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O cedro do Líbano

No próximo sábado, dia 5 de junho, às 17h30, para assinalar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a comissão que preside aos eventos relacionados com o Ano de São José em SJosé propõe uma palestra com a prof. Helena Freitas e ainda participar na plantação de um Cedro do Líbano nos jardins da igreja.

Esperamos todos que não lhe falte água para crescer nem terra fértil sobre a qual estender as suas raízes. E assim nos haveremos todos de lembrar, sempre que formos a esta igreja para alimentar a nossa comunhão com o Senhor e com os irmãos, do salmo 92: “Os justos florescerão como a palmeira e crescerão como os cedros do Líbano. Plantados na casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus.”. E também nos haveremos de lembrar que os cedros do Líbano também caem… sobretudo aqueles que não se deixam “plantar na casa do Senhor”.

Folha Paroquial nº 161 *Ano IV* 28.02.2021 — DOMINGO II DA QUARESMA

Andarei na presença do Senhor sobre a terra dos vivos.

A folha pode ser descarregada aqui.

“EVANGELHO (Mc 9, 2-10)
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.”

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

MOSTRAI-NOS O VOSSO ROSTO E SEREMOS SALVOS

A história de Abraão é a história de um crente que decidiu colocar a sua vida inteiramente nas mãos de Deus. A sua vocação começa por um chamamento a abrir-se à novidade de Deus, a não temer o risco, o desconhecido, a aventura, o novo. «Abraão, deixa a tua terra e a casa de teu pai e parte para a terra que eu te indicar. Farei de ti um grande povo (…) Abraão partiu como o Senhor lhe dissera» (Gen 12,1-4). E foi toda a vida um peregrino na busca do rosto de Deus e do cumprimento da sua promessa. O dom do filho Isaac foi um belo oásis, um grande ponto de apoio para a sua fé, no meio de todas as dúvidas e incertezas da aridez do deserto e dos escolhos do caminho. Mas eis que, depois deste oásis, vem uma ordem divina que deixa o coração de Abraão imerso na dor. “Abraão, toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar.” Sem nada entender deste Deus desconhecido que se atravessou no seu caminho, com o coração rasgado e ferido, obedece. Mas quando se prepara para cumprir a ordem divina, novamente a voz de Deus se faz ouvir: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças nenhum mal”. E diante de tanta confiança, Deus reitera e fortalece as suas promessas. Abraão aprende que o Deus que Ele segue não o deixa viver confortavelmente nas suas seguranças pois é um Deus imprevisível, misterioso, e sempre a apontar-lhe caminhos novos. Quem o quer seguir deve estar preparado para uma aventura permanente. No entanto descobre também que Ele é digno de confiança e que segui-lo faz da vida uma permanente novidade. Tem a figura de Abraão alguma coisa a ensinar-nos?

Em primeiro lugar, nesta quaresma, Deus vem bater à nossa porta como à da tenda de Abraão para nos dizer, dentro do chamamento que já nos fez outrora, a não nos deixarmos instalar naquilo que já conhecemos, a pormo-nos a caminho ao encontro do rosto de Deus, a libertarmo-nos daqueles pesos que impedem a caminhada ágil e firme. De vez em quando, para nos animar na dureza da caminhada, Ele levanta o véu do seu mistério de amor, e dá-nos um tal gozo interior que nos dissipa todas as dúvidas e gera novo entusiasmo para a caminhada. A Abraão foi o Filho, na sua velhice, as primícias da realização da promessa que estava ainda longe de ser realizada. Aos discípulos, acabrunhados na perspetiva da cruz, foi a transfiguração no Tabor, primícias do dia novo da sua ressurreição e Ascensão. E a nós? Que momentos de alegria profunda, que oásis no meio do deserto, Deus tem plantado para nos refrescar e nos fortalecer no caminho?

Os que querem seguir este Deus imprevisível têm de estar abertos à mudança, à aventura, a partir. Estávamos num mundo em permanente mudança e dentro dela, apareceu agora uma, a pandemia, que a todos interroga. Aqueles que já estão depois dos 60 anos julgavam que já tinham visto quase tudo, mas ninguém se lembra de uma pandemia assim. Igrejas fechadas, sem culto público, não podemos reunir-nos para celebrar o sacrifício pascal, e não nos lembramos disto ter acontecido alguma vez. Como vai ser o nosso amanhã? Vamos esperar que isto passe para voltarmos à nossa vida habitual? Era desperdiçar toda a aprendizagem do caminho. A Igreja já passou por crises muito maiores e de todas elas saiu mais fortalecida. Não devemos estar à espera que a pandemia passe para voltarmos aos tempos que conhecíamos antes e nos fazia sentir seguros. A pandemia já nos abriu horizontes novos de evangelização através do online que nunca tínhamos experimentado assim. Um retiro diocesano de advento ou quaresma, poderia ter 20 pessoas, no máximo, e agora teve 130 e vindos das latitudes mais diversas. Um percurso Alpha podia chegar a 50 ou 60 pessoas, mas este que estamos a fazer, chega aos 150, e muita gente que não tinha oportunidades de outra forma agora está muito agradecida pois pode participar naquilo que até aqui não podia. O online não é algo subalterno, passageiro, à espera de que a pandemia passe para voltarmos ao habitual. Claro que precisamos da vida real, dos irmãos, das celebrações presenciais, da comunidade física que, se Deus quiser havemos de voltar a ter, mas o online ficará como um enorme meio de evangelização e de construção de pontes que possibilitarão a muitos irmãos ser tocados pelo Evangelho. E isto será um bom fruto que a pandemia provocou.
A Encíclica do Papa «Vós sois todos irmãos», publicada durante a pandemia, é também um grito de Deus ao mundo para vivermos de uma forma mais solidária e fraterna. Mas o eco da encíclica é potenciado pela experiência da pandemia que nos faz descobrir que «estamos todos no mesmo barco». O passado já passou e estou em crer que na pandemia, Deus diz à Igreja o que disse a Abraão. «Deixa a tua terra, as tuas seguranças e parte para o novo que eu te vou indicar».

E faz-nos uma promessa de que, se nos pusermos a caminho e nos abrirmos ao novo, enviar-nos-á uma chuva de bênçãos. Jesus, mostrando aos discípulos o seu rosto cheio da luz divina, apresenta-lhes também a promessa da ressurreição e da vida gloriosa com Deus no céu, mas ainda não é tempo de «implantar ali as tendas»: é preciso descer e continuar o caminho do deserto, da conversão e da cruz.

Sentimo-nos a caminho, abertos à novidade de Deus, ou já plantámos as nossas tendas com estacas tão profundas como quem conta já não sair dali?

Quais são os auxílios, os oásis a que estamos a recorrer para nos fortalecer no caminho da quaresma?

Que chamamento Deus nos tem feito? E como temos respondido? Quais são os pesos que nos atrapalham e impedem o caminho?

PERCURSO ALPHA – já convidou alguém?

Em SJosé o percurso arranca dia 29 de Janeiro, online, com o 1º tema “Quem é Jesus?”; em SJBaptista, a sessão de apresentação Vinde e vêde será dia 29 de Jan, às 21:15, também online. Sempre à sexta, durante 10 semanas seguidas.

Inscreva-se ou envie inscrições para saojoaobaptista.alpha@gmail.com ou alpha.sao.jose@gmail.com

Almoço take away de Reis

Em vez do já tradicional Almoço de Reis, a pandemia obriga ao 1º Almoço de Reis Take Away: refeição com o mesmo espírito, com pontapé no Covid19 e cada família a comer em sua casa, servido pelo Restaurante Qta. de São Luíz em Pereira.

As doses pedidas serão distribuídas no final da missa das 11h, em SJBaptista.

Cada dose terá:
Sopa (deliciosa)
Prato Principal à escolha (o único trabalho que terá será abrir o saco):
Tibornada de Bacalhau ou Arroz de Pato;
Sobremesa (à escolha entre Arroz Doce ou Mousse de Chocolate)
1 fatia de Bolo Rei

Na inscrição deve ser indicado o número de doses e a ementa escolhida.
12,5€ cada dose

Por telefone: 239 405 706 (paróquia) ou 912 395 972 (Manuela)

No formulário: https://forms.gle/1VwvH71t8rHxDwuL7

Comissão de Festas do SJoão prepara a festa

Ainda estamos a 4 meses da festa do padroeiro S. João Baptista mas há uma equipa que já vai na terceira reunião de preparação do evento que em Junho atrairá, se o clima assim o permitir, vários milhares de convivas para a tradicional sardinha e febra.

Há cimento em SJBaptista: Aleluia

Não é muito, mas é melhor que nada: a poucos meses do nosso 10º aniversário temos finalmente algo que embora não seja definitivo está pelo menos acimentado.

Há uns meses que o chão do Hall que medeia entre a sala da igreja e a da secretaria e que na prática é a sacristia, com cerca de 5 m2, tinha o chão todo roto. Como o prédio ao lado da igreja está na fase final de construção, o nosso irmão António Carvalho Gomes aventurou-se e convidou o dono da obra a dar uma vista de olhos ao referido espaço, tão indigno do propósito a que se destina, e se ele seria capaz de propor uma solução. E correu muito bem porque prontamente o senhor, muito prestável, de ofereceu para no dia seguinte enviar um dos seus colaboradores ladrilhador para assentar mosaico que sobrou da sua obra.

E ficou muito bonito! Obrigados.

Movimento da Mensagem De Fátima

No próximo sábado decorre o dia do associado no Colégio STeotónio a partir das 9h.

Folha Paroquial nº 101 *Ano II* 01.12.2019 — DOMINGO I DO ADVENTO

«Vamos com alegria para a casa do Senhor.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Mt 24, 37-44)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.»

MEDITAÇÃO
Hoje, a Igreja celebra o 1º Domingo do advento, tempo de espera, de oração e preparação para a celebração da solenidade do Natal do Senhor. Neste domingo vamos meditar a dimensão do encon-tro. Não é encontro qualquer: o tempo de advento é o momento propício em que a Igreja nos aponta para o grande encontro entre Deus e a humanidade, visto que esta se encontrava nas trevas do pecado e agora se prepara para receber o sol nascente que veio para iluminar e dar vida àqueles que já a tinham perdido. Este en-contro não é uma utopia, mas dá-se na nossa vida pessoal e comu-nitária.
Todos os anos nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus. Por que motivo celebramos então o nascimento de Alguém como se fosse nascer novamente? Na verda-de, Ele deve realmente nascer e eu devo também nascer com Ele. O advento permite-me, assim, um novo nascimento com Cristo. Posso então perguntar-me: “Como estou eu a viver a minha vida? Terá o Se-nhor lugar no meu coração? Tenho vivido a minha vida cristã de forma a que o meu coração seja a manje-doura onde o Senhor possa ter a sua morada?
Estamos à espera do Senhor que virá outra vez, não já como criança, mas na sua glória e majestade. Quando estamos à espera de alguém, não esperamos de qualquer maneira: para recebermos alguém sentimo-nos obrigados a mudar alguns hábitos e costumes que são comuns no dia-a-dia. Se o nosso convidado vem a nossa casa, preparamo-nos mudando a toalha da mesa, a loiça e até aprimoramos a ementa. Tudo é mais festivo que habitualmente. A expetativa daquele que virá gerou em nós mu-danças e transformação. A espera do Senhor que vem deve gerar em nós mudanças, e será Ele próprio quem manifestará a grande transformação na nossa vida, como vimos no profeta Isaías “Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foi-ces”(Is2,4). Pode-nos parecer difícil mudar de vida para receber o Senhor, mas, na verdade, todos os dias, e principalmente nos nos-sos dias, estamos preocupados em mudar. Em cada dia devemos ter a preocupação com a mudança para não cair na rotina do dia-a-dia.
Queremos estar diferentes e ser diferentes. Cito, por exemplo, as redes socias: há muitas pessoas preocupadas em não manter a mesma foto no perfil, é preciso estar sempre a mudar para que as pessoas possam pôr muitos “Gosto”. Preocupamo-nos se o nosso telemóvel ainda responde às nossas expectativas. O próprio tele-móvel exige periodicamente que façamos uma atualização do siste-ma para melhor se adequar às nossas necessidades. Assim também eu, como cristão, devo atualizar a minha vida cristã de acordo com o tempo litúrgico que a Igreja me convida a viver. Convertamos o nosso coração através da prática da oração, da partilha fraterna e da participação ativa na eucaristia dominical e da vida fraterna en-tre irmãos.
Estamos a ver que, para o encontro pessoal com Cristo, é necessá-rio uma conversão, uma mudança de vida. São Paulo, na sua Carta aos Romanos, é direto quando nos diz que é preciso abandonar as obras das trevas. Disse, no início da reflexão, que Jesus é o sol que veio para iluminar a humanidade no meio das trevas. Agora Paulo dá nome a essas trevas “Andemos dignamente, como em pleno dia, evitando comezainas e excessos de bebidas, as devassidões e liber-tinagens, as discórdias e os ciúmes”. Aproximar-se da luz é fazer o contrário das obras próprias das trevas.
O tempo do advento convida-nos a converter as obras más em obras de misericórdia. Somos chamados a partilhar o nosso pão material com aqueles que o não têm. Devemos sair do comodismo que nos aprisiona no egoísmo e egocentrismo dos tempos moder-nos e passar a dedicar um pouco do nosso tempo aos que se en-contram sós e abandonados. Tudo isto deve ser no entanto realiza-do como fruto de uma intimidade com Deus a partir de uma vida de oração. O Senhor também vem visitar-nos através dos mais pequeninos. Jesus foi o pequenino através do qual «Deus visitou o seu povo».
Pe Francisco Morais

Encerramento visita pastoral do nosso bispo

No próximo domingo, dia 24, pelas 15h30, numa missa celebrada pelo nosso bispo D. Virgílio, assinalaremos o final da visita pastoral ao nosso Arciprestado de Coimbra Urbana. Já muitos de nós fomos mobilizados (coros e acólitos) e agora era bom que pudéssemos estar em grande número nesta festa da cidade à volta do seu bispo em dia de Cristo Rei.

Folha Paroquial nº 76 *Ano II* 05.05.2019 — DOMINGO III DE PÁSCOA

«Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Jo 21, 1-14)
Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.»

MEDITAÇÃO
A ressurreição de Jesus inaugurou um tempo novo e um mundo novo. Os textos da vigília pascal começam pela criação para depois, na oração que se segue, o presidente dizer que «O sacrifício de Cristo, nosso cordeiro pascal, é obra ainda mais excelente que o ato da criação no princípio do mundo.» E no canto do precónio diz-se: «De nada valeria termos nascido se não tivéssemos sido resgatados». Pela ressurreição de Jesus, Deus entrou na história e agiu, conduzindo a criação para um tempo novo que será consumado no fim dos tempos. A morte foi vencida, O Espírito Santo foi derramado sobre cada homem e agora habita o mundo para o levar à sua plenitude. Diz o Concílio Vaticano II, na Gaudium et Spes: «Deus ensina-nos que se prepara uma nova habitação e uma nova terra na qual reina a justiça e cuja felicidade satisfará e superará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens. Então, vencida a morte, os filhos de Deus ressuscitarão em Cristo e aquilo que foi semeado na fraqueza e na corrupção, revestir-se-á de incorruptibilidade, permanecendo a caridade e as suas obras, todas as criaturas que Deus criou para o homem serão libertadas da escravidão da vaidade» (GS, 39). E, no número anterior, lembra-nos que este mundo novo é fruto da ressurreição e do envio do Espírito aos corações dos homens e que, este Espírito não só suscita o desejo da vida futura, mas anima, purifica e fortalece também os homens a trabalhar para tornar a vida mais humana, mais segundo o desígnio divino. No entanto, nesta construção do reino de Deus, já a acontecer, temos de contar com um duro combate que se trava na história e nos nossos corações. Na primeira leitura de hoje, vemos esse combate. O Sumo Sacerdote diz aos apóstolos: «Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem». Hoje, também, em muitos lugares do mundo, existe a mesma interdição de falar do nome de Jesus, e onde ela não existe, formalmente, como é o caso da Europa ocidental, existe sub-repticiamente, tentando que a comunidade dos discípulos de Jesus, a Igreja, não tenha espaço de cidadania. A muitos não lhe importa que a Igreja exista desde que o seu trabalho seja feito dentro das quatro paredes do templo, sem tentar influenciar a sociedade. Ora Jesus convida-nos e envia-nos para o mundo a anunciar a sua palavra para o mundo ser transformado. Jesus disse: «Vós sois o sal da terra , vós sois a luz do mundo”. Não se trata de impor nada a ninguém pois a fé não pode ser imposta, já que tem a ver com uma decisão pessoal da consciência. Mas pode e deve ser proposta a todos os que a quiserem ouvir. Se vejo alguém a morrer de sede não o posso obrigar a beber a água que o salvaria, mas posso e devo dizer-lhe onde está a água que lhe mataria a sede e o restabeleceria. O maligno, que se apresenta de diversas formas, tenta calar a palavra de Deus para que ela não transforme o mundo, e ele age fora da igreja mas também dentro da igreja, o que é ainda pior, pois a desacredita. Mas os discípulos de Jesus não devem deixar-se vencer pois Jesus disse: «No mundo tereis muitas tribulações mas não tenhais medo: Eu venci o mundo.» E aqui mundo quer dizer tudo aquilo que se opõe a Deus e ao seu projeto de salvação. Os discípulos de Jesus, de ontem e de hoje, receberam a missão de, iluminados e fortificados pelo Espírito, colaborarem com Deus para que o mundo novo que já começou, pela sua encarnação, morte, ressurreição e Pentecostes seja levado à plenitude. Mas para isto temos de estar preparados para sofrer pelo nome de Jesus. Encanta-me a forma como os apóstolos encararam os sofrimentos que lhes foram infligidos por causa de pregarem a Palavra: «Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria, por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus.» Para seguir Jesus e ser testemunha dele é preciso estar disposto a sofrer por ele, até ao martírio, se necessário for. Onde a Igreja é mais forte é onde sofre por causa de Jesus. Onde ela vive em liberdade corre sempre o risco de entrar numa frouxidão, numa mornice e tibieza de que nos fala o Apocalipse: «Tenho contra ti que não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente mas és morno e aos mornos vomito-os da minha boca.» É por causa de uma vivência cristã frouxa, débil, que recusa a cruz, que hoje a Igreja sofre humilhações em toda a terra, pois deixámos o mundanismo entrar nela como se vê com os escândalos que vão aparecendo também dentro da igreja e nos clérigos: é a corrupção, a vergonha, o pecado. E aqueles que eram destinados a serem “sal da terra” para preservar o mundo da corrupção tornam-se, eles mesmos, os corruptores. «Mas Deus não desiste da sua Igreja e sobretudo do seu projeto de salvação. Ele procura almas que desejem servi-Lo e amá-Lo para que o mundo seja salvo. Ele está vivo e a força da sua ressurreição é imparável. Felizes os que acreditam e que aceitam colaborar com Ele na construção de uma nova civilização de amor e justiça.

«Mãe de Deus, Nossa Senhora, intercede
por todas as mães nas suas mais diversas necessidades.
Que o amor e a generosidade de todas elas sejam exemplo sempre presente no coração de todos os filhos.
Mãe querida, ajuda todas as mães que geraram os seus filhos para a vida, a gerarem-nos também para a graça.
Virgem Maria, faz com que todas as mulheres saibam ser no mundo um sinal da presença materna de Deus.
Ámen.»