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Jornadas de Formação Permanente

Já aqui demos conta do seu programa e do nosso desejo de que haja um grupo significativo da nossa Unidade Pastoral a participar nestas jornadas – recordamos hoje as datas – 18 e 19 de janeiro – e a necessidade de inscrição para poder participar – o link está na LinkTree.

Como se pode deduzir pelo cartaz, o tema é de extrema atualidade e muito importante para as nossas comunidades paroquiais. Seria muito bom que pudéssemos estar em grande número: para aqueles que já estão livres de responsabilidades laborais, é mais fácil; para os restantes, sobretudo aqueles que servem na paróquia – conselho pastoral e económico, catequistas, membros das células e dos grupos corais, etc – gostaríamos de os desafiar a tirar um ou dois dias de férias para participar nestas jornadas.

Destacamos, do programa, as palestras:

Terça de manhã, com o Prof. João Lourenço: 10h00 – Jesus caminha com os Apóstolos; 11h20 – A Igreja nascente

Terça de tarde, com a Prof. Isabel Varanda: 14h30 – Re-imaginar a comunhão, a participação e a missão na Igreja de Jesus Cristo, hoje; 15h50 – A ecologia integral profunda como coração sinodal da Igreja.

Quarta de manhã, com o Pe Nuno Santos: 10h00 – Leitura do mundo atual como desafio à sinodalidade; 11h20 – Sinodalidade na reflexão eclesiológica pós-conciliar.

A evangelização

Terminou no passado Domingo uma série de cinco homilias dedicadas ao pilar da evangelização, um dos cinco essenciais no qual assenta a construção do nosso plano pastoral e da visão que norteia tudo quanto se faz nas nossas comunidades paroquiais.
Tal como o Pe Jorge anunciou na folha paroquial, agora far-se-á um intervalo, durante o qual nos deixaremos ir ao sabor dos textos litúrgicos propostos pela Igreja, e, depois da Epifania, em Janeiro, voltaremos a esta temática, com outro essencial.

Como evangelizar?

A pobre viúva de que nos fala o Evangelho deu tudo o que possuía num grande ato de amor a Deus. A evangelização é um ato de amor por cada pessoa que Deus ama. O evangelizador aproximou-se da fornalha ardente do coração de Deus, percebeu quanto Ele ama e quer salvar cada pessoa e encheu-se de zelo por aqueles que Deus ama. No livro de Isaías, Deus pergunta: «Quem enviarei eu? Quem irá por mim?» E Isaías responde: «Eis-me aqui, podeis enviar-me.» E aí começa a vocação de profeta de Isaías. Para cada um de nós começará também, quando percebermos, por dentro, que Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito e que o que Ele mais quer é que “todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade que é Jesus”.

Desçamos mais ao concreto para responder à questão: Como posso evangelizar? O que devo fazer?

Já dissemos que precisamos de gerar uma cultura missionária de convite. Por onde começar?

1. Decidir-se a ser mais intencionalmente evangelizador.

Quando tomamos essa decisão interior, vamos estar mais atentos às ocasiões em que podemos falar de Deus, convidar e dar testemunho.

2. Apoiar a Evangelização com a Oração de Intercessão.

Ao oferecer um caminho para o encontro pessoal com Cristo e para o crescimento de discípulos, como mostrámos na semana passada, e para que esse caminho seja fecundo, cada passo e iniciativa pode ser sustentada, na paróquia, pela oração de intercessão, ou seja, trazendo à oração todos aqueles que não conhecem Cristo ou são chamados a conhecê-lo mais profundamente.

Antes de começar o Alpha, sustentar os convites com oração. Durante os 3 meses que dura o percurso, orar pelos que o frequentam para que se encontrem com Jesus e caminhem na Igreja. A evangelização é obra do Espírito Santo, da qual nós somos apenas colaboradores e, por isso, a oração é essencial. Na Unidade Pastoral, temos a graça da adoração permanente que já chegou a ser todos os dias da semana e também de noite, mas que a pandemia obrigou a parar. Mas ainda continuamos com dois dias completos por semana em cada paróquia. Devemos colocar diante de Deus todas as ações evangelizadoras da comunidade: Alpha, Células, catequese de adultos e infantil, jovens, adolescentes, e tudo o mais. Esta semana houve retiro com animadores jovens do ASJ e outro com os jovens que vão fazer o crisma. Era importante que a comunidade orasse pelos bons frutos destes acontecimentos. Por isso é que colocamos na folha as iniciativas que se fazem, para que sejam rezadas.

Atualmente, estão a funcionar na Unidade pastoral 4 percursos Alpha: dois de adultos, um de jovens e outro de adolescentes. Estes percursos envolvem um total de cerca de 200 pessoas. É muita gente!!! Por isso precisamos tanto da oração de todos!

Quando se tornar normal os paroquianos rezarem quotidianamente pelos bons frutos do trabalho de evangelização na paróquia, significa que a cultura da evangelização está a crescer na comunidade e, com ela, a cultura de convite, de acolhimento e hospitalidade.

3. Tudo o que se faz na paróquia deve ser intencionalmente evangelizador.

Para que uma paróquia se torne missionária, é necessário que a evangelização seja algo intencional em tudo o que se faz e que se torne cultural. Quando for algo que entrou nos nossos hábitos, as pessoas vão achar normal convidar, acolher bem, e perceberão que a missão da Igreja é isso mesmo: evangelizar. Este é aliás o sonho do Papa Francisco para a Igreja: “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que (…) toda a estrutura eclesial se torne um canal proporcionado mais à evangelização do mundo actual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de «saída» e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade. “ (nº 27 da EG)

Algo que pode ajudar a crescer nesta cultura é ter com alguma frequência testemunhos nas missas dominicais de pessoas que possam partilhar a sua história de como encontraram Jesus na paróquia e o impacto que isso teve na vida delas. Isso ajudará a perceber a importância de sermos evangelizadores.

Fomos criados para conhecer, amar e servir a Deus, e a evangelização é que nos ajuda a viver a missão de Jesus Cristo. A evangelização não é um programa ou um processo, queremos que se torne uma cultura, algo que se torna normal no nosso viver. Não queremos criar membros da paróquia, desejamos criar discípulos de Cristo vivendo em Igreja.

4. Ter ferramentas adequadas que ajudem a criar cultura evangelizadora.

Para isso, a melhor ferramenta que conhecemos é o Alpha. Existem outros bons instrumentos por aí de evangelização, mas este tem um impacto enorme, dá muitos frutos e é uma das ferramentas de evangelização mais bem sucedida em todo o mundo. O Alpha feito como algo contínuo na paróquia, ajudará a evangelização a tornar-se cultura na comunidade, como ajudou noutras. Convidando os participantes a convidarem os seus amigos, gera uma cultura de convite.

Quais os ingredientes que fazem com que o Alpha seja tão apreciado pelos participantes?

-O acolhimento incondicional: cada um é acolhido como é, como pensa e como vive.

-A dimensão fraterna (nomeadamente graças às mesas): os que experimentaram Alpha, puderam maravilhar-se com a qualidade das relações entre os participantes.

-O crescimento espiritual até a um encontro com Deus (no fim de semana sobre o Espírito Santo, a meio do percurso).

Pensemos um pouco: se quisermos convidar uma pessoa bem longe da igreja para ter um primeiro contacto com cristãos, a missa não é seguramente o tipo de ambiente que melhor servirá para pessoas não iniciadas. A missa foi pensada para gente que já é cristã, e por isso é que hoje temos missas de funerais onde as pessoas não sabem como hão de estar, não sabem responder e – imagino – deve ser um sacrifício.

Por isso é que o Alpha é um ótimo ambiente para todos os que não se sentem muito à vontade nas coisas mais misteriosas da fé. As pessoas, hoje, estão mais interessadas em construir amizades, em fazer perguntas, em poderem exprimir o que sentem e, por isso, abertas à ideia de conectar-se a um grupo de amigos onde sintam que a sua opinião conta e que são aceites sem julgamentos. Só depois de se sentirem em casa, e de terem podido ver por si o que querem e de questionar o que não entendem é que poderão dar o passo da fé. Na Igreja católica, estamos habituados à missa e à catequese e é para onde costumamos convidar as pessoas, pois é o que temos e não porque seja a melhor opção no início. Ora, o Alpha é um processo inicial antes da decisão de fé, uma espécie de átrio antes de entrar no Santuário, para onde podemos convidar os que andam à procura, mas que não querem dar um passo na fé antes de se sentirem confortáveis com isso.

5. Fazer da missa uma festa de beleza.

Se a Eucaristia não é certamente o primeiro ambiente para onde convidar as pessoas não iniciadas na fé e não habituadas a irem á igreja, não devemos, porém, perder o foco e o propósito de formar discípulos-missionários e, não temos discípulos formados enquanto a Eucaristia não for a fonte e o cume da sua vida de fé. Por isso, uma comunidade que quer ser evangelizadora de modo intencional faz da missa dominical uma festa de acolhimento, de comunhão, de alegria e de beleza. É o único momento na semana em que a generalidade dos membros da comunidade se reúne. E essa assembleia eucarística é o rosto da comunidade cristã. Se ela acolhe os que chegam com sorriso nos lábios e alegria no coração, dizemos-lhe que são bem-vindos e que temos muita alegria em que estejam connosco. Se cantamos com entusiasmo e participamos com emoção, damos um testemunho de fé aos que chegam e nos observam. A música e o canto têm aqui uma importância extraordinária. Vários estilos são possíveis, desde que seja boa música, bem cantada, e que ajude a rezar, entrando no mistério que se celebra. Temos já dado bons passos no acolhimento à entrada e nas despedidas à saída, na beleza da música que se canta e na participação dos fiéis, mas ainda temos muito para melhorar – pelo menos nalgumas missas dominicais.

O cedro do Líbano

No próximo sábado, dia 5 de junho, às 17h30, para assinalar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a comissão que preside aos eventos relacionados com o Ano de São José em SJosé propõe uma palestra com a prof. Helena Freitas e ainda participar na plantação de um Cedro do Líbano nos jardins da igreja.

Esperamos todos que não lhe falte água para crescer nem terra fértil sobre a qual estender as suas raízes. E assim nos haveremos todos de lembrar, sempre que formos a esta igreja para alimentar a nossa comunhão com o Senhor e com os irmãos, do salmo 92: “Os justos florescerão como a palmeira e crescerão como os cedros do Líbano. Plantados na casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus.”. E também nos haveremos de lembrar que os cedros do Líbano também caem… sobretudo aqueles que não se deixam “plantar na casa do Senhor”.

Folha Paroquial nº 161 *Ano IV* 28.02.2021 — DOMINGO II DA QUARESMA

Andarei na presença do Senhor sobre a terra dos vivos.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mc 9, 2-10)
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.”

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

MOSTRAI-NOS O VOSSO ROSTO E SEREMOS SALVOS

A história de Abraão é a história de um crente que decidiu colocar a sua vida inteiramente nas mãos de Deus. A sua vocação começa por um chamamento a abrir-se à novidade de Deus, a não temer o risco, o desconhecido, a aventura, o novo. «Abraão, deixa a tua terra e a casa de teu pai e parte para a terra que eu te indicar. Farei de ti um grande povo (…) Abraão partiu como o Senhor lhe dissera» (Gen 12,1-4). E foi toda a vida um peregrino na busca do rosto de Deus e do cumprimento da sua promessa. O dom do filho Isaac foi um belo oásis, um grande ponto de apoio para a sua fé, no meio de todas as dúvidas e incertezas da aridez do deserto e dos escolhos do caminho. Mas eis que, depois deste oásis, vem uma ordem divina que deixa o coração de Abraão imerso na dor. “Abraão, toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar.” Sem nada entender deste Deus desconhecido que se atravessou no seu caminho, com o coração rasgado e ferido, obedece. Mas quando se prepara para cumprir a ordem divina, novamente a voz de Deus se faz ouvir: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças nenhum mal”. E diante de tanta confiança, Deus reitera e fortalece as suas promessas. Abraão aprende que o Deus que Ele segue não o deixa viver confortavelmente nas suas seguranças pois é um Deus imprevisível, misterioso, e sempre a apontar-lhe caminhos novos. Quem o quer seguir deve estar preparado para uma aventura permanente. No entanto descobre também que Ele é digno de confiança e que segui-lo faz da vida uma permanente novidade. Tem a figura de Abraão alguma coisa a ensinar-nos?

Em primeiro lugar, nesta quaresma, Deus vem bater à nossa porta como à da tenda de Abraão para nos dizer, dentro do chamamento que já nos fez outrora, a não nos deixarmos instalar naquilo que já conhecemos, a pormo-nos a caminho ao encontro do rosto de Deus, a libertarmo-nos daqueles pesos que impedem a caminhada ágil e firme. De vez em quando, para nos animar na dureza da caminhada, Ele levanta o véu do seu mistério de amor, e dá-nos um tal gozo interior que nos dissipa todas as dúvidas e gera novo entusiasmo para a caminhada. A Abraão foi o Filho, na sua velhice, as primícias da realização da promessa que estava ainda longe de ser realizada. Aos discípulos, acabrunhados na perspetiva da cruz, foi a transfiguração no Tabor, primícias do dia novo da sua ressurreição e Ascensão. E a nós? Que momentos de alegria profunda, que oásis no meio do deserto, Deus tem plantado para nos refrescar e nos fortalecer no caminho?

Os que querem seguir este Deus imprevisível têm de estar abertos à mudança, à aventura, a partir. Estávamos num mundo em permanente mudança e dentro dela, apareceu agora uma, a pandemia, que a todos interroga. Aqueles que já estão depois dos 60 anos julgavam que já tinham visto quase tudo, mas ninguém se lembra de uma pandemia assim. Igrejas fechadas, sem culto público, não podemos reunir-nos para celebrar o sacrifício pascal, e não nos lembramos disto ter acontecido alguma vez. Como vai ser o nosso amanhã? Vamos esperar que isto passe para voltarmos à nossa vida habitual? Era desperdiçar toda a aprendizagem do caminho. A Igreja já passou por crises muito maiores e de todas elas saiu mais fortalecida. Não devemos estar à espera que a pandemia passe para voltarmos aos tempos que conhecíamos antes e nos fazia sentir seguros. A pandemia já nos abriu horizontes novos de evangelização através do online que nunca tínhamos experimentado assim. Um retiro diocesano de advento ou quaresma, poderia ter 20 pessoas, no máximo, e agora teve 130 e vindos das latitudes mais diversas. Um percurso Alpha podia chegar a 50 ou 60 pessoas, mas este que estamos a fazer, chega aos 150, e muita gente que não tinha oportunidades de outra forma agora está muito agradecida pois pode participar naquilo que até aqui não podia. O online não é algo subalterno, passageiro, à espera de que a pandemia passe para voltarmos ao habitual. Claro que precisamos da vida real, dos irmãos, das celebrações presenciais, da comunidade física que, se Deus quiser havemos de voltar a ter, mas o online ficará como um enorme meio de evangelização e de construção de pontes que possibilitarão a muitos irmãos ser tocados pelo Evangelho. E isto será um bom fruto que a pandemia provocou.
A Encíclica do Papa «Vós sois todos irmãos», publicada durante a pandemia, é também um grito de Deus ao mundo para vivermos de uma forma mais solidária e fraterna. Mas o eco da encíclica é potenciado pela experiência da pandemia que nos faz descobrir que «estamos todos no mesmo barco». O passado já passou e estou em crer que na pandemia, Deus diz à Igreja o que disse a Abraão. «Deixa a tua terra, as tuas seguranças e parte para o novo que eu te vou indicar».

E faz-nos uma promessa de que, se nos pusermos a caminho e nos abrirmos ao novo, enviar-nos-á uma chuva de bênçãos. Jesus, mostrando aos discípulos o seu rosto cheio da luz divina, apresenta-lhes também a promessa da ressurreição e da vida gloriosa com Deus no céu, mas ainda não é tempo de «implantar ali as tendas»: é preciso descer e continuar o caminho do deserto, da conversão e da cruz.

Sentimo-nos a caminho, abertos à novidade de Deus, ou já plantámos as nossas tendas com estacas tão profundas como quem conta já não sair dali?

Quais são os auxílios, os oásis a que estamos a recorrer para nos fortalecer no caminho da quaresma?

Que chamamento Deus nos tem feito? E como temos respondido? Quais são os pesos que nos atrapalham e impedem o caminho?

PERCURSO ALPHA – já convidou alguém?

Em SJosé o percurso arranca dia 29 de Janeiro, online, com o 1º tema “Quem é Jesus?”; em SJBaptista, a sessão de apresentação Vinde e vêde será dia 29 de Jan, às 21:15, também online. Sempre à sexta, durante 10 semanas seguidas.

Inscreva-se ou envie inscrições para saojoaobaptista.alpha@gmail.com ou alpha.sao.jose@gmail.com

Almoço take away de Reis

Em vez do já tradicional Almoço de Reis, a pandemia obriga ao 1º Almoço de Reis Take Away: refeição com o mesmo espírito, com pontapé no Covid19 e cada família a comer em sua casa, servido pelo Restaurante Qta. de São Luíz em Pereira.

As doses pedidas serão distribuídas no final da missa das 11h, em SJBaptista.

Cada dose terá:
Sopa (deliciosa)
Prato Principal à escolha (o único trabalho que terá será abrir o saco):
Tibornada de Bacalhau ou Arroz de Pato;
Sobremesa (à escolha entre Arroz Doce ou Mousse de Chocolate)
1 fatia de Bolo Rei

Na inscrição deve ser indicado o número de doses e a ementa escolhida.
12,5€ cada dose

Por telefone: 239 405 706 (paróquia) ou 912 395 972 (Manuela)

No formulário: https://forms.gle/1VwvH71t8rHxDwuL7

Comissão de Festas do SJoão prepara a festa

Ainda estamos a 4 meses da festa do padroeiro S. João Baptista mas há uma equipa que já vai na terceira reunião de preparação do evento que em Junho atrairá, se o clima assim o permitir, vários milhares de convivas para a tradicional sardinha e febra.

Há cimento em SJBaptista: Aleluia

Não é muito, mas é melhor que nada: a poucos meses do nosso 10º aniversário temos finalmente algo que embora não seja definitivo está pelo menos acimentado.

Há uns meses que o chão do Hall que medeia entre a sala da igreja e a da secretaria e que na prática é a sacristia, com cerca de 5 m2, tinha o chão todo roto. Como o prédio ao lado da igreja está na fase final de construção, o nosso irmão António Carvalho Gomes aventurou-se e convidou o dono da obra a dar uma vista de olhos ao referido espaço, tão indigno do propósito a que se destina, e se ele seria capaz de propor uma solução. E correu muito bem porque prontamente o senhor, muito prestável, de ofereceu para no dia seguinte enviar um dos seus colaboradores ladrilhador para assentar mosaico que sobrou da sua obra.

E ficou muito bonito! Obrigados.

Movimento da Mensagem De Fátima

No próximo sábado decorre o dia do associado no Colégio STeotónio a partir das 9h.

Folha Paroquial nº 101 *Ano II* 01.12.2019 — DOMINGO I DO ADVENTO

«Vamos com alegria para a casa do Senhor.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 24, 37-44)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.»

MEDITAÇÃO
Hoje, a Igreja celebra o 1º Domingo do advento, tempo de espera, de oração e preparação para a celebração da solenidade do Natal do Senhor. Neste domingo vamos meditar a dimensão do encon-tro. Não é encontro qualquer: o tempo de advento é o momento propício em que a Igreja nos aponta para o grande encontro entre Deus e a humanidade, visto que esta se encontrava nas trevas do pecado e agora se prepara para receber o sol nascente que veio para iluminar e dar vida àqueles que já a tinham perdido. Este en-contro não é uma utopia, mas dá-se na nossa vida pessoal e comu-nitária.
Todos os anos nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus. Por que motivo celebramos então o nascimento de Alguém como se fosse nascer novamente? Na verda-de, Ele deve realmente nascer e eu devo também nascer com Ele. O advento permite-me, assim, um novo nascimento com Cristo. Posso então perguntar-me: “Como estou eu a viver a minha vida? Terá o Se-nhor lugar no meu coração? Tenho vivido a minha vida cristã de forma a que o meu coração seja a manje-doura onde o Senhor possa ter a sua morada?
Estamos à espera do Senhor que virá outra vez, não já como criança, mas na sua glória e majestade. Quando estamos à espera de alguém, não esperamos de qualquer maneira: para recebermos alguém sentimo-nos obrigados a mudar alguns hábitos e costumes que são comuns no dia-a-dia. Se o nosso convidado vem a nossa casa, preparamo-nos mudando a toalha da mesa, a loiça e até aprimoramos a ementa. Tudo é mais festivo que habitualmente. A expetativa daquele que virá gerou em nós mu-danças e transformação. A espera do Senhor que vem deve gerar em nós mudanças, e será Ele próprio quem manifestará a grande transformação na nossa vida, como vimos no profeta Isaías “Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foi-ces”(Is2,4). Pode-nos parecer difícil mudar de vida para receber o Senhor, mas, na verdade, todos os dias, e principalmente nos nos-sos dias, estamos preocupados em mudar. Em cada dia devemos ter a preocupação com a mudança para não cair na rotina do dia-a-dia.
Queremos estar diferentes e ser diferentes. Cito, por exemplo, as redes socias: há muitas pessoas preocupadas em não manter a mesma foto no perfil, é preciso estar sempre a mudar para que as pessoas possam pôr muitos “Gosto”. Preocupamo-nos se o nosso telemóvel ainda responde às nossas expectativas. O próprio tele-móvel exige periodicamente que façamos uma atualização do siste-ma para melhor se adequar às nossas necessidades. Assim também eu, como cristão, devo atualizar a minha vida cristã de acordo com o tempo litúrgico que a Igreja me convida a viver. Convertamos o nosso coração através da prática da oração, da partilha fraterna e da participação ativa na eucaristia dominical e da vida fraterna en-tre irmãos.
Estamos a ver que, para o encontro pessoal com Cristo, é necessá-rio uma conversão, uma mudança de vida. São Paulo, na sua Carta aos Romanos, é direto quando nos diz que é preciso abandonar as obras das trevas. Disse, no início da reflexão, que Jesus é o sol que veio para iluminar a humanidade no meio das trevas. Agora Paulo dá nome a essas trevas “Andemos dignamente, como em pleno dia, evitando comezainas e excessos de bebidas, as devassidões e liber-tinagens, as discórdias e os ciúmes”. Aproximar-se da luz é fazer o contrário das obras próprias das trevas.
O tempo do advento convida-nos a converter as obras más em obras de misericórdia. Somos chamados a partilhar o nosso pão material com aqueles que o não têm. Devemos sair do comodismo que nos aprisiona no egoísmo e egocentrismo dos tempos moder-nos e passar a dedicar um pouco do nosso tempo aos que se en-contram sós e abandonados. Tudo isto deve ser no entanto realiza-do como fruto de uma intimidade com Deus a partir de uma vida de oração. O Senhor também vem visitar-nos através dos mais pequeninos. Jesus foi o pequenino através do qual «Deus visitou o seu povo».
Pe Francisco Morais