Arquivo da categoria Unidade Pastoral

Ida à Ópera – Teatro Nacional de S. Carlos – 22 Abril

Ópera I CAPULETI E I MONTECCI De Vincenzo Bellini

Ópera em dois atos, com libreto de Felice Romani(1788-1865)- adaptação da história de Romeu e Julieta a partir de uma ópera de Nicola Vaccai chamada Giulietta e Romeo, que por sua vez foi baseada em fontes italianas e não diretamente de Shakespeare.

09h00 – saída de Coimbra
Tempo livre junto do Centro Cultural de Belém
13h00 – almoço livre junto dos Restauradores
15h00 – partida para Teatro Nacional São Carlos
16h00 – Ópera
Regresso final do espetáculo

75.00€ (inscreva-se no cartório ou em http://insc.paroquiasaojoaobaptista.net)

Folha Paroquial – Domingo III do Tempo Comum

Deus quer que todos os homens se salvem

A folha pode ser descarregada em: Domingo 3 Tempo Comum

Apesar destas palavras que vêm como título não constarem nas leituras de hoje, pareceu-me a mais adequada para resumir a primeira leitura e o Evangelho. Sim, Deus ama os homens e tem sempre a iniciativa de lhes estender a mão e os chamar à conversão.

A história de Jonas é muito bonita. É um conto cheio de beleza e de encanto sobre Deus e o amor que Ele tem por todos os homens, seja qual for a sua raça, cor, língua ou religião. O conto podia dizer-se desta forma: «Era uma vez um pequeno profeta de Israel cheio de bom senso, a quem Deus um dia diz: «Não é suficiente que procures converter o meu povo, no teu minúsculo país. Envio-te em missão a Nínive. (segundo o que indicam as ruínas arqueológicas de hoje, Nínive situava-se em Mossul, no Norte do atual Iraque).

Jonas gostava de obedecer a Deus, mas na sua visão, seria altamente insensato fazer uma coisa destas. Se ele já tinha tanta dificuldade em convencer o seu pequeno povo de Israel a converter-se a Deus e a ser fiel à Aliança, que possibilidade tinha ele de fazer o que quer que fosse por um povo enorme, inimigo figadal de Israel, sempre pronto a invadir o seu país? E para que é que se havia de esforçar para salvar um país pagão sempre pronto a invadir Israel? Antes que Deus continuasse com a sua insensatez de querer converter através de Jonas este povo pagão, ele foge e embarca para longe, até ao fim do mundo. Mas no barco levanta-se uma enorme tempestade e ele vê nisso a consequência da sua desobediência e tentativa de fuga à voz de Deus.

Como é um homem honesto confessa aos responsáveis do navio que a razão daquela tempestade é ele mesmo que foge de Deus. Crentes daquele tempo acreditam e lançam Jonas ao mar para se salvarem. Entretanto um grande peixe engole Jonas. Quentinho no ventre do peixe tem tempo para orar e se converter. O peixe cospe Jonas nas praias de Nínive e, desta vez, Jonas já não foge. Vencido, começa a pregar sem convicção chamando os Ninivitas ao arrependimento. O que Jonas desejaria é que os Ninivitas não se arrependessem para que Deus destruísse a cidade e não escapasse ninguém que seria um descanso para Israel. Mas para tristeza de Jonas, os Ninivitas ouvem a palavra, fazem penitência desde o maior ao mais pequeno e todos se arrependem.

Só Jonas parece não se arrepender. Vai ser preciso Deus dar-lhe uma lição de amor, através de um pequeno arbusto do deserto que lhe fez sombra durante o dia mas que à noite morre. Ele fica irritado com a morte do arbusto e Deus diz-lhe: “Entristeces-te com a desaparição de um arbusto que de manhã nasce e à tarde morre e eu não me deveria contristar com a destruição de um povo numeroso que habita nesta cidade e não havia de fazer tudo para o salvar? Jonas compreende finalmente que Deus é um Deus bom, compassivo e cheio de misericórdia para com todos.

Comecei por dizer que era um conto, uma história, mas que nos diz a Verdade sobre Deus e o que Ele deseja. Realmente «Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, pois Ele «amou tanto o mundo que lhe enviou o seu Filho para que quem n’Ele crer não pereça mas tenha a Vida eterna.» Ah se cada cristão percebesse o desejo que Deus tem de chegar ao coração de cada homem, faríamos muito mais por isso.

O Evangelho apresenta-nos o início da atividade messiânica do Filho que vem para oferecer aos homens a salvação. De forma lapidar, Marcos apresenta-nos o kerigma de Jesus, isto é, aquilo que foi o conteúdo fundamental do seu anúncio; «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

A Igreja faz parte do plano de Deus para que a salvação de Jesus chegue até aos confins da terra. Sem a Igreja o Evangelho nunca sairia de Jerusalém e, mesmo aí, duraria pouco tempo.

Por isso a primeira obra messiânica de Jesus é a escolha dos discípulos a que deu o nome de Apóstolos. Eles seriam os alicerces da nova comunidade que Ele queria instituir. Por isso, Jesus deu tanta atenção à formação dos seus discípulos. E no final da sua vida, antes de partir para o céu, deixa-lhes um mandato em que lhes diz: «Ide por todo o mundo, fazei discípulos de todos os povos, batizai-os e ensinai-os a cumprir tudo quanto vos mandei». Jesus fez discípulos e disse-lhes que formassem outros, pois sem discípulos não há Igreja e não há seguidores de Jesus, de tal forma que a Missão da Igreja é evangelizar para formar discípulos que o sigam. Nós somos os discípulos que o Senhor tem hoje para enviar ao mundo como fez com Jonas. E não precisamos de ir para muito longe.

É na família, no local de trabalho, ou até nos tempos livres que somos chamados a ser «pescadores de homens». Mas é também no imenso mundo virtual das redes sociais que posso ser «pescador» para Cristo. A nossa paróquia sendo a Igreja situada neste território que lhe está confinado tem esta missão de Jonas: Ide, de rua em rua, de casa em casa, de apartamento em apartamento, anunciar que Deus os ama e que se lhe abrirem o coração experimentarão a Vida eterna. Muitos pensarão como Jonas: «Isso é uma insensatez» e tentarão fugir a esta missão, (às vezes eu também tento fugir). Vemos a missão a partir do nosso olhar e das nossas forças e não a partir do olhar de Deus e do Seu poder.

Membros do Conselho Pastoral correram muitas casas para colocar na caixa do correio dos paroquianos o desdobrável das atividades da paróquia. Mas parece-me que, no futuro, vale mais entregar menos desdobráveis, mas falar com mais gente. O que importa é o diálogo pastoral, é a partilha fraterna. Na próxima Lectio Divina da Quaresma seria possível que algumas famílias ou pessoas individuais se juntassem no mesmo prédio, ou na mesma rua fazendo grupos de oração com a Palavra de Deus?

Mas milagres acontecem quando, como Jonas, obedecemos a Deus e vamos na força do seu Espírito. Paróquia de S. José e S. João Baptista, formai-vos para a Missão, rezai pela missão e parti para a Missão, pois a isso vos envia o Senhor e é para isso que existis. Se não fazeis isso deixais de ser relevantes, pois Jesus formou-vos com este fim.

Hoje estarão à saída da igreja algumas pessoas que fazem parte da equipa do percurso Alpha dando um convite a quem o quiser aceitar. O Alpha é um método de evangelização posto á disposição das paróquias para que se tornem evangelizadores dos seus irmãos. Porque não experimentar primeiro para si, para depois convidar outros a fazê-lo? Sejamos ousados, pois Deus nos deu um Espírito de ousadia e de fé.

 

Novo percurso ELA E ELE iniciou-se em 13 de janeiro com 15 casais

Iniciou-se a 13 de janeiro um novo percurso para casais «Ela e Ele: como construir uma relação duradoura». O restaurante do Instituto Justiça e Paz, acolheu a primeira sessão com a participação de 15 casais, oriundos de várias paróquias da cidade de Coimbra, com particular representação de São João Baptista e São José.

Depois da apresentação do percurso, teve início o habitual jantar, servido aos casais num ambiente romântico e propício à fruição de um tempo em casal de qualidade.

Seguiu-se ao jantar, a apresentação do tema “Estabelecer bases sólidas”, que pretendia levar os casais a conhecer as diferentes fases da vida em casal e ganhar consciência dos efeitos que o ritmo de vida atual provocam no seu casamento. Este primeiro tema permite fazer a introdução para os temas das sessões seguintes: a arte da comunicação em casal, a resolução de conflitos, a importância do perdão, o relacionamento com a família alargada, nomeadamente pais e sogros, a sexualidade e descobrir as linguagens do amor de um e de outro. 

Aos casais foi depois dada a oportunidade de refletir em casal sobre aquele tema, num ambiente descontraído, acompanhado por chá e biscoitos.

Com o objetivo de ajudar os casais a investir na sua relação, para ultrapassar dificuldades ou para a tornar mais sólida e duradoura, este percurso insere-se na dinâmica de uma pastoral familiar que aposta nas famílias como espaço de transmissão do amor autêntico e da alegria que vem de Deus.

Folha Paroquial – Domingo II do Tempo Comum

A folha pode ser descarregada aqui: 2º Domingo Tempo Comum

A questão posta pelos dois discípulos de João Baptista é muito pertinente nos nossos dias: «Mestre onde moras?» No fundo é a pergunta sobre onde e como encontrar Deus. Diz-nos o papa Bento XVI que, “no contexto atual, “é a questão das questões”, pois a mentalidade que se difundiu de renúncia ao transcendente demonstrou-se incapaz de compreender e preservar o humano e gerou a crise de sentido e de valores que hoje vivemos, que depois levou à crise económica e social.

“O homem que desperta dentro de si a pergunta sobre Deus, abre-se à esperança, a esperança confiável, pela qual vale a pena enfrentar o cansaço do caminho presente”. Mas a quem porão os homens de hoje a questão sobre Deus e onde o encontrar? É àqueles que O conhecem e amam. “A estrada que conduz até Ele passa, de modo concreto, através de quem já O encontrou, pelo testemunho de vida no quotidiano. Mas depois, os cristãos têm de ter um lugar de encontro, para onde possam convidar aqueles que se manifestam abertos a conhecer Jesus.

Vinde ver. Esse lugar é a própria Comunidade reunida. Ela é o lugar da presença de Deus, pois Deus habita nela como num templo. O “vinde ver”, pode ser simplesmente: -Vem à igreja comigo, e assim encontrar-te-ás com Cristo presente no meio do seu povo. Descobri-lo-ás na igreja que reza, canta e louva o seu Senhor, “o que esteve morto, mas agora vive para sempre”. Descobri-lo-ás presente na Sua Palavra proclamada na Assembleia. Descobri-lo-ás presente, como os discípulos de Emaús, no pão que é partido e distribuído por todos e acerca do qual Ele disse: «Tomai e comei, isto é o meu corpo entregue por vós». O “Vinde ver” pode ser ainda: Olha vem comigo ao encontro do Senhor que nos cura e salva, “ O “Vinde ver” pode ser ainda um convite para o curso Alpha, para conhecer o Senhor gradualmente e Lhe abrir o coração. Vinde ver como é, e depois ficas ou vais, mas «vem ver».

Sabemos o nome daqueles que aceitaram o convite de Jesus: -“Vinde ver”. Eram André, irmão de Simão Pedro, e no seguimento do Evangelho, sabemos que o outro era Natanael. Não vão mais esquecer aquele dia nem aquela hora. Era por volta das quatro horas da tarde. André, depois disto, vai ter com seu irmão Pedro e diz-lhe: «Encontrámos o Messias, vem também conhecê-lo. E levou-o a Jesus. Que grande gesto fez André pelo seu irmão! Mudou-lhe a vida para sempre. Abriu ao irmão o caminho da salvação. Por aqui se vê que não é preciso ser especialista em evangelização para levar alguém a Jesus. André tinha acabado de conhecer Jesus e já se tornara evangelizador.

Basta tê-lo encontrado, ter deixado que Ele toque a nossa vida. Então seremos capazes de dizer a outros: “Vinde ver.” É o melhor serviço que uma pessoa pode fazer a outra é levá-la a conhecer Jesus, pois trata-se de possibilitar à outra pessoa, o encontro com a Vida eterna, com a salvação.

Num jantar Alpha cerca de 30 pessoas trouxeram umas 60. Cada uma, à sua maneira, foi capaz de trazer a este percurso, um irmão, e por causa desse convite amigo, estou confiante que muitos, um dia, serão capazes de dizer a quem os convidou: «Obrigado por te teres lembrado de mim e me teres proporcionado o encontro com a Vida em plenitude.»

Às vezes recebo alguns e-mails que me dão muita alegria. Vou transcrever algumas linhas do último que recebi, depois de ter pedido autorização à pessoa. Dizia ela: “Sr padre, ainda não me conhece, apesar de o ter cumprimentado à saída da missa, mas era tanta gente que não pode decorar todos os rostos e nomes. Fui, a primeira vez, à igreja de São João Baptista, no Domingo passado, levado por uma amiga que me convidou e que sabia o que eu estava a viver. Já há muito tempo que não ia a uma igreja e deu-me muita paz. Ao contrário do que estava à espera, não me senti aborrecido e nem dei pelo tempo a passar. Era o dia dos Reis Magos e o seu sermão parecia que era diretamente para mim. O sr padre dizia que os Magos eram pessoas que procuravam a Deus, e por isso o encontraram, pois Ele deixa-se encontrar por quem o procura.

Então também eu, de certo modo, já estava a encontrá-lo ali bem perto. Agradeci à minha amiga por me ter convidado e vou começar a ir aí, habitualmente, voltando às minhas raízes cristãs. Fiquei também agradavelmente surpreso ao vê-lo cá fora a despedir-se de cada pessoa. E essa é a razão do meu e-mail: Dizer-lhe que gostei e agradecer-lhe o seu acolhimento.”AC. Feliz esta amiga que foi capaz, como André, de dizer a este senhor: «Vem Ver».

Caro(a) amigo(a) que lê estas palavras; “A quem já convidou, para ir consigo ao encontro de Jesus? Não tenha receio de convidar, de falar a outros das diversas atividades e convidar a vir consigo à missa, à oração, ao Alpha, à catequese de adultos, ou a servir os pobres. Há tantos que não vêm só porque se desabituaram e, agora, só precisam que alguém lhes reacenda a chama com um convite amigo. Seja ousado (a) em nome de Cristo e fará um grande bem aos seus amigos. Como vê, não é preciso ser santo para fazer isso, é preciso é começar já. Pois André mal conheceu Jesus, levou logo o seu irmão.

Folha Paroquial – Domingo da Epifania

A folha pode ser decarregada aqui.

Aproximai-vos do Senhor

  1. Os magos, procuradores da Verdade

A Festa da Epifania ou da Manifestação do Senhor diz-nos que Aquele Menino que nasceu em Belém é o salvador universal. Os Magos não faziam parte do povo da Aliança e não conheciam as promessas messiânicas, mas tinham aquela «Luz do verbo que ilumina todo o homem que vem a este mundo». Cada ser humano tem em si o desejo da Verdade e, se não vive à superfície de si mesmo, procura essa Verdade. Os Magos aparecem-nos como pessoas insatisfeitas, que se interrogam, que querem saber mais, e fazem uma longa peregrinação exterior e interior à procura do Rei dos Judeus que acaba de nascer. Diz-nos o profeta Isaías: «Procurai o Senhor, pois Ele deixa-se encontrar. Buscai-O, pois Ele está perto.» (Is 55,6-9). Os Magos representam todos os buscadores de Deus ao longo da História:  Toda a sua procura se resume na única pergunta que fazem: «Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos para o adorar». Não são judeus e, por isso, não têm os textos sagrados da revelação, mas Deus não os deixa sem nada, dá-lhes o sinal que eles podem entender; Não têm a Palavra mas têm um sinal que os ajuda a porem-se a caminho.

  1. As diferentes atitudes diante de Jesus

Herodes sabe bem o significado da estrela e, por isso, fica atemorizado quando os magos lhe dizem que viram a estrela no oriente e que a seguem. Fazia parte da crença judaica que uma estrela iluminaria o céu quando o Messias surgisse e, essa crença vinha do livro dos números da belíssima profecia de Balaão: «Uma estrela surge de Jacob e um cetro se ergue de Israel». Mas o texto apresenta-nos outras personagens com outras atitudes diferentes. Uma delas é Herodes, um político agarrado aos seus privilégios e poder, pronto a destruir quem quer que lhe pareça ser uma ameaça ao seu poder. A sua posição é de completa rejeição do Menino. Por motivos políticos ou ideológicos, há hoje um grande número que se fecha completamente à luz, rejeitando o Menino como Herodes. Depois, aparecem os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, que manifestam uma grande indiferença, pois, apesar de concluírem acertadamente o que diziam as escrituras de que o nascimento de Jesus seria em Belém, não mexeram uma palha para imitar os magos e irem no encalço da estrela que os levaria a Belém. Temos, portanto, três atitudes diferentes nas quais somos convidados a rever-nos. Em qual delas nos situamos? Sentimo-nos pessoas que buscam a Verdade? Que buscam Deus? Ou pessoas demasiado satisfeitas porque até já somos religiosos, mas incapazes de sacrifícios e incomodidades para nos abrirmos à novidade do reencontro com Ele?

Esta indiferença está hoje muito na moda e não só da parte dos que são pouco ou nada praticantes, mas pode acontecer a qualquer um de nós. Reparemos que os escribas e sacerdotes eram pessoas muito religiosas e sabiam tudo das profecias sobre aquele Menino que havia de nascer, mas depois deixam que o acontecimento salvador lhes passe ao lado. Para eles, é como se Ele não tivesse nascido.

  1. 3. O encontro com Jesus muda a vida dos Magos

Neste texto, os únicos que encontram o Salvador e, com Ele a plenitude da alegria, são os Magos. Quando O viram, adoraram-No, e ofereceram-lhe os seus presentes, que são um testemunho da sua fé e da sua entrega ao salvador que nasceu em Belém.

Regressaram por outro caminho porque o encontro com Jesus sempre muda o nosso horizonte, o nosso rumo e os nossos caminhos. Bento XVI escreveu: «No início do ser cristão não está uma ética ou uma doutrina, mas um acontecimento, um encontro com Cristo que dá à vida um novo horizonte e com ele um novo rumo». Os magos, encontrando Jesus, encontraram um novo horizonte de vida, um novo rumo. E eu? O rumo e horizonte da minha vida estão marcados pelo encontro com Ele, que iluminou a minha vida?

  1. E nós hoje? Como procuramos o Senhor?

A frase do Plano Pastoral da Diocese de Coimbra é «Aproximai-vos do Senhor». É um convite que nos é feito a todos, para que nos aproximemos mais d’Ele, procurando-O. As Jornadas Quaresmais, que terão lugar no salão de S. José, mas que passarão a ser para todo o arciprestado de Coimbra-Urbana, terá também este tema: «Aproximai-vos do Senhor».

A 26 de janeiro, haverá em S. João Baptista a apresentação de um novo percurso Alpha. É um percurso sobre Jesus Cristo, o Alpha e o Ómega. Quem o tem feito, e têm sido tantos na nossa Diocese, fizeram a experiência fundamental do cristianismo, que é o encontro com Cristo ressuscitado que dá à vida um novo sentido.

Aproximamo-nos d’Ele na Eucaristia e na Adoração Eucarística fora da missa, onde podemos estar a sós com Ele. Em S. José, estará entre nós, a 3 e 4 de março, um padre Francês, missionário da Santíssima Eucaristia, para nos ajudar a lançar a Adoração Eucarística permanente. Quando uma paróquia se começa a aproximar do Senhor na Adoração Eucarística, não só um pequeno grupo, mas uma multidão que, ao longo da semana, vai dando uma hora para estar a sós com Ele, algo começa a mudar na vida da paróquia. Rezemos pelas paróquias de S. José e S. João Baptista, para que sejam lugares de luz onde as pessoas vêm ao encontro do Senhor e O adoram, regressando por outro caminho.

 

Noite de réveillon da Unidade Pastoral

Mais de uma centena de irmãos das paróquias de S. José e S. João baptista escolheram viver esta noite especial em ambiente fraterno, no salão paroquial de S. José, animados por um Grupo de Concertinas de Casconha. Houve muita música, dança, aperitivos, petiscos, mariscos, etc, etc e, sobretudo, muita alegria e uma enorme mesa de doces. Apesar de haver lugares sentados e talher para toda a gente, foi gratificante verificar que muita gente não conhecia ao certo qual o seu lugar à mesa, tal era o ambiente fraterno que se vivia e o desejo de conviver entre irmãos e entre paróquias. Alegrou-me particularmente verificar a quantidade de irmãos que estavam atentos aos que estavam mais sós e porventura envergonhados e que não hesitaram em mudar de lugar, ainda que temporariamente. Havia transeuntes que entraram por curiosidade e que acabaram por ficar, e também esses foram imediatamente acolhidos.

Como estava previsto, por volta das 23h00 tivemos um momento de oração diante do Santíssimo Sacramento exposto: adorámos o Senhor, demos-lhe graças pelo ano de 2017 e recebemos d’Ele a bênção quase em cima das 12 badaladas. E de coração cheio, entrámos em 2018 ao abrir das garrafas de champanhe e espumante!

Uma palavra de sentida gratidão ao Grupo de Concertinas de Casconha que graciosamente animou esta noite tão vivida!

Parabéns, Pe Jorge! …e obrigados.

O nosso pároco, Pde Jorge Silva Santos, celebrou no dia 29 de Dezembro 61 anos de vida. As paróquias de S. José e S. João Baptista quiseram mobilizar-se para celebrar com ele este dia e juntos dar graças ao nosso Deus pelo dom da sua vida e por podermos testemunhar o seu dom ao serviço da Igreja: partilhámos um vídeo nas redes sociais, celebrámos a Eucaristia e juntámos um pouco mais de 100 pessoas à volta de um jantar em clima de festa.

Neste contexto, certos que por muitas vezes e de muitas maneiras a Igreja de Coimbra e os seus ministros nos têm alertado para a crescente falta de sacerdotes, pedimos a alguns paroquianos que testemunhassem de que forma o exercício do ministério do padre, neste caso o Pe Jorge, influenciou e tem conduzido o seu crescimento na vida cristã:

Sinto-me muito feliz pelo carinho com o qual sou tratada nesta comunidade cristã, sentindo-me em família.
Admiro muito o nosso padre Jorge pela sua humildade, generosidade e forma carinhosa que nos aproxima mais de Deus. Passei a amar muito mais a Deus.
Parabéns Pe Jorge por todo o seu trabalho e por tudo o que tem feito por nós.

Aida Vilas

Nascido de uma família de tradições católicas, desde cedo me habituei a ir à missa ao domingo, fiz a primeira comunhão, a profissão de fé e mais tarde o crisma.

Em 1978 entrei para os Escuteiros, como Pioneiro e participei em muitas atividades dae igreja, procissões, encontros de reflexão, pertenci ao Renovamento Carismático nos anos oitenta, na altura com sessões aos domingos à noite na cave da Sé Nova.

Cheguei à idade adulta, pai de dois jovens e a minha fé andava adormecida e com a chama um pouco ténue: ia pouco à missa e muitas vezes esquecia-me de rezar, até que um dia a minha esposa me convenceu a ir à missa à Igreja na Quinta da Portela  e foi lá que me deparei com o Padre Jorge, que já conhecia do tempo do Renovamento Carismático, Começámos então a frequentar essa igreja e em 2010 fizemos o curso Alpha. Na altura não fomos ao fim de semana e, embora tivesse gostado do curso, não senti aquele click.

Enfim, o tempo foi passando e a minha fé continuava frouxa, até que fui contactado para levar amigos ao novo curso Alpha no início de 2017 e, após o jantar de apresentação eu, a minha esposa e os nossos amigos decidimos que íamos fazer o curso …. foi após o Alpha, nomeadamente a experiência do fim de semana, que a minha vida sofreu uma mudança muito grande para melhor, tendo o Padre Jorge contribuído muito para isso, pois com a sua fé enorme e a sua maneira de falar de Deus, contagiou-me por completo e, se anteriormente noutras igrejas muitas vezes estava desatento e nem prestava atenção às leituras e homilia, com ele eu estou sempre muito atento e interessado em tudo, saindo da missa com a alma cheia.

Posso dizer então que este homem mudou a minha vida e a chama da minha fé, até aí entorpecida,acendeu por completo e eu estou muito Feliz.

Obrigado Senhor pelo presente maravilhoso que me ofereceste!

Jorge Pires

Dizer alguma coisa sobre o Padre Jorge Santos não é difícil e começa sempre por Obrigado… Obrigado pelo testemunho de Cristão Crente, simples e entusiasta. Obrigado pela intercessão, pelo acolhimento e pela oração. Continua no Obrigado pelo exemplo e por nos fazer descobrir novos caminhos. Sempre costumo dizer que é um grande “pescador” das coisas de Deus, mas também “pastor”, “agricultor”, “jardineiro”…
Em tempos li no mural de um escritor, nas redes sociais, o seguinte trecho de um poema, que me fez lembrar de imediato o Padre Jorge Santos:
 “O segredo é não correr atrás das borboletas…
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!”
A única diferença é que o Padre Jorge Santos aproveita também por correr atrás das borboletas.

Pedro e Paula Silva

Tive a felicidade de conhecer o Padre Jorge Santos quando estava ainda algo distante da experiência de vivência comunitária enquanto membro da igreja,  como pedra viva. Por casualidade, ou talvez não, há uns anos atrás dei por mim a entrar numa missa tardia em S.João Baptista, uma paróquia que acabara de nascer. Impressionou-me ver um sacerdote pregar para 8 almas com a mesma determinação, zelo e amor (ou mais ainda) do que muitos que vira participar em missas com uma audiência de 500. Passei a assistir assiduamente àquela Eucaristia, e tal era o empenho do Padre Jorge em envolver os fiéis na condução da Igreja que em breve também eu me vi a participar em várias das muitas iniciativas que sistematicamente desenvolve com e para os paroquianos. E mais tarde, a seu convite acabei por ajudar na dinamização de outras das suas incessantes actividades. E assim conheci a minha esposa e tantas outras pessoas da comunidade que agora considero minha também. Por considerar esta nova condição de paroquiano muito mais enriquecedora do que a anterior, estou muito grato ao Padre Jorge, a quem enalteco também a proximidade, humildade e verdadeiro amor com que olha para cada uma das ovelhas do seu rebanho.

Ricardo e Telma Mota

Folha paroquial – Domingo da Sagrada Família

A folha pode ser descarregada aqui

A Sagrada Família – Jesus, Maria e José – é o modelo da família cristã. Esta, na perspetiva cristã, é uma realidade constituída por um homem e uma mulher, com os seus filhos (família nuclear) e depois estendendo-se aos avós e outros membros (a família mais alargada.) Às vezes, há quem chame a esta realidade a «família tradicional». Pessoalmente, não concordo, pois, quando chamamos a esta a «tradicional», parece que existe outro tipo de família. Ora, a família como Deus a quis e como a natureza das coisas pede é, simplesmente, a família; pai, mãe e filhos.
A família, antes de ser cristã, isto é, antes de ter uma visão crente do seu ser família, é uma realidade natural. O apelo a ser casal e a ter filhos faz parte da realidade antropológica do ser humano.
A Sagrada Escritura diz-nos que, desde a criação, Deus criou o ser humano, homem e mulher, e criou-o à sua imagem e semelhança. Assim como Deus, sendo pluralidade de pessoas é um só Deus, assim o casal humano sendo dois, é chamado à comunhão no amor e a ser um só. Sendo o casamento uma instituição natural, Cristo elevou-o à dignidade de sacramento. O cristão, mergulhado pelo batismo no mistério pascal do Senhor, na sua morte e ressurreição, é chamado a viver todas as dimensões da sua vida em união com o Senhor. Por isso, o pacto conjugal realizado pelo mútuo consentimento, dado livremente na presença do Senhor, consagra-os também àquele que é o Esposo por excelência e que os ensinará a tornarem-se cônjuges que aprendem com Cristo a amarem-se.

Horário Missas Natal – Unidade Pastoral S. José e S. João Baptista

Sábado, 23 Dez (Domingo IV do Advento)

17h30 – S. João Baptista
19h00 – S. José

Domingo, 24 Dez (Domingo IV do Advento)

08h30 – S. José
10h00 – S. José
10h45 – S. João Baptista
12h15 – S. José

Domingo, 24 Dez (Missa do Galo)

23h00 – S. João Baptista
00h00 – S. José

Dia de Natal, 25 de Dezembro

10h00 – S. José
10h45 – S. João Baptista
11h00 – S. José
12h15 – S. José
19h00 – S. José

 

Mensagem de Natal do pároco

“A Vida manifestou-se, nós vimo-la, damos testemunho dela e vos anunciamos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós.” (1Jo 1, 2)

O P. Jorge e o P. Filipe Diniz desejam a toda os paroquianos da Unidade pastoral de S. José e S. João Baptista, um Santo Natal e um promissor ano novo.
Que o Menino-Deus encha de luz o vosso lar e os vossos corações e que possais compreender o seu incomensurável amor que excede toda a compreensão.
Boas festas !