Quando dá livre curso aos seus instintos naturais temos as guerras, os abusos da natureza, a força destruidora da poluição, os abusos sexuais, o tráfico de seres humanos, a desigualdade crescente entre ricos e pobres e nunca mais acaba o novelo do pecado que nos destrói. E perguntamo-nos, como o fazem os bispos portugueses, numa nota sobre a pandemia: «Onde foi parar o ser humano?»

Todo o mal feito por uma pessoa a si mesma, ao ambiente e aos outros, atinge a todos, pois «tudo está conectado», diz o Papa Francisco. Somos solidários também no mal, ainda que o não queiramos. O governo, que não acautelou a final do campeonato no campo de Alvalade, ou no Porto, e as pessoas que num lado e noutro, se juntaram, sem máscara, e sem qualquer responsabilidade social, não fizeram um mal só a si mesmos, feriram todo o país que, entretanto, passou para risco amarelo na abordagem do Reino Unido o que vai diminuir em muito o fluxo de turistas empobrecendo o país.

É possível esperar uma vitória sobre o mal? É possível esperar uma vitória sobre o imenso sofrimento causado pelos homens com as suas ações injustas? O cristão dá uma resposta positiva a estas perguntas, e não porque disponha de respostas «racionais» ao problema do mal (que é e continua a ser um problema sem sentido e sem resposta, a que a tradição chamou o mistério da iniquidade), nem dispõe de receitas fáceis para o eliminar, mas porque pode referir-se como modelo a Cristo e à sua resposta: só é possível vencer o mal, contrapondo-o ao bem. Dito de outra maneira: o poder destruidor do mal pode ser vencido, substituindo-o pelo «Reino de Deus». Quem em Jesus e através de Jesus tenha reconhecido em ação a força do amor de Deus aos homens, será também capaz de sentir paixão pelo homem e realizar obras, talvez pequenas em aparência, mas que deixam, no entanto, vislumbrar um mundo mais justo. Quase todos conhecemos pessoas que levadas pelo desejo de mudar as situações de injustiça, de pobreza, de exploração, de agressão ao meio ambiente arregaçaram as mangas e, associando-se a outros, começaram a fazer a diferença. Isto não é ainda o combate contra a raiz do mal, mas é muito necessário pois trata-se do combate contra os sintomas e as consequências do mal. O mal-organizado vai criando estruturas de pecado que são difíceis de combater e que é preciso muita luta para conseguir algumas pequenas vitórias. A escravatura, como sistema, foi e continua a ser, uma poderosa estrutura de pecado. A corrupção endémica em alguns países e também no nosso, é uma poderosa teia de pecado.

Sem deixar de lutar acerrimamente contra estas cadeias destruidoras não podemos esquecer que a luta contra o mal é mais profunda, trava-se no coração de cada um de nós. Não nos damos conta ainda suficientemente da importância do anúncio do Reino de Deus que leva à conversão e transforma as trevas em luz. Mas o que permite que muitos se dediquem ao serviço dos seus irmãos destruindo as consequências do pecado na luta contra as injustiças é o facto de terem conhecido Jesus e a Luz que vem d’Ele e se puseram a combater o mal. Quando Jesus enviou os 72 discípulos à sua frente a todas as cidades e lugares aonde ele devia ir, dando-lhes as instruções de como deviam anunciar o evangelho, eles voltaram cheios de alegria ao verem que, pelo anúncio do evangelho, até os demónios se lhes sujeitavam. Ouçamos o texto: “Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome.» Disse-lhes Ele: «Eu via satanás cair do céu como um relâmpago.» O anúncio do Evangelho faz que Satanás entre em retirada. O seu campo é vencido.

A história dos homens apresenta-se como uma história de ruturas, de egoísmos, como negação da comunhão, como ausência de salvação. As relações que constrói estão frequentemente marcadas pelo ódio, pela violência, pelas divisões. Deus, conhecendo o coração humano e a sua divisão, enviou-nos um salvador para libertar o nosso coração da escravatura do pecado. Ele revela-nos o sentido último da vida humana. Sempre que o homem acolhe Jesus, encontra nele força para sair das cadeias do mal e do pecado. Quanto os homens precisam de o acolher no seu coração para termos um mundo novo!!! Dizia Tony Blair: “sem Cristo, este mundo vai para a ruína”

O Bem vence o mal, sempre que o evangelho entra profundamente no coração de alguém. E essa é a missão principal que Jesus nos confiou.

E a graça perdura

Quando começámos a desconfinar, no Grupo de Oração e na Oração de Cura e Misericórdia temos vindo a implementar um regime misto: paralelamente àqueles que estão e participam presencialmente na igreja, há aqueles que pelas questões mais diversas se ligam por Zoom e participam dessa forma.

Desde que iniciámos este modelo que, semana após semana, vimos a receber no Grupo de Oração uma graça muito especial de louvor. Não de ação de graças – que também é muito bom – mas de louvor. Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica sobre a Oração de Louvor, no nº 2639:

CIC §2639 – O louvor é a forma de oração que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus! Canta-O por Si próprio, glorifica-O, não tanto pelo que Ele faz, mas sobretudo porque ELE É. Participa da bem-aventurança dos corações puros que O amam na fé, antes de O verem na glória. Por ela, o Espírito junta-Se ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus e dá testemunho do Filho Único no qual fomos adoptados e pelo qual glorificamos o Pai. O louvor integra as outras formas de oração e leva-as Aquele que delas é a fonte e o termo: «o único Deus, o Pai, de quem tudo procede e para quem nós somos».

E é isto que, repito, por graça – com alguma ajuda do canto, é certo – temos vindo a viver no Grupo de Oração: o Espírito que se junta ao nosso espírito para cantar e glorificar o Pai e o Filho. Continua, Senhor, a dar-nos esta graça – está a ser muito bom.

Santíssima Trindade – Jovem com os jovens

Foram pouco mais de 50 aqueles que aceitaram o desafio de virem ser jovens com os jovens, respondendo à convocatória do nosso bispo e do nosso pároco.

Como somos os seus vizinhos mais próximos, tivemos o privilégio de poder ter contado com a presença do nosso bispo e algumas irmãs da Aliança de Santa Maria – e foram muito bem vindos.

O programa foi escrupulosamente cumprido, em comunhão com todas as outras Unidades Pastorais da nossa diocese que, cada um no seu local, também viveram este dia.

As coisas são como são – só esteve uma jovem presente e, se calhar, porque a tinham convidado para falar – e falou bem, graças a Deus. Disse que os jovens se sentem muito bem na igreja e que só estão à espera de serem convidados. Temos então que convidar mais, digo eu.

Quanto à apresentação dos grupos, houve para todos os gostos: segundo uns, haverá que desenvolver e privilegiar mais experiências humanas fortes e de qualidade com e entre os jovens, dando-lhes sempre que possível mais autonomia; houve quem dissesse que deveríamos ser mais sensíveis ao convite, especialmente no que respeita aos jovens pós crisma; para outros, há que elevar o nível e pressupor que eles desejam muito, assumindo o facto de que eles já não são crianças; muitos referiam a oportunidade do percurso Alpha dirigido aos jovens e os benefícios da catequese familiar; quase todos falaram na necessidade de comunicar melhor – uns de uma maneira e outros de outra. Eu, disse baixinho no meu grupo que o mais importante de tudo é começarmos com os nossos filhos e os nossos netos…

Dizia o Pe Jorge na sua homilia: “Neste dia da Santíssima Trindade celebramos, na Igreja de Coimbra, o dia da Igreja Diocesana, pois a Igreja é a melhor imagem da Santíssima Trindade. O tema deste dia é: Diocese de Coimbra, jovem com os jovens. A Igreja, embora fundada há mais de dois mil anos, é constantemente rejuvenescida pelo Espírito que lhe deu o impulso inicial e que continuamente a impele a deixar-se renovar. Os jovens dão à igreja esse rosto juvenil, sonhador, cheio de esperança no futuro que a provoca continuamente a ir mais além. Por isso uma comunidade cristã, sem jovens, fica empobrecida e corre o risco de deixar de sonhar e se instalar. Que o Plano Pastoral que vai ser dado à Diocese, sobre os jovens, desperte todas as comunidades para uma pastoral que os integre tornando-os corresponsáveis na sua missão evangelizadora.”

 

Evangelizar à luz da Trindade
Partilhamos aqui um excerto da reflexão que o Pe Jorge fazia na folha paroquial de Domingo passado:
O facto de Deus ser Trindade de amor, ser relação, ser família, tem implicações profundas para nós, seus discípulos. Sendo criados por um Deus que é relação de pessoas, também em nós existe o apelo à comunhão. «Não é bom que o homem esteja só». Por isso, “aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente” (LG,9). A Igreja só testemunha o mistério de Deus quando, no seu seio, se vivem relações de comunhão e ela se torna sinal e sacramento de unidade para todo o género humano. A encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, é um grande serviço da Igreja ao mundo, pois a sua missão é ser sinal, mas também instrumento da unidade de todos os homens.

Para uma nova evangelização, é fundamental que as paróquias se estruturem para uma maior vivência da comunhão fraterna. O acolhimento a todos os que chegam à porta da igreja e em todos os lugares onde se acolhe, a construção de grupos de dimensão familiar que se reúnem quinzenal ou mensalmente para orar, partilhar a palavra e viver a dimensão fraterna, o serviço em grupo aos pobres, as ações comuns de evangelização, a liturgia participativa – mudará, pouco a pouco, o rosto da igreja vista tantas vezes como uma instituição que oferece serviços religiosos para passar a ser vista e experimentada como uma família espiritual onde todos são entusiasticamente acolhidos e encontram o seu lugar de pertença. Mas, ao mesmo tempo, somos chamados a trabalhar com todos os que não se sentem parte da igreja para com eles construir a unidade e a paz.

Pe Jorge Santos

“Não tenham medo da novidade”

Era este o mote do Seminário Internacional das Células Paroquiais de Evangelização, tirado de um dos muitos discursos inspirados do nosso muito querido papa Francisco.

Desde quinta feira, dia 27 de março, que 25 irmãos das nossas paróquias, todos eles integrados em Células Paroquiais de Evangelização, estiveram assim como que com o nariz colado ao ecrã do computador.

Numa coisa são todos unânimes: foi muito bom e inspirador. As nossas paróquias haverão, se Deus quiser, beneficiar em muito com a nossa participação neste seminário. Pois então que assim seja: temos uma cidade inteira a quem anunciar a salvação proposta pelo Deus encarnado!

Não poderemos aqui detalhar tudo o que por lá foi dito, mas podemos dar uma vista de olhos ao programa: o mandato maior de evangelizar e as sete fases da evangelização; a conversão da pastoral; a Igreja existe é para evangelizar; o desafio da pandemia na evangelização; como preparar os membros das células para evangelizar; como usar as redes sociais para ir ao encontro, evangelizar e acompanhar mais pessoas; como crescer através da multiplicação e os sete desafios das Células Paroquiais de Evangelização.

Dito isto, haveremos todos de concordar que o tema foi a evangelização: pois então mãos à obra, que a experiência ensina que quando uma comunidade vê alguns dos seus membros de mangas arregaçadas tende ela própria a também arregaçar as suas. E temos muito por onde evangelizar: a cidade de Coimbra é muito grande e estão a chegar cada vez mais!

PS: há pouco, quando ligava a alguns membros das células que estiveram presentes neste seminário para ter tema para redigir estas linhas, eles foram-me dizendo – “estiveram a falar muito bem de como evangelizar através da internet… muito bom… temos que evangelizar mais através da internet, Paulo…” – R: plenamente de acordo; arregacemos pois todos as mãos porque a messe é grande e os trabalhadores são os que são – podemos rezar ao Senhor da messe que envie mais, mas enquanto isso não acontece teremos que trabalhar com os que cá estão.

São José, pai na ternura

No próximo sábado, dia 5 de junho, às 21h30 teremos mais uma conferência promovida pela paróquia de SJosé e que neste dia versará sobre a dimensão da ternura a partir de São José – o papa fala da revolução da ternura para mudar um mundo agressivo, individualista, que descarta os mais fracos, indiferente à sorte dos outros. A ternura pode mudar o mundo.

A oradora será a Sílvia Monteiro, médica cardiologista. A conferência decorrerá presencialmente, para quem quiser e puder estar presente, no Salão Paroquial de São José, mas, a pensar em todos quantos não possam estar presentes ou não tenham disponibilidade para ouvir àquela hora, será transmitida em direto no canal Youtube da nossa Unidade Pastoral e nas nossas páginas Facebook.

O link para a transmissão Youtube já está divulgado nos sites e na nossa http://linktr.ee/sjbaptista

Folha Paroquial nº 174 *Ano IV* 30.05.2021 — DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mt 28,16-20)

Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».”

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

A forma como a Liturgia nos propõe a celebração dos mistérios da fé revela a pedagogia de uma mãe cheia de sabedoria que nos quer iniciar no conhecimento de Deus e na relação filial com Ele. Durante o tempo do Advento e do Natal, o Pai envia o Seu Filho que se faz em tudo igual a nós exceto no pecado. Durante o tempo de quaresma e Páscoa, seguimos Jesus, o Filho, que passou fazendo o bem, que os homens mataram e o Pai ressuscitou dos mortos. No Pentecostes, corolário do mistério pascal, o Espírito Santo é-nos apresentado e oferecido como Aquele que continua a obra de Cristo na Igreja e no mundo. Chegados aqui, supõe-se estarmos mais bem preparados para saber quem é o nosso Deus e quanto Ele nos ama. A Festa da Santíssima Trindade, resumindo toda a história da salvação, convida-nos a uma vibrante sinfonia de louvor, glória e ação de graças a este Deus uno e trino por tudo o que fez e faz por nós.

A mensagem central que ressalta da festa da Santíssima Trindade é que o nosso Deus não é um Deus longínquo, abstrato, mas um Deus próximo, que vem partilhar as nossas dores e alegrias e nos convida, também a nós, a estarmos atentos às dores e alegrias dos nossos irmãos, comprometendo-nos com eles como Ele se comprometeu connosco, em Cristo, até à morte na cruz.

Um rabino judeu, chamado Elie Jean Marie Setbon, converteu-se há tempos ao catolicismo e fez-se batizar. Escreveu um livro chamado “do Kippa à cruz”. Numa entrevista, fizeram-lhe a seguinte pergunta: Os cristãos têm o mesmo Deus que os judeus ou os Muçulmanos? Ele respondeu: «Sim e não». «Sim» porque há um só Deus e, portanto, só pode ser o mesmo; «não», se confrontamos as imagens que temos de Deus. Para um judeu, é impensável ter relações pessoais com Deus, chamando-O «Pai»; nem se deve sequer dizer o seu nome, por respeito.» Ora Jesus diz-nos: «Quando rezardes dizei: “Pai Nosso”. Para o cristão, é mesmo essencial fazer a experiência do encontro pessoal com Jesus, no Espírito Santo, e quando isto acontece fazemos a experiência mais admirável que se pode fazer nesta terra: a experiência de sermos filhos de Deus e de sussurrarmos interiormente a relação filial que temos com ele dizendo «Abba, Pai», ao jeito de Jesus, porque é o Espírito de Jesus que nos inunda e «dá testemunho ao nosso espírito que somos, de facto, filhos de Deus».

O facto de Deus ser Trindade de amor, ser relação, ser família, tem implicações profundas para nós, seus discípulos. Sendo criados por um Deus que é relação de pessoas, também em nós existe o apelo à comunhão. «Não é bom que o homem esteja só». Por isso, “aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente” (LG,9). A Igreja só testemunha o mistério de Deus quando, no seu seio, se vivem relações de comunhão e ela se torna sinal e sacramento de unidade para todo o género humano. A encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, é um grande serviço da Igreja ao mundo, pois a sua missão é ser sinal, mas também instrumento da unidade de todos os homens.

Para uma nova evangelização, é fundamental que as paróquias se estruturem para uma maior vivência da comunhão fraterna. O acolhimento a todos os que chegam à porta da igreja e em todos os lugares onde se acolhe, a construção de grupos de dimensão familiar que se reúnem quinzenal ou mensalmente para orar, partilhar a palavra e viver a dimensão fraterna, o serviço em grupo aos pobres, as ações comuns de evangelização, a liturgia participativa – mudará, pouco a pouco, o rosto da igreja vista tantas vezes como uma instituição que oferece serviços religiosos para passar a ser vista e experimentada como uma família espiritual onde todos são entusiasticamente acolhidos e encontram o seu lugar de pertença. Mas, ao mesmo tempo, somos chamados a trabalhar com todos os que não se sentem parte da igreja para com eles construir a unidade e a paz.

Neste dia da Santíssima Trindade celebramos, na Igreja de Coimbra, o dia da Igreja Diocesana, pois a Igreja é a melhor imagem da Santíssima Trindade. O tema deste dia é: Diocese de Coimbra, jovem com os jovens. A Igreja, embora fundada há mais de dois mil anos, é constantemente rejuvenescida pelo Espírito que lhe deu o impulso inicial e que continuamente a impele a deixar-se renovar. Os jovens dão à igreja esse rosto juvenil, sonhador, cheio de esperança no futuro que a provoca continuamente a ir mais além. Por isso uma comunidade cristã, sem jovens, fica empobrecida e corre o risco de deixar de sonhar e se instalar. Que o Plano Pastoral que vai ser dado à Diocese, sobre os jovens, desperte todas as comunidades para uma pastoral que os integre tornando-os corresponsáveis na sua missão evangelizadora.

Partilha de atividades da disciplina de EMRC

 

Mais uma vez, o Secretariado Diocesano de EMRC de Coimbra agradece o carinho demonstrado pela disciplina, especialmente nesta altura, em que as famílias são chamadas a decidir se pretendem que os seus filhos e filhas se inscrevam na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

Neste tempo de pandemia, a disciplina tentou promover nas escolas uma dinâmica de Esperança e lançou esse desafio às comunidades educativas. Estas deram uma resposta bastante interessante, com a produção de trabalhos e dinamização de diversas iniciativas.

Enviamos links de vídeos que mostram algumas destas atividades.

Mensagem do Papa Francisco:

Atividades desenvolvidas e partilhadas pelas escolas no âmbito da dinâmica Esperança(te):

Concerto falado com o cantor Fernando Daniel:

João Mendes, Carla Diogo e Luís Gonçalves”

São José – Pai na ternura

É já no próximo sábado, dia 5 de junho a conferência promovida pela paróquia de SJosé e que neste dia versará sobre a dimensão da ternura – o Papa fala da revolução da ternura para mudar um mundo agressivo, individualista, que descarta os mais fracos, indiferente à sorte dos outros. A ternura pode mudar o mundo.

A oradora será a Sílvia Monteiro, médica cardiologista.

A conferência decorrerá presencialmente, para quem quiser e puder estar presente, no Salão Paroquial de São José, mas, a pensar em todos quantos não possam estar presentes ou não tenham disponibilidade para ouvir àquela hora, será transmitida em direto no canal Youtube da nossa Unidade Pastoral e nas nossas páginas Facebook.

O link para a transmissão Youtube já está divulgado na nossa http://linktr.ee/sjbaptista

Unidade Pastoral celebra o dia da Igreja Diocesana

No próximo sábado, será celebrado este dia em Unidade Pastoral por toda a Diocese. No nosso caso, terá lugar no salão paroquial de S. José das 15 às 17h00.

Tema geral: Igreja Diocesana de Coimbra, jovem com os jovens

Programa:
– Oração inicial
– Palavra do Sr. Bispo (que virá em video)
– Hino das Jornadas
– Reflexão por Hugo Monteiro, responsável diocesano pelo COD (JMJ) que virá gravada (cerca de 15-20 minutos)
Trabalho de grupos (cerca de 1 hora): Assembleia paroquial com agentes pastorais e depois encontros por grupos (como grupo de jovens; escuteiros; Say Yes… e EAP’s, catequistas, ministros extraordinários da comunhão, equipas Alpha adultos e jovem, líderes de células). Haverá uma ou no máximo duas perguntas para o diálogo nos grupos que será posta pelo Hugo Monteiro que fará a reflexão.
– Conclusão / oração final (a preparar localmente pela UP).

Oração de Cura e Misericórdia

Esta oração é aquilo que está enunciado no título: de cura e misericórdia. Também pedimos a cura da alma e do espírito. Mas também pedimos curas físicas. Na humildade, cumprimos aquilo que o Senhor nos mandou: “Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: ‘O Reino de Deus já está próximo de vós.’”.

Todos são bem vindos, entre necessitados e curiosos. Gostaríamos no entanto de desafiar o leitor a publicitá-la especialmente aqueles das suas relações que estão desesperados e sem saída, porque foi para esses que o Senhor encarnou, para os que “precisam de médico”.

À semelhança do Grupo de Oração, também a Oração de Cura e Misericórdia, sempre na primeira quinta feira de cada mês, depois de alguns meses em regime online, pelo Zoom, se está a aventurar num regime misto: quem o desejar, enquanto a lotação da igreja o permitir e respeitando todas as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa sem descurar as recomendações da DGS, poderá comparecer na igreja de São João Baptista onde decorre a adoração eucarística desde as 8h00 ou ligar-se pelo Zoom e participar online.

A próxima sessão será já na próxima quinta feira, dia 3 de junho , pelas 21h30, presencialmente ou online: o link é divulgado por volta das 20h00 nos nossos sites e na LinkTree da Comunidade Emanuel (https://linktr.ee/comunidadeemanuel).

Esta oração é animada pelos irmãos da Comunidade Emanuel.